O movimento sindical petroleiro se despede, com profunda tristeza, de Rômulo Alves de Oliveira, 61 anos, falecido na última quarta-feira (16), vítima de um acidente de carro enquanto seguia para Teixeira de Freitas, ao lado da esposa Patrícia Vigneron Araújo, de 56 e da cunhada Mara Cristina Vigneron de Araújo Oliveira, de 61 anos,
Morador de Campos dos Goytacazes, no Parque Flamboyant, Rômulo era uma figura conhecida e respeitada na base do Sindipetro-NF. Embora tenha se filiado formalmente pela segunda vez em 2022, quando foi reintegrado, sua trajetória de militância na entidade atravessa muitos anos, marcada por participação ativa, espírito coletivo e compromisso com a luta dos trabalhadores.
Rômulo foi um dos trabalhadores reintegrados após um dos períodos mais duros enfrentados pela categoria, sendo parte ativa de uma luta que combinou enfrentamento jurídico e forte articulação política. Sua atuação foi decisiva em momentos emblemáticos, como a ocupação e o acampamento em Brasília, onde ajudou a construir não apenas a pressão necessária para a reintegração, mas também uma importante formação política entre os trabalhadores.
Segundo o diretor do NF, Luiz Carlos Mendonça (Meio Quilo) , o Rômulo estava sempre presente nas trincheiras da luta. “Se engajou em outras frentes importantes, como a mobilização em torno do regime de 14 por 21, organizando documentos e materiais para atuação política junto a parlamentares. Sua disposição em contribuir, articular e construir coletivamente era uma de suas marcas mais fortes” – conta.
Ao longo dos anos, participou de diversos momentos históricos do país, incluindo mobilizações e viagens relacionadas às posses presidenciais, mantendo-se próximo dos espaços de debate e construção política. Gostava de estar em movimento, de viajar, de dirigir, de viver intensamente.
Em depoimento emocionado, o diretor Meio Quilo relembra:
“Rômulo era um companheiro de luta, sempre foi. Um dos reintegrados que veio cada vez mais forte, muito proativo, sempre preocupado com o coletivo. A gente tinha divergências, quebrava o pau, mas era um cara verdadeiro. Sempre esteve nas linhas, nas trincheiras.”
O relato também destaca a dimensão humana de Rômulo: “Pai dedicado, sempre presente e forte diante da família, deixa uma filha, que atualmente reside na Austrália e retorna ao Brasil neste momento de dor”.
Nos últimos tempos, enfrentava questões de saúde, realidade que, infelizmente, atinge muitos trabalhadores do setor. Sua partida reforça a urgência de aprofundar o debate sobre doenças ocupacionais e as condições de trabalho, pautas que sempre estiveram presentes em sua trajetória de luta.
“Fica a gratidão pela amizade e pela identificação na luta que ele sempre foi. A vida é um sopro”, resume o colega.
Rômulo parte deixando um legado de coragem, compromisso e consciência coletiva. Sua história permanece viva na memória da categoria e na continuidade das lutas que ajudou a construir.
O Sindipetro-NF se solidariza com familiares, amigos e companheiros, reafirmando que a trajetória de Rômulo Alves de Oliveira jamais será esquecida.


