Rede Brasil AtualO Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que a desocupação no mercado de trabalho está em um processo de desaceleração. Segundo a análise, contudo, a população jovem é uma das mais prejudicadas com a crise.

De acordo com a Carta de Conjuntura, publicada nesta quinta-feira (14), as pessoas entre 18 e 24 anos são as com mais chances de serem demitidas e possuem mais dificuldades de conseguir emprego. No segundo semestre, a taxa de desemprego entre eles é de 27,3%, equivalente a 4,3 milhões de pessoas. O estudo também mostra que a faixa etária é a que registrou a maior desocupação.

"Num momento de crise, quando o empresário decide quem vai embora, ele opta por quem tem menos tempo na empresa", explica a pesquisadora do Ipea Maria Andreia Parente Lameiras, em entrevista ao Poder360.

Além de receber os menores salários, segundo o estudo, os mais jovens também apresentam queda na remuneração em 0,5%, na comparação com o mesmo período de 2016.

Em linhas gerais, o segundo semestre do ano registrou uma desaceleração da desocupação e a expansão dos rendimentos reais permitiu que 31,7% dos trabalhadores que estavam desocupados obtivessem emprego no período. O percentual de pessoas ocupadas que perderam o posto de trabalho recuou de 3,6% para 3,4%, em comparação ao segundo trimestre do ano passado.

“Porque o desemprego não vai cair mesmo com um cenário de melhora da economia? Porque estamos esperando uma pressão extra da PEA, que deve vir por conta do desalento. Ou seja, quando a economia começa a melhorar, muita gente fora do mercado de trabalho voltam a procurar emprego e isso aumenta a PEA, o que dificulta a queda do desemprego", explica Maria Andreia.

Aumento da informalidade

No segundo trimestre do ano, de todos os trabalhadores que transitaram da ocupação para a desocupação, 32% estavam no mercado formal, 10% menos que há dois anos.

Entretanto, o setor informal recebeu o maior número de desempregados. 43% daqueles que estavam desempregados foram incorporados pelo mercado informal, 28% obtiveram uma vaga formal e 28% se tornaram autônomos.

Apesar da desaceleração do desemprego, neste segundo semestre, algumas regiões apresentaram alta de desocupados, com destaque negativo para Pernambuco, que subiu 13,96% para 18,85%, e Rio de Janeiro, em que a taxa subiu 11,38% para 15,65%, ambos em comparação ao mesmo período de 2016.

Da Imprensa da FUP - A proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Petrobrás e subsidiárias afronta os petroleiros. Além de dizimar uma série de direitos, a empresa quer reduzir um terço das atuais cláusulas do ACT. Conquistas que são fruto de lutas históricas, como a promoção por antiguidade de Pleno para Sênior nos cargos de Nível Médio, estão sendo extirpadas pelos gestores.

As mudanças propostas pela direção da Petrobrás obrigam os trabalhadores a serem firmes na luta. O Acordo Coletivo será reflexo das nossas mobilizações e terá o tamanho da luta que fizermos. Os petroleiros são a primeira categoria a enfrentar uma negociação sob a égide da contrarreforma trabalhista, que sequestrou direitos básicos do povo, invertendo a lógica da legislação. Em vez de defender os trabalhadores, a nova lei protegerá as empresas. Essa desconstrução de valores imposta pelo golpe entra em vigor um dia após o fim da prorrogação do ACT dos petroleiros.

Não é à toa que a proposta da Petrobrás altera profundamente o Acordo Coletivo e a relação de trabalho com a empresa. As assessorias jurídica e econômica da FUP estão analisando minunciosamente o seu conteúdo. Na semana que vem, as direções sindicais retornam à companhia para defender sua visão de empresa e as pautas de reivindicações aprovadas pela categoria.

A FUP e seu Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Óleo e Gás (Geep) apresentarão a Pauta pelo Brasil, com eixos de luta que alteram os rumos da Petrobrás para que volte a ser uma empresa pública e integrada de energia, com foco no desenvolvimento nacional. Está mais do que claro que o desmonte do ACT está alinhado com a desintegração e privatização estatal. E os gestores ainda têm a seu favor a contrarreforma trabalhista.

Essa é, portanto, uma campanha que exigirá de cada um dos petroleiros e petroleiras participação efetiva nas mobilizações e decisões que tomaremos no decorrer das negociações com a empresa. Por isso, é fundamental que os trabalhadores participem das setoriais que serão intensificadas nos próximos dias. Só a luta garantirá os direitos e conquistas da categoria. E o Acordo Coletivo terá o tamanho dessa luta.

 

Da Imprensa da FUP - A proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Petrobrás nesta quinta-feira, 14, reduz uma série de direitos conquistados pela FUP e seus sindicatos ao longo dos últimos anos. A empresa propõe o fim do auxílio almoço, da Gratificação de Campo Terrestre, do Adicional do Estado do Amazonas, do Benefício Farmácia, do Programa Jovem Universitário, da promoção por antiguidade de Pleno para Senior nos cargos de Nível Médio, além da redução das remunerações da hora extra, da dobradinha, da troca de turno e da gratificação de férias.

Além disso, a Petrobrás altera a vigência do Acordo Coletivo de dois para um ano. A FUP e seus sindicatos estão reunidos para avaliar a negociação e definir os próximos passos da campanha. Durante a reunião com a empresa, a FUP propôs uma nova rodada de negociação para a próxima semana, o que foi aceito pelo RH.

A Petrobrás também propõe uma série de “adequações” para as atuais 182 cláusulas do Acordo Coletivo, que seriam reduzidas para 114. A avaliação da proposta da empresa e suas “adequações” de cláusulas serão feitas com muito critério nos próximos dias pela FUP e suas assessorias.

Principais pontos da proposta da Petrobrás:

Reajuste salarial de 1,73% no salário básico e na RMNR

0% de reajuste para os Benefícios Educacionais

Redução de 50% para as Horas Extras e dobradinhas (extra-turno)

Redução do pagamento das horas da troca de turno. O pagamento será limitado a 15 minutos. Se o tempo for de até 10 minutos, não será mais remunerado.

Fim do recebimento do auxílio almoço no contracheque. A empresa propõe a migração obrigatória para o Vale

Refeição/Vale Alimentação

O valor do Auxílio Almoço não será mais considerado no cálculo da Gratificação de Férias e do 13º

Reajuste de 34% para a tabela de Grande Risco da AMS

Fim da Gratificação de Campo Terrestre

Fim do Adicional do Estado do Amazonas

Fim do Benefício Farmácia, que será substituído por um programa de acesso limitado e com restrição de medicamentos

Fim do Programa Jovem Universitário

Implantação de uma nova modalidade de redução da jornada de trabalho do regime administrativo, de cinco para quatro dias semanais com redução de 20% da remuneração

Redução da gratificação de férias, que passará a ser remunerada em 1/3. Os 2/3 restantes serão pagos em forma de abono

Fim da promoção por antiguidade de Pleno para Sênior nos cargos de nível médio

Alteração dos indicadores que compõem a metodologia do regramento para pagamento da PLR

 

Da Imprensa da CUT - Neste Dia Nacional de Luta, Protestos e Panfletagens sindicatos de metalúrgicos e outras categorias da CUT promoveram mobilizações para barrar a Reforma Trabalhista e impedir a votação da Reforma da Previdência.

No Rio de Janeiro, a CUT está nas ruas desde cedo junto com os sindicatos de metalúrgicos de Niterói, Angra, Rio, São Gonçalo. No estado, o principal debate é sobre a indústria naval. Já no Rio Grande do Sul, a CUT e as demais centrais definiram realizar um ato unitário a partir às 17h na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre.

Em São Paulo, Sindsaúde, Simesp e Sinpsi estão coletando assinaturas para o projeto de lei de iniciativa popular que propõe a revogação da Reforma Trabalhista do ilegítimo Michel Temer (PMDB) no Hospital das Clínicas da capital paulista. Outras categorias se concentraram no centro e saíram em caminhada para alertar a população sobre o roubo de direitos trabalhistas previsto para entrar em vigor a partir de 11 de novembro.

Na cidade de Votorantim (SP), o Sindicato dos Trabalhadores do Vestuário de Sorocaba promoveu um protesto na porta da empresa Emphasis para orientar a categoria sobre a importância da adesão à campanha pela revogação da reforma trabalhista.

Na Bahia, os trabalhadores pararam o Pólo Petroquímico de Camaçari pela manhã para coleta de assinaturas ao projeto. e fazem coleta para o projeto. Em Recife (PE), trabalhadoras de várias categorias (metalúrgicos, petroleiros, previdenciários, metroviários, trabalhadores em processamento de dados e tecnologia da informação), além servidores públicos federais, estaduais e municipais, integraram as ações coordenadas pelos metalúrgicos.

Em Pernambuco, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (Sidmetal-PE), a categoria se reuniu na manhã de hoje em várias fábricas e indústrias da Região Metropolitana do Recife. Ocorreram protestos na Simisa, Musashi, Gerdau, além de mobilizações no acesso à Fiat e Alcoa, na BR-101, Norte, com paralisações no começo do expediente.

Hoje à tarde, o Dia Nacional de Lutas, Protestos e Greve prossegue com concentração e ato público, a partir das 15h, na praça da Democracia, no Derby.

Em Fortaleza, CUT, confederações, federações, sindicatos e movimentos sociais realizaram Tribuna Livre e panfletagem sobre campanha para anulação da Reforma Trabalhista. Na capital cearense, atividade ocorreu na Praça do ferreira, no Centro da cidade.

Houve ainda manifestações no Rio de Janeiro (RJ), Niterói (RJ), Porto Alegre (RS), Contagem (MG) com fechamento de vias e panfletagens. Em breve, mais informações sobre o dia de lutas.

 

Imprensa da FUP - O Conselho Deliberativo da Petros aprovou nesta terça-feira, 12, o equacionamento do Plano Petros-1 pelo teto, impondo aos participantes e assistidos a conta de problemas estruturais que são de responsabilidade exclusiva dos gestores, como a FUP e seus sindicatos vêm há anos denunciando. 

Os conselheiros eleitos contestaram os valores apresentados pela Petros e tentaram negociar o equacionamento pelo valor mínimo nominal, cobrando a identificação e segregação dos déficits que foram gerados por políticas de gestão das patrocinadoras.  Os representantes da Fundação e da Petrobrás, no entanto, preferiram sangrar os petroleiros, mantendo o equacionamento pelo valor máximo, R$ 22,6 bilhões, corrigido até dezembro de 2017, o que significará cerca de R$ 27,7 bilhões.   

A FUP reconhece que o Plano Petros-1 precisa de novos aportes financeiros, mas isso deve ser feito de forma que penalize o mínimo possível os participantes e assistidos. “Como aprovar um equacionamento pelo valor máximo se o resultado do recadastramento ainda não encerrado pode alterar significativamente o valor de componentes do déficit, como, por exemplo, o da Família Real?”, questionou o conselheiro eleito, em seu voto contrário ao equacionamento aprovado pela Petros.

Estamos diante de um déficit que é consequência de problemas estruturais do plano, como a FUP sempre alertou. Por isso, defendeu a repactuação e negociou o Acordo de Obrigações Recíprocas (AOR), que deu uma sobrevida ao PP-1, garantindo que a Petrobrás e demais patrocinadoras reconhecessem dívidas históricas que tinham com o plano. Através do AOR, conquistamos aportes bilionários, que representam hoje R$ 11,84 bilhões no balanço patrimonial do PP-1, que, sem estes recursos, já estaria insolvente.

A FUP sempre buscou resolver de forma responsável os problemas estruturais do Plano Petros-1, propondo alternativas para a categoria, como o BPO e o Plano Petros-2, que garantiu um novo modelo previdenciário para as novas gerações de petroleiros. O PP-2 foi inteiramente negociado com as representações sindicais e, em apenas dez anos, já é o maior plano de Contribuição Variável do país, com um patrimônio de mais de R$ 15 bilhões e cerca de 50 mil participantes.

Se hoje o PP-1 se encontra nesta situação, muito se deve à omissão dos que sempre negaram os problemas estruturais do plano, mentindo para a categoria e tentando inviabilizar as alternativas apontadas pela FUP, como fizeram ao se contrapor à repactuação e ao PP-2. Em vez de buscarem soluções, contribuíram ainda mais para o déficit do PP-1, que tem hoje um passivo bilionário de ações judiciais. Sem falar na tentativa de impedir a homologação do AOR.  Chegaram, inclusive, a entrar na justiça com uma ação irresponsável para anular a transação judicial que garantiu aportes de R$ 11,84 bilhões para o PP-1, o que atrasou por dez anos a tramitação da Ação Civil Pública, onde a FUP e seus sindicatos cobram as dívidas que as patrocinadoras ainda têm com o plano.

Ao contrário dos que seguem iludindo os petroleiros com falsas promessas e o discurso fácil da negação, a FUP continuará lutando pelos direitos dos participantes e assistidos do PP-1, como sempre fez. “Sabemos que a tarefa não é fácil, mas, o movimento sindical, de forma responsável, vai buscar, mais uma vez, garantir uma solução para o PP-1, como fizemos durante a repactuação e o AOR, que deu uma importante sobrevida para o plano”, afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

FUP

O Sindipetro-NF publica mais uma parcial das assembleias, agora com a inclusão de 28 plataformas e a sede de Campos. Todas aprovando os indicativos da Federação e dos sindicatos petroleiros. 

Segundo a FUP, os trabalhadores do Sistema Petrobrás aprovaram praticamente por unanimidade o Termo Aditivo à Pauta de Reivindicações, com salvaguardas para combater os efeitos da contrarreforma trabalhista e da terceirização. O documento será discutido com a empresa na quinta-feira, 14, durante a primeira rodada de negociação da campanha reivindicatória, que já se apresenta como uma das mais difíceis da história da categoria.

Veja a parcial das assembleias: 

1 - Apr.  Termo Aditivo
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 148 0 0
Campos 75 0 0
Edinc 20 0 1
Imbetiba 79 0 0
PT 29 0 0
PCE-1  22 1 0
PGP-1  19 0 0
PRA-1       
PPM-1 34 0 0
PPG-1  25 1 0
PNA-1  25 1 0
PNA-2       
PCH-1  21 0 0
PCH-2  21 0 0
PCP 1/3       
PCP 2  10 0 0
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07  13 0 0
P-08  28 0 0
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18  33 0 0
P-19  27 0 0
P-20  22 0 0
P-25       
P-26  18 0 0
P-31  26 0 0
P-32  24 0 0
P-33  25 0 0
P-35  18 0 0
P-37       
P-38       
P-40       
P-43  30 0 0
P-47       
P-48  32 0 0
P-50  18 0 0
P-51 13 0 0
P-52  29 0 0
P-53       
P-54       
P-55      
P-56 28 0 0
P-61 19 0 0
P-62      
P-63 31 0 0
P-65  12 0 0
Total 981 3 1

 

02 - Desconto Assistencial
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 104 35 9
Campos 71 3 1
Edinc 20 0 1
Imbetiba 66 4 9
PT 22 5 2
PCE-1  22 1 0
PGP-1  18 0 1
PRA-1       
PPM-1 33 1 0
PPG-1  14 12 0
PNA-1  19 6 1
PNA-2       
PCH-1  19 1 1
PCH-2  4 17 0
PCP 1/3       
PCP 2  3 6 1
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07  9 4 0
P-08  4 24 0
P-09       
P-12  4 3 0
P-15       
P-18  32 1 0
P-19  24 2 1
P-20  19 3 0
P-25       
P-26  1 16 1
P-31  26 0 0
P-32  14 10 0
P-33  22 3 0
P-35  17 0 1
P-37       
P-38       
P-40       
P-43  29 1 0
P-47       
P-48  29 3 0
P-50  18 0 0
P-51 3 10 0
P-52  28 0 1
P-53       
P-54       
P-55      
P-56 28 0 0
P-61 16 3 0
P-62      
P-63 31 0 0
P-65  7 5 0
Total 776 179 30

 

03 - Apr. Estado Assembleia permanente
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 144 0 4
Campos 75 0 0
Edinc 21 0 0
Imbetiba 78 0 1
PT 29 0 0
PCE-1  23 0 0
PGP-1  19 0 0
PRA-1       
PPM-1 33 1 0
PPG-1  26 0 0
PNA-1  25 0 1
PNA-2       
PCH-1  21 0 0
PCH-2  20 1 0
PCP 1/3       
PCP 2  10 0 0
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07  13 0 0
P-08  28 0 0
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18  33 0 0
P-19  27 0 0
P-20  22 0 0
P-25       
P-26  18 0 0
P-31  26 0 0
P-32  24 0 0
P-33  25 0 0
P-35  18 0 0
P-37       
P-38       
P-40       
P-43  30 0 0
P-47       
P-48  32 0 0
P-50  17 0 1
P-51 12 1 0
P-52  29 0 0
P-53       
P-54       
P-55      
P-56 28 0 0
P-61 19 0 0
P-62      
P-63 31 0 0
P-65  12 0 0
Total 975 3 7

 

 

 

 

 

Imprensa FISENGE - Engenheiros e engenheiras reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), realizado entre os dias 6 e 9/9, aprovaram a Carta de Curitiba. O documento aponta para a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora. “Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos”, aponta o documento que ainda afirma: “Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta (...) A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também as privatizações”.

Com o tema “Resistir! Em defesa da engenharia e da soberania nacional”, o 11º Consenge ocorreu em Curitiba, com mais de 300 participantes e o maior número de mulheres da história dos Congressos e ainda contou com aula magna do senador Roberto Requião (PMDB-PR) e palestras com o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães; o historiador e professor Valter Pomar; o economista e ex-presidente do Ipea, Marcio Pochmann e a socióloga e pesquisadora Maria Rosa Lombardi. O evento foi realizado pela Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), que tem sede no Rio de Janeiro, e pelo Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR). Ao longo dos quatro dias, filiados aos 12 sindicatos que compõem a Federação, tiveram como debate central a defesa da engenharia e da soberania nacional.  Também foi eleita a nova diretoria da Fisenge, cuja presidência é ocupada pelo reeleito engenheiro Clovis Nascimento. A cobertura completa está disponível no site: www.fisenge.org.bre no facebook.com/federacaofisenge

Confira a íntegra da Carta de Curitiba:

Carta de Curitiba

No marco dos 100 anos da primeira Greve Geral no Brasil e da Revolução Russa, nós, engenheiras e engenheiros reunidos no 11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros (Consenge), manifestamos a urgência de um projeto de país comprometido com a engenharia brasileira, a soberania nacional e a classe trabalhadora.

Fizemos o maior Congresso da história, com mais de 300 participantes, além da maior delegação de mulheres e de estudantes, frutos da construção do Coletivo de Mulheres da Fisenge e do Coletivo Nacional de Estudantes, em diversos estados.  

Com a consolidação do golpe ao mandato da presidenta Dilma Rousseff, a engenharia brasileira sofre um inaceitável processo de criminalização, com empresas nacionais fechadas, obras paralisadas e milhares de profissionais demitidos. Estas são consequências intoleráveis, frutos da crise política capitaneada pela Operação Lava Jato. Repudiamos a corrupção e exigimos a responsabilização de todas as pessoas envolvidas em desvios de conduta, sem a penalização das empresas nacionais.

A engenharia é o motor da economia de todo país, uma vez que amplia a capacidade produtiva e de investimentos. A desnacionalização da economia, em curso no Brasil, aprofunda o desmonte da engenharia brasileira, a subordinação ao capital estrangeiro, as desigualdades sociais e ameaça a soberania nacional. Repudiamos, ainda, a entrega do território brasileiro e também a privatização da Eletrobrás, dos Correios, da Casa da Moeda. Reivindicamos a defesa da Petrobras pública e estatal como elemento estratégico para o desenvolvimento social. É imperativo o investimento em ciência e tecnologia, impedindo a chamada “fuga de cérebros”. Um país sem ciência e sem tecnologia é um país sem soberania nacional. A engenharia brasileira possui acúmulo tecnológico para pensar, formular, construir, projetar e inovar soluções de melhoria de condições de vida para a população.

As profundas transformações no mundo do trabalho, a chamada Revolução 4.0, impõem desafios para enfrentarmos o desemprego estrutural previsto internacionalmente. Para além do campo de benesses, é necessário disputar o controle e a distribuição das tecnologias.

Manifestamos como urgente a revogação da reforma trabalhista e da emenda constitucional 95, que determina um teto para os gastos públicos. Defendemos a redução da jornada de trabalho para 35 horas sem redução de salário e a manutenção da previdência social. Apoiamos uma reforma política popular, com financiamento público de campanha e fortalecimento dos partidos políticos.

A crise é mundial e não há solução fácil. Temos, todos e todas, grandes responsabilidades. E, com grandes responsabilidades, surgem tarefas. Temos a tarefa histórica de resistir e lutar em defesa da engenharia, da democracia e da soberania nacional.

Curitiba, 09 de setembro de 2017

11º Congresso Nacional de Sindicatos de Engenheiros

Desde segunda, 11, os petroleiros do grupo Schlumberger, que inclui Mi Swaco e Smith, vem realizando assembleias para avaliar indicativo do sindicato de aprovação de Termo Aditivo ao Acordo Coletivo 2016-2018. O Termo prevê reajuste salarial de 3,26% para a primeira faixa de remuneração (até R$ 5 mil), e de 2% para a segunda faixa (de R$ 5.000,01 a R$ 8 mil).

Petroleiros da Schlumberger em Macaé realizaram, no início da manhã de segunda e aprovaram o ACT. Ontem, 12, foi a vez dos trabalhadores da Smith e da Mi Swaco , realizarem assembleia. Os petroleiros da Smith rejeitaram a proposta e os da Mi Swaco aprovaram. Por conta desse resultado e como são CNPJs diferentes, os acordos dos trabalhadores das duas empresas que aprovaram o termo serão assinados.

Smith

O Sindipetro-NF está protocolando uma solicitação ao RH do grupo para que haja retorno às mesas de negociação para a Smith. Entre as cláusulas que os trabalhadores querem avanço estão a que trata do Vale Transporte e a do Auxílio Creche. Uma nova setorial com os petroleiros da empresa está agendada para o dia 20 de setembro.

O sindicato também conquistou nas negociações com a empresa reajustes nos tickets refeição e alimentação. O primeiro passou de R$ 33,50 para R$ 34,60 (3,28%), e o segundo de R$ 280,00 para R$ 360,00 (27%). Outra mudança é que o ticket alimentação será estendido a todos os funcionários, independentemente da faixa salarial.

Participaram da assembleia nesta manhã os diretores Wilson Reis, Eider Cotrim, Rafael Crespo e Cláudio Nunes.

Os indicativos da Federação e sindicatos petroleiros estão sendo aprovados nas assembleias do Norte Fluminense a parcial da manhã desta quarta, 13, das assembleias inclui PCP-2, P-18 e P-35 somando um total de 27 plataformas e bases de terra que já votaram. Mais tarde será publicada uma nova parcial incluindo o resultado da assembleia de Campos. 

Veja parcial abaixo:

1 - Apr.  Termo Aditivo
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 148 0 0
Edinc 20 0 1
Imbetiba 79 0 0
PT 29 0 0
PCE-1  22 1 0
PGP-1       
PRA-1       
PPM-1 34 0 0
PPG-1  25 1 0
PNA-1  25 1 0
PNA-2       
PCH-1  21 0 0
PCH-2  21 0 0
PCP 1/3       
PCP 2  10 0 0
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07  13 0 0
P-08  28 0 0
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18  33 0 0
P-19  27 0 0
P-20  22 0 0
P-25       
P-26  18 0 0
P-31  26 0 0
P-32  24 0 0
P-33  25 0 0
P-35  18 0 0
P-37       
P-38       
P-40       
P-43  30 0 0
P-47       
P-48  32 0 0
P-50  18 0 0
P-51 13 0 0
P-52  29 0 0
P-53       
P-54       
P-55      
P-56 28 0 0
P-61 19 0 0
P-62      
P-63 31 0 0
P-65  12 0 0
Total 887 3 1

 

02 - Desconto Assistencial
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 104 35 9
Edinc 20 0 1
Imbetiba 66 4 9
PT 22 5 2
PCE-1  22 1 0
PGP-1       
PRA-1       
PPM-1 33 1 0
PPG-1  14 12 0
PNA-1  19 6 1
PNA-2       
PCH-1  19 1 1
PCH-2  4 17 0
PCP 1/3       
PCP 2  3 6 1
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07  9 4 0
P-08  4 24 0
P-09       
P-12  4 3 0
P-15       
P-18  32 1 0
P-19  24 2 1
P-20  19 3 0
P-25       
P-26  1 16 1
P-31  26 0 0
P-32  14 10 0
P-33  22 3 0
P-35  17 0 1
P-37       
P-38       
P-40       
P-43  29 1 0
P-47       
P-48  29 3 0
P-50  18 0 0
P-51 3 10 0
P-52  28 0 1
P-53       
P-54       
P-55      
P-56 28 0 0
P-61 16 3 0
P-62      
P-63 31 0 0
P-65  7 5 0
Total 687 176 28

 

 

03 - Apr. Estado Assembleia permanente
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 144 0 4
Edinc 21 0 0
Imbetiba 78 0 1
PT 29 0 0
PCE-1  23 0 0
PGP-1       
PRA-1       
PPM-1 33 1 0
PPG-1  26 0 0
PNA-1  25 0 1
PNA-2       
PCH-1  21 0 0
PCH-2  20 1 0
PCP 1/3       
PCP 2  10 0 0
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07  13 0 0
P-08  28 0 0
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18  33 0 0
P-19  27 0 0
P-20  22 0 0
P-25       
P-26  18 0 0
P-31  26 0 0
P-32  24 0 0
P-33  25 0 0
P-35  18 0 0
P-37       
P-38       
P-40       
P-43  30 0 0
P-47       
P-48  32 0 0
P-50  17 0 1
P-51 12 1 0
P-52  29 0 0
P-53       
P-54       
P-55      
P-56 28 0 0
P-61 19 0 0
P-62      
P-63 31 0 0
P-65  12 0 0
Total 881 3 7

 

 

 

 

 

 

Diretores da FUP e do Sindipetro-NF participaram na manhã desta quarta, 13 , de um ato contra o anúncio da Petrobrás de privatização da Fafen/PR. O ato que aconteceu em frente à Araucária Nitrogenados reuniu centenas de trabalhadores e representantes de sindicatos petroleiros.

Petroleiros da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) fizeram uma caminhada simbólica até a entrada da Araucária para mostrar para a sociedade que a luta contra a privatização do Sistema Petrobrás é unificada.

O diretor do NF, Tadeu Porto, que participa do ato afirmou que a diretoria do Sindipetro-NF repudia a privatização da Fafen/PR. "Nós repudiamos com veemência a privatização porque o setor de fertilizantes é fundamental para a economia brasileira. A Petrobrás sair desse negócio representa mais uma vez perder a soberania nacional, porque se trata de um insumo importante para a agricultura e também a perda de um capital totalmente rentável que é a área de fertilizantes" - afirmou.

Além de Tadeu, representaram o NF no ato o Coordenador, Tezeu Bezerra, os diretores Guilherme Fonseca, Alessandro Trindade, e o Coordenador da FUP, Zé Maria. 

O anúncio da privatização

Na segunda, 11, a direção da Petrobrás emitiu comunicado anunciando à categoria petroleira o “processo competitivo para venda" da Araucária Nitrogenados (Fafen/PR) e da UFN-III (Fafen-MS). Segundo informações da Nota Oficial do Sindipetro-PR/SC, a Araucária Nitrogenados S.A (Fafen-PR) utiliza resíduo asfáltico da Repar para produzir até 1.303 toneladas por dia de amônia e 1.975 t/dia de ureia, além de 450 m³/dia do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA 32), 200 t/dia de gás carbônico e 75 t/dia de carbono peletizado. Já a UFN-III (Fafen-MS), localizada na cidade de Três Lagoas, sequer entrou em operação. A construção foi paralisada em dezembro de 2014, quando estava com cerca de 80% do projeto concluído.

 

 

O Sindipetro-NF recebeu denúncia da ocorrência de dois acidentes nesta segunda, 11, na Bacia, com trabalhadores da empresa RIP, que presta serviços à Petrobrás. Um em P-47 onde um eletricista perdeu a falange dedo indicador da mão direita após realizar teste operacional em um ventilador. O trabalhador recebeu o primeiro atendimento na plataforma, sendo desembarcou direto para o Hospital Público Municipal Dr. Fernando Pereira da Silva (HPM), em Macaé, onde fez exames e depois foi operado. Esse trabalhador já recebeu alta.

O outro acidente aconteceu em PNA-2, com um mecânico, que teve ferimentos na mão direita, após ter desequilibrado e apoiado nas correias do ventilador onde concluia um delineamento de serviço. O mecânico recebeu o primeiro atendimento na plataforma, também foi desembarcado para avaliação no HPM, onde passou por cirurgia e foi liberado no mesmo dia.

Segundo informações da Petrobrás, os dois colaboradores passam bem. O NF obteve a informação que a Petrobrás suspendeu todos os serviços da RIP na Bacia. O Departamento de saúde está apurando mais informações, que serão divulgadas à categoria e deve participar da comissão para análise das causas dos acidentes.

O segundo depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro será acompanhado de um ato político, em Curitiba, nesta quarta-feira, 13. Dirigentes da FUP e de seus sindicatos, que se encontram na capital paranaense para o seminário que debate estratégias de enfrentamento ao desmonte dos efetivos do Sistema Petrobrás, participarão da manifestação, que foi convocada pela Frente Brasil Popular.

O ato terá início às 15 horas, na Praça Generoso Marques e deve contar com a participação de Lula, ao final do depoimento que ao juiz da Lava Jato, onde se defenderá da acusação de supostamente ter recebido propina da construtora Odebrecht. O primeiro depoimento dele a Sérgio Moro ocorreu em maio, no âmbito da ação penal em que era acusado de receber um apartamento triplex da OAS. Na ocasião, cerca de 50 mil pessoas compareceram à Curitiba.

Acesse "Os 7 erros da sentença de Moro", documento protocolado pelos advogados de Lula no Tribunal Regional Federal do Paraná.

Tribunal julgará a Lava Jato

Enquanto Lula depõe no prédio da Justiça Federal, serão realizadas atividades culturais e uma aula pública sobre a operação Lava Jato. O jurista responsável pela aula será o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, que participou recentemente do chamado “Tribunal Popular da Lava Jato” em Curitiba. A atividade terá a presença do sociólogo Emir Sader e do senador Roberto Requião (PMDB-PR), entre outras lideranças políticas.

Aragão é crítico à forma como a operação tem sido conduzida, com base em exposição midiática, prisões preventivas e ataques ao amplo direito de defesa.

Os movimentos sociais articulados na Frente Brasil Popular concordam com esse ponto de vista crítico. Para Gustavo Erwin Kuss, a Jornada de Lutas pela Democracia é o momento para um balanço aprofundado das consequências da Lava Jato.

“A Lava Jato rasgou direitos e garantias individuais, além de destruir setores estratégicos para a economia. Foi parte do golpe [de Estado que retirou Dilma Rousseff da presidência] e é preciso que o povo saiba disso. A Jornada de Lutas é um bom momento pra falar disso com a população de Curitiba”, analisa.

Também na tarde desta quarta-feira, será lançado o livro “Comentários a uma sentença anunciada: o processo Lula”, pela editora Práxis e Instituto Declatra. O livro reúne artigos de juristas brasileiros que criticam as bases da sentença do juiz Sérgio Moro no “caso triplex”. Segundo eles, o ex-presidente foi condenado em primeira instância sem as devidas provas.

Crise econômica e alternativas

Além do aspecto cultural e da reflexão sobre o Judiciário, a segunda "Jornada de Lutas pela Democracia" conta com a participação de João Pedro Stédile, do MST e da Frente Brasil Popular, para falar do chamado “Plano Popular de Emergência”.

Na avaliação de Daiane Machado, integrante da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o plano é a possibilidade de cada setor da população discutir suas pautas de forma mais ampla. “A produção e distribuição de energia elétrica se transformou em lucratividade para o capital internacional. Discutir um plano popular para o país é discutir também um projeto energético popular e assim garantir a soberania nacional”, afirma.

O plano construído pelos movimentos sociais e inclui medidas para combater o atual desemprego e falta de investimentos no país.

Com informações do Brasil de Fato e da Rede Brasil Atual

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