Imprensa da FUP - Cerca de 300 petroleiros de várias regiões do Brasil já estão em Brasília para o grande ato nacional para defender o direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sua candidatura à Presidência do país registrada nesta quarta-feira (15), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os petroleiros se juntam a milhares de trabalhadores, militantes de movimentos sociais, organizações populares, estudantes, lideranças políticas do campo da esquerda, intelectuais e juristas, que participam das mobilizações, em defesa da democracia.

No Estádio Mané Garrincha, mais de cinco mil trabalhadores sem terra estão acampados desde ontem (14), quando chegaram em caravanas que percorreram mais de 50 quilômetros, em marcha, organizada em três grandes colunas, que saíram de diferentes regiões do país. O local virou ponto de concentração dos manifestantes que estão em Brasília e seguirão em marcha para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, de onde descerão pelo Eixo Monumental até o Itamaraty, em direção ao TSE, onde será realizado o ato político.

A coligação em torno da candidatura de Lula, “’O Povo Feliz de Novo”, reúne o PT, o PCdoB e o PROS e tem como vice o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Plenária da FUP aprovou apoio a Lula

Os petroleiros chegaram a Brasília em representações vindas de vários estados. Os sindicatos enviaram ônibus de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Por unanimidade, a VII Plenária Nacional da FUP, realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, deliberou pela massiva participação dos petroleiros na manifestação e apontou que uma das lutas centrais da categoria deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores.

Preso político

Encarcerado como preso político há mais de 120 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. A última consulta feita pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 20 de julho, revela que as intenções de voto em Lula aumentaram para 41% contra 39% registrado em maio. Já a soma de todos os outros adversários alcançou 29%.

Lula é o candidato do povo e o único capaz de recuperar o país dos estragos feitos pelos golpistas. Por isso, ele é mantido preso, sem provas, pelos setores que apoiam o golpe, enquanto manifestações populares e do campo da esquerda eclodem dentro e fora do Brasil por sua liberdade.

A FUP e seus sindicatos estão na capital federal para defender a inocência de Lula e garantir o seu direito de disputar democraticamente a eleição presidencial. 

Rede Brasil Atual - Nesta quarta-feira (15), o PT, o PCdoB e PROS, que juntos formam a coligação O Povo Feliz de Novo, registram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva ao seu terceiro mandato presidencial, tendo como vice o ex-prefeito Fernando Haddad. Além de parlamentares e representantes dos partidos, milhares de pessoas são esperadas na capital federal para apoiarem o nome do ex-presidente.

A perseguição judicial que vem sendo imposta ao ex-presidente com objetivo de tirá-lo da disputa causa, por outro lado, uma forte reação de seus apoiadores. Organizadores da manifestação têm observado que é a primeira vez na história do país que uma manifestação popular acompanha o registro de uma candidatura no tribunal.

Serão movimentos sociais e caravas de trabalhadores urbanos de todo o Brasil, que se juntarão com os cerca de 5 mil militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que chegaram na terça-feira (14), após caminharem 50 quilômetros partindo de três cidades do Planalto Central. 

Concentrados nos arredores do Estádio Mané Garrincha, Ginásio Nilson Nelson,  e Centro de Convenções Ulysses Guimarães, os integrantes da manifestação devem partir em marcha a partir das 14h, descendo pelo Eixo Monumental até o Palácio do Itamaraty, e dali até o TSE. 

Nos arredores do tribunal eleitoral, a partir das 16h, será realizado ato político em defesa da candidatura do ex-presidente Lula. Do evento, partirá então uma comitiva de representantes que irá efetuar cumprir as formalidades. A expectativa é que a presidenta nacional do PT divulgue então o registro da candidatura, oficializada pelo TSE. 

Segundo a senadora e presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, o registro será a primeira vitória no enfrentamento ao golpe pós-prisão de Lula. "Os golpistas não acreditavam que registraríamos Lula, mas, aqui, estamos nós. Ele é nosso candidato, mostrando que não abandonaremos o Brasil. Depois, haverão outras vitórias até a chegada dele no Palácio do Planalto", disse à repórter Mayara Paixão, do Brasil de Fato.

As pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, o advogado e professor de Direito Luiz Fernando Casagrande Pereira – especialista em legislação eleitoral – explicou a situação de Lula em sua participação no programa Entre Vistas, apresentado pelo jornalista Juca Kfouri.

A Frente Brasil Popular realiza em São Paulo um ato em frente ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), na Bela Vista, a partir das 17h, em apoio ao registro da candidatura Lula da Silva. A ação em São Paulo será simultânea às que irão ocorrer em diversos locais do país.

 

Resolução 23 e empregados da Petrobrás
O Assessor jurídico do Sindipetro-NF escreveu uma nota a respeito dos impactos da Resolução 23 no plano de saúde dos trabalhadores da Petrobrás, a AMS Leia abaixo a nota publicada hoje, 14 de agosto, no site da Federação Única dos Petroleiros.
 
Nota do Jurídico:  

Muitos são os boatos sobre os impactos da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) de 26 janeiro desse ano. Alguns trabalhadores correm para se aposentar, e vários sofrem o assédio de escritórios de advocacia.

Vamos refletir sobre a AMS, ante mais esse aspecto do assalto geral, promovido pelo Golpe de Estado de 2016, contra os direitos sociais.


1 | O que é a AMS-Petrobrás?

A AMS é um programa autogerido, administrado diretamente pela Petrobrás, e não por uma empresa de plano de saúde privada.

A AMS é resultado do elevado índice de adoecimentos e acidentes na indústria do petróleo, e tudo a ela relacionado só existe porque previsto no Acordo Coletivo de Trabalho dos empregados da Petrobrás.

A AMS é também um mercado cobiçado pelos especuladores da medicina privada há tempos. No Gov. FHC, por exemplo, estava preparada a entrega da AMS para a Golden Cross, e só a mobilização dos trabalhadores impediu.


2 | O que a Resolução 23 determina?

2.1 Limite ao Custeio, pela Petrobrás:

- o teto do custo geral da AMS passaria a ser 8% da folha da Petrobrás, ou variação que apresente resultado menor; atualmente, no ACT, não há limite proporcional à folha de pagamentos;

- haverá também um limite individual para o custeio, a ser fixado pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais Federais;


2.2 Paridade no Custeio

- a relação entre o custeio do programa pela Petrobrás, e pelos empregados, hoje fixada como meta, pelo ACT, em 70/30, passaria a 50/50, valendo inclusive para o reembolso;


2.3 Proibição de AMS para aposentados

- a Res. 23 ressalva o "respeito ao direito adquirido", o que implica em debate jurídico para saber se os aposentados, ou aposentáveis, entre 26.01.18 e 31.08.19 (data final da vigência do ACT), têm ou não o direito à AMS;


2.4 Cobrança por Faixa Etária

- a participação dos empregados no custeio mensal passaria a ser majorada em proporção à idade;


2.5 Restrição de Dependentes

- ficariam excluídos da AMS: menores aguardando adoção; recém-nascidos até 30 dias; e agregados (dependentes econômicos de empregados em missão no exterior);


2.6 Retirar a AMS do ACT

- impõe-se à Petrobrás que seu próximo ACT (a ser negociado para vigência após 31.08.19), apenas preveja a existência da AMS, sem nenhuma das regras que hoje estão protegidas pelas cláusulas de 30 a 37, do atual ACT.

 

3 | O Que é uma “Resolução”? Tem força de Lei?


Resoluções são posicionamentos da administração pública sobre temas determinados. 
No caso da Petrobrás, a Resolução 23 é a expressão da vontade do dono da empresa: quer que a AMS se adeque a essa formatação, embora saiba que só o pode fazer via um novo ACT.

 

4 | Dúvidas para Aposentar


Aposentar agora, ou em qualquer outro período entre 26 de janeiro de 18 e 31 de agosto de 19, não faz diferença alguma para configurar a proteção de sua AMS.
E, a rigor, nem os já aposentados em 26 de janeiro de 18 estão garantidos. Se o governo do Golpe conseguir impor a Res. 23, os novos limites e adequação etária do custeio também os afetarão. E isso apenas enquanto a Petrobrás sobreviver! Extinta a Petrobrás, a AMS lhe acompanhará automaticamente.

 

5 | Solução Judicial

É FALSA qualquer expectativa de proteção da AMS via Judiciário. A AMS só existe por causa do ACT. Se não estiver protegida por um novo ACT, que enfrente e supere a Res. 23, não haverá saída. Não há alternativa senão a mobilização dos empregados da Petrobrás, ativos e aposentados, por um ACT 2019 que mantenha a AMS.

 

Normando Rodrigues | Assessor Jurídico da FUP e do Sindipetro-NF

 

 

BENEFÍCIO FRAMÁCIA: SindipetroNF convida todos os Aposentados, Pensionistas e demais trabalhadores da ativa, nesta quarta-feira (15 ) às 10h, na sede  de Campos, e na quinta-feira (16 ) às 10h, na sede do Sindipetro-NF em Macaé. Será realizado uma apresentação do novo Benefício Farmácia por representantes da Petrobrás. 

Esta é uma grande oportunidade para conhecer e tirar dúvidas sobre as mudanças no benefício.

Contamos com a presença de todos.

Imprensa da FUP - Em defesa da democracia e da soberania nacional

Esta é uma semana decisiva que influenciará diretamente nos rumos políticos do país. O registro da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República será feita quarta-feira (15), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, com o respaldo de milhares de brasileiros, entre eles os petroleiros. A FUP e seus sindicatos se somarão às centenas de caravanas de movimentos sindicais e sociais que sairão de vários estados em direção à capital federal para defender a inocência de Lula e garantir o seu direito de disputar democraticamente a eleição. 

Encarcerado como preso político há mais de 120 dias na sede da Polícia Federal, em Curitiba, o ex-presidente lidera todas as pesquisas eleitorais. A última consulta feita pelo Vox Populi, entre os dias 18 e 20 de julho, revela que as intenções de voto em Lula aumentaram para 41% contra 39% registrado em maio. Já a soma de todos os outros adversários alcançou 29%.

Lula é o candidato do povo e o único capaz de recuperar o país dos estragos feitos pelos golpistas. Por isso, ele é mantido preso, sem provas, pelos setores que apoiam o golpe, enquanto manifestações populares e do campo da esquerda eclodem dentro e fora do Brasil por sua liberdade.

Os petroleiros, que foram uma das primeiras categorias a alertar para o golpe que estava sendo gestado desde 2014, com os reiterados ataques contra a Petrobrás e o Pré-Sal, sabem que somente a retomada do projeto popular democrático liderado por Lula poderá barrar e reverter os processos de privatizações e de desmonte das políticas sociais e desenvolvimentistas.

Plenária da FUP aprovou apoio a Lula

Por unanimidade, a VII Plenária Nacional da FUP, realizada entre os dias 01 e 05 de agosto, deliberou pela massiva participação dos petroleiros na manifestação desta quarta-feira (15) em Brasília e apontou que uma das lutas centrais da categoria deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores.

Por Lula livre e presidente, seguiremos na luta para que o Brasil volte a ser feliz de novo.

Nota do Jurídico da FUP - Como já noticiado em 21 de junho o TST definiu sua posição sobre os adicionais de periculosidade, noturno, hora de repouso e alimentação, e sobreaviso, estarem fora do cálculo da RMNR.

Mas antes mesmo de ser publicado o texto do IUJ do dia 21 de junho, a Petrobrás ingressou no Supremo Tribunal Federal para obter uma liminar que suspendesse os efeitos do julgamento, e ainda congelar qualquer ação de RMNR no país inteiro, em favor de um “futuro recurso extraordinário”, que a empresa ainda irá interpor.

Para isso, a Petrobrás alegou uma inconstitucionalidade inexistente. E no recesso do STF o ministro Toffoli, sem ouvir os petroleiros, e nem mesmo ouvir o TST, deu a liminar e suspendeu a decisão do TST com a justificativa bizarra de que como o TST disse que não há matéria constitucional em debate... deve haver matéria constitucional.

Casuísmo

Em 2015 o STF já havia declarado que a questão da RMNR não era constitucional. O que mudou desde então? O Golpe de Estado de 2016? Além disso, a liminar de Toffoli contraria a Súmula 505 do próprio STF.

A FUP recorrerá contra a liminar. Porém, no dia 31 de julho Toffoli, de imediato, já negou urgência a um primeiro recurso dos trabalhadores, que deverá aguardar julgamento em prazo normal. Urgente é só proteger o Capital.

Todavia, não podemos ter ilusões. Tanto a liminar de Toffoli, quanto o desfecho dos agravos contrários, e do futuro Recurso Extraordinário da Petrobrás, é e serão resultantes de determinantes políticas, na arena do STF do Golpe de Estado.

[Nota da assessoria jurídica da FUP]

 

A FUP e a FNP, vem por meio desta manifestar sua contrariedade em relação a implantação do PCR (Plano de Carreiras e Remuneração) pela Petrobrás.

Não podemos aceitar nenhuma mudança nas nossas relações de trabalho que não seja negociada com os sindicatos e apreciada pela categoria coletivamente. Principalmente em um tema que afeta tão profundamente a vida de todos nós.

Entre os vários problemas identificados neste PCR, podemos destacar os seguintes:

• Foi imposto pela empresa e não teve nenhuma negociação com os sindicatos, ao contrário do que aconteceu no PCAC;

• É inconstitucional, pois fere o princípio da investidura e a democracia dos processos seletivos;

• Acaba com a isonomia, criando dois planos com diferenciações de mobilidade e progressão;

• Busca legalizar o desvio de função, com sobrecarga de trabalho e facilitando a extinção de cargos, a terceirização da atividade fim e a privatização;

• Com o fim dos avanços de níveis de 18 e 24 meses, subordina ainda mais a carreira do trabalhador aos desmandos dos chefes, sujeitando ao assédio moral e às transferências forçadas, ainda que prometa que será por “livre iniciativa”.

Não é a primeira vez que a Petrobrás tenta vender um plano com claro viés ideológico como ciência neutra. Vide o exemplo dos estudos de O&M (Organização e método) e redução de efetivo nas refinarias, elaborados por consultoria contratada, e aplicados sem transparência e sem diálogo com a categoria e seus representantes.

O novo plano de carreira defendido pela empresa como “técnico” representa uma fiel aplicação das diretrizes do governo Temer, através da SEST, publicada em dezembro de 2017, com clara redução de direitos conquistados a partir de lutas históricas da categoria. Esses mesmos governantes neoliberais orientam o fim de planos de saúde de autogestão como a AMS e dos fundos de previdência como a PETROS.

Caso concordemos com esses rumos, abriremos portas para um temeroso futuro para a Petrobrás, tornando-se “escritório” de fiscalização de contratos e, para os trabalhadores, com a precarização das condições de trabalho. Esvaziando o ACT, eles enfraquecem sindicatos, deixando os trabalhadores mais suscetíveis a mais perdas de direitos e armadilhas. É a lógica da reforma trabalhista na prática e não podemos aceitar!

Nossos sindicatos estão atentos aos interesses escusos da empresa e para isso, estão preparando ações judiciais, denúncias no MPT e exigindo a suspensão do PCR.

Não aceite pressão da gerencia e não assine os termos de adesão ao PCR. Um plano unilateral da empresa não é proposta aceitável. A manutenção no PCAC é a garantia de que o seu plano de carreira faz parte de uma luta coletiva, e não de um acordo individual em que você já começa vendendo direitos.

Você tem escolha. Defenda a Petrobrás! Defenda a soberania deste país!

Todos juntos contra o PCR!

Participe dos seus sindicatos e das manifestações!


Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2018

 

[Publicado nos sites da FUP (aqui) e da FNP (aqui)]

Da Rede Brasil Atual - Todos os dias a cada 3h, 38 minutos e 43 segundos um trabalhador ou uma trabalhadora morre vítima de acidente de trabalho. A cada 48 segundos, um sofre acidente.

De 2012 a 2017, foram notificadas 14.412 mortes e 4,26 milhões de acidentes de trabalho, segundo dados do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT). Mas esses números podem ser ainda maiores.

Segundo o procurador do MPT e coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho, Leonardo Osório, as estimativas da Organização Mundial do Trabalho (OIT) indicam que apenas um em cada sete acidentes são notificados.

De acordo com ele, este é o caso dos servidores públicos estatutários, que mesmo de licença médica continuam recebendo seus salários sem que seja obrigatória a notificação junto ao INSS. Além disso, tem os trabalhadores autônomos, como taxistas, motoboys e motoristas de UBER, que só recebem auxílio do INSS se pagarem a Previdência. Como muitos não contribuem, o Instituto não fica sabendo dos acidentes.

Leonardo explica que os modelos de notificações de acidentes de trabalho variam muito nos países desenvolvidos e nos que estão em desenvolvimento e, por isso, não se pode afirmar com certeza que o Brasil é o campeão mundial de acidentes de trabalho. No entanto, os índices são um dos mais altos do mundo.

O que mais chama a atenção, diz o procurador do MPT, é que a grande maioria dos acidentes (90% a 95%), poderia ser evitado se houvesse mais organização no ambiente de trabalho e se as empresas colocassem a proteção coletiva à frente da produtividade.

“Tem empresas que provocam verdadeiros assassinatos. Na construção civil, é comum colocarem trabalhadores em elevadores sem segurança nenhuma. Não adianta usar apenas os equipamentos de proteção individual (EPI). Se o trabalhador cair do décimo andar de um prédio, não é o capacete que irá salvar sua vida. O mesmo se aplica a empresas de entrega que estabelecem horários para os motoboys”, lamenta Leonardo Osório.

Outro fator preocupante é que de cada cinco acidentes de trabalho, quatro vitimam trabalhadores terceirizados. Segundo o procurador do MPT, os motivos são muitos, mas especialmente, porque as empresas não investem em treinamento e qualificação.

“O MPT alertou durante a tramitação da reforma Trabalhista que seria necessária uma maior discussão e aperfeiçoamento da lei da terceirização. A ampliação dessa forma de contratação de mão de obra tende a aumentar o número de acidentes”, diz Leonardo Osório.

Segundo a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, a Central tem denunciado os efeitos da reforma Trabalhista do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), que rompeu o diálogo democrático e reduziu o papel do sindicato, retirando direitos.

“Esses números de acidentes de trabalho são assustadores. Precisamos ter uma estratégia de enfrentamento à reforma; colocar como um dos temas centrais a saúde do trabalhador, pois, além do custo econômico, temos um custo social que para muitos é irrecuperável. Os danos à saúde física e mental não se recuperam em muitos casos”, afirma a dirigente.

Os acidentes mais comuns

A maioria dos acidentes - 636.411 (21,03%) - foi por corte, laceração, ferida, contusão e punctura (corte profundo, mas com diâmetro pequeno). Em seguida vêm os acidentes com fratura com 529.360 (17,05%) e por contusão e esmagamento na superfície 476.281 (15,74%).

Os benefícios acidentários pagos de 2012 a 2017 chegam a R$ 66.534.254.002. Ou seja, a cada 2 minutos R$ 1,00 foi destinado ao pagamento do trabalhador acidentado.

Já os dias de trabalho perdidos com afastamentos previdenciários e acidentários somam 305.299.902, nos últimos cinco anos. Veja aqui mais dados do Observatório do MPT.

O que está ruim pode piorar

A Portaria NR 12 que disciplina questões relativas à segurança no trabalho em relação ao uso de máquinas e equipamentos, elogiada internacionalmente, após negociação entre patrões e trabalhadores, está sendo desmontada pelos golpistas.

“Essas normas nunca foram aplicadas de maneira integral e estão sendo revogadas a partir de 2016”, disse em entrevista a Rede Brasil Atual (RBA), Geordeci Menezes de Souza, coordenador da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Segundo Geordaci, que é representante da CUT no CSN, o empresariado nunca cumpriu a NR 12. “Para piorar a segurança do trabalhador, por pressão da ala conservadora do empresariado, ganhou força nas comissões tripartites o lobby de patrões preocupados em aumentar a competitividade sem se preocupar com a integridade, a saúde ou a vida de seus empregados”, critica o dirigente.

O coordenador nacional de Defesa do Meio Ambiente do Trabalho do MPT também critica o avanço do lobby do empresariado que quer fazer mais mudanças no que se refere à segurança do trabalho.
Segundo Leonardo Osório, existe na Câmara e no Senado um decreto legislativo para tentar suspender a NR12, que o MPT e trabalhadores conseguiram evitar que fosse votado em regime de urgência, mas o decreto está em ‘suspensão’.

“A Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz que é para a “melhoria” da NR12, mas o que se vê é uma tentativa de reduzir custos para os patrões”, afirma o procurador do MPT. Ele conta que uma das propostas da CNI é atrelar o ganho de produtividade à redução no número de acidentes e afastamentos.

“Isto preocupa muito o Ministério Público do Trabalho porque, na verdade, fará o trabalhador ficar com medo de avisar que está doente e não pedir licença médica a que tem direito, para não perder esse ganho em seus vencimentos”, argumento o procurador do MPT.

 

[Foto: Agência Brasil]

 

 

O Departamento Jurídico do Sindipetro-NF tem advertido a categoria petroleira sobre as falsas promessas que têm circulado em relação à RMNR (Remuneração Mínima por Nível e Regime). Na mais recente edição do boletim Nascente, o advogado Normando Rodrigues, que assessora a entidade e a FUP, fez o alerta:

“Os petroleiros que aderirem a ações individuais de RMNR estarão renunciando aos efeitos das ações coletivas do sindicato. Não por opção do Sindipetro-NF, mas por entendimento do Judiciário. Os efeitos da decisão do TST estão suspensos por liminar do ministro Toffoli, do STF, como divulgamos no último Nascente [aqui]”, explicou.

Normando também chama a atenção para os riscos para os trabalhadores das promessas ilusórias de advogados particulares. “Não foram esses escritórios abutres que construíram as ações bem sucedidas de RMNR. Nem foram eles que conquistaram o entendimento unificado do TST. Mas nada podemos fazer, quanto aos petroleiros que insistem em perder dinheiro”, afirma.

Ação das carteiras

O NF continua a convocar os trabalhadores e trabalhadoras que entregaram as carteiras de trabalho para correta assinatura, dentro da ação judicial de nº 0213000-10.2004.5.01.0481, a comparecerem à sede do sindicato, em Macaé, para retirada do documento.

A devolução será feita ao titular do documento, ou a terceiros, desde que tenham autorização expressa do titular. A entidade venceu a ação sobre a retroatividade da assinatura para 115 trabalhadores admitidos entre 2002 e 2003.

Da Imprensa da CUT - “Eu não abro mão! Dos meus direitos eu não abro mão!”. Com essas palavras de ordem, cerca de 10 mil trabalhadores e trabalhadoras ocuparam a Av. Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira (10), no Dia Nacional do Basta.

Para dizer basta de retirada de direitos, de desemprego, de arrocho salarial, de privatizações e de aumento no preço dos combustíveis e gás de cozinha, bancários, químicos, metalúrgicos, professores, petroleiros, servidores municipais, estaduais e federais, trabalhadores da saúde, da água e esgoto, metroviários, condutores, trabalhadores da telecomunicação, comerciários, trabalhadores das autarquias, estudantes e movimentos sociais levantaram bandeiras das mais diversas cores, das centrais e sindicatos, e coloriram a avenida neste dia de luta.

“A classe trabalhadora mandou o recado para os golpistas. Em todos os estados do País, os trabalhadores e as trabalhadoras se mobilizaram contra os retrocessos do governo golpista de Michel Temer. A sociedade está de saco cheio de desemprego, de salário baixo, de bico e de retirada de direitos, conquistados com muita luta”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segundo ele, a eleição de outubro será fundamental para reverter todas as maldades contra a classe trabalhadora promovidas por aqueles que deram o golpe em 2016.

“Essa é a eleição das nossas vidas. Nada vai adiantar fechar acordos trabalhistas agora, porque, se eles ganharem, vai estar ratificado o golpe e vão retirar todos os direitos conquistados. Precisamos eleger um Congresso compromissado com o povo trabalhador. E a vitória definitiva passa pela eleição de Lula.”

O Secretário-Geral da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a mobilização do Dia do Basta ocorreu em praticamente todos os estados brasileiros e em diversas cidades foram registrados atos, assembleias, atrasos de turnos e panfletagens.

Ao falar sobre a escolha do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para o ato em São Paulo, Sérgio reforçou que a entidade patronal financiou o golpe que tirou do governo uma presidenta eleita legitimamente, Dilma Rousseff.

“Além de ser a financiadora do golpe, escolhemos a Fiesp para dizer basta de descaso com a classe trabalhadora.”

“A entidade representa os patrões e queremos dar um recado para eles: não permitiremos que os trabalhadores e as trabalhadoras fiquem sem a garantia de direitos, como as indústrias e empresas estão querendo fazer, negando a renovação da Convenção Coletiva e tentanto impor a reforma trabalhista.”

Participou da atividade em São Paulo Sharan Burrow, Secretária-Geral da Confederação Sindical Internacional (CSI), maior entidade sindical do mundo, que representa 180 milhões de trabalhadores filiados a mais de 300 sindicatos em 161 países.

Ela está no Brasil para prestar solidariedade aos brasileiros e brasileiras diante dos retrocessos vividos pela classe trabalhadora desde que o ilegítimo e golpista Michel Temer (MDB-SP) assumiu o governo por meio de um Golpe de Estado.

“Nós não reconhecemos este governo de Temer que retirou direitos, aprovou a reforma trabalhista e criou o maior número de desempregados da história do País”, disse.

“Vocês não estão sós, iremos denunciar esses ataques nos quatro cantos do planeta.”

O presidente da CUT São Paulo, Douglas Izzo, animado com o resultado do Dia do Basta, fez um balanço das mobilizações e paralisações em várias cidades do interior e grande São Paulo e disse que é preciso dar basta nos golpistas que querem entregar o patrimônio público brasileiro e impedir Lula de ser candidato.

“Não queremos entregar nossas riquezas e muito menos que os mais pobres paguem o preço deste golpe. Queremos uma política inclusiva que avance para atender os direitos dos trabalhadores e precisamos de um Estado que atenda as necessidades do povo.”

O ato político na Petrobras

Organizado pela CUT e demais centrais, o ato teve concentração em frente ao prédio da Fiesp e depois os trabalhadores e trabalhadoras saíram em caminhada até o prédio da Petrobras para denunciar as consequências da entrega da estatal aos brasileiros e de brasileiras.

“Saímos da Fiesp, símbolo do golpe, e fomos até a Petrobras, símbolo da soberania e desenvolvimento nacional, para denunciar a política entreguista de Temer, que está fazendo com que o preço dos combustíveis e do gás de cozinha aumentem de forma absurda”, explicou petroleira e Secretária de Juventude da CUT São Paulo, Cibele Vieira.

“Basta deixarem os petroleiros trabalharem que os preços caem”, concluiu.

[Foto: Roberto Parizotti]

 

NOTA DE FALECIMENTO

Agosto 12, 2018 12:21

NOTA DE FALECIMENTO: O Sindipetro-NF solidariza-se e presta condolências aos familiares, amigos e companheiros de trabalho de Patrick Hygino Meireles, lotado na área de poços marítimos (Sondas) Técnico de Operação Pleno da Petrobras, vítima de acidente em veículo automotor na noite desde sábado, 11 de Agosto.  

Reafirmamos nosso sentimento e solidariedade à todos.

Com informações da Agência Brsil - Uma forte explosão assustou os moradores de Ipatinga, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais - a 220 quilômetros de Belo Horizonte. Em nota divulgada pela assessoria de comunicação, a empresa confirmou a ocorrência de uma explosão em um gasômetro da Usina de Ipatinga, em Minas Gerais. 

Em nota oficial, o 11º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais informou que ainda não se sabe a causa da explosão,  de um dos dois gasômetros da Usina.

Explosão em um gasômetro da Usina de Ipatinga, em Minas Gerais.
Causa da explosão em gasômetro da Usina da Usiminas em Ipatinga ainda é desconhecida - Bombeiros de Ipatinga/Direitos Reservados

“O tanque continha uma mistura de gases utilizada na produção de aço, denominada LDG (Linz Donawitz Gás), também chamado gás de aciaria. O principal componente desse gás é o monóxido de carbono”, detalha a nota.

Conforme a corporação, a usina está fechada e não há data prevista para o retorno das atividades. Nos próximos dias, a Defesa Civil fará perícia para identificar em laudo as causas da explosão.

Feridos

O Corpo de Bombeiros confirma o número de 30 feridos, todos empregados ou prestadores de serviço.

Uma das vítimas sofreu corte no rosto, decorrente de estilhaço que foi lançado com a explosão. “As outras 29 vítimas foram pessoas que tiveram tonturas ou mal súbito decorrente da situação de pânico ou inalação de gás”.

De acordo com a nota, “um fator que favoreceu a menor gravidade da ocorrência foi o fato de a fábrica estar em horário de almoço no momento da explosão”

A área em torno da usina foi evacuada – residências, escolas e comércio. Uma equipe de brigadistas está na usina para fiscalizar se houve vazamento de gás. Por precaução, a canalização de gás foi bloqueada.

De acordo com imagens e relatos de moradores nas redes sociais, a explosão ocorreu em algum momento durante o dia. As imagens mostram fumaça escura e pessoas apressadas reclamando do odor de gás. A Usiminas não forneceu detalhes sobre o acidente.

A Usiminas tem forte atuação no setor siderúrgico, produzindo e comercializando planos laminados a frio e a quente, bobinas, placas e revestidos. É destaque no setor na América Latina. A sede administrativa é em Belo Horizonte.

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