A Petrobrás divulgará hoje (13/11) no final do dia o seu balanço do 3º trimestre de 2017. Os resultados (em termos de lucros) deverão ser bem maiores do que o observado no 2º trimestre (lucro de R$ 316 milhões). O mercado estima um lucro de R$ 3,56 bilhões mesmo sem grandes modificações no que diz respeito aos resultados operacionais entre o 2º e 3º trimestres. Isso se deve ao fato que a Petrobras não terá provavelmente grandes despesas extraordinárias como verificado no 2º trimestre de 2017 em decorrência de ajustes e pagamentos de tributos.   

Esses prováveis lucros podem ser explicados pelo pequeno aumento da receita de 1,2% (segundo estimativas do GEEP/FUP) e, sobretudo, pela redução dos custos decorrentes da maior produção de petróleo no pré-sal onde os custos de extração já estão abaixo de U$ 7 barril.

O pequeno aumento da receita estimado, mesmo com a queda da produção de petróleo e gás entre o 2º e o 3º trimestre de 2017 (de 2.224,6 mil barris por dia para 2.197,3 mil barris por dia), ocorreu em virtude da elevação dos preços dos derivados, já que a produção segue em queda o que deverá reduzir a taxa de utilização das refinarias. Com isso, deverá ocorrer uma redução da lucratividade no segmento de refino em decorrência do aumento desses custos.

O outro lado disso, é o aumento da importação de derivados no 3º trimestre de 2017 realizados por outras empresas. Isso implicará provavelmente na redução da participação da Petrobras nesse mercado, pois a sua produção continua em queda (-0,1% segundo estimativas do GEEP/FUP).

As receitas de exportações de óleo cru da Petrobras deverão crescer apenas 1% entre o 2º e o 3º trimestre de 2017, mesmo com aumento estimado de 9% da quantidade exportada (de 487 mil barris dia para 531,5 mil barris dia, segundo estimativas do GEEP/FUP). A expansão das receitas só não deverá ser maior em virtude da valorização cambial.

Os dados do 3º trimestre deverão reforçar a tendência em curso (1) do aumento das receitas oriundas da exportação de petróleo crú – que saltou de 7% no 1º trimestre de 2016 para 14% no 2º trimestre de 2017) e, em contrapartida, (2) a redução da participação da Petrobras no mercado nacional de derivados.

Essa estratégia amplia a exposição da empresa a variáveis que ele não controla como câmbio e preço do petróleo quanto ela opta por privilegiar a exportação em detrimento do refino. Isso amplia o risco futuro ao concentrar suas atividades na área de produção e exploração dado a forte integração vertical que caracteriza o mercado de petróleo (do poço ao poste) em virtude dos seus custos e riscos.

 Esses resultados deverão ser saudados pela companhia e pelo mercado. Vão argumentar novamente que a atual gestão teria colocado a Petrobrás no rumo correto, salvando a empresa!

Isso é um argumento falacioso, pois os prováveis melhores resultados financeiros do 3º trimestre de 2017 são frutos: do aumento recente do preço do barril do petróleo; do desmonte do Sistema Petrobrás, com a venda de ativos e demissões de trabalhadores; e iii) dos resultados operacionais positivos com a redução dos custos de exploração do pré-sal fruto da expansão dos investimentos realizados em gestões anteriores.

 

Adriana Franco / Contracs-CUT - Aprovada em julho de 2017 pelo Senado Federal – sem alterar a precarizantes proposta enviada pela Câmara dos Deputados, a nova legislação trabalhista passou a vigorar neste sábado, dia 11.

Combatida e rechaçada por todo o movimento sindical, a reforma trabalhista trouxe danos e retrocessos significativos aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

A Lei 13.467/17 alterou mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) sob o falso argumento de modernizar as relações de trabalho para gerar emprego e retomar o crescimento econômico. No entanto, as propostas chegaram a retirar direitos já garantidos e consolidados.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT), a reforma trabalhista é altamente precarizante e deve ser combatida com veemência por todo o movimento sindical. Neste sentido, a entidade reforça a importância de celebrar acordos e negociações coletivas que garantam e preservem os direitos retirados pela reforma.

Veja abaixo as principais alterações promovidas pela nova legislação trabalhista.

Horas In Itinere

As horas gastas no transporte da empresa, que antes eram pagas como jornada de trabalho, deixam de ser pagas aos trabalhadores. O benefício era garantido para locais de difícil acesso ou não servido de transporte público.

Tempo na empresa

As horas em descanso, estudo, alimentação, higiene pessoal e troca de uniforme deixam de ser contabilizadas na jornada de trabalho. Agora, será jornada de trabalho apenas o período efetivamente trabalhado.

Intervalo

A hora do intervalo de descanso e alimentação da jornada de trabalho foi reduzido. Com a nova lei, ele pode ser de apenas 30 minutos se negociado entre trabalhador e empresa. Antes, a lei considerava uma hora o tempo mínimo de refeição.

Rescisão

A partir de agora, nenhuma rescisão contratual precisa ser feita com assistência do sindicato. Antes, contratos com mais de um ano precisavam ser homologados com a assistência sindical ou do Ministério do Trabalho para resguardar os direitos.

Rescisão por acordo

Será permitido a rescisão de comum acordo entre empresa e empregador. Nestes casos, o trabalhador receberá metade do valor do aviso prévio e até 80% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), mas não terá direito ao seguro-desemprego.

Representantes dos trabalhadores

As empresas com mais de 200 empregados deverão ter uma comissão de representantes para negociar com o empregador sem a exigência de participação do sindicato da categoria. Poderão ainda ser eleitos trabalhadores sindicalizados ou não desde que não sejam temporários, com contrato suspenso ou estejam em aviso prévio.

Quitação anual

A partir de sábado, os trabalhadores assinarão uma quitação anual de débitos onde declaram ter recebido todas as obrigações trabalhistas da empresa tais como horas extras e adicionais devidos. Esta medida tem como objetivo resguardar a empresa e protegê-la contra cobranças via justiça do trabalho após demissão de trabalhadores. Tais cobranças de forma judicial compõe o maior contingente de processos na Justiça do Trabalho, atualmente.

Salários altos

Os trabalhadores com salários acima do dobro do teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (cerca de R$ 11 mil) perdem o direito de ser representados pelo sindicato e passam a ter relações contratuais negociadas individualmente.

Negociação direta

A legislação deixa de ser o mínimo de proteção garantida aos trabalhadores. O chamado negociado sobre o legislado permitirá que trabalhador e empresa negociem quaisquer condições de trabalho, mesmo que desvantajosas ou diferentes ou abaixo da atual legislação.

Jornada de Trabalho

O padrão da jornada de trabalho diário deixa de ser 8 horas. Com a nova lei, trabalhadores poderão ter jornadas diárias acima das 8 horas sem receber horas extras.

Férias

Poderão ser divididas em até três períodos sendo a maior com, no mínimo, 14 dias e as demais com, pelo menos, 5 dias.

Trabalho Intermitente

Antes, esta modalidade de trabalho não era permitida no país. No entanto, com a nova lei será possível contratar o trabalhador por horas ou dias, sem vínculo trabalhista e sem garantia de salário mínimo. O trabalhador receberá equivalente ao que trabalhar gerando uma drástica redução dos recebimentos salariais.

Contribuição sindical

A partir de agora, o trabalhador deve escolher pagar a contribuição e, para tanto, deve se manifestar por escrito para que o desconto seja efetivado.

Trabalho remoto / tele-trabalho

Integra na nova lei, como forma de trabalho, o trabalho realizado na modalidade home-office, ou seja, feito em casa. A forma de remuneração e responsabilidades com as despesas serão negociadas entre trabalhador e empregador.

Trabalho parcial

Ampliou a jornada de tempo parcial, que passa a ser de até 30 horas semanais sem horas extras ou de 26 horas semanais com acréscimo de até 6 horas extras.

Gestante e Lactante

Com a nova lei, gestantes e lactantes poderão trabalhar em locais insalubres de grau mínimo e médio. As gestantes serão afastadas apenas das atividades insalubres de grau máximo. Já as lactantes, só serão afastadas se um atestado médico exigir o afastamento.

Autônomo exclusivo

A nova lei cria a figura do trabalhador autônomo exclusivo, que presta serviço apenas para um único empregador de forma contínua sem estabelecer vínculo empregatício.

 

Da Imprensa da FUP - Após um disputado processo eleitoral, a Chapa 1 – Unidade Nacional Contra o Golpe foi eleita para dar sequência às lutas dos petroleiros e petroleiras das bases de Duque de Caxias ao longo dos próximos três anos. Foram computados 1.143 votos, sendo 1.094 válidos, dos quais 558 a favor da Chapa 1 e 536 para a oposição. O resultado expressa a rejeição da categoria aos apoiadores do golpe, que tentaram iludir os trabalhadores com o falso discurso da unidade, quando a prática deles tem sido o sectarismo e os ataques sistemáticos às conquistas garantidas pela FUP.

A verdadeira unidade nacional tem sido construída nas nossas lutas diárias em defesa do Sistema Petrobrás, nas campanhas que conduzimos com responsabilidade e protagonismo, cujos resultados são conquistas históricas que até pouco tempo atrás eram desqualificadas pela mesma oposição que hoje oportunisticamente as defende.

A eleição da Chapa 1 no Sindipetro Duque de Caxias, portanto, fortalece a organização sindical petroleira para que sigamos unidos, enfrentando as privatizações e os ataques contra os direitos da categoria, resistindo à fragilidade das relações de trabalho que a contrarreforma impôs.

“A unidade nacional vai continuar lutando contra o golpe, contra a privatização da Petrobrás e por nenhum direito a menos. O momento atual exige muito mais luta ainda. Precisamos unificar a categoria em fefesa do Acordo Coletivo. Por isso, agora não somos nem chapa 1, nem chapa 2. Somos o Sindipetro Casxias na luta contra o golpe”, afirmou o presidente reeleito, Simão Zanardi.

A FUP parabeniza cada um dos petroleiros e petroleiras que priorizaram a luta e participaram do processo eleitoral, respeitando e fortalecendo a democracia sindical.

Desde o final do ano passado, quando teve início o processo eleitoral para renovação das diretorias dos sindicatos petroleiros, a categoria vem referendando nas urnas as chapas apoiadas pela FUP, comprovando a importância de sindicatos atuantes, classistas e comprometidos com a defesa da soberania, da democracia e das conquistas da classe trabalhadora.

Doze dos 13 sindicatos filiados já concluíram as eleições, todos com vitórias das chapas apoiadas pela FUP. No próximo ano, será a vez do Sindiquímica Paraná eleger a nova diretoria do sindicato, consolidando a unidade nacional da categoria em torno de uma Federação classista, que tem sido protagonista das lutas para barrar o maior ataque já visto contra o Sistema Petrobrás e os direitos dos trabalhadores.

 

Da Imprensa da FUP - Em vários estados do país, os petroleiros participaram das mobilizações e manifestações convocadas pelas oito centrais sindicais e os mais diversos movimentos sociais na sexta-feira, 10, contra as reformas trabalhista e previdenciária, entre outras medidas do governo ilegítimo de Temer que retiram e precarizam direitos.

Os protestos ocorreram na véspera da entrada em vigor das novas regras que alteram as relações de trabalho (Lei 13.467), após o golpe promovido por Temer e as bancadas de parlamentares que lhe dão sustentação.

A Contrarreforma Trabalhista é um dos maiores ataques aos direitos da classe trabalhadora já visto no país e passou a valer a partir deste sábado, 11 de novembro, acabando com direitos históricos, fragilizando as relações de trabalho, oficializando o "bico" e alterando profundamente a legislação trabalhista, que passa agora a proteger o patrão, em vez do trabalhador.

No rastro destes ataques, estão a liberação do trabalho escravo e o desmonte da Previdência Pública.

Nas bases da FUP e de seus sindicatos, também houve mobilizações, com atos, atrasos e assembleias setoriais. A retirada de direitos também está na pauta da gestão da Petrobrás, que apresentou nesta sexta-feira uma nova proposta que altera o Acordo Coletivo de Trabalho.

 

A manifestação mais numerosa desta sexta-feira (10), dia de protestos por todo o país, na Praça da Sé, região central de São Paulo, terminou com uma votação aprovando um dia nacional de paralisação se o governo insistir na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de "reforma" da Previdência. Centrais sindicais e movimentos sociais também repudiaram a Lei 13.467, que muda a CLTe entra em vigor amanhã (11), e querem eleger em 2018 uma maior representação parlamentar aliada dos trabalhadores para, inclusive, reverter medidas do governo Temer.

"Precisamos eleger uma bancada de deputados e senadores, e um presidente da República, que nos representem. Esses golpistas não nos representam", afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, que citou pesquisa encomendada ao instituto Vox Populi em que os entrevistados manifestam repúdio às reformas e dizem que não votarão em candidatos favoráveis a elas. "Essa é a nossa luta", disse Vagner.

Ele também criticou o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), favorável a Lei 13.467, afirmando que a posição dele não é majoritária na magistratura. "Grande parte dos juízes, ao contrário do Ives Gandra, que é pau-mandado do patrão, é contra a reforma", acrescentou.

As atividades em São Paulo começaram logo cedo, com assembleias em portas de fábricas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, vice da Força Sindical, essas atividades mobilizaram 30 mil trabalhadores na capital. Dois mil deles seguiram em passeata do bairro da Mooca, na zona leste, para a Praça da Sé. Miguel foi um dos dirigentes a falar em greve geral caso o governo insista em votar a proposta de reforma da Previdência.

O ato começou oficialmente às 10h45, depois de receber passeatas vindas de várias regiões. Os organizadores chegaram a falar em até 20 mil pessoas na Sé. Elas se concentravam na parte central da praça, da catedral – onde ficaram os carros de som – até as proximidades da Rua 15 de Novembro. Na fase final da atividade, a rua que contorna a catedral e dá acesso à Praça João Mendes também ficou ocupada por manifestantes.

O deputado espanhol Rafa Mayoral, do Podemos, subiu no principal carro de som, para manifestar "solidariedade à luta da classe trabalhadora contra a precarização". Em sua passagem no Brasil, ele se reuniu com o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Integrantes do MTST participaram do ato em São Paulo. 

Resistência ao "assalto"

"Estamos às vésperas do maior assalto à classe trabalhadora", afirmou o presidente da CTB, Adilson Araújo. "Os trabalhadores não podem ter medo. Não podemos aceitar que o patrão nos submeta a condições insalubres", acrescentou, referindo-se a um dos pontos da lei trabalhista. Ele também fez referência à política de privatizações de Temer: "O Brasil está sendo liquidado. Este governo lesa-pátria acaba de liquidar o pré-sal".

Adilson lembrou que o governo está tentando reorganizar a base para votar a "reforma" da Previdênciae disse que é preciso organizar a resistência. "Para isso, vamos ter de fortalecer a nossa unidade."

"Amanhã se consolida uma das faces do golpe", disse o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro, o Índio. "Querem dizimar com direitos dos trabalhadores, dos aposentados, querem vender o país. Temos de revogar essa reforma que só beneficia o capital e o sistema financeiro. Precisamos mudar a agenda deste país", afirmou, defendendo uma reforma tributária que inclua taxação de grandes fortunas. "Precisamos devolver o Brasil para os trabalhadores, para o povo", disse Índio, também defendendo uma greve geral.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que se o governo marcar a votação da reforma da Previdência as centrais farão um dia nacional de paralisação. "Também precisamos aumentar a representação dos trabalhadores em Brasília", afirmou, referindo-se às eleições do ano que vem.

Nessa linha, o presidente da UGT, Ricardo Patah, afirmou que "2018 está aí", defendendo, "além de solidariedade, estratégia" para superação da crise e classificando o atual governo de "neoliberal e empresarial da pior qualidade", que faz "vista grossa" ao trabalho análogo à escravidão, referência a portaria do Ministério do Trabalho que flexibilizou o conceito de trabalho escravo – o texto foi suspenso por liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo Patah, a Lei 13.467 tem artigos "criminosos", como o que permite trabalho de mulheres gestantes em atividades insalubres. Ele também criticou a ofensiva do governo e parte do Congresso contra o movimento sindical: "Não podemos permitir que a democracia possa perder uma de suas pernas".

"Não vai ser um canalha que vai colocar o movimento sindical de joelhos", reforçou o presidente da CSB, Antonio Neto, que recentemente deixou o PMDB, partido de Michel Temer, e se filiou ao PDT. "Vamos derrotar essa reforma (trabalhista) no dia a dia", acrescentou. Ele também defendeu campanha contra os parlamentares identificados com as reformas do governo. "Quem votar (nas reformas) não volta para Brasília."

"Se eles colocaram em votação a reforma da Previdência, o Brasil tem de parar", disse Luiz Carlos Prates, o Mancha, da coordenação da CSP-Conlutas. Ele também criticou a Medida Provisória (MP) 805, que congela salários de servidores, e a ação do Executivo que prejudica o combate ao trabalho escravo. "Os trabalhadores estão mostrando que não estão dispostos a arcar com essa crise que querem jogar nas nossas costas", afirmou Mancha. Após o ato na Sé, militantes da central seguiram em passeata em direção à Avenida Brigadeiro Luís Antônio.

O protesto na praça terminou por volta das 11h30. Já sem multidão, que se dispersou pelas ruas do entorno, um "homem-mídia", à semelhança de um robô, se manifestava contra uma conhecida emissora de televisão, com os dizeres "Globo e democracia incompatíveis" em seu "capacete". 

Perto dali, um senhor lembrava ter participado do comício por eleições diretas naquele mesmo local, em 25 de janeiro de 1984. "Eu estava aqui, lembro de tudo. Só conseguimos porque o povo se uniu. Se não se unir, não vai derrubar o homem (Temer)", comentou, antes de sair em direção à catedral.

Nesta sexta-feira, 10, Dia Nacional de Luta contra a retirada de direitos imposta pela reforma trabalhista, que entra em vigor amanhã, dia 11, a Petrobrás tornou a apresentar uma nova proposta que altera profundamente o Acordo Coletivo da categoria. A empresa insiste na redução de direitos históricos, conquistados pelos petroleiros nas lutas conduzidas pelas nossas organizações sindicais.

Imprensa da FUP - A nova proposta mantém a extinção da Promoção por Antiguidade de Pleno para Sênior nos cargos de nível médio, acaba com o pagamento integral da gratificação de férias, reduz a remuneração das horas extras, precariza o Benefício Farmácia, impõe a migração obrigatória do Auxílio Almoço para Vale Refeição/Vale Alimentação, sem considerar o valor para cálculo de gratificação de férias e 13º salário, entre outras reduções de direito.

Ou seja, a Petrobrás já coloca em prática o golpe da contrarreforma e precisa ser respondida à altura pelos trabalhadores. A FUP reafirmou em mesa a defesa incondicional do atual Acordo Coletivo de Trabalho, sem retirada, nem redução de direitos, destacando que várias categorias estão tendo seus acordos renovados na íntegra, em função da insegurança jurídica que o país vive.

Na próxima semana FUP e seus sindicatos estarão reunidos em Curitiba para decidir os encaminhamentos em relação à campanha reivindicatória, cujo eixo aprovado no XVII Confup deixa claro que com redução de direitos, não tem acordo.

Acesse aqui a íntegra da nova proposta apresentada pela Petrobrás nesta sexta-feira, 10/11.

 

 

 

No inicio deste ano, a FUP tomou a decisão inédita de constituir um grupo de pesquisa com o objetivo de debater os rumos da indústria de petróleo e gás no Brasil e propor alternativas para que o setor volte a ser relevante para o desenvolvimento do país. A resposta aos ataques contra a Petrobrás e o Pré-Sal precisava ir além das mobilizações e ações políticas que os petroleiros vêm protagonizando.

Era preciso, também, uma reflexão crítica, de caráter mais técnica, buscando avaliar a eficiência das medidas adotadas, tanto pela gestão da estatal, quanto pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Assim surgiu o Grupo de Estudos Estratégicos e Propostas para o Setor de Óleo e Gás (GEEP), formado por pesquisadores de diversas universidades renomadas do país, com uma trajetória sólida de pesquisa e formação nas áreas de economia industrial e política de óleo e gás, bem como de áreas afins, como geopolítica, ciências sociais e administração pública.

O importante trabalho que o GEEP vem realizando tem desconstruído as argumentações falaciosas que o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, tem utilizado para justificar a venda de ativos e os desinvestimentos que já comprometem o futuro da estatal. Como a FUP vem denunciando, essas medidas atendem a interesses privados de grupos que financiaram o golpe.

Tão grave quanto isto é o fato de Parente acumular o cargo de presidente do Conselho de Administração da BM&F Bovespa e ser sócio licenciado da Prada Consultoria, empresa de assessoria de investimento que é presidida por sua esposa e especializada em maximizar os lucros das famílias mais ricas do país. Esse conflito de interesses já foi, inclusive, denunciado pela FUP ao Ministério Público Federal.

Pedro Parente chegou a ser notificado para que se explicasse, mas recusou-se a responder aos questionamentos do MPF. Agora, ao ter seus interesses questionados por um artigo produzido por um dos pesquisadores do GEEP, ele resolveu processar criminalmente William Nozaki, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), cujos estudos têm sido focados nos diversos conflitos de interesses que cercam o setor petróleo no Brasil.

É importante lembrar que Parente foi alçado a presidente da Petrobrás por um governo golpista, assumiu afirmando que uma de suas prioridades era combater a corrupção, mas negou-se a prestar esclarecimentos sobre os conflitos de interesse que giram em torno dele. No entanto, quer criminalizar um pesquisador que investiga fatos que ele se recusa a explicar. “Mapear redes de relações e averiguar a existência de interesses cruzados entre a esfera pública e a iniciativa privada é um procedimento normal de diversas pesquisas nas áreas de ciência política e economia”, explica o professor William Nozaki.

Soa, portanto, como ameaça e intimidação o processo criminal que o presidente da Petrobrás move contra o pesquisador do GEEP. Parente visa atingir a FUP, entidade que ele já havia avisado que enfrentaria pela resistência que fazemos à sua política entreguista. Através dos estudos e pesquisas que William e demais integrantes do GEEP realizam, temos demonstrado que não há justificativas econômicas para os desinvestimentos e vendas de ativos. Está mais do que claro que o desmonte promovido pelos golpistas beneficia diretamente as multinacionais de petróleo e os países que querem tirar do Brasil o papel de destaque que vinha ocupando na geopolítica do setor.

Os petroleiros não se calarão e seguirão denunciando as relações perigosas que cercam as negociatas feitas por este governo ilegítimo, que colocou no comando da Petrobrás gestores que representam os interesses dos financiadores do golpe. A FUP manifesta publicamente irrestrita solidariedade ao professor William, reafirmando que não admitirá qualquer tentativa de censura ou intimidação ao trabalho do GEEP.

Federação Única dos Petroleiros

Das Imprensas da CUT e do NF - Amanhã, 11 de novembro, entrará em vigor a Reforma Trabalhista, um dos maiores ataques aos direitos da classe trabalhadora na história do Brasil. Hoje, a CUT e as demais centrais sindicais organizam o "Dia Nacional de Paralisação", que denuncia os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Nesta sexta-feira, ocorrerão manifestações em todos os estados, mostrando à população as mazelas que o governo já trouxe à vida do trabalhador e o que ainda pode ser aprovado, como a Reforma da Previdência, que dificultará o acesso à aposentadoria.

No Rio de Janeiro, o ato será na Cinelândia, às 16h. O Sindipetro-NF disponibilizou ônibus para a militância, com saídas de Campos (às 9h) e de Macaé (às 10h).

Confira abaixo a programação completa, por estado. E acompanhe aqui as informações sobre os protestos.

Acre
Rio Branco
08h – Ato com concentração na Praça da Revolução

Alagoas
Maceio
08H – Concentração na praça Sinimbu

Amazonas
Manaus
16h - Manifestação na Praça Heliodoro Balbi (Praça da Polícia)

Amapá
Macapá
10h – Concentração na Praça da Bandeira

Bahia
Salvador
11h - Caminhada do Campo Grande até a Praçã Municipal
13h - Manifestação na porta da Previdência Social no Comércio

Brasília
09h – Ato Fora Temer e suas medidas - Espaço do Servidor – Esplanada dos Ministérios

Ceará
Fortaleza
Marcha da Esperança/ Dia Nacional de Luta contra a Reforma Trabalhista
8h – Praça Clóvis Beviláqua (Praça da Bandeira - Centro)
Região do Cariri
Concentração às 8h30 na Praça da Prefeitura de Juazeiro do Norte e caminhada até a Praça Pe. Cícero.

Espírito Santo
Vitória
12h- Concentração na Praça 8 e caminhada até a justiça do trabalho
17h- Ato na UFES (Universidade Federal do ES)

Goiás
Goiânia
16h- Ato unificado na Praça do Bandeirante

Maranhão
São Luis
05h- Ato na Barragem do Bacanga

Mato Grosso
Cuiabá
15h - Praça Alencastro

Mato Grosso do Sul
Campo Grande
16h – Ato na Praça Ari Coelho com enterro da CLT na superintendência do trabalho

Minas Gerais
Belo Horizonte
09h – Ato na Praça da Estação

Pará
Belém
08h30 – Concentração no TRT na Praça Brasil – Caminhada até o Ver-O-Peso

Paraíba
João Pessoa
14h – Lyceu Paraibano

Paraná
Curitiba
11h- Ato na Boca Maldita

Pernambuco
Recife
09h – Assembleia da classe trabalhadora na Praça da Democracia (Derby)

Piauí
Teresina
08h – Ato Unificado – Praça Rio Branco – Com caminhada pelas Ruas do Centro


Rio Grande do Norte
Natal
14h – Ato com concentração na Praça Gentil Ferreira no Bairro Alecrim. Depois será feita uma caminhada pelas ruas principais até a Cidade Alta

Rio Grande do Sul
Porto Alegre
10h as 14h – Plenária de Mobilização - Auditório da Igreja da Pompeia (R. Barros Cassal, 220, Floresta POA)
16h – Abraço à Justiça do Trabalho – Av. Praia de Belas
18h – Ato das Centrais – Esquina Democrática

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
16h – Concentração na Candelária – Caminha pra a Cinelândia

Roraima
Boa Vista
09h- Concentração na Praça do Centro Cívico – caminhada pelas ruas do centro

Santa Catarina
Florianópolis
16h – Ato no Ticen
Chapecó
13h – Ato na BRF/Sadia
Lages
13h – Ato em frnte ao Hospital Tereza Remo
Blumenau
06H30 – Panfletagem nos Terminais Fonte e Alterro
Joinvile
13h – Ato na Funcição Tupi
Forquilinha
11h30- Concentração na JBS
Nova Veneza
13h30- Concentração na JBS

São Paulo
São Paulo
09h30 – Ato em São Paulo – Concentração na Praça da Sé
10h30 – Caminhada até a Avenida Paulista
14h30 – Ato de professores e servidores no Palácio dos Bandeirantes contra o PL da Morte
Campinas
17h00 – Ato no Largo do Rosário, no Centro.

Sergipe
Aracaju
15h- Ato com concentração às 15h na Praça Getúlio Vargas (praça da OAB)

Tocantins
Palmas
09h – Em frente a CEF – Quadra 105 Sul – Rua SE 01

 

Diretores do Sindipetro-NF e assessoria jurídica estiveram reunidos, hoje, na sede do sindicato em Campos dos Goytacazes, com assessores e representantes da área de Recursos Humanos da empresa Oiltanking. A reunião tratou do Acordo Coletivo de Trabalho 2018 e de pendências do acordo vigente.

De acordo com o coordenador do Departamento de Trabalhadores do Setor Privado, Wilson Reis, que participou da reunião, foram esclarecidas questões levantadas pelos trabalhadores na setorial realizada no mês passado.

Uma nova setorial com a categoria será realizada nos próximos dias. Nova reunião entre o NF e a empresa está prevista para o dia 01 de dezembro, às 14h, também na sede do NF em Campos.

 

Da Imprensa da FUP - Em documento enviado à FUP na tarde desta quarta-feira, 08, a Gerência de Recursos Humanos da Petrobrás comunica o agendamento de nova reunião na sexta-feira (10/11), às 10 horas, "para dar prosseguimento às negociações e apresentação de proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho 2017".

Nesta data, os petroleiros, junto com várias outras categorias, estarão mobilizados em todo o país, durante o Dia Nacional de Luta convocado pelas centrais sindicais contra a retirada de direitos que o governo ilegítimo de Temer vem impondo aos trabalhadores.

A contrarreforma trabalhista entra em vigor no dia 11, acabando com direitos históricos, fragilizando as relações de trabalho, oficializando o "bico" e alterando profundamente a legislação trabalhista, que passa agora a proteger o patrão, em vez do trabalhador.

No rastro destes ataques, estão a liberação do trabalho escravo e o desmonte da Previdência Pública.

É importante que os trabalhadores próprios e terceirizados do Sistema Petrobrás participem ativamente dos atos e manifestações desta sexta-feira. A retirada de direitos também está na pauta da gestão da empresa e vem sendo duramente combatida pela FUP, que vem alertando a categoria desde o início da campanha reivindicatória de que o Acordo Coletivo terá o tamanho da luta dos petroleiros.

As mobilizações de sexta serão fundamentais nesta disputa.

 

A diferença do Brasil que descobriu o pré-sal para o Brasil que está entregando o pré-sal é abissal. Em 2012, a Petrobrás previu investimentos de US$ 25,5 bilhões para a área de Exploração (no plano 2012-2017). Neste 2017, a previsão é de US$ 761 milhões (no plano 2017-2021). Essa é uma das faces do desmonte da soberania energética brasileira, com cortes cada vez assombrosos em exploração e pesquisa na Petrobrás.

No mês de outubro, a chamada "reestruturação do E&P" chegou ao final com uma mega-desvalorização da área na companhia. Justamente ela, que é a responsável por realizar novas descobertas, garantindo para a empresa reservas a longo prazo — assim como, junto com a área de Reservatório, propor e implantar o Plano de Avaliação de Descoberta. 

Cabe à Exploração selecionar, identificar e adquirir áreas exploratórias, processar e avaliar dados geológicos e geofísicos, selecionar e avaliar oportunidades exploratórias e descobertas.

A Bacia de Campos, por exemplo, atingiu expertise exploratório que lhe permitiu um índice de sucesso de 79%, inédito no mundo do petróleo, ao longo de mais quatro décadas de aquisição, processamento e interpretação de dados geológicos e geofísicos, perfurando mais de 1000 poços exploratórios.

Além disso, a "reestruturação" reduziu o número ou extinguiu gerências fundamentais, deixando os trabalhadores sob clima de extrema instabilidade, assédio e terror. Petroleiros e petroleiras destas áreas estão sendo tratados como meros produtos de prateleira. A empresa, após o Golpe, acentua e incentiva atitudes arbitrárias e antidemocráticas, tomando decisões em gabinetes fechados, sem ouvir as partes envolvidas (até mesmo entre gerências).

E de modo cínico, a alta gerência vem fazer marketing de democrática, lançando uma campanha para que a força de trabalho escolha o nome de um campo de petróleo recém descoberto, subestimando a inteligência da categoria. 

É urgente a reversão do quadro golpista que assola o País e a Petrobrás. O Brasil que descobriu o pré-sal e valoriza as suas riquezas precisa voltar.

[Nascente 1017]



 

O Departamento Jurídico do Sindipetro-NF, por meio de sua assessoria jurídica, distribuiu nesta semana duas ações coletivas de interesse dos trabalhadores da Transpetro que atuam na base de Cabiúnas (UTG-CAB).

Uma das ações cobra o respeito ao repouso dos trabalhadores no regime de sobreaviso parcial. A outra, o retorno à forma correta do pagamento das horas extras nos feriados, modificado unilateralmente pela Transpetro em 2016. Os processos tramitarão na 1ª Vara do Trabalho de Macaé. Ainda não há audiência agendada.

O coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, e coordenador do Departamento Jurídico, Alessandro Trindade, ressaltam o caráter combativo dos trabalhadores da Transpetro e reforçam que o sindicato estará sempre atento aos anseios destes e de todos os trabalhadores do Norte Fluminense.

 

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