Um acidente na plataforma PCH-1, na Bacia de Campos, ontem, deixou feridos três petroleiros da empresa Perbras. Os trabalhadores foram desembarcados para receberem atendimento hospitalar e já tiveram alta médica.

As informações iniciais são as de que uma peça com um peso significativo (não informado com precisão ainda pela empresa) despencou da torre da sonda, atingindo os trabalhadores.

O Sindipetro-NF acompanha o caso desde ontem e indicou, hoje, o diretor Alessandro Trindade para participar da comissão que analisará as causas do acidente.

 

Dirigentes de sindicatos cutistas, entre eles o Sindipetro-NF, estiveram reunidos hoje, em Campos dos Goytacazes, na sede do Sinpro (Sindicato dos Professores), para organizar a luta contra a reforma da Previdência. 

O Sindipetro-NF foi representado na reunião pelo diretor Sérgio Borges. Ele explica que as entidades estão preparando a participação no dia nacional de luta contra a reforma da previdência, em 15 de março, e deverão promover manifestação em Campos.

Os protestos estão sendo convocados pela CUT e pela Frente Brasil Popular. Também serão realizados trabalhos de conscientização da população sobre os danos da reforma, além de pressão sobre os parlamentares da região e presidentes de partidos políticos.

Uma nova reunião das entidades será realizada na sede do Sindipetro-NF, no próximo dia 7, às 17h. O encontro será aberto à participação do público.

 

O diretor do NF, Antônio Carlos (Bahia), esteve na manhã desta quinta, 16, nos portões da empresa Cetco onde fez uma setorial com os trabalhadores.

Bahia explicou aos trabalhadores que ainda havia possibilidade de avançar na mesa de negociação e conseguir uma proposta melhor, já que a empresa aceitou agendar uma nova reunião para discutir o ACT no dia 21 de fevereiro.

 

[Atualizada às 15:15 o por ter sido publicada inicialmente com incorreções]

 

Quem pariu o pato, que o embale

Fevereiro 16, 2017 13:25

 

Imprensa da FUP - Lembra daquele bando de patos verde e amarelo que a Fiesp levou pras ruas, exigindo o impeachment sem crime da presidente Dilma? Essa mesma entidade que articulou e apoiou o golpe agora corre atrás do prejuízo para não ter que dividir com os trabalhadores a conta do pato que pariu. Em estudo divulgado esta semana pela imprensa, a Fiesp reconhece o que a FUP e outras entidades de classe vêm há tempos afirmando: a mudança das regras de conteúdo local, como querem os golpistas, é danosa à indústria nacional, pois reduz a produção, os empregos e a arrecadação.

Em outras palavras, a maior entidade patronal do país, que transformou sua sede “na casa do impeachment de Dilma”, como seus dirigentes proclamaram na época, não quer que os efeitos do golpe respinguem sobre os empresários brasileiros. Acontece que as medidas entreguistas do governo Temer impactam diretamente na indústria nacional. 

O desmonte da Petrobrás caminha junto com o fim da política de conteúdo local. O objetivo é escancarar todo o setor petróleo para as empresas estrangeiras, como já fizeram com a operação do Pré-Sal e as novas encomendas de plataformas e equipamentos da Petrobrás.

Na Pauta pelo Brasil, conjunto de propostas que os petroleiros vêm defendendo desde 2015 para que a Petrobrás supere a crise sem ter que abrir mão de ativos e investimentos estratégicos, a FUP destaca a importância de haver uma reserva significativa de conteúdo local nos contratos firmados pela empresa. Foram elencados os ganhos para o país com a geração de empregos e renda, a diversificação e o crescimento sustentável da economia, o desenvolvimento da capacidade produtiva local, gerando também um ambiente seguro para atração de investimentos e, consequentemente, o aumento da arrecadação de impostos.

O estudo da Fiesp aponta que para cada R$ 1 bilhão de investimento na exploração e produção de petróleo e gás, a produção interna de bens e serviços do setor gera R$ 551 milhões para o PIB e 1.532 empregos. A pesquisa também revela que a redução de investimentos e das encomendas da Petrobrás causou uma redução de 14% nos empregos do setor e uma retração de 14,5% na produção, entre 2014 e 2015.

O trabalho feito pela Fiesp só confirma o que os petroleiros sempre alertaram: a Petrobrás é a mola mestra da indústria nacional e sem os seus investimentos a economia e o desenvolvimento do país retrocedem. 

É, no mínimo, estranho que o empresariado brasileiro só agora se dê conta de que o maior beneficiado pelo golpe é o capital estrangeiro. As multinacionais, que também apoiaram o golpe, não querem só abocanhar o nosso petróleo, mas toda a sua cadeia produtiva.

 

 

O pessoal da meritocracia, da gestão, da eficiência, gosta muito de falar em números. Mas há um tema para o qual as suas cabeças de planilha parecem não funcionar: o da saúde e da segurança. Neste campo, para eles, tudo parece muito abstrato, tudo é possível, tudo pode ser postergado e alertas podem ser negligenciados. É como se nada tivesse consequência real.

Os números do PIDV (Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário) só fazem sentido para a gestão quando apontam para o atendimento da meta neoliberal de cortar, cortar e cortar. Mas estes mesmos números mostram aquele outro lado que eles fingem não ver: não é infinita a capacidade que um trabalhador tem de realizar as funções de dois, três ou até mais colegas. A conta não fecha.

Somente na versão do PIDV concluída em setembro de 2016, de acordo com a própria Petrobrás, a adesão foi de 11.704 empregados. Cada um destes fará falta, sem que nenhum plano de reposição esteja em curso.

Não há semana que o Sindipetro-NF passe sem que os diretores da entidade recebam relatos sobre condições cada vez mais inseguras e estafantes nas áreas operacionais da empresa, associadas diretamente à falta de pessoal.
O plano desmonte da companhia, que inclui a venda de ativos e a dispensa de funcionários, está fazendo a empresa retroceder de modo alarmante aos anos 90 e início dos 2000, que tem como principal ícone a tragédia da P-36.

Esta política antipatriótica e assassina precisa ser enfrentada por todos com extremo senso de urgência. Os petroleiros e as petroleiras não abaixarão a cabeça. A luta se impõe e não há espaço para a omissão. Os tempos são difíceis, mas são especialmente nestes que fazemos história. Fora Mishell, seu Parente e toda a política que eles representam.

 

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Imprensa da FUP - A FUP e seus Sindicatos filiados assinaram, no dia 31/01, o Termo Aditivo do atual Acordo Coletivo, garantindo para todos os trabalhadores da ativa do Sistema Petrobrás e para os aposentados e pensionistas (assistidos) do Plano PETROS, que não repactuaram, o reajuste de 8,57 %, retroativo a setembro de 2016.

Entretanto, até a presente data, os assistidos do Plano PETROS ainda não haviam recebido o seu reajuste. Devido a esse atraso, a Direção da FUP cobrou da Petrobrás o envio imediato da nova tabela salarial para a PETROS para que a nossa Fundação pudesse pagar reajuste e os valores retroativos desses companheir@s.

Os representantes da Petrobrás informaram que ainda não haviam mandado a nova tabela salarial porque quatro Sindicatos ainda não haviam assinado o Termo Aditivo do ACT. Sem essa nova tabela a PETROS não poderia processar a folha com o reajuste dos assistidos do Plano PETROS.

A Direção da FUP não aceitou essa desculpa e cobrou que a Petrobrás enviasse de imediato a nova tabela, para a PETROS, já que todos os Sindicatos filiados à FUP já haviam assinado o Termo Aditivo e porque esses Sindicatos representam a grande maioria dos aposentados e pensionistas do Sistema Petrobrás. Além do mais não seria justo que, por causa de uma minoria, a maioria dos aposentados e pensionistas fosse prejudicada.

Devido à cobrança, a Petrobras enviou ontem, dia 14/02, a nova tabela para a PETROS, que já confirmou que, no próximo dia 24/02, esses companheir@s receberão seus benefícios reajustados e todos os seus valores retroativos. Uma boa notícia para todos os assistidos do Plano PETROS que não repactuaram.

 

 

A diretoria do Sindipetro-NF estará ao vivo na sua página do facebook para debater com a categoria a postura da atual gestão de desvalorizar a Petrobras para privatizar o sistema. O face to face acontece às 19h30 e a diretoria ressalta a importância dos trabalhadores participarem e esclarecer suas dúvidas.

Diretores do Sindipetro-NF embarcam nesta quinta, 16, e sexta, 17, para representarem a entidade em reuniões de Cipa a bordo de plataformas da região. Amanhã, embarcam os diretores Tadeu Porto (P-53) e Tezeu Bezerra (P-31). Na sexta, embarca o diretor Antônio Carlos Pereira (P-51).

A presença de diretores sindicais nas reuniões de Cipa é uma conquista dos trabalhadores no Acordo Coletivo e deve ser bem utilizada pela categoria. A entidade solicita aos trabalhadores que mantenham os diretores informados sobre as condições de segurança em todas as áreas do setor petróleo. Informações podem ser enviadas para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

O Sindipetro-NF prorrogou o prazo de realização de assembleias da Falcão Bauer. Os trabalhadores em unidades marítimas podem fazê-las até quinta-feira a noite e enviar as atas até às 12h do dia 17/02.  As atas devem ser enviadas via fax no número 22 27659550 ou pelos emails  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  e  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Para os trabalhadores e trabalhadoras lotados em terra ou que estejam de folga a assembleia ocorrerá hoje, 15/02, com primeira convocação as 17h30, com quórum minimo de 50% + um de participação ou com qualquer quórum a partir de 18h, na sede do Sindicato em Macaé ( Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 - Centro - Macaé).
 
"O indicativo da Diretoria do Sindipetro-NF é de rejeição da proposta, visto que os salários merecem melhores reajustes e a proposta não contempla os anseios da categoria" - explica o Coordenador do Departamento do setor Privado, Leonardo Ferreira.
 
Para tirar dúvidas e esclarecimentos os trabalhadores podem ligar para os telefones de contato dos diretores abaixo. A chamada pode ser a cobrar.
 
- Léo Ferreira (22) 98114-2949
- Antonio Carlos Bahia (22) 98159-7777

Operação da Petrobras em alto-mar na região da Bacia de Campos

 

O sindicato dos petroleiros do Norte Fluminense alerta para a falta de manutenção das operações decorrente do baixo efetivo da Petrobras

DCI /São Paulo - O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) alerta para os riscos decorrentes da falta de efetivo para manutenção, após denúncia de vazamento de óleo da P-40, na Bacia de Campos.

"O principal motivo desse vazamento é a falta de efetivo. O programa de demissão voluntária da empresa deixou áreas-chave como operação e manutenção deficientes", afirma o diretor do Sindipetro-NF, Marcelo Nunes.

Localizada a cerca de 140 quilômetros de Macaé (RJ), na Bacia de Campos, a P-40 já foi considerada a maior plataforma em operação no País, de acordo com Nunes.

"Nos últimos anos, a empresa reduziu consideravelmente o número de funcionários na plataforma, principalmente nas áreas de produção e manutenção."

Segundo ele, a P-40 deveria produzir, atualmente, cerca de 150 mil barris por dia (bpd) de petróleo, mas a estimativa é que esse volume gire em torno de 50 mil a 70 mil (bpd).

O Sindipetro-NF informou que a Marinha interditou as operações da P-40 na sexta-feira (10), após detectar irregularidades. Nunes ressalta que o nível de óleo na superfície da água estava fora dos padrões.

"O problema ocorreu justamente na área de tratamento de água a ser descartada no mar. O teor de óleo estava muito acima do permitido", esclarece o dirigente.

A Petrobras informou por e-mail que, após vistoria da Marinha, a P-40 teve aval ontem para voltar a operar. Com isso, teria ficado pouco mais de três dias seguidos parada.

"Esse tipo de plataforma opera 24 horas ininterruptamente", acrescenta Nunes.

Em operação há cerca de 15 anos, a P-40 é considerada uma plataforma de idade média, que ainda possui vida útil considerável. De grande porte, já chegou a ter cerca de 215 funcionários a bordo, índice conhecido na área como People On Board (POB).

"Atualmente, esse número é bem menor", declara Nunes, que trabalhou na P-40 por aproximadamente nove anos.

Demissão voluntária

Em 2014 e em 2016, a Petrobras implementou o chamado Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário (PIDV), com o objetivo de reduzir custos e atingir as metas do plano de gestão da companhia.

Conforme o diretor do Sindipetro-NF, essa medida pode colocar em risco as operações. "Há 13 anos a Petrobras não abre concurso público e ao mesmo tempo vem reduzindo o seu efetivo. O risco de acidentes de maior proporção é considerável", pontua Nunes.

Em e-mail ao DCI, a estatal "reitera seu compromisso com a segurança dos trabalhadores e a preservação do meio ambiente e de suas instalações."

 

Jornalista: Juliana Estigarríbia

Foto: Operação da Petrobras em alto-mar na região da Bacia de Campos
agência petrobras

Em janeiro de 2017, o custo médio da cesta básica em Macaé registrou uma diminuição de 0,86% em relação a dezembro de 2016, ao atingir R$ 391,84, segundo a pesquisa mensal realizada pelo DIEESE em parceria com o SINDIPETRO-NF. Essa foi a quinta queda mensal consecutiva, embora o valor da cesta básica ainda esteja num patamar 0,75% superior ao observado em fevereiro de 2016. No entanto, em relação a janeiro de 2016, a cesta básica apresentou um custo 1,15% menor, o que indica a grande oscilação dos preços de alimentos ao longo de 2016.

TABELA 1

Gasto, variações mensal e anual e tempo de trabalho necessário

Macaé-RJ – Janeiro de 2017

Produtos

 

Quantidades

 

Gasto mensal (R$)

 

Variação (%)

Tempo de Trabalho

   

Janeiro

Dezembro

 

mensal

em 12 meses

Janeiro

Dezembro

 

 

2017

2016

 

2017

2016

Carne

 

6 kg

 

117,00

117,96

 

-0,81

0,21

27h28m

29h29m

Leite

 

7,5 l

 

26,40

26,85

 

-1,68

6,32

6h12m

6h43m

Feijão

 

4,5 kg

 

32,45

33,48

 

-3,08

80,28

7h37m

8h22m

Arroz

 

3 kg

 

10,80

10,95

 

-1,37

17,65

2h32m

2h44m

Farinha

 

1,5 kg

 

4,76

4,88

 

-2,46

2,59

1h07m

1h13m

Batata

 

6 kg

 

13,98

15

 

-6,80

-32,46

3h17m

3h45m

Tomate

 

9 kg

 

28,62

32,76

 

-12,64

-62,46

6h43m

8h11m

Pão

 

6 kg

 

57,48

55,68

 

3,23

8,86

13h30m

13h55m

Café

 

600 g

 

13,11

12,87

 

1,86

26,91

3h05m

3h13m

Banana

 

7,5 dz

 

42,83

40,35

 

6,15

40,29

10h04m

10h05m

Açúcar

 

3 kg

 

11,73

11,76

 

-0,26

29,47

2h45m

2h56m

Óleo

 

900 ml

 

4,69

4,19

 

11,93

25,40

1h06m

1h03m

Manteiga

 

750 g

 

27,99

28,49

 

-1,76

42,88

6h34m

7h07m

Total da Cesta

 

391,84

395,22

 

-0,86

-1,15

92h00m

98h49m

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Fonte: DIEESE

 

Na comparação mensal – entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017 – nove dos treze produtos pesquisados registraram redução do preço médio, sendo dois com quedas expressivas: o tomate (-12,64%) e a batata (-6,80%). Somente quatro itens apresentaram aumentos em seu preço médio, a saber: óleo, banana, café e pão. A maior elevação de preço ocorreu no óleo (11,93%), seguido da banana (6,15%).

Na comparação com a capital, o custo da cesta básica de Macaé representou 89,02% do valor apurado no município do Rio de Janeiro (R$ 440,16) no mês de janeiro. Durante este mês, treze das 27 capitais pesquisadas apresentaram uma queda da inflação dos itens da cesta básica em percentual superior à variação em Macaé, a saber: Rio Branco, Cuiabá, Boa Vista, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Palmas, Macapá, Belo Horizonte, Porto Alegre, Porto Velho, Belém e Vitória, nessa ordem.

O trabalhador que reside em Macaé com rendimento equivalente a um salário mínimo de R$ 937,00 necessitou cumprir uma jornada de 92 horas para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. O valor gasto com essa cesta representou, em janeiro, 45,45% do salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 8% da Previdência Social. Em dezembro, ele havia comprometido 48,82% da remuneração. A queda de preços diante em paralelo ao reajuste do salário mínimo em janeiro de 2017 contribuiu para a redução do tempo de trabalho necessário para aquisição da cesta básica.

A partir da cesta básica mais cara, que neste mês foi verificada na cidade de Porto Alegre (R$ 453,67), o DIEESE calcula o Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. O valor calculado para o mês de dezembro foi de R$ 3.811,29 (4,07 vezes o salário mínimo vigente).

 

 

 

Imprensa da FUP - A FUP ingressou nesta segunda-feira, 13, com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, cobrando a anulação da venda da participação da Petrobrás no Campo de Carcará (Bloco BM-S-8) e a suspensão de todos os efeitos decorrentes desta negociação. Os petroleiros consideram a entrega de um reservatório tão estratégico como este um atentado contra os interesses públicos e “clara afronta à Constituição”.

Estudos preliminares apontam que o ativo vendido contenha pelo menos 6 bilhões de barris recuperáveis de óleo e gás, podendo chegar a uma quantidade muito superior a esta, se levarmos em conta a área adjacente.  O campo, no entanto, foi vendido para a petrolífera norueguesa Statoil por um preço aquém do seu real valor: US$ 2,5 bilhões, metade a vista e o restante a ser pago quando for concluído o processo de unitização.

Como a Petrobrás tinha 66% de participação no Campo de Carcará e um volume de reserva estimado em 858 milhões de barris, o valor arrecadado com a venda equivale a míseros US$ 0,70 por barril!

Além de notória lesão ao patrimônio público, a entrega de um ativo tão importante a preço de banana soa como mais uma sabotagem da gestão Pedro Parente, que de tudo tem feito para enfraquecer a empresa e, assim, facilitar a sua privatização. Logo que o Conselho de Administração aprovou a venda de Carcará, em 28 de julho de 2016, o presidente da Petrobrás chegou a declarar que o campo “tem algumas características que não são interessantes” e mais tarde ainda desdenhou do Pré-Sal, alegando que há um “endeusamento” destas reservas.

Na Ação, a FUP destaca que a administração Pedro Parente é pioneira no setor, já que “a Petrobrás é a única petrolífera do mundo a abrir mão de suas melhores jazidas”. “A venda de um ativo extremamente valioso, em um momento de notória baixa no mercado, não pode ser interpretada de outra forma se não como avidez dos gestores da Petrobrás em depredar o patrimônio público e enfraquecer ao máximo a companhia para uma futura privatização”, afirma a FUP.

Outro fato questionado pelos petroleiros na Ação Civil Pública é a falta de transparência dos gestores, que, além de terem feito tudo na surdina, sem debates com a sociedade e tampouco explicações sobre a real necessidade da Petrobrás abrir mão de um campo tão promissor, como Carcará, “em momento algum apresentou um estudo acerca dos verdadeiros impactos financeiros oriundos da venda do bloco e como ela contribuiria para sanear as finanças da empresa”. Soma-se a isso, o fato da atual gestão não ter feito ou divulgado sequer um levantamento preliminar sobre a potencialidade do campo.

Por isso, além de cobrar a suspensão da venda de Carcará, a FUP exige também que a Petrobrás apresente todos os estudos e documentações referentes ao Campo, inclusive as atas das reuniões do Conselho de Administração que trataram sobre o tema, bem como um levantamento dos impactos econômicos que a venda desse ativo estratégico causará para as finanças da empresa.  A ação da FUP corre sob o número 0015983-74.2017.4.02.5101 na seção judiciária do Rio de Janeiro da Justiça Federal.

 

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