[Da Imprensa da FUP] Com faixas e cartazes denunciando os riscos de mortes e mutilações cada vez maiores que vivem os trabalhadores do Sistema Petrobrás, em função do desmonte da gestão Pedro Parente, os sindicatos da FUP iniciaram na manhã desta segunda-feira, 19, uma grande mobilização, cobrando condições seguras de trabalho e a recomposição dos efetivos da empresa. Atrasos e paralisações marcaram o início do expediente nas refinarias, terminais, áreas de embarques para as plataformas e demais unidades da companhia.

Nas refinarias, onde as gerências estão cortando unilateralmente postos de trabalho, atropelando o Acordo Coletivo de Trabalho e a NR-20, os petroleiros aprovaram greve por tempo indeterminado, com data a ser indicada pela FUP.

Sem qualquer negocição com os sindicatos, a Petrobrás está implementando um estudo unilateral de efetivos, com base em uma metodologia norte-americana de hierarquização de tempos e tarefas que não condiz com os processos de operação em refinarias de petróleo. O objetivo é reduzir em até 25% os números mínimos, que já estão no limite e até mesmo abaixo do quadro necessário para garantir a segurança operacional.

O resultado dessa política é o aumento de acidentes e a precarização das condições de trabalho. No domingo, 18, dois trabalhadores da Reduc foram vítimas de mais um acidente, que é reflexo direto do sucateamento que os gestores estão impondo às refinarias.

No dia 09 de junho, um acidente com o navio sonda da Odebrecht, fretado pela Petrobrás, resultou na morte de três trabalhadores, todos terceirizados. Apenas um dos feridos sobreviveu. O acidente ocorreu no rastro do completo desmonte do setor de sondagem e perfuração da companhia, cujos efetivos próprios foram desmobilizados e as plataformas hibernadas e privatizadas.

A redução de efetivos e a precarização das condições de trabalho estão diretamente relacionados ao desmonte que a Petrobrás vem sofrendo em função da privatização de unidades e de um plano de negócios com foco na redução e fatiamento da empresa.

Mudanças estratégicas estão sendo preparadas também pelo Ministério de Minas e Energia para desregulamentar os segmentos de refino, transporte, armazenamento e comercialização de derivados, assim como o E&P, com o objetivo de reduzir o máximo possível a presença da Petrobrás, transferindo ativos para o setor privado e abrindo a infraestrutura e logística da empresa.

Para atrair os novos “sócios”, o pacote de privatizações e desmonte implica, necessariamente, em reduzir custos com funcionários, flexibilizar e cortar direitos e, principalmente, enxugar os quadros da Petrobrás. É o que a gestão Pedro Parente está fazendo, ao reestruturar os efetivos das refinarias, gerando um rastro de acidentes e mortes.

Só com luta e organização, a categoria vai conseguir barrar o desmonte da Petrobrás, preservar os empregos e garantir respeito à vida.

 

A categoria petroleira está mobilizada hoje em diversas bases do País em um Dia Nacional em Defesa da Vida, contra a redução nos efetivos da Petrobrás, as mortes e acidentes do trabalho, o desmonte e a privatização da companhia.

No Norte Fluminense, voos estão sendo atrasados no Heliporto do Farol de São Thomé, onde o Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) espalhou cruzes pelo chão e exibe caixões, representando as mortes recentes de três petroleiros em NS-32, na Bacia de Campos.

"Nenhum trabalhador a menos. Todos contra a redução de efetivo" e "A gestão Parente precariza e mata em todo o sistema Petrobrás. A vítima da vez: NS-32", são alertas do sindicato, por meio de faixas estendidas no heliporto, com denúncias contra o presidente da Petrobrás, Pedro Parente.

Diretores se revezam no contato com os trabalhadores também nos demais aeroportos da região. Na base de Cabiúnas, em Macaé, houve reunião setorial com a categoria no início da manhã, onde os temas foram tratados.

A entidade indicou a realização de assembleias, nas plataformas, para que sejam feitos levantamentos sobre as condições de efetivo (número de trabalhadores) em cada unidade — antes dos PIDVs, os programas de incentivo ao desligamento voluntário, depois dos PIDVs e o que seria o ideal —, além de informar a listagem dos integrantes das brigadas de emergência. O mesmo levantamento também está sendo apurado na base de Cabiúnas.

 

[CUT]Com o avanço da reforma Trabalhista no Congresso (PLC 38/2017) – o texto aguarda votação na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e está previsto para ser votado em plenário no dia 28 deste mês –, a CUT e as demais centrais sindicais ampliam a resistência em todo o país, dando ainda mais peso para o 20 de Junho – Dia Nacional de Mobilização Contra as Reformas Trabalhista e da Previdência. 

Após as mobilizações dos dias 8, 15 e 31 de março, a CUT orienta suas estaduais e ramos a ampliarem a pressão sobre os parlamentares que podem, caso arovada a Reforma Trabalhista, enterrar de vez a carteira de trabalho e, com ela, todos os direitos trabalhistas, conforme aponta o secretário-geral da Central, Sérgio Nobre. 

“Um governo sem legitimidade e o Congresso envolvido em escândalos não têm nenhuma condição de dialogar com a classe trabalhadora, porque sabem que essa pauta de derrubada de direitos mínimos jamais seria aprovada pelo povo em eleições diretas. Assim, cabe a todo brasileiro que deseja ver seu filho trabalhando em condições dignas, que ainda sonha em se aposentar sem morrer trabalhando ir para a rua cobrar o fim dessas reformas”, falou Nobre. 

A CUT orienta que, no dia 20, pela manhã, as suas organizações filiadas, em conjunto com as demais centrais e movimentos sociais, organizem panfletagens em terminais de ônibus, estações de trem e de metrô; e caminhadas pelo Centro da cidade para dialogar com a população.

À tarde, o objetivo é realizar atividades culturais com debates sobre as reformas.

Além disso, a CUT orienta os sindicatos a promoveram assembleias e, além do corpo a corpo com os parlamentares em suas bases e nos aeroportos, enviar e-mails e mensagens para que votem contras as reformas.

Luta nos estados

Em muitas regiões, a classe trabalhadora já se mobiliza para as manifestações do dia 20. Além de plenárias regionais, que seguem por todo Brasil, já há atividades definidas em algumas capitais. Em Florianópolis haverá panfletagens pela manhã em fábricas e portas de escolas e um grande ato político e cultural, a partir das 16h30, em frente à Catedral Metropolitana. 

“Dia 20 será o esquenta para a Greve Geral e vamos fazer uma manifestação que reunirá diversas categorias em defesa dos direitos que esse governo ilegítimo e esse Congresso com parlamentares golpistas querem roubar”, falou a presidenta da CUT-SC, Anna Rodrigues. 

Em São Paulo, o ato cultural está previsto para acontecer a partir das 17h, na Praça da Sé, centro de São Paulo. Segundo o presidente da estadual, Douglas Izzo, a mobilização acontece em ritmo de festa junina. 

“Durante o dia faremos uma caminhada pelo centro da cidade com comerciários, municipais, trabalhadores do ramo bancário, entre muitas outras categorias. Também ocorrerão assembleias nas portas de fábrica e, no final do dia, vamos fazer um ‘arraiá’ contra a retirada dos direitos nesta luta contra as reformas”, ressaltou. 

Neste dia, entidades cutistas também programam panfletagem e diálogo com a população em diversos bairros de Manaus e, em Fortaleza, no aeroporto Pinto Martins, a partir das 4h30.

Para marcar o Dia Nacional em Defesa da Vida, convocado pela FUP em protesto contra três mortes recentes no Setor Petróleo e o crescimento da insegurança nas áreas operacionais na gestão Pedro Parente, o Sindipetro-NF realiza nesta segunda, 19, setoriais nos aeroportos e na base de Cabiúnas, além de indicar para plataformas e UMS a realização de assembleia para que cada unidade liste a sua situação de efetivo.

O sindicato indica aos petroleiros e petroleiras das áreas operacionais (plataformas e Cabiúnas) que informem os seguintes dados à entidade: número de efetivo que havia antes da realização de dois PIDVs (Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário), número de efetivo atual e o número de efetivo que seria necessário para a operação segura da unidade.

A entidade também quer conhecer a relação nominal dos integrantes das brigadas de incêndio, solicitando à categoria que informe o POB da unidade (pessoal a bordo) e esta listagem de brigadistas.

Desde 1º de janeiro deste ano, 20 casos de acidentes ou intoxicações foram registradas pelo sindicato na Bacia de Campos. No mais grave deles, três petroleiros morreram em decorrência da explosão de uma caldeira no NS-32, no último dia 9.

"Vai acontecer uma nova grande tragédia se nada for feito. A categoria precisa reagir e enfrentar esse desmonte que gera insegurança, precarização do trabalho e entrega do patrimônio nacional", afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Marcos Breda.


Acidentes 2017

Acidentes na Bacia de Campos em 2017:

12 de junho - Incêndio em P-35
10 de junho - Queda de escada em P-32
09 de junho - Explosão de caldeira em NS 32 (três trabalhadores mortos)
29 de Maio - Manifesto da UTGCAB denuncia intoxicação
26 de maio - Incêndio em P-33
25 de maio - Incêndio em P-33
23 de abril - Petroleiro inala H2S em P-63
17 de abril - Incêndio em Cabiúnas
17 de abril - Acidente com Helicóptero em SS-76
01 de abril - Vazamento de óleo em P-48
01 de abril - Queda de conteiner em P-16
12 de março - Incêndio em P-51 / P-56
02 de março - Acidente com Helicóptero em P-37
23 de fevereiro - Vazamento de óleo em P-19
22 de fevereiro - Rompimento de linha no Normand Maximus (um trabalhador morto)
19 de fevereiro - Vazamento de GLP na UTGCAB
17 de fevereiro - Abalroamento em P-35
11 de fevereiro - Abalroamento em P-48
10 de fevereiro - Vazamento no Slop de P-40
10 de janeiro - Sindicato denuncia falta de EPIs em todas as plataformas

 

Rever um modelo de desenvolvimento predatório, fazer uma reforma política, demarcar terras indígenas e restituir um estado democrático. Estes são, para a atriz Letícia Sabatella, ítens de uma agenda necessária para o momento brasileiro. Em entrevista ao programa Questão de Base, da TV NF, ela afirma ainda que "já perdemos tudo, só nos resta lutar".

A atriz, que em junho do ano passado foi agredida por manifestantes pró-impeachment da presidenta Dilma, comenta ainda o cenário de truculência vivido pelo País. "Existe uma intolerância, uma arrogância, querendo tomar o poder na marra, destruindo coisas que são importantes, como se tudo o que foi feito por um governo anterior foi só aquilo que deve ser execrado. Isso destrói conquistas sociais históricas", disse.

O programa também explora a relação da atriz com causas sociais, especialmente a indígena. Para ela, "é muito difícil pensar a construção de um caminho pessoal, de uma carreira, de uma trajetória de conforto pessoal, para a família, e não pensar nisso coletivamente também. É uma questão ética".

Os programas podem ser acompanhados pela #questãodebase

Confira abaixo as edições veiculadas:

Programa #15

Tema: A militância segundo Letícia Sabatella

Entrevistada: Letícia Sabatella - Atriz e cantora

Letícia Sabatella é atriz e cantora que tem a sua trajetória marcada pela militância social. Para ela, não faz sentido viver apenas em busca de satisfação pessoal ou dos familiares mais próximos. O comportamento ético impõe um compromisso com as causas coletivas. Nesta entrevista, ela denuncia o agronegócio e o descaso com a demarcação das terras indígenas no Brasil.

Assistir: https://www.facebook.com/sindipetronf/videos/1382970361756786/

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Programa #14

Tema: A conjuntura política brasileira
Entrevistado: George Gomes Coutinho - Professor da UFF

Professor de Ciência Política da Universidade Federal Fluminense, George Gomes Coutinho atua em pesquisas sobre democracia, globalização e teoria política e social brasileira. Nesta conversa, ele aborda o quadro político do país e avalia que a tendência de polarização entre as forças políticas será mantida, em um cenário de proeminência do capital financeiro na cobrança por reformas que mantenham os seus ganhos.

Assistir: https://www.facebook.com/sindipetronf/videos/1370928092961013/

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Programa #13

Tema: A força do racismo no Brasil e o seu combate 
Entrevistada: Maria Clareth Gonçalves Reis - Professora da UENF

Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense e professora da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Maria Clareth Gonçalves Reis, coordena o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas da Uenf, que realiza pesquisas em temas como relações étnico-raciais, identidade negra e educação escolar quilombola. Nessa entrevista, ela expõe o modo como o racismo ainda é presente na sociedade brasileira e como tem sido danosos os recuos em políticas públicas para o seu combate.

Assistir: https://www.facebook.com/sindipetronf/videos/1355385797848576/

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Programa #12

Tema: Cenário atual e debates sobre a questão de gênero
Entrevistada: Sana Gimenes Alvarenga Domingues - Professora do Curso de Direito do Uniflu

Sana Gimenes é advogada, professora e socióloga, doutora em Sociologia Política pela Universidade Estadual do Norte Fluminense. Suas pesquisas envolvem estudos de gênero, direitos humanos e cidadania. Nesta entrevista, ela conversa sobre os debates atuais sobre o feminismo e aborda o modo como, até mesmo entre movimentos sociais e de esquerda, a questão de gênero não é devidamente priorizada.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1338055969581559/

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Programa #11

Tema: As muitas formas de envelhecer no Brasil
Entrevistado: Carlos Eugênio Soares - Professor da UFF

Doutor em Sociologia pela UFRJ, o professor da Universidade Federal Fluminense, Carlos Eugênio Soares, conversa neste programa sobre o idoso no Brasil, tema de suas pesquisas que envolvem questões socioantropológicas sobre o envelhecimento humano. Para ele, ainda há muito a conhecer sobre este segmento da população, que não pode ser compreendido fora de recortes como os de classe, gênero ou raça.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1321014191285737/

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Programa #10

Tema: Desmonte da proteção social no Brasil
Entrevistado: Miguel Rossetto - Ex-ministro da Previdência Social

O ex-ministro doTrabalho, Emprego e Previdência, Miguel Rosseto, que comandou a pasta governo Dilma Rousseff, afirma nesta entrevista ao Questão de Base que não existe rombo na Previdência. Ele também firma que as mudanças que pretendia fazer na área eram muito diferentes das propostas atualmente, mais centradas no aumento da arrecadação do que no corte de direitos dos trabalhadores.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1309748675745622/

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Programa #09

Tema: Pertencimento de Classe e combate ao machismo
Entrevistada: Guiomar Valdez - Professora aposentada do IFF

Mestre em Educação pela Universidade Federal Fluminense, com especializações em História Moderna e Contemporânea e em História do Brasil, a professora Guiomar Valdez conversa neste programa sobre a relação entre as lutas feministas e a consciência de pertencimento à classe trabalhadora. Militante de movimentos sociais, ela argumenta que o combate ao machismo também deve passar pelo combate ao capitalismo.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1288933667827123/

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Programa #08

Tema: Petrobrás privatizada aos pedaços
Entrevistado: Roberto Moraes - Professor do IFF

Professor e engenheiro do Instituto Federal Fluminense e pesquisador do Programa de Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ, Roberto Moraes se dedica ao estudo dos arranjos da cadeia produtiva do petróleo. Neste programa, ele conversa sobre o processo de venda de ativos da Petrobrás, denunciado por sindicalistas como sendo, na prática, uma privatização aos pedaços.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1270867942967029/

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Programa #07

Tema: O discurso parcial da imprensa
Entrevistado: Sérgio Arruda de Moura - Professor da UENF

Professor e pesquisador do Centro de Ciências do Homem, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Sérgio Arruda de Moura conversa nessa entrevista sobre impossibilidade de isenção no conteúdo da imprensa. Especialista em análise do discurso na literatura e no jornalismo, ele critica o modo como a mídia brasileira não admite a sua parcialidade, especialmente na cobertura política.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1203586843028473/

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Programa #06

Tema: Raízes do autoritarismo brasileiro
Entrevistado: José Luis Vianna da Cruz - Professor da UFF

José Luis Vianna da Cruz é sociólogo, professor da Universidade Federal Fluminense, e conversa nesta entrevista sobre as raízes do autoritarismo brasileiro. O pesquisador fala sobre o modo como traços violentos da cultura do país têm relação com a nossa formação histórica e impactam na política, no mundo do trabalho e nos costumes.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1183097668410724/

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Programa #05

Tema: Impactos da Nanotecnologia
Entrevistado: Paulo Roberto Martins - Coordenador da Renanosoma

Doutor em ciências sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, Paulo Roberto Martins é coordenador da Rede de Pesquisa em Nanotecnologia, sociedade e meio ambiente. Nesta entrevista, ele fala sobre como os reais impactos da tecnologia nano ainda são desconhecidos e sobre a falta de recursos para a pesquisa na área.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1166275630092928/

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Programa #04

Tema: Militância nas redes sociais
Entrevistada: Maria Goretti Nagime - Advogada e professora

Maria Goretti Nagime é uma advogada e professora, mestranda em Sociologia Política, que ganhou visibilidade pelo modo como usa seu perfil no Facebook para discutir a conjuntura do País. Nesta conversa ela fala sobre essa forma horizontal de participação na vida pública e defende que o Brasil vive um período de exceção, que será reconhecido pela história como golpe.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1152695121450979/

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Programa #03

Tema: Exposição e riscos do benzeno
Entrevistada: Arline Sydneia Abel Arcuri - Doutora em ciências pela USP

Doutora em ciências pela Universidade de São Paulo, Arline Sydneia Abel Arcuri, tem se dedicado a pesquisas sobre os impactos de agentes químicos na saúde dos trabalhadores e no meio ambiente. Neste programa, ela conversa sobre a exposição e os danos do benzeno, presente na cadeia produtiva do petróleo e em diversos outros ambientes de trabalho.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1136221889764969/

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Programa #02

Tema: O futuro da esquerda
Entrevistado: Leonardo Boff - Teólogo, filósofo e escritor

Teólogo, filósofo e escritor, Leonardo Boff é uma das principais referências dos humanistas brasileiros e de dezenas de outros países que publicam suas obras. Neste programa, ele conversa sobre o futuro das esquerdas e dos movimentos sociais, em tempos de retomada de teses conservadoras na política, nos costumes e na religião.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1126963577357467/

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Programa #01

Tema: Medicina em Cuba
Entrevistada: Beatriz Silva do Nascimento - Estudante brasileira de medicina em Cuba

Beatriz Silva do Nascimento é uma universitária brasileira em Cuba. Integrante de um programa do MST que envia assentados para a Escola Latino Americana de Medicina, ela conversa neste programa sobre a formação humanística dos médicos no país, treinados desde cedo para estarem mais próximos da população.

Assistir: https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1112340122153146/

A diretoria do Sindipetro-NF decidiu prorrogar, apenas por mais uma vez, o prazo para encerramento das assembleias nas plataformas e UMS (Unidade de Manutenção e Segurança) para eleição de delegados e delegadas ao 13º Congrenf. As assembleias a bordo podem agora ser feitas até o domingo, 18, com retorno de atas até às 12h da segunda, 19.

O objetivo é garantir o máximo de representação da categoria no mais importante fórum de discussão dos petroleiros da região, especialmente em um momento crítico da vida nacional.

Nas bases de terra e sedes do sindicato, as assembleias foram realizadas de segunda a quarta desta semana.

A escolha dos delegados e delegadas que representarão as bases e unidades marítimas é o primeiro passo da Campanha Reivindicatória. Eles é que terão a responsabilidade de discutir o cenário brasileiro, a conjuntura da Petrobrás, as estratégias de luta e propostas para a pauta de reivindicações que será entregue à companhia.

O 13º Congrenf será realizado na sede do Sindipetro-NF, em Macaé, entre os dias 26 e 28 de junho, e terá como tema "Diretas por direitos". Além de discutir a conjuntura nacional de cortes de direitos trabalhistas e previdenciários, assim como o desmonte da Petrobrás e do setor público brasileiro, o evento vai eleger delegados e delegadas ao Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros), que neste ano elege nova direção para a FUP em um momento crítico da vida nacional.

Participação da mulher

O Sindipetro-NF destaca que é importante estimular a participação das petroleiras nas assem-bleias e na ocupação de vagas de representação no Congresso. Pela primeira vez, haverá cota feminina (de 17%) na delegação ao Confup e na diretoria da FUP.

Número de delegados

Cada plataforma pode eleger dois delegados titulares e dois suplentes. Cada UMS pode eleger um delegados titular e um suplente.

 

[Da Imprensa da FUP] Após denúncia realizada na manhã desta quarta-feira, 14, à Justiça do Trabalho, o Sindipetro Duque Caxias conquistou liminar, suspendendo a reestruturação dos efetivos mínimos da Reduc. A decisão da 6ª Vara do Trabalho de Duque de Caxias determinou que a Petrobrás apresente ao Sindicato o documento oficial do estudo de efetivo da refinaria e suspenda a sua implantação até o dia 19 de junho, quando está prevista reunião da empresa com a FUP.

A Petrobras tem três dias para apresentar ao sindicato o estudo que realizou unilateralmente, descumprindo a Cláusula 91 do Acordo Coletivo, sob pena de multa diária. A liminar também determina o retorno imediato aos números mínimos de trabalhadores nas áreas operacionais que eram praticados antes da redução feita pela gerência da Reduc.

Os petroleiros da refinaria aprovaram com mais de 93% de aceitação o indicativo nacional de greve por tempo indeterminado para barrar os cortes de efetivos impostos pelos gestores.

Saiba mais:

Petroleiros da Reduc responsabilizam criminalmente gestores por redução de efetivos

 

 

[Da Imprensa da FUP] O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, vem rendendo frutos cada vez mais suculentos às petroleiras multinacionais, que estão "ganhando" da estatal brasileira campos promissores do pré-sal a preços irrisórios. Carcará, que tem 6 bilhões de barris recuperáveis de óleo e gás, foi praticamente doado à Statoil pelo equivalente a US$ 0,70 o barril. A Petrobrás, que era operadora do consórcio, onde tinha 66% de participação, entregou de bandeja Carcará para a empresa norueguesa, que já planeja ser a operadora única do campo e triplicar sua produção no Brasil, às custas da "ajudinha" que recebeu de Parente, como revela a reportagem da Agência Reuters, cuja íntegra segue abaixo.

No dia 13 de fevereiro deste ano, a FUP ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, cobrando a anulação da venda da participação da Petrobrás no Campo de Carcará (Bloco BM-S-8) e a suspensão de todos os efeitos decorrentes desta negociação. Os petroleiros consideram a entrega de um reservatório tão estratégico como este um atentado contra os interesses públicos e “clara afronta à Constituição”. Saiba mais

Outros campos do pré-sal que pertenciam à Petrobrás, como Iara e Lapa, de onde se pode extrair 850 milhões de barris de petróleo, já foram também entregues à petroleira francesa Total a um preço inferior a US$ 2,50 o barril. Essa é a gestão temerária de Pedro Parente que a mídia tanto elogia.

Leia a reportagem da Agência Reuters:

Statoil planeja ser operadora única da área de Carcará

OSLO - A petroleira norueguesa Statoil planeja mais do que triplicar sua produção no Brasil e buscará se tornar operadora de toda a descoberta de Carcará, na Bacia de Santos, que está entre as maiores do mundo nos últimos anos, afirmou à agência de notícias Reuters o chefe das operações brasileiras da companhia. A Statoil investiu mais de US$ 10 bilhões no Brasil, tornando-se uma das maiores operadoras estrangeiras em mar no país, com a ajuda do campo de petróleo pesado Peregrino, a 85 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, que é o maior que a empresa opera fora da Noruega.

Com Peregrino produzindo de 80 mil a 90 mil barris de óleo equivalentes de petróleo por dia, a participação da Statoil de 60% no campo permite que a empresa produza entre 48 mil e 54 mil barris diários no país.

- Esperamos que a produção (da Statoil) seja mais do que triplicada no Brasil até 2030 - disse Anders Opedal, em uma entrevista.

No ano passado, a Statoil comprou uma participação de 66% da Petrobras e tornou-se a operadora do bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, onde está a descoberta de Carcará, por US$ 2,5 bilhões.

A empresa norueguesa também tomou o controle operacional da licença BM-C-33, na Bacia de Campos, da Repsol Sinopec, detendo uma participação de 35 por cento.

Além disso, a companhia aprovou o desenvolvimento da fase 2 de Peregrino, que deverá adicionar 250 milhões de barris de reservas com "break-even" abaixo de US$ 45 por barril, menor que uma estimativa original de US$ 70 por barril.

- Estamos no caminho certo para começar a terceira plataforma em Peregrino, no fim de 2020- disse Opedal.

A Statoil planeja perfurar um poço de exploração em um outro prospecto no BM-S-8 neste ano, antes de se mover para testar fluxos próximo a Carcará em 2018. A Statoil também deverá participar do leilão do pré-sal em 27 de outubro, que incluirá uma área adjacente ao bloco BM-S-8, onde empresas e autoridades dizem estar uma parte da reserva descoberta de Carcará.

- Nós temos um desejo muito forte de que a Statoil seja a operadora de toda a (reserva) descoberta de Carcará - disse Opedal.

Enquanto isso, a empresa ainda avalia opções para o desenvolvimento da licença BM-C-33, na Bacia de Campos, onde três descobertas revelaram um milhão de barris de petróleo equivalente.

- Este é outro campo que será parte da produção principal da Statoil (no Brasil) - disse Opedal, evitando dar qualquer cronograma para decisões de investimento.

 

[Da Imprensa da FUP]

Nesta quarta-feira, 14, a FUP e seus sindicatos se reuniram com a Halliburton para mais uma rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho 2016/17. Um dos pontos de pauta foi o cumprimento do acordo feito na Justiça do Trabalho para a suspensão da greve do pessoal de WP (Wireline e Perforating). A empresa reiterou o abono dos dias parados, a garantia de que não haverá demissão, nem qualquer punição aos grevistas, além do pagamento das folgas acumuladas.

A FUP e seus sindicatos reivindicaram que o mesmo reajuste salarial seja aplicado aos benefícios dos trabalhadores (tíquete alimentação e refeição, Auxílios Creche e Escolar) e propuseram a realização de reuniões mensais na sede da Federação para tratar problemas regionais e o acompanhamento do Acordo Coletivo durante a sua vigência.

A Halliburton ficou de formalizar uma proposta completa até a próxima sexta-feira.

Entenda as razões da greve e as conquistas dos trabalhadores

Os trabalhadores do setor de WP da Halliburton entraram em greve por tempo indeterminado no dia 25 de maio. Entre as principais reivindicações estavam o pagamento do Dia de Desembarque, compra de 10% de dias acumulados, fim do banco de horas; reajuste/revisão anual do bônus, alteração na nomenclatura do bônus e promoções, o que a categoria não recebe há cinco anos. Depois de 12 dias de paralisação, os trabalhadores decidiram em assembleia suspender a greve por 90 dias.

A decisão foi tomada após audiência de conciliação realizada entre o Sindipetro-NF e a Halliburton, na qual a empresa se comprometeu com a retomada da compra de folgas suprimidas e estabilidade no emprego por noventa dias. Durante esse prazo, o sindicato e a empresa negociaram uma forma de resolver definitivamente o pagamento da folgas acumuladas. A greve foi fundamental para pressionar a Halliburton a negociar.

[FUP, com informações do Sindipetro-NF]

 

Se há um lado positivo nesta instabilidade política em que a Direita mergulhou o País, ao não aceitar o resultado das eleições presidenciais de 2014 e ao aproveitar a sua maioria no Congresso para empreender um golpe parlamentar em 2016 e iniciar uma agenda de cortes sociais, é o de que os trabalhadores, mais do que nunca, percebem o gigantismo das forças conservadoras que precisa enfrentar para manter e ampliar direitos.

Passados quase 130 anos da abolição da escravatura no Brasil, o País ainda tem traços escravocratas fortíssimos, e eles se acentuam nos momentos de crise e explicitação do conflito de classes, quando a elite desabridamente se coloca em campo para defender os seus privilégios e a sua hegemonia.
Está nítido que, mesmo com toda a sua fragilidade, há um pacto da maioria no congresso e do setor financeiro em manter Mishell Temer no poder para tocar as reformas trabalhistas e previdenciária.

O momento, portanto, é de não esmorecer no enfrentamento aos golpes contra os trabalhadores. Mesmo contra forças brutais, que contam com ampla maioria política, simpatia da grande mídia e afinidade ideológica na maior parte do Judiciário, é preciso lutar sem cessar, seja pelos direitos atuais, seja pelas gerações futuras, ou até mesmo em respeito a tantos lutadores anteriores que dedicaram as suas vidas à busca por direitos e justiça social.

Manter um estado de atenção para não cair na armadilha do cinismo, do individualismo ou da apatia, é uma tarefa política e ética de todo trabalhador e trabalhadora neste cenário de batalhas constantes. 
Os próximos dias continuarão a ser de pluralidade nos debates, mas de unidade na ação, para derrotarmos um inimigo comum que quer impor exploração e precarização do trabalho.

Dia 30 voltaremos a ter Greve Geral no País. Estejamos preparados.

[Nascente 996]

Petrobrás quer enganar quem?

Junho 14, 2017 10:29

[FUP] Enquanto as gerências implementam de forma unilateral cortes de efetivos operacionais nas refinarias, descumprindo escancaradamente a Cláusula 91 do Acordo Coletivo, o RH da Petrobrás, pressionado pela greve que está sendo aprovada pelos trabalhadores, enviou à FUP um documento evasivo, com apenas três linhas, convidando para uma reunião no próximo dia 20 “para tratar de efetivo”.

Desde a implantação da NR-20, em 2012, a FUP e seus sindicatos vêm cobrando sistematicamente a negociação de números mínimos de trabalhadores nas refinarias e terminais, em cumprimento à Norma e também à Cláusula 91. A cláusula garante um fórum bilateral para discutir os efetivos da Petrobrás, mas sempre foi descumprida pelas gerências das unidades, que, à revelia dos trabalhadores e até mesmo do próprio RH, vêm há tempos agindo de forma unilateral, alterando regimes e jornadas e agora impondo uma redução drástica nos quadros mínimos das refinarias, que já estão no limite e até mesmo abaixo do número necessário para garantir a segurança operacional.

A afronta é tamanha que os trabalhadores das refinarias estão sendo comunicados que a redução dos quadros será implementada entre junho e outubro. Essa tem sido a conduta da gestão da Petrobrás, atropelando a Cláusula 91 e a NR-20, ao se negar a debater com as organizações sindicais critérios e parâmetros para definição dos efetivos.

É de se estranhar, portanto, que agora, em meio às assembleias para aprovação de uma greve por tempo indeterminado nas refinarias, o RH convide a FUP para “tratar de efetivo”. Em resposta, a Federação propôs que, se de fato o objetivo da empresa for cumprir a Cláusula 91, que então suspenda as reestruturações de efetivos feitas unilateralmente pelas gerências. Caso contrário, a FUP não participará de uma reunião cujo caráter, pelo que tudo indica, é legitimar um fato consumado.

“O que parece pretender a empresa – numa longa tradição segundo a qual o RH nacional alega nada saber sobre o que fazem as gerências gerais e vice e versa – é legitimar um fato consumado. Se é assim, a FUP não participará da referida reunião”, reiterou a Federação em documento enviado à Petrobrás.

 

[O Cafezinho*] Na manhã de 13 de junho de 2017, morreu na cidade de Lisboa, Alípio de Freitas.

Quem foi Alípio de Freitas?

Alípio Cristiano de Freitas ou Padre Alípio, português de Bragança, nascido em 17 de fevereiro de 1929, foi jornalista, trabalhou na RTP (Rádio e Televisão Portuguesa), professor universitário, ativista social, pai da cantora brasileira Luanda Cozetti. Um revolucionário que dedicou a sua vida à causa da emancipação social, lutando contra a miséria, contra a ditadura salazarista portuguesa e contra a ditadura militar brasileira.

Alípio foi ordenado sacerdote da Igreja Católica no ano de 1952, indo viver na Serra Montesinho, Portugal, trabalhando junto com a população mais pobre da região, onde fundou uma escola de artes e ofícios.

No ano de 1957 veio para o Nordeste do Brasil, onde passou a lecionar História Antiga e Medieval na Universidade de São Luís, sendo vigário de uma paróquia da periferia da capital maranhense. Atuou nas áreas mais miseráveis de São Luís e celebrava as missas em português, antecipando o que cinco anos depois seria a nova orientação do Concílio do Vaticano II, do Papa João XXIII.

No ano de 1958 participou da fundação da Associação dos Trabalhadores Agrícolas do Maranhão, juntando-se às Ligas Camponesas no ano de 1960. Durante todo aquele período esteve envolvido nas lutas pela Reforma Agrária e, durante o governo de João Goulart (Jango), nas ações pelas Reformas de Base.

Em 1962 participou do Congresso Mundial da Paz, em Moscou, onde conheceu Pablo Neruda e Dolores Ibárruri (La Pasionária), dentre outros nomes da esquerda mundial. Ao retornar ao Brasil rompeu com a Igreja.

No ano de 1963, participou ativamente na campanha de Miguel Arraes, em Pernambuco, sendo sequestrado pelo exército, permanecendo preso durante 50 dias. Com a prisão, existia o risco de Alípio ser deportado para Portugal, onde também seria preso pela sua atuação contra o regime fascista de Salazar. Ao sair da prisão adquire a nacionalidade brasileira, indo morar no Rio de Janeiro, onde passou a trabalhar nas favelas cariocas.

A militância de Alípio era tão intensa que o cardeal do Rio de Janeiro, Dom Jaime Câmara, quando soube da sua presença na cidade, determinou que em sua diocese não poderia celebrar missa.
Ainda em 1963 volta a ser preso, em João Pessoa, por causa do discurso proferido na Universidade da Paraíba, durante atividade pelo primeiro ano da morte do líder camponês João Pedro Teixeira.

Com o golpe civil-militar de 1964, exilou-se no México e, posteriormente, em Cuba, onde recebeu treinamento político e militar de guerrilha.

 

*Por João Ricardo W. Dornelles, professor da PUC-Rio, coordenador-geral do Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio

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