Arquivo Agência Brasil/EBC - Na sexta-feira passada (03.02) a CUT participou de seminário promovido pela Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas (Abrat), em Brasília, para tratar dos impactos da Reforma Trabalhista. Proposto pelo governo ilegítimo do presidente Michel Temer (PMDB), o Projeto de Lei 6787/2016 já está correndo dentro do Congresso Nacional.

Convidado para abrir o seminário da Abrat, o advogado trabalhista Luis Carlos Moro conversou com a CUT e fez uma avaliação sobre o momento que o país passa. Para ele, a crise institucional entre os poderes deverá se agravar, sobrando para a classe trabalhadora as nefastas decisões de cortar no osso as políticas públicas sociais, “o objetivo está muito claro e existe, hoje, uma ambiência no Congresso Nacional que permite que esses projetos tenham sequência.”

Luis Carlos, que carrega no sobrenome e na profissão o inevitável comparativo com o outro Moro, o Sérgio, é ainda secretário geral da Associação Americana de Juristas, um organismo com assento na ONU em Nova Iorque e Genebra. Militante do movimento ativo de advogados, Moro acredita que as reformas propostas pelo Executivo representam a ânsia patronal que por alguns anos vinha sendo contida. O advogado acredita que estamos passando por um gravíssimo problema e que alterações na Constituição deveriam ser proibidas: “vivemos, hoje, um período de transição em busca de uma normalidade democrática. E, numa situação dessas, não me parece responsável que tenhamos emendas constitucionais”, concluiu.

Acompanhe:

CUT – Ao falar sobre a Reforma Trabalhista, o senhor utilizou uma expressão que parece se encaixar perfeitamente na forma como foi apresentado à sociedade o Projeto de Lei 6787/2016, que trata dessa reforma, encaminhada pelo Executivo no apagar das luzes do calendário legislativo: malandragem!

Moro – Disse isso porque esse é um projeto que foi feito de modo açodado, feito com o propósito de criar um factóide político para tentar dizer à sociedade e, especialmente, a uma fração da sociedade que espera desse governo medidas de restrição dos direitos trabalhistas e que não via nada palpável. O que esse governo fez? Pegou aquele acervo muito parecido com o que apresentei, fez uma espécie de consolidação de todas as propostas patronais e transformou isso na chamada Reforma Trabalhista. Ou seja, são ideias anacrônicas, algumas do milênio anterior, outras da década passada, recuperadas e consolidadas num só projeto que está associado a um Projeto de Emenda à Constituição (PEC), constituindo um panorama muito ruim para negociar o “menos” ruim. E quando eu falo em malandragens, eu digo que há, nesses projetos, pequeninas inserções de instituição de determinadas benesses aos empreendedores, às empresas, principalmente as grandes, por via avessa, transversa. Eles abrem uma exceção para estabelecer uma outra regra, que é mais grave. Esse é o caso do critério da dupla visita para autuação trabalhista, por exemplo. Hoje, no Brasil, a auditoria fiscal do trabalho incomoda porque a fiscalização no país é absolutamente desrespeitada. Você não precisa andar mais que um quarteirão, em qualquer ambiente urbano, para achar uma violação de lei trabalhista. E, a partir do momento em que você passar a ter de ir duas vezes ao local, reduz pela metade a capacidade do auditor autuar. E eles já são pouquíssimos em nosso território diante do volume de desrespeito à lei. Então essa reforma é um mecanismo de impedir a eficiência desse trabalho tão importante.

Luis Carlos Moro/Arquivo TRT4Luis Carlos Moro/Arquivo TRT4

CUT – Agora, existem outras pegadinhas nesse PL 6787/2016. À época em que foi apresentado, no final do ano passado, nem ministros e nem técnicos conseguiram explicar seu conteúdo.

Moro – A impressão que tenho é que eles não sabiam o que estavam fazendo! Assessores tiveram o trabalho de consolidar aquelas ideias que estavam esparsas nos projetos anteriores, juntaram tudo num pacote fechado e embalado para eles – ministros – que não sabiam o que tinha dentro. Então, no momento em que eles se abrem para a imprensa, eles queriam fazer uma comunicação unilateral e festiva. Eles não estavam dispostos a dialogar, pois não tinham condição técnica de fazer isso. Eles não sabiam o que o pacote continha.

CUT – Ou seja, abre a possibilidade de 12 horas de trabalho diário? Isso está escrito no PL?

Moro – Sim, está lá: 10 horas diárias e 44 horas semanais, com a possibilidade de horas extras excedendo aquela jornada.

CUT – Outro detalhe relevante é que os deputados federais que sugerem as propostas são majoritariamente do PMDB ou do PSDB e são patrões! Ou seja, devem aprovar esse PL às pressas porque temos hoje um Congresso absolutamente patronal. O que esperar em uma próxima eleição?

Moro – Ninguém se deu conta de que o voto popular de Presidente da República – que é talvez o único voto não maculado pelo financiamento de campanha –, foi afastado. Enquanto os votos proporcionais (para deputados estaduais e federais, senadores, vereadores), em que o poder econômico atua com muito mais intensidade, esses foram preservados e isso tem o propósito evidente de deslocar a questão do Poder Executivo para o Legislativo, que está tentando retomar um protagonismo que perdeu há muito tempo e que ele só ganha quando usa uma lógica de sequestrador político, de chantagem: eu não voto esse projeto que para você é essencial, se não houver em contrapartida isso, isso e isso, para atender meus interesses e dos meus financiadores. Então nós temos hoje uma democracia não só atacada, como reconhecido por julgado do Supremo Tribunal Federal (STF), como também distorcida no que diz respeito à representação popular. Esse Congresso e o governo provisório, precário, vieram de um processo de impedimento de uma presidente da República eleita, com tantos e tão graves problemas, para não usar a expressão que eles não gostam, pois eu não quero me ver vítima de qualquer golpe de reação ao que eu disser.

CUT – O senhor falou, ainda, da relação do juiz do Trabalho que está sendo sutilmente imposta nas entrelinhas do PL 6787/16.

Moro – Esse é um processo que já está em curso tem tempo. Nós já temos hoje uma preponderância muito grande da cúpula do Judiciário sobre a base. Não só por meio de edição das Súmulas Vinculantes do Supremo, da avocação de temas com, inclusive, a suspensão do andamento de processos de determinados temas. O ramo dos bancários, por exemplo, acaba de sofrer derrota importantíssima no Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio desse mecanismo de afetação de um tema para que se resolva um conjunto de processos. Isso, na verdade, implica em suprimir do juiz uma parcela do seu poder. Expressam-se, então, os ministros em nome dos juízes. Estamos, portanto, invertendo a ordem lógica do Judiciário, que vai se pronunciar pela cúpula, que tem proferido decisões previamente à base, com edição de instruções normativas ou súmulas de jurisprudência antes que ela se forme num processo normal, como era no período de decantação das idéias. Ou seja, temos um déficit democrático que é maior do que se imagina. Ele atinge o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

CUT – Existe, sim, uma crise entre os poderes, então?

Moro – Gravíssima! E mais do que isso. Aquele que funcionaria como um moderador disso tudo, que tem uma atuação extremamente importante em fiscalização da ordem jurídica, hoje se revela grandemente a despeito de seus méritos, como um órgão de classe, que é o Ministério Público. Com nobres e maravilhosas exceções, a cúpula o Ministério Público se manifesta como um grande chancelador disso tudo que estamos vivendo.

CUT – Essa proposta de texto da Reforma da Previdência que foi encaminhada ao Congresso deve ser extinta e discutida com a sociedade sob outro formato?

Moro – Essa PEC da Previdência, para sintetizar, é uma proposta de redistribuição alocativa de recursos públicos e privados, tirando do povo e entregando para o sistema financeiro. É uma proposta de promoção do sistema previdenciário privado e de expulsão da população protegida pela previdência pública. Não é uma proposta de adequação dos cofres da previdência, mas sim dos bancos que irão apostar na previdência privada.

Procurando estabelecer uma política através do diálogo e participação efetiva nas questões relativas à NR-13 e SPIE - Serviço Próprio de Inspeção de Equipamentos, a direção do Sindipetro-NF agendou para terça,14, às 14h, reunião com a gerência da atividade de Inspeção de Equipamentos da UTGCAB. Segundo o diretor Raimundo Teles, a busca de uma interlocução através do diálogo sobre as questões, será sempre a melhor forma de conduzi-las, a exemplo do realizado com a UO-RIO.

Plano prevê adesão de até 10 mil funcionários, mais de 10% da mão de obra. "Banco quer preparar empresa para privatização", reage sindicalista

 
Caixa


MAURICIO MORAIS/SIND. BANC. SP - Para sindicatos dos bancários, governo promove desmonte de bancos públicos para favorecer sistema privado

São Paulo – De hoje (7) até o próximo dia 20, a Caixa Econômica Federal manterá um Programa de Desligamento Voluntário Extraordinário (PDVE), com "limite máximo" de 10 mil empregados, o que equivale a mais de 10% da mão de obra. O anúncio foi feito pelo banco nesta segunda-feira. Segundo a Caixa, o objetivo é "ajustar a estrutura ao cenário competitivo e econômico atual, buscando mais eficiência".

Para representantes dos trabalhadores, o efeito será negativo para os usuários, além de reduzir o emprego e piorar as condições de trabalho. "A situação já é de sobrecarga e adoecimento nas unidades de todo o país, o que vai se agravar ainda mais com a diminuição do número de trabalhadores", afirma o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Jair Ferreira.

"Esse plano reforça a intenção da Caixa de enxugar a empresa e assim prepará-la para a privatização", diz o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Dionísio Reis, também diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo. "É um absurdo a redução do número de empregados nas unidades nesse momento em que o governo libera contas inativas e consequentemente leva a população a procurar as agências da Caixa, que já estão com a qualidade do atendimento comprometida por conta do número reduzido de trabalhadores", acrescenta. Segundo ele, os funcionários não devem aceitar pressões para aderir ao PDVE.

O programa prevê adesão nas seguintes situações: aposentados pelo INSS até a data de desligamento, sem exigência de tempo mínimo de efetivo exercício na Caixa; aptos a se aposentar pelo INSS até 30 de junho; pessoal com no mínimo 15 anos de casa; ou com adicional de incorporação de função de confiança/cargo em comissão/função gratificada. O plano inclui um "incentivo financeiro" equivalente a 10 remunerações-base.

A Caixa já vem reduzindo o quadro há alguns anos, como outras empresas do setor público. Em 2014, chegou a ter 101.500 funcionários. Atualmente, está com 95 mil.  

Com informações da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT

Nesta quarta, 8 de fevereiro acontece a segunda reunião ampliada das mulheres CUTistas, às 17h no auditório da Central no Rio (Av. Pres. Vargas, 502/15º andar). "convocamos as secretarias de mulheres de sindicatos e federações filiadas para nossa segunda reunião, tendo em vista a dura jornada  que nos aguarda esse ano e nossa participação de mulheres CUTistas no fórum 08 de Março" - afirma a Secretaria Estadual da Mulher Trabalhadora, Marlene Miranda em convocatória enviada aos sindicatos.

Foto: CUT

Imprensa da CUT - A Direção Executiva da CUT, reunida em São Paulo no dia primeiro de fevereiro, depois de avaliar a conjuntura internacional e nacional, aprovou um plano de lutas para o primeiro semestre de 2017 baseado numa estratégia de resistência e de luta contra as reformas apresentadas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.

Assistimos no plano internacional ao crescimento da direita como resultado da profunda crise do sistema capitalista e da contestada agenda neoliberal imposta pelos países centrais aos demais países para superar a crise. Esta agenda leva à diminuição do Estado, à degradação das políticas públicas e à intensificação das desigualdades. No seu desdobramento, produz o desemprego, precariza o trabalho, busca enfraquecer os sindicatos, diminui a renda da classe trabalhadora e cria, na outra ponta, uma enorme concentração de renda nas mãos de uma minoria. Mas, em toda a parte, há também a resistência dos trabalhadores e dos povos contra essa política  e é nessa resistência contra a perda de direitos e conquistas sociais que a CUT se apoia.

No plano nacional, o governo golpista mostrou em seis meses  que veio para implementar esta agenda. Não é outro o sentido da PEC 55 (que congela o orçamento por vinte anos), do PL257 ( que impõe a agenda de austeridade para os Estados), da PEC 287/16 (reforma da previdência), e do PL 6787/16 (reforma trabalhista).

Neste  cenário, restou uma a única certeza: a classe trabalhadora acertou onde e quando resistiu e lutou contra a agenda neoliberal.

Movida por esta convicção e por ter desenvolvido no Brasil uma luta exitosa nesta linha nos anos noventa, a CUT deliberou por continuar combatendo sem tréguas o governo golpista de Michel Temer e por dar continuidade à estratégia que vem construindo com o movimento sindical internacional contra o neoliberalismo.

Este é o caminho: resistir, lutar e derrotar o governo ilegítimo de Michel Temer e sua agenda regressiva, neoliberal.  Assim, a CUT reafirma a sua posição por “Fora Temer”. É  preciso dar a palavra ao povo brasileiro em eleições Diretas Já para presidente e, diante da crise institucional profunda e da cumplicidade do Judiciário e Legislativo com o golpe contra a soberania popular e nacional, contra os direitos sociais e trabalhistas, aponta a perspectiva de uma Constituinte que restabeleça a democracia em nosso país e abra a via para as reformas estruturais necessárias.

A Executiva nacional da CUT aprovou, neste sentido, o Plano de Lutas para a primeiro semestre de 2017 que tem como eixo uma intensa agenda de mobilização contra a reforma da previdência, contra a reforma trabalhista e em defesa do emprego. 

NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

Direção Executiva da CUT

 

PLANO DE LUTAS – PRIMEIRO SEMESTRE DE 2017

I - CAMPANHAS

1-1  - Campanha Nacional contra a Reforma da Previdência

PERÍODO: FEVEREIRO-ABRIL

Diante da necessidade de ampliar a mobilização contra a retirada de direitos da classe trabalhadora, a CUT organizará uma campanha nacional contra a reforma da previdência. O objetivo da campanha é atingir o maior número possível de municípios mostrando que trata-se de uma antirreforma que impedirá os/as trabalhadores de se aposentarem, ao contrário da propaganda do governo ilegítimo divulgada amplamente pela a mídia. NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

 

1-2- Campanha Nacional contra a Reforma Trabalhista e em defesa do Emprego

PERÍODO: MAIO -JULHO

Nos moldes da inciativa anterior, a CUT organizará de maio a julho, a campanha nacional contra a reforma trabalhista e em defesa do emprego. Novamente, o objetivo é desmascarar o governo ilegítimo e mostrar para os trabalhadores e para a sociedade que o golpe foi dado para retirar direitos da classe trabalhadora e lançar milhões de trabalhadores/as na miséria. NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

 

II - ATOS E  MANIFESTAÇÕES

2-1 - Dia Internacional da Mulher -8 de março

A data deverá ser marcada com ampla mobilização das mulheres trabalhadoras do campo e da cidade, profundamente atingidas com a Reforma da Previdência e a Reforma Trabalhista. As ações previstas para o dia 8 de Março e para o período que se segue até o Dia Nacional de Paralisação (15 de março) deverão ser planejadas em parceria com os movimentos sociais e organizadas pelas entidades sindicais da base cutista e devem contar com o engajamento do conjunto dos sindicatos e da classe trabalhadora. NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

2-2 – Dia Nacional de Paralisação – 15 de março

A CUT indica a data de 15 de março para o Dia Nacional de Paralisação e a proporá às demais centrais dispostas a combater a antirreforma da Previdência já enviada ao Congresso e a antirreforma trabalhista, tendo em conta a decisão de deflagrar uma greve nacional da Educação tomada pelo recente congresso da CNTE a partir do próximo 15 de março, a qual já ganhou a adesão de outras entidades de trabalhadores do Ensino. NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

 

1-3Primeiro de maio

As mobilizações do Dia Internacional do Trabalhador deverão ocorrer em todas as capitais e terão como eixo a luta contra as reformas da previdência e trabalhista e em defesa do emprego. Será o momento de resgatar experiências históricas da luta da classe trabalhadora no Brasil e no mundo, como a emblemática greve de 1917 em São Paulo e a revolução russa de 1917. Será também o momento de discutir os desafios contemporâneos e o futuro do trabalho, assim como o papel do sindicalismo classista na transformação da sociedade. NENHUM DIREITO A MENOS! FORA TEMER!

 

III – AÇÃO INTERNACIONAL

 

3-1 – Luta internacional contra o neoliberalismo

A CUT dará continuidade a sua ação de articulação com o movimento sindical, no plano internacional, para combater o neoliberalismo. Na América Latina essa luta passa pela prioridade à organização da Agenda Continental contra o Neoliberalismo.

Imprensa da FUP - Em reunião da Comissão de AMS nesta segunda-feira, 06, a FUP questionou os diversos problemas que vêm ocorrendo em relação à operação do programa, que foi terceirizada para a empresa Conectemed.

Entre os principais obstáculos enfrentados pelos beneficiários estão o descredenciamento de diversos profissionais e estabelecimentos de saúde, a demora na aprovação dos procedimentos e uma série de dificuldades para autorização de exames.

As direções sindicais mais uma vez criticaram a terceirização da operação da AMS, afirmando que, ao contrário do que foi alegado pela empresa, de que a contratação da Conectemed levaria à melhoria do atendimento, na realidade, o que está acontecendo é a precarização dos serviços.  Um dos exemplos disso foi o fechamento dos postos avançados de atendimento PA's, deixando os beneficiários ainda mais inseguros e entregues à própria sorte.

Outro questionamento feito pela FUP foi sobre a falta de transparência em relação aos custos e custeio do programa da AMS, bem como no que diz respeito à evolução dos seus procedimentos técnicos e administrativos. As direções sindicais cobraram a apresentação periódica destes dados, como era feito anteriormente.

A Petrobrás tornou a defender o novo modelo de operação do benefício, elogiando a estrutura da Conectemed, mas destacou que ainda há procedimentos que precisam ser melhorados.

Os representantes da empresa reconheceram que por falta de profissionais, cuja maioria aderiu ao PIDV, os PA's da AMS foram temporariamente desativados, mas anunciou que esses mesmos postos já estão sendo reabertos.

A FUP ressaltou que os problemas na gestão do benefício ferem expressamente as cláusula 49, 50, 53, 61 e 75 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e precisam ser resolvidos o quanto antes, já que estão causando uma série de transtornos aos trabalhadores do Sistema Petrobrás e aos seus familiares, muitas vezes inviabilizando a utilização do programa.

Benefício Farmácia

Um dos principais problemas que os beneficiários vêm enfrentando é a solicitação de reembolso dos medicamentos, num claro descumprimento do parágrafo quinto da Cláusula 75 do ACT. A FUP exigiu uma solução imediata, afirmando que o atual sistema não está funcionando e, portanto, precisa ser revisto.

Neste sentido, as direções sindicais apresentaram à Petrobrás uma proposta de reestruturação do atual modelo de gestão do Benefício Farmácia, principalmente quanto ao reembolso e a entrega de medicamentos a domicilio.

A Petrobrás irá analisar as propostas da FUP e responderá na próxima reunião da Comissão de AMS, que já foi agendada para o dia 17 de fevereiro.

FUP

 

 

mulheres

No Dia Internacional da Mulher, paralisações devem ocorrer em diversos países. No Brasil, elass lutam contra reforma da Previdência e retirada de direitos promovida pelo governo Temer

MARCELLO CASAL JR./ABR

Além de resistir à reforma da Previdência, protesto de mulheres também vai incluir a luta contra o machismo

Contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer, que quer acabar com o direito garantido às mulheres de se aposentarem antes devido à dupla jornada de trabalho, movimentos feministas planejam uma greve geral em 8 de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher. 

"Desde o golpe contra a presidenta eleita (Dilma Rousseff), temos vivido, nesse governo que a gente considera ilegítimo, uma série de ataques que estão retrocedendo nos nossos direitos, nos direitos das mulheres em geral, mas não só, como nos direitos de toda a classe trabalhadora", afirma Thaís Lapa, integrante da Marcha Mundial das Mulheres, em entrevista à repórter Camila Salmazio, da Rádio Brasil Atual

As ameaças aos direitos previdenciários das mulheres, a luta contra o desemprego, além de pautas históricas do movimento feminista, como o fim da violência de gênero e o direito ao próprio corpo também farão parte da mobilização do dia 8 de março. "São razões que a gente acha que é importante ter uma demonstração de indignação, parando a produção", ressalta Thaís.

A mobilização, construída em conjunto com o movimento sindical, também deve contar com articulação internacional. Segundo Jolúzia Batista, assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea). Surgida na Suécia, cresce a ideia, que vem ganhando força em países como Brasil e Argentina, de realizar uma paralisação mundial de pelo menos uma hora em defesa dos direitos das mulheres. 

"É uma mobilização difícil, porque parte da população não entendeu ainda o que significou tirar a presidenta Dilma Rousseff por uma questão que até hoje não está provada. Deram um golpe porque tinham que cumprir determinados acordos. De fato, é uma ofensiva conservadora que se coloca", detalha Jolúzia. 

O 8 de março também está no calendário de mobilização dos trabalhadores da educação. Segundo a CNTE, confederação nacional da categoria, nesse dia ocorrerão assembleias estaduais para definição de greve da categoria ainda dentro do mês.

Os diretores do Sindipetro-NF participam nesta terça, 7, das reuniões de Cipa em unidades marítimas da UO-BC e UO-Rio. Apenas o diretor Raimundo Telles que participa da reunião em P-54 embarcou hoje, todos os outros embarcam amanhã. Também estão previstos mais dois embarques esse mês. No dia 17, o diretor Rafael Crespo embarca para P-51 e no dia 23, o diretor Tadeu Porto embarca para P-53.

UO-BC

PVM-1 - Tadeu Porto
PVM-2 - Wilson Reis
P-12 - Marcelo Nunes
P-20 - Valdick de Oliveira
P-26 - José Maria Rangel
P-31 - Antônio Raimundo Teles
P-63 - Tezeu Bezerra
P-33 - Francisco José Oliveira (FUP)

UO-RIO

P-38- Norton Cardoso
P-40 - Leonardo Urpia (,Sindipetro-BA)
P-54 - Antônio Raimundo Teles (Embarcou dia 06/02/17)

Representantes do INCRA estiveram na sexta, 3, no acampamento Boa Sorte em Carapebus para averiguar denúncias de irregularidades em acampamentos da região. Entre elas, vendas de lote e invasões. Representantes do acampamento Nelson Mandela, que fica em Rocha Leão, aproveitaram essa reunião para apresentar suas reivindicações. 

O INCRA se comprometeu a levar as demandas para a superintendência e vir posteriormente no local com o Ministério Público, assim que acabar a greve da Justiça. Cerca de 100 pessoas participaram da reunião.

A Federação Única dos Petroleiros irá realizar a primeira reunião da Comissão Nacional do Setor Privado na próxima quarta-feira, 15, às 9 horas, em Vitória – ES. O objetivo é elaborar um diagnóstico e análise do setor privado objetivando a consolidação da representação sindical dos petroleiros do setor privado. A reunião acontecerá na sede do Sindipetro-ES ( Rua Carlos Alves, 101, bairro Gurigica - Vitória - ES).

Ato em Vitória

A direção do Sindipetro-ES e da FUP realiza no dia 14 um ato no aeroporto de Vitória em memória das vítimas do acidente no FPSO-Cidade de São Mateus.

Os trabalhadores da Cedae, companhia responsável pelo abastecimento de água e tratamento de esgoto em mais de 70 cidades do Rio de Janeiro, entram em greve por tempo indeterminado a partir de 0h desta terça, 7. Os sindicatos da categoria garantem que será mantido 30% do pessoal para atividades essenciais e não haverá corte no fornecimento. A empresa conta com aproximadamente seis mil funcionários.

"Não vamos fazer terrorismo com a população. Temos responsabilidade e vamos garantir o abastecimento de água. Mas também temos que mostrar que o que querem fazer com a Cedae é uma covardia. Estão querendo trocar a empresa por um empréstimo", afirma o presidente do Staecnon, sindicato da categoria no Norte Fluminense, João Marcos Andrade da Silva.

Nesta semana, a Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) deve votar um pacote de medidas que inclui a privatização da Cedae, uma das ações exigidas pelo governo federal para liberar um socorro financeiro ao estado do Rio.

"O que estão fazendo sequer é uma garantia, é entrega mesmo. Primeiro privatiza, independentemente do estado vir ou não a pagar o empréstimo", protesta o sindicalista.

João Marcos destaca que a privatização da Cedae iria deixar a população vulnerável a tarifas mais caras e ao descompromisso das empresas privadas para com as áreas mais pobres. "A Cedae pratica o subsídio cruzado, mantendo o serviço em cidades menores por meio das receitas das cidades maiores. Uma empresa privada não faria isso, iria querer saber apenas das cidades que dão lucro", denuncia.

Os trabalhadores da Cedae estão mobilizados há vários dias, assim como outros segmentos dos servidores do estado do Rio, contrários às mudanças que o governo do estado tenta aprovar na Alerj. Ontem, um grande protesto foi realizado na orla de Copacabana, na capital.

O Sindipetro-NF é solidário ao movimento dos trabalhadores contra a privatização da Cedae. A entidade, que também luta contra a privatização da Petrobrás, avalia que recursos naturais estratégicos e essenciais para a população não podem ficar nas mãos da iniciativa privada.

 

[João Marcos Andrade, presidente do Staecnon, denuncia privatização da Cedae e informa sobre greve da categoria - Foto: Staecnon]

O Sindipetro-NF acompanha o caso de um trabalhador da empresa Manserv que, a bordo da plataforma P-53, na Bacia de Campos, passou três dias sentindo muita dor abdominal até que conseguisse desembarcar, no último sábado, 4.

A entidade recebeu relatos da categoria, que mostram que há descaso da gestão da Petrobrás para com a saúde dos trabalhadores. Mesmo sentindo muita dor, o empregado da Manserv foi desembarcado em helicóptero comum, no heliporto do Farol de São Thomé, e seguiu de um carro da empresa (e não ambulância) para Campos dos Goytacazes, acompanhado por um técnico (e não por um profissional de saúde).

No hospital, foi diagnosticado que o trabalhador estava com apendicite e foi realizada uma cirurgia de urgência, o que comprova o quadro grave e o grande risco envolvido.

 

Pagina 5 de 647

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700