Em março de 2017, o custo médio da cesta básica em Macaé registrou um aumento de 0,27% em relação a fevereiro, ao atingir R$ 388,74. Esse foi o primeiro aumento depois de uma queda de seis meses consecutivos. Em relação ao mesmo período de 2016, a cesta básica apresentou um aumento de 2,59%.

TABELA 1

Gasto, variações mensal e anual e tempo de trabalho necessário

Macaé-RJ – Março de 2017

Produtos

Quantidades

Gasto

Variação (%)

Tempo de trabalho

Março 2017

Fevereiro 2017

mensal

em 12 meses

Março 2017

Fevereiro 2017

Carne

6 kg

116,04

116,22

-0,15

-0,97

27h15m

27h17m

Leite

7,5 l

27,38

26,85

1,97

8,65

6h26m

6h18m

Feijão

4,5 kg

26,51

29,43

-9,92

24,81

6h13m

6h55m

Arroz

3 kg

10,83

10,77

0,56

11,76

2h32m

2h32m

Farinha

1,5 kg

4,71

4,68

0,64

3,29

1h07m

1h06m

Batata

6 kg

15,18

13,50

12,44

-32,17

3h34m

3h10m

Tomate

9 kg

35,01

30,96

13,08

-17,58

8h13m

7h16m

Pão

6 kg

56,58

57,18

-1,05

3,06

13h17m

13h26m

Café

600 g

13,89

13,42

3,50

30,91

3h16m

3h09m

Banana

7,5 dz

38,25

39,75

-3,77

6,01

8h59m

9h20m

Açúcar

3 kg

11,19

11,55

-3,12

13,37

2h38m

2h43m

Óleo

900 ml

4,65

4,77

-2,52

12,86

1h05m

1h07m

Manteiga

750 g

28,52

28,60

-0,28

38,38

6h42m

6h43m

Total

 

388,74

387,68

0,27

2,59

91h16m

91h01m

Pesquisa Nacional da Cesta Básica

Fonte: DIEESE

 

                                                                                                

 

Na comparação mensal, entre março de 2016 e fevereiro de 2017, seis produtos pesquisados registraram variações positivas do preço médio, sendo apenas dois deles superiores a 4%. Desse modo, a elevação do custo da cesta básica de Macaé se deveu, em grande parte, aos aumentos dos preços da batata (12,44%) e do tomate (13,08%). Interessante ressaltar que esse aumento dos preços da batata e do tomate destoam da variação dos últimos doze meses, tendo a batata sofrido uma redução de -33,17% e o tomate de -17,58 em relação a março de 2016. Essa alta atual no preço desses produtos pode ser explicada pelas chuvas, que interromperam as colheitas, e o baixo preço na safra anterior, que fez com que o produtor diminuísse o plantio, fatores que diminuem a oferta e impactam no preço. Sete itens apresentaram oscilação negativa do seu custo, entretanto, apenas o feijão apresentou queda superior a 4%, de -9,92%, a maior queda do mês . Contudo, em relação a março de 2016, o preço médio do feijão apresentou um valor 24,81% superior em março de 2017.

O custo da cesta básica de Macaé representou 90,13% do valor apurado no município do Rio de Janeiro (R$ 431,31) no mês de março. Durante este mês, o custo do conjunto de alimentos essenciais aumentou em 20 das 27 capitais brasileiras. As maiores altas foram registradas em algumas capitais do Nordeste: Teresina (3,90%), Natal (3,54%), Recife (3,53%), São Luís (2,77%) e João Pessoa (2,59%). As retrações mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-2,19%) e Cuiabá (-1,14%).

O trabalhador que reside em Macaé com rendimento equivalente a um salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 91 horas e 16 minutos para adquirir os itens alimentícios que compõem uma cesta básica individual. O valor gasto com essa cesta representou, em janeiro, 45,10% do salário mínimo líquido, ou seja, após os descontos da Previdência Social.

A partir da cesta básica mais cara, que neste mês foi verificada na cidade de Porto Alegre (R$ 437,22), o DIEESE calcula o Salário Mínimo Necessário, ou seja, a quantia necessária para suprir as despesas de uma família composta de quatro membros (dois adultos e duas crianças) com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição Federal. O valor calculado para o mês de dezembro foi de R$ 3.673,09, ou 3,92 vezes o mínimo de R$ 937,00.

Os trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciam quinta-feira, 13, assembleias de base para deliberarem sobre o indicativo da FUP de paralisação de 24 horas no dia 28 de abril, data convocada pelas centrais sindicais e movimento sociais para a greve geral contra as reformas do governo golpista. 

Leia a convocatória da FUP:

28 DE ABRIL É GREVE GERAL!

FUP indica paralisação de 24 horas contra o golpe, contra a retirada de direitos e contra o desmonte da Petrobrás

Trabalhadores de diversos setores da economia irão parar suas atividades em resposta à ofensiva golpista que está destruindo nosso sistema de proteção social e direitos trabalhistas. A Petrobrás é peça central neste golpe. No rastro do desmonte da empresa, empregos e direitos estão sendo dizimados.

Os petroleiros, que historicamente sempre estiveram na vanguarda das lutas da classe trabalhadora, precisam reagir à altura. A FUP convoca a categoria a fortalecer a greve geral com uma grande paralisação em todo o Sistema Petrobrás. Participe das assembleias que começam nesta quinta-feira, 13.

Só a luta nos garante! Dia 28, vamos parar o Brasil!

DIREITOS GOLPEADOS

Há exatamente um ano, os movimentos sindicais e sociais alertavam a sociedade brasileira sobre os objetivos escusos dos que pregavam o impeachment sem crime da presidente Dilma Rousseff. “O golpe não é contra um partido ou contra um governo. O golpe é contra o trabalhador”, alertavam.

Inebriados por discursos de ódio e pelas manchetes tendenciosas da mídia, que roteirizou passo a passo o golpe, muitos trabalhadores caíram no canto da sereia, ou melhor, do pato. Hoje, estão sofrendo na pele as consequências do golpe, numa velocidade tão alucinante que só agora estão se dando conta da gravidade da situação.

Como uma caixa de pandora, o golpe está despejando uma maldade sobre a outra sobre contra a classe trabalhadora e as camadas mais vulneráveis da população: terceirização de todas as atividades, destruição da previdência social, flexibilização dos direitos trabalhistas, fim das políticas de inclusão social, desmonte da educação e da saúde públicas, privatização da Petrobrás, Eletrobrás, Correios e outras estatais... E isso é apenas o começo.

Demorou para a ficha cair, mas o trabalhador brasileiro finalmente está percebendo que o golpe desde o início sempre foi contra ele. As manifestações de março abriram caminho para uma grande reação nacional. No dia 28 de abril, os petroleiros estarão novamente juntos com as demais categorias organizadas, numa grande paralisação nacional de 24 horas contra os ataques de Temer e da gestão Pedro Parente.

A LUTA TEMBÉM É POR SEGURANÇA

28 de abril é também Dia Mundial em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. No Sistema Petrobrás, a irresponsabilidade dos gestores com a vida dos trabalhadores já matou 370 companheiros ao longo destas últimas duas décadas. Com a saída em massa dos petroleiros que aderiram ao PIDV, o risco de acidentes se multiplicou.

Por isso, nas assembleias que começam nesta quinta-feira, 13, além da greve de 24 horas no dia 28 de abril, será também submetida aos petroleiros a aprovação de uma notificação para denunciar aos órgãos fiscalizadores e à Justiça os gestores da Petrobrás pelos acidentes de trabalho. A direção da empresa deve ser responsabilizada por colocar deliberadamente vidas em risco, ao reduzir em mais de 20 mil trabalhadores os efetivos próprios da companhia, descumprindo diversas cláusulas do Acordo Coletivo.

A cada novo acidente que acontecer nas unidades do Sistema Petrobrás, a FUP e o sindicato irão denunciar, civil e criminalmente, o presidente e a diretoria executiva da empresa, bem como todos os integrantes do Conselho de Administração e a gerência da unidade. Colocar vidas em risco não é acidente, é crime!

Para reduzir as resistências em sua base, o governo fará novos recuos na proposta de reforma da Previdência, depois das cinco mudanças anunciadas na semana passada. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, estas mudanças pontuais não evitarão a greve geral do dia 28, contra as reformas previdenciária e trabalhista, que vem ganhando adesões de sindicatos de várias categorias. "Não queremos a reforma ligeiramente menos pior. Queremos que o Temer retire a emenda do Congresso e sente-se conosco para negociar com transparência, abrindo honestamente os números da Previdência", diz Freitas em conversa com o 247.

Segundo o relator, deputado Otto Maia, o governo agora admite reduzir de 65 anos para 60 anos a idade mínima de aposentadoria para professores, policiais e trabalhadores no campo. Haverá ainda uma regra de transição para o novo regime, para os que já contribuíram com a expectativa de se aposentarem sob as regras atuais, e novas regras para os idosos e deficientes pobres que recebem o BPC – Beneficio de Prestação Continuada. Este BPC não é beneficiário previdenciário, mas benefício social da LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) mas mesmo assim o governo vai mexer nele, reduzindo o valor e endurecendo as condições de acesso.

Vagner comentou também algumas das propostas da reforma trabalhista já confirmadas pelo relator, deputado Rogerio Marinho. Atacou duramente a proposta de criação da categoria do "trabalho intermitente", pelo qual o trabalhador é remunerado apenas pelas horas trabalhadas.

- Isso é a recriação urbana do antigo boia-fria. É regulamentar o bico. Quem trabalha por hora não tem emprego, tem bico. É a volta ao século 19, ao início da revolução industrial, quando os trabalhadores eram praticamente escravos das empresas. Este trabalhador horista será como um jogador de futebol que fica no banco de reserva, podendo entrar em campo a qualquer hora, mas ganhando apenas pelos minutos que jogar. Quem vive nestas condições não tem como organizar sua vida. Não sabe quanto vai ganhar no final do mês, não sabe de que tempo poderá dispor para estudar ou ficar com a família. Isso é completamente inaceitável. Só um governo de cinismo ilimitado como o de Temer pode propor algo parecido. É a precarização completa do trabalho, o retorno à República Velha, quando não havia CLT.

O "teletrabalho", ou "home work", o trabalho em casa possibilitado pela Internet, Vagner admite que é uma tendência e que terá de ser regulamentado. "Não importa onde a atividade seja desempenhada, e de que meios tecnólogicos se utilzia. O que importa é a natureza do vinculo e a garantia de direitos".

Na preparação da greve geral, a CUT e outras centrais reuniram ontem em São Paulo sindicatos de trabalhadores em transportes de todas as modalidades: rodoviários, ferroviários, metroviários, aeronautas e marítimos.

- Todos estão com grande disposição para a greve do dia 28, que será uma resposta vigorosa dos trabalhadores a estas reformas do Temer. Vieram sindicatos da capital e do interior. Reuiniões semelhantes estão sendo feitas com diferentes categorias em todos os estados. E estamos recebendo apoio crescente da sociedade civil, como da Igreja Católica, da Igreja Anglicana e da OAB – relata o presidente da CUT.

As centrais estão trabalhando juntas pela greve. A Força Sindical, que vinha convocando apenas uma "paralização", acabou de adotar a palavra de ordem greve geral.

 

Ontem, 10, a agência de risco Moody’s elevou a nota de crédito da Petrobrás. O fato foi bastante comemorado pela gestão da empresa e pelo governo golpista de Michel Temer.

Desde 2015, como consequência da operação Lava-Jato, as agências de risco, entre elas a Moody’s, têm rebaixado sistematicamente o rating da estatal. O curioso é que nesse período, a petrolífera brasileira tem apresentado bons resultados operacionais, que só não significaram lucros para a sociedade brasileira por conta dos recorrentes impairments realizados desde 2015.

A Petrobrás sempre se manteve como uma empresa que agrega valor a partir da sua atividade operacional, apesar de vir sendo gerida nos últimos dois anos com foco na redução do seu endividamento e, principalmente, na venda de ativos. Com a gestão Pedro Parente, eliminou-se qualquer seletividade dos processos de desinvestimento, iniciando uma política do tipo “quanto mais vender, melhor”. A partir daí, as agências de risco começaram a elevar as notas de crédito da Petrobrás.

Logo após o golpe, com a entrada do novo presidente da empresa, a Moody’s já havia elevado o rating da companhia de B3 para B2. Ontem, menos de dez meses depois, a mesma agência subiu novamente a nota para o nível B1. A justificativa foi uma melhora no perfil de liquidez e na eficiência de custos. Será que um período de apenas dez meses é razoável para se avaliar a gestão financeira de uma corporação? Na gestão Bendine, as agências tinham uma preocupação maior com o desempenho da Petrobrás. Por que agora o tratamento é diferenciado?

Em recente artigo publicado na revista Carta Capital, o economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo ajuda a esclarecer essas questões. Ele lembra que uma semana antes da quebra do Lehman Brothers, a Moody’s classificava o banco americano como A. E, logo depois da crise, rebaixou para o “lixo” cerca de 73% das instituições antes classificadas como AAA – a nota mais alta. Não por acaso, lembra ele, “as trapalhadas e malfeitorias [das agências] estão registradas no relatório do Congresso americano sobre a crise de 2008 e nas transcrições dos debates que levaram à promulgação da Lei Dodd-Frank”. Ou seja, o próprio governo americano reconheceu a incompetência das agências, criando uma nova lei que fortaleceu a regulação do sistema bancário ao submeter os bancos anualmente a testes que medem sua resistência a crises financeiras.

A avaliação atual da Petrobrás segue o mesmo roteiro do que aconteceu na crise de 2008. Ao seguir os interesses das agências de risco, a estatal de petróleo tem como “prêmio” a elevação de seu rating. E esse processo é ainda mais acelerado quando ocorre no escopo de um governo de direita, cujo projeto para o setor petróleo é cada vez mais privatizante. Pouco importa os resultados operacionais, a dimensão global adquirida pela Petrobrás ou a capacidade de expansão adquirida pelo Pré-Sal. O que as agências levam em consideração é apenas a gestão do “quanto mais vender, melhor” realizada pelos parceiros do mercado. O mesmo mercado que quebrou o mundo em 2008 e agora tenta quebrar a indústria brasileira em 2017.

 

Da Imprensa da CUT - A Câmara dos Deputados decidiu acelerar a tramitação da Reforma Trabalhista (PL 6787/16) e quer aprová-la no dia 19 de abril. Trata-se de mais uma manobra autoritária disfarçada de processo legislativo democrático, ou seja, mais uma etapa do golpe no Brasil.

A CUT reagiu prontamente: na sexta-feira (7), em comunicado enviado aos dirigentes de suas estaduais, federações e confederações a direção da Central convocou os líderes sindicais de todo o Brasil a intensificarem o calendário de preparação da Greve Geral de 28 de abril, com a realização em 18/4 de um novo dia de protestos e mobilizações, principalmente para pressionar os deputados da Comissão Especial da Reforma Trabalhista.

Na quarta-feira (5), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou essa manobra vergonhosa de aprovar a Reforma Trabalhista em duas semanas. Rapidamente, o deputado tucano Rogério Marinho (PSDB-RN), relator do projeto, declarou que apresentará seu parecer à Comissão Especial na próxima quarta-feira (12). Quando a comissão foi instalada, a previsão para entrega do relatório era 4 de maio.

Um dos absurdos da Reforma Trabalhista é que esse projeto, com tamanho impacto de destruição de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, está tramitando em caráter conclusivo e se for aprovado na Comissão Especial, pode seguir diretamente para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

Vagner Freitas, presidente da CUT, tem denunciado esse ataque contra a classe trabalhadora. “A Reforma Trabalhista de Temer oficializa o bico. O que significa que você só trabalha quando o patrão chama, só ganha pelo que produz, pode ser temporário por 120 dias ou mais, tem de negociar férias, 13º salário”, alertou em recente entrevista.

Calendário de construção da greve

Veja a seguir o calendário de construção da Greve Geral, conforme o comunicado da CUT Nacional, assinado pelo secretário-geral, Sergio Nobre, e pela secretária-geral adjunta, Maria Aparecida Faria:

Dia 18 de abril – Realizar atos e ações em seus estados contra a votação da Reforma Trabalhista na Câmara (que depois ainda terá que passar pelo Senado), prevista para o dia 19 de abril;

Até o dia 19 de abril – Continuar a busca aos deputados em suas bases eleitorais, nos aeroportos, em suas cidades e aonde quer que eles possam ser encontrados. A pressão deve ser total para que votem contra a Reforma Trabalhista.

Dia 19 de Abril – Votação da Reforma Trabalhista em Brasília. É importante que Estados e Ramos possam enviar apoiadores para se juntar às mobilizações que a CUT-DF fará no entorno da Capital Federal.

Dia 28 de abril – VAMOS PARAR O BRASIL – Greve Geral – Estados e Ramos deverão organizar suas bases para a Greve Geral. As cidades paradas e vazias denunciarão, repudiarão e condenarão o desmonte da Previdência e da legislação trabalhista.

O Brasil e seus trabalhadores e trabalhadoras de braços cruzados será nosso melhor recado para a quadrilha golpista que tomou o poder no país. A luta continua, sem tréguas!

NÃO À REFORMA TRABALHISTA

NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA

NENHUM DIREITO A MENOS!

FORA TEMER!

#18A #28A

 

[Foto: Roberto Parizotti / Neste sábado (8), mais de 5 mil protestam contra as reformas golpistas em São Bernardo do Campo (SP)]

Fernando Brito / Do Blog Tijolaço - Interrompida por descumprimento dos ritos legais para alienação de patrimônio, a venda dos campos de Baúna e Golfinho, na Bacia de Santos, e de 50% do campo de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, a uma petroleira australiana – a Karoon Gas Australia Limited – contém uma fraude, que a direção da estatal brasileira ignorou, embora formalmente avisada.

O site do jornal Toda Palavra, do jornalista Luís Augusto Erthal, revela hoje, com farta documentação original, que a garantia para o negócio – que tem valor superior ao triplo do capital da Karoon, uma companhia de responsabilidade limitada – era um acordo entre esta e a maior petroleira da Austrália, a Woodside Energy, que comunicou formal e repetidamente que não participaria do negócio.

Com capital social de US$ 450 milhões, a Karoon não poderia bancar sozinha um negócio de US$ 1,6 bilhões. Precisaria do endosso de outra companhia financeiramente mais robusta e, para isso, teria se associado à Woodside Energy, maior petroleira australiana, na aquisição dos campos brasileiros, conforme comunicou à Petrobrás em proposta oficial (leia o documento original em inglês e a tradução juramentada em português) apresentada no dia 26 de setembro. No entanto, a Woodside contestou os termos da proposta da Karoon e exigiu que esta comunicasse oficialmente à Petrobras que estaria sozinha no negócio. Isso foi feito em carta enviada pela Karoon à empresa brasileira no dia 7 de outubro, um dia depois de a Petrobrás anunciar formalmente a venda dos campos petrolíferos à companhia australiana.

Representantes da Woodside também comunicaram diretamente à Petrobras, em teleconferência realizada em 22 de novembro, que não poderiam apoiar a oferta da Karoon. E, como se não bastasse, para evitar qualquer possibilidade de mal entendido, a Woodside enviou carta à Petrobras (leia o documento original em inglês e a tradução juramentada em português) no dia 15 de fevereiro, reafirmando que nunca esteve associada à Karoon. Mesmo assim, a Petrobras insistia na realização do negócio, omitindo de seus acionistas e do mercado a informação de que a pretendente não tinha condições financeiras de assumir a compra dos campos petrolíferos.

O Ministério Público, que demonstra tanto interesse nos negócios da Petrobras, está desafiado a investigar este.

 

 

 

 

O SindipetroNF esteve presente na operação Ouro Negro realizado pela Agencia Nacional de Petróleo na plataforma P-50, nos dias 4, 5 e 6 de Abril. Participaram ANP SGSO, ANP Fiscalização, Ministério do Trabalho, Marinha, Ibama e Ministério Público do Trabalho. O Sindicato acompanhou o trabalho de fiscalização, sempre tentando ajudar nos esclarecimentos das denúncias realizadas pela categoria. 

 

Ibama condena descarte de água oleosa a noite

O Ibama recomendou a Petrobrás que realize o descarte da água oleosa somente durante o dia, uma vez que a inspeção visual faz parte do procedimento de descarte. Na visão dos auditores, com o descarte ocorrendo apenas a noite, como foi identificado na auditoria, a inspeção visual fica prejudicada. 

Outro ponto apontado pelo Ibama é a falta de tratamento de águas cinzas, que poderiam ser tratadas com a caixa UV que está na plataforma e só falta instalar

MPT pede volta de lazer na plataforma

A representante do Ministério Público do Trabalho condenou a situação da P-50, alegando não ter encontrado uma boa imagem das condições de lazer na plataforma. A quadra está inutilizada e as salas de jogos parecem depósitos.

Com interdição, SRTE põe fim da “bolha assassina”

Contando com evidências das atas de CIPA, e inspeção no local, o SRTE interditou o permutador casca e tubo que, por um vazamento interno, fazia circular gás na água de resfriamento da plataforma. Esse é um caso antigo da P-50 que o SindipetroNF conseguiu apurar, que gerava um bolsão de gás no sistema de água chamado de “bolha assassina”. O caso era crítico pois fazia com que áreas de atmosfera não explosiva contassem com a possibilidade de receber gás, mesmo sem ter equipamentos preparados para tal;

Caso de perseguição a Cipistas foi abordado

O Sindipetro-NF aproveitou a oportunidade para se posicionar contra a demissão de um cipista da P-50, cujo os esclarecimentos oficiais não foram dados ao sindicato nem na hora da homologação. O NF acredita que a demissão foi uma retaliação ao bom trabalho da CIPA - que foi elogiada pelo MPT a bordo - e que levou a auditoria a tomar a decisão de interditar parcialmente a plataforma (as atas de CIPA foram cruciais para explicar a situação aos auditores). O caso da demissão política está sob júdice e o NF vai defender o trabalhador até o fim, para provar que o caso foi uma grande injustiça.

O Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo (Sindipetro-ES) vêm a público repudiar veementemente a decisão da comissão organizadora do 8° Petroufes em cancelar a palestra do economista Cláudio da Costa Oliveira, aposentado da Petrobrás e representante do Sindipetro-ES. Marcada para esta sexta-feira (7), a palestra encerraria o evento de petróleo e gás que começou no dia 4 de abril.

Era de se esperar que Cláudio da Costa, com sua vasta experiência, denunciaria a maquiagem feita nas contas da Petrobrás para justificar o desmonte feito pelo atual presidente Pedro Parente, com a venda de ativos e a entrega da companhia para o capital estrangeiro. O tema desenvolvido por ele seria: Análise Financeira da Petrobrás.

De acordo com a organização do PetroUfes, a Shell, patrocinador Ouro do evento, discordou do ponto de vista e do conteúdo da palestra dos diretores Felipe Homero e Wallace Ouverney, na tarde de quinta-feira (6), que, com dados técnicos, mostraram o verdadeiro objetivo da Operação Lava Jato, os números reais do preço de petróleo no mundo e a necessidade da estatização da Petrobrás. Devido a isso, a Shell pressionou os organizadores a cancelar a participação do representante do Sindipetro-ES.

Os diretores do Sindipetro foram comunicados do cancelamento da palestra em uma ligação na noite de quinta-feira (6). No telefonema um dos integrantes da comunicação do PetroUfes, disse que o professor-coordenador Oldrich Joel Romero fez pressão no aluno-coordenador Filipe Duarte, afirmando que alguns congressistas não gostaram do tema exposto pelos diretores. Pelo ocorrido, o Sindipetro-ES decidiu não mais patrocinar o PetroUfes.

Os diretores Felipe Homero e Wallace Ouverney falaram sobre o Pré-sal e Política de conteúdo local na Indústria de Petróleo. Discorrendo sobre a soberania energética, Wallace convidou os estudantes a conhecerem e participarem da plataforma operária e camponesa de energia. Em sua fala, os diretores também denunciaram a perda dos direitos dos trabalhadores com a já aprovada Lei da Terceirização e as ameaças à classe trabalhadora que as Reformas da Previdência e Trabalhistas representam.

Entendemos que isso se chama repressão, ditadura e censura. O que não imaginávamos é que isso aconteceria dentro do campus de uma universidade federal, local onde se preza a democracia e a livre expressão de opiniões e ideias. Reafirmamos nossa disposição de continuar lutando contra o desmonte da Petrobrás, para que ela se torne uma empresa 100% nacional.

A Petrobrás é do povo brasileiro.

Os trabalhadores da plataforma de P-08, localizada no Ativo Centro-Sul da Bacia de Campos, encaminharam ao Sindipetro-NF uma denúncia de péssimas condições de trabalho a bordo da unidade. Segundo eles, os equipamentos estão deteriorados, quebrados, inoperantes e há alguns faltando. 

O baixo efetivo também atingiu em cheio a unidade. Os trabalhadores denunciam que estão sendo assediados pelos superiores para se desdobrar em várias funções, colocando em risco à segurança operacional.

Festival de desperdício

A falta de planejamento e conhecimento da unidade por parte das gerências ficou comprovada na última obra de revitalização da unidade, quando todo o serviço de pintura foi realizado antes dos serviços de estrutura e caldeiraria, e por isso, tudo que havia sido pintado ficou destruído. Desperdiçando dinheiro da empresa, sem que nenhum gestor fosse responsabilizado por isso.

Encobrindo erros

Na parada programada de produção em janeiro ocorreu um enorme vazamento de gás em um dos separadores de produção, que durou quase duas horas e foi controlado pela brigada de incêndio. Segundo os trabalhadores o vazamento aconteceu por uma manobra errada de um coordenador que queria apressar os serviços. Para abafar o caso, o Geplat a bordo no dia, não comunicou o ocorrido e não fez RTA.

Nesta mesma parada, os petroleiros a bordo contam que estava programada a instalação de um sistema de reciclo das bombas de transferência, planejado por um especialista da Petrobrás. Esse sistema estava fora de operação desde 2002 e por isso os selos mecânicos das bombas, que custam milhares de reais por unidade, quebravam constantemente.

Após dois anos de planejamento, um sistema completamente diferente daquele que foi recomendado pelo especialista foi instalado com a justificativa de que era melhor um equipamento errado do que nada! E hoje a categoria não pode usar, sob o risco de explodir o vaso atmosférico.

Descaso

Os trabalhadores também alertaram que recentemente, aconteceu um blecaute, porque as linhas de refrigeração dos geradores estão precárias, furaram, e não foram substituídas na parada. Os mecânicos a bordo chegaram à avisar aos coordenadores da manutenção sobre o risco de quebra por falta de peças, mas não foram ouvidos. Esse sistema de refrigeração resfria os equipamentos de ar condicionado, por isso, a categoria a bordo ficou dias com calor.

Insatisfação geral

Ao final dessa parada, o gerente da unidade, o coordenador de parada, os geplats, coordenadores e supervisores foram parabenizados pelo “sucesso” da parada e da campanha da UMS. O que causou uma enorme insatisfação dos trabalhadores, porque não foi o que ocorreu na realidade.

De 5 a 7 de abril aconteceu em São Paulo mais uma reunião da Comissão Nacional do Benzeno. Nessa reunião a bancada do apresentou modificações na legislação do Acordo do Benzeno, apesar dos protestos da bancada patronal.

Entre as mudanças estão a redução anual de 0,5% do Valor Referência Tecnológico (VRT). No caso da siderurgia em quatro anos se chegaria no valor, e no petróleo em um ano por exemplo. Redução de 1% para 0,01% da corrente líquida para cadastramento da planta no Ministério do Trabalho e Emprego.

Foi mantido o entendimento que para exposição ao Benzeno não há limite de tolerância. Tese defendida também pela bancada dos trabalhadores, pois essa exposição é responsável por casos de leucemia, leucemia, problemas neurológico (depressão), leucopenia, entre outros. 

O diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes, que representa a entidade na bancada dos trabalhadores disse que  conjuntura política mesmo desfavorável nacionalmente ainda é o melhor caminho para a luta contra a exposição ao Benzeno. Ele informou que a próxima reunião da Comissão Estadual do Benzeno do Rio de Janeiro foi agendada para o dia 19 de maio. "Essa reunião era para ter ocorrido no início de março,mas o governo adiou por solicitação da bancada patronal. Para nós é importante que essa reunião aconteça porque temos alguns pontos a ser tratados de interesse do Sindipetro-NF em relação à UTGCAB e às plataformas" - explica Nunes.

Érica Aragão / Da Imprensa da CUT - A grande adesão à Greve Geral na Argentina nesta quinta (06) foi motivada pela luta contra medidas neoliberais do atual presidente Mauricio Macri. Com inicio à meia noite, trabalhadores e trabalhadoras paralisaram o país por 24 horas e prometem que seguirão mobilizados caso o governo não ouça as vozes da rua. As centrais prometem continuar na luta e apoiam a Greve Geral no Brasil marcada para o próximo dia 28.

A Argentina amanheceu sem ônibus, com tráfego reduzido de caminhões, vôos nacionais e internacionais cancelados e com o povo na rua contra a política do atual governo que retira direitos dos trabalhadores.

As iniciativas do presidente Macri provocam o rebaixamento de salários e agravam a distribuição de renda ao restringir a capacidade dos sindicatos nas negociações coletivas. No último ano, o desemprego aumentou, os trabalhadores perderam em média 15% do poder de compra do seu salário e viveram um forte processo inflacionário, incrementado pelo aumento dos impostos e das taxas como eletricidade, telefone, transporte e a intensidade da crise no setor produtivo, que está se acelerando cada vez mais.

A unidade das centrais sindicais, CTA (Central dos Trabalhadores da Argentina), CGT (Confederação Geral do Trabalho), CTAA (Central de Trabalhadores da Argentina Autônoma) e setores do movimento sindical e popular permitiru a construção de uma pauta que reivindica a reabertura da negociação coletiva nacional dos professores, a implementação de uma lei que impeça demissões massivas nos setores público e privado, o aumento imediato de rendimento de salário para os setores menos favorecidos, como os aposentados e para os desempregados que ficam desprotegidos da obra social. Os trabalhadores e trabalhadoras também exigem políticas que apoiem pequenas e médias empresas para que elas possam continuar produzindo e que se estanque os processos de fechamento de empresas gerando desemprego e o aumento da recessão.

“Pedimos que mude o rumo econômico do governo de Macri e exigimos o fim dessa política, um plano de ajuda para os setores que estão passando fome, reativação das políticas públicas que foram cortadas e faremos uma consulta do povo para um plano de lutas racional e coerente que implique as pressões das lutas populares no dia e a dia”, explicou o Diretor de Relações Internacionais da CTA, Andrés Larisgoitia.

Para o secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, a gigantesca reação ao desgoverno Macri e sua política de arrocho, aumento de tarifas públicas e desemprego em massa, “demonstra a decisão do povo argentino de barrar o descaminho neoliberal”. Lisboa destaca que classe trabalhadora só tem uma saída que é ir pra rua fazer luta. “Os trabalhadores argentinos estão dando esse exemplo de luta na região”, complementou.

O secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT, Ariovaldo de Camargo disse que com essas medidas Macri só responde ao capital e a elite do país. “Em oposição à articulação do capital, que só favorece as empresas e a superexploração, os trabalhadores argentinos, aliados aos trabalhadores brasileiros, uruguaios, paraguaios e chilenos, apontam para a integração como caminho da verdadeira independência. A greve demonstra a disposição de luta do povo argentino para virar a página de atropelos aos direitos”.

Para o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Antonio Felício é admirável a combatividade do povo argentino no enfrentamento das políticas de austeridade fiscal e arrocho salarial do governo Macri. “A classe trabalhadora argentina demonstrou mais uma vez que é só por meio da mobilização social e da greve que se impõem derrotas a governos entreguistas. A garra e a determinação dos companheiros servem de exemplo e estímulo a seguirmos em frente para derrotar o retrocesso neoliberal”.

Segundo Andrés, muita gente pergunta quais serão os próximos passos depois da greve. “Houve um acatamento em torno de 95% da greve hoje e se esse governo não compreender e não souber escutar a voz dos trabalhadores e trabalhadoras o povo argentino continuará ocupando as ruas, fazendo manifestações de forma pacifica e democrática. A intenção não é tirar nenhum governo , porque nós respeitamos o resultado nas urnas das eleições, mas não podemos aceitar um governo que faça essa política contra o trabalhador”.

Segundo o diretor da CTA, a central se solidariza com o que o Brasil vive porque além das medidas neoliberais o governo Temer é ilegítimo. Ele também disse que participará da greve geral brasileira no dia 28. “Queremos construir em conjunto um plano de ação de resistência a essa política neoliberal que atinge nossa região”, complementa.

Para Lisboa essa mobilização está sendo exemplar. “Com esta mobilização, combativa e unitária, a construção da nossa greve geral, do próximo dia 28 de abril, se vê agora ainda mais fortalecida para barrarmos as reformas da Previdência e Trabalhista e derrotar Temer e sua política”.

 

[Foto: CTA]

Postada nesta semana pelo Departamento de Comunicação do Sindipetro-NF, a décima edição do programa Questão de Base, da TV NF, traz entrevista com o ex-ministro do Trabalho, Emprego e Previdência, Miguel Rossetto, que desmonta a tese de que exista um "rombo" na Previdência. 

"Quando nós somamos o que gastamos com a Previdência, a Saúde, a Assistência, o Seguro Desemprego, e o que é arrecadado com a sociedade, o resultado é positivo. Em 2015 nós tivemos um resultado positivo de R$ 11 bilhões", afirma o ex-ministro.

O programa Questão de Base é publicado quinzenalmente nas redes sociais do Sindipetro-NF e tem como objetivo abordar, por meio de entrevistas com especialistas e ativistas, assuntos essenciais para as lutas dos movimentos sociais. No Facebook pode ser encontrado por #questaodebase.

Links para todas as edições

Programa Questão de base - #10 - Desmonte da proteção social no Brasil
Entrevistado: Miguel Rossetto
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1309748675745622/


Programa Questão de base - #09 - Pertencimento de classe e combate ao machismo
Entrevistada: Guiomar Valdez
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1288933667827123/


Questão de Base - #08 - Petrobras privatizada aos pedaços
Entrevistado: Roberto Moraes
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1270867942967029/


Questão de Base - #07 - O discurso parcial da imprensa
Entrevistado: Sérgio Arruda
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1203586843028473/


Questão de Base - #06 - Raízes do Autoritarismo Brasileiro
Entrevistado: José Luis Vianna
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1183097668410724/


Programa Questão de Base #05 - Impactos da Nanotecnologia
Entrevistado: Paulo Roberto Martins
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1166275630092928/


Programa Questão de Base - #04 - Militância nas redes sociais
Entrevistada: Maria Goretti
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1152695121450979/


Questão de Base - #03 - Exposição e riscos do benzeno
Entrevistada: Arline Sydneia Abel Arcuri
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1136221889764969/


Questão de Base - #02 - O futuro da esquerda
Entrevistado: Leonardo Boff
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1126963577357467/


Questão de Base - #01 - Medicina em Cuba
Entrevistada: Beatriz Silva do Nascimento
https://business.facebook.com/sindipetronf/videos/1112340122153146/

 

[Ex-ministro Miguel Rossetto durante gravação do Programa Questão de Base / Foto: Elisângela Martins]

 

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