O 14º Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense, que teve como tema "Os impactos do golpe de 2016 - Lula Livre", encerrou nesta quarta-feira, 06. Durante três dias, trabalhadores e trabalhadoras lotaram o auditório do Teatro do Sindipetro-NF de Macaé para debater questões importantes para a categoria.

Neste último dia, os presentes definiram estratégias para a greve, que será realizada por tempo indeterminado, ainda neste mês. O movimento já foi aprovado pela categoria e a data será definida junto ao conselho deliberativo da FUP, no próximo dia 12 de junho. Também foram votados os nomes dos delegados, que irão compor a plena FUP, que será realizada de 08 a 11 de agosto, no Rio de Janeiro.

Na parte da manhã, o cenário do setor petrolífero foi o tema do debate. O assunto foi explanado pelo engenheiro e  professor do IFF DE Campos/RJ, Roberto Moraes, e pelo Bacharel em Ciências Sociais, mestre em Desenvolvimento Econômico e doutorando em Desenvolvimento Econômico, William Vella Nozaki.

Nos últimos três dias, a categoria tratou ainda temas como o Golpe de 2016, o Setor do Petróleo, comunicação e democracia.

 No primeiro dia, a composição da mesa de abertura mostrou a diversidade de representatividades que estão junto aos petroleiros na luta contra o golpe e pela defesa do Brasil. Também foi um momento para reforçar a presença das mulheres em grandes debates, já que foi notória a presença das mulheres tanto na mesa,quanto na plenária. Estiveram compondo a mesa os representantes do Crea, André Barbosa; da União Nacional dos Estudantes, Júlia Aguiar; do MST, Marcelo Souza; do PSOL, Leonardo Esteves; do PT, Stephanie Zuma; do PCdoB, Ricardo Barbosa; da CTB, Fátima Maria; da CUT, Duda Queiroga; da FUP, Simão Zanardi; Da CNRQ, Chico Zé e do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Em seguida, foi realizada a mesa de debate, com o tema "Conjuntura: O impactos do Golpe no Brasil", composta pelo petroleiro José Maria e pelo vereador de Macaé Marcel Silvano. Eles fizeram uma avaliação do atual cenário. Na ocasião, Zé Maria, anunciou também que estava se licenciando do cargo de coordenador  geral da FUP para disputar as eleições de 2018 como pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT/RJ). O petroleiro Simão Zanardi.

O segundo dia do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense iniciou com a mesa Democracia & Comunicação composta pelo Jornalista da CUT RJ, Rafael Caliari, e pelos diretores do Sindipetro-NF, Marcelo Nunes e Alexandre Vieira. E seguiu debatendo "As Diversas formas de Precarização do Trabalho", que contou com a participação da técnica do Dieese, Jéssica Naime, a professora da UFF-RO, Paula Sirelli, e o assessor jurídico do Sindipetro-NF, Marco Aurélio Parodi. A mesa foi moderada pelo diretor Eider Cotrim e pela diretora Jancileide Rocha Morgado, ambos do Sindipetro-NF.

O cenário do setor petrolífero também foi tema de debate. O assunto foi explanado pelo engenheiro e  professor do IFF DE Campos/RJ, Roberto Moraes, e pelo Bacharel em Ciências Sociais, mestre em Desenvolvimento Econômico e doutorando em Desenvolvimento Econômico, William Vella Nozaki.

 

 

 

A Diretoria Colegiada do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense convoca todos os beneficiários da ação Nº 0005100-28.2002.5.01.0481, que trata sobre a anulação da punição da greve de 2001, para as assembleias, que serão realizadas no próximo dia 20 de junho de 2018, às 18h, na sede do sindicato, em Macaé e no dia 21 de junho, às 18, na sede do sindicato, em Campos.

A pauta será a deliberação da forma de divisão e recebimento do objeto da ação, das incidências de contribuições assistenciais, e de honorários advocatícios.

A diretoria destaca que a presença dos beneficiários é vital para a discussão de pontos sensíveis ao andamento do processo.

 

 

Macaé, 06 de junho de 2018

Diretoria Colegiada Sindipetro/NF

FUP - Acontece amanhã (dia 07/06), mais um leilão da Agência Nacional de Petróleo, ANP. Uma rodada de licitação de campos de petróleo em áreas do Pré-Sal brasileiro, a quarta no modelo de partilha da produção. 
Com as mudanças regulatórias implementadas no setor pelo governo Temer, e a partir do fim da exigência da Petrobrás como operadora única dos campos do pré-sal, abriu-se oportunidade para maior atuação das empresas estrangeiras. Foi o resultado da 2ª e 3ª rodadas de leilões realizadas em 2017. Contexto diferente do ocorrido na 1ª Rodada de Licitação do pré-sal, em que o Estado brasileiro possuía maior capacidade de coordenação das atividades de petróleo e gás, e a Petrobrás assumia o papel central neste processo. 
Desta vez estão em oferta 4 áreas, Itaimbezinho, Três Marias, Dois Irmãos e Uirapuru, nas bacias de Campos e Santos. Esses quatro campos abrangem uma área de 4.231 km² e estima-se, segundo ANP, um volume de reservas de petróleo de cerca de 14 bilhões de barris. A ANP espera arrecadar, como bônus mínimo de assinatura, o montante de R$ 3,2 bilhões. Assim, cada barril de petróleo custará R$0,23 e o percentual mínimo de excedente em óleo para a União ficou em 13,5%. 
Há 16 empresas inscritas a participar, número recorde de interessados neste tipo de leilão e isso acontece por conta do grande volume de petróleo existente nos campos do pré-sal, os mesmos que o ex-presidente da Petrobrás, Pedro Parente, tanto desdenhou.
Está claro que a política estratégica do governo Temer é atrair empresas privadas para a exploração do petróleo do Pré-Sal, ele está dando a maior parte do óleo produzido para as operadoras vencedoras do leilão a um valor menor de pagamento de bônus de assinatura.
Para Simão Zanardi, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros, “o leilão, um crime contra a soberania do país, só acontece porque a política de estado continua sendo mantida pelo governo atual, e todos precisam saber que o que está sendo leiloado é uma reserva natural e por isso deve ficar para o povo brasileiro.”

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O pré-sal refere-se a uma das melhores áreas exploratórias do mundo, com as maiores descobertas offshore na última década. Um poço do pré-sal produz, em média, mais de 30.000 barris por dia de petróleo no início da vida. Em abril de 2018, sua produção já responde por 54,4% da produção total do Brasil. A título de exemplo, apenas um poço do pré-sal, no Campo de Mero (no modelo de partilha da produção) produziu neste mês média de 50 mil boe/dia. Este volume é maior do que produzido no Estado do Rio Grande do Norte, com mais de 1.300 poços (cerca de 47,7 mil boe/dia), e corresponde a duas vezes a produção de Sergpe, com cerca de 4.000 poços.

CUT- Mais uma negociata do ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, responsável pela crise de combustíveis no País, foi desmascarada. Nesta terça-feira (6), a 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) barrou a venda, sem licitação e a preço irrisório, de 90% das ações da maior rede de dutos de gás de petróleo do Brasil, que pertence à Transportadora Associada de Gás (TAG), uma empresa controlada pela Petrobras.

A falta de licitação foi determinante para que o desembargador federal Edilson Nobre, relator do processo, decidisse por interromper o procedimento de venda. “A Petrobras não pode proceder à alienação de controle societário de empresa subsidiária, sem a prévia realização de licitação, a princípio realizada nos termos do Decreto nº 2.745/98”, ressaltou o magistrado.

A proposta construída por Parente antes de deixar o comando da estatal e avalizada pelo atual presidente Ivan Monteiro – ex-diretor financeiro da Petrobras – é entregar 4.500 km de gasodutos, construídos com o dinheiro do povo brasileiro, por apenas US$ 8 bilhões.

“Isso significa entregar a maior malha de dutos do país, recém-construída e de alta qualidade, operando com baixo custo de manutenção, à iniciativa privada por um preço de banana”, explica o secretário nacional de Comunicação da CUT, Roni Barbosa.

“E como o Brasil necessita dessa malha de dutos passaria a contratar as empresas privadas para prestar o mesmo serviço”, denuncia Roni, que também é petroleiro.

A negociata de Pedro Parente e Ivan Monteiro foi derrotada por 2 a 1.

Palestras sobre o setor do Petróleo abriu a programação desta quarta-feira, 04, último dia do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense.

O engenheiro e  professor do IFF DE Campos/RJ, Roberto Moraes, explanou sobre as a funcionalidade econômica da Petrobras; Sobre o ciclo de preços do Barril do petróleo no decorrer dos anos,e como o mesmo impacta no cotidiano de diversas atividades; O professor também falou da grandiosidade da questão do Pré-Sal.

Em seguida, William Vella Nozaki, que é Bacharel em Ciências Sociais, mestre em Desenvolvimento Econômico e doutorando em Desenvolvimento Econômico falou um pouco sobre a saída de Pedro Parente e sobre o golpe de 2016 e como esses fatos afetam o cotidiano dos brasileiros. O mesmo destacou como a opinião pública tem se tornado crítica e não aceitado as desculpas apresentadas pelo atual governo.

Willian destacou ainda que esse é um momento favorável para dialogar com a sociedade, que está sensível para entender sobre esse projeto que está sendo aplicado, além de se mostrar contrária aos resultados e a fim de buscar soluções.

Antes das palestras, por volta das 6h, participantes do Congresso estiveram junto com diretores do Sindipetro-NF no Terminal Central de Macaé, realizando um ato de conscientização à população.

Ainda nesta quarta-feira,06, a última mesa de debate do congresso terá como tema Histórias das greves , Modelo de Greve e  Avaliação das formas de greve dos petroleiros e iniciará às 13h30.

Às 19h acontece a consolidação das Propostas e Votação Chapa Plenafup 2018. O encerramento está previsto para às 20h30

FUP - A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e mais de 40 entidades científicas e acadêmicas nacionais lançaram, nesta segunda-feira (4), um manifesto contra a decisão do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) de retirar recursos do orçamento da educação, saúde, ciência e tecnologia para subsidiar o desconto no preço do óleo diesel aos caminhoneiros.

Segundo as entidades, os cortes, feitos por meio da Medida Provisória 839/2018, atingem instituições e programas fundamentais para o futuro do País e da qualidade de vida de sua população, como a concessão de bolsas de estudo para estudantes de Instituições de Ensino Superior, do Ministério da Educação.

No Ministério da Saúde, o corte atingirá importantes programas da Fiocruz e do Fundo Nacional de Saúde (Funasa), e prejudicará ainda o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), com cortes nos programas Mais Médicos e Farmácia Popular.

Para a secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, o acordo proposto pelo governo ilegítimo de Temer, para reduzir o preço do litro do óleo diesel, sairá caro para os trabalhadores e trabalhadoras bem como para a sociedade em geral.

“Na prática, essa MP agravará ainda mais a desigualdade e provocará o aumento da pobreza, além de deixar a população desassistida em serviços de saúde, principalmente em ações de vigilância sanitária e qualificação de programas, como o Mais Médicos”, critica.

“Esse é o retrato de um governo golpista que não tem o menor comprometimento com a melhoria de vida da população.”

Outro corte anunciado pelo ilegítimo Temer e criticado pelas entidades científicas está na agricultura. A Embrapa, por exemplo, ficará impedida de realizar pesquisas que agregam valor à produção agrícola e beneficiam a segurança alimentar e a pauta de exportações do País.

As entidades que assinam o manifesto contra os cortes do governo apelam aos parlamentares para que “revertam esse quadro trágico, referente ao Orçamento da União, à MP 839/2018, e ao persistente contingenciamento de recursos, de modo a dar à educação, à saúde, e à ciência, tecnologia e inovação o papel que precisam ter como pilares essenciais de um projeto sustentável de desenvolvimento econômico e social.”

Leia a íntegra da nota.

Confira o detalhamento dos cortes nas áreas de saúde, educação, ciência e tecnologia feito pela SBPC

FUP - A luta contra a privatização da Petrobrás não pode perder fôlego após a saída de Pedro Parente. Pelo contrário. A entrega do comando da empresa a Ivan Monteiro, braço direito do ex-presidente e um dos principais articuladores dos desinvestimentos e vendas de ativos, reforça a necessidade de ampliação das frentes de luta em defesa da estatal.

A FUP e seus sindicatos estarão semana que vem em Curitiba para definir os próximos passos de enfrentamento da categoria. Conforme encaminhado no último Conselho Deliberativo, as direções sindicais voltam a se reunir no dia 12 para dar continuidade à construção da greve por tempo indeterminado, que foi amplamente aprovada pelos petroleiros.

Outras agendas de luta estão sendo definidas em Brasília, através de diversas ações parlamentares para estancar e tentar reverter o legado de destruição deixado por Pedro Parente. Uma delas é a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), cujo pedido foi protocolado no Senado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), para abrir a “caixa preta” da política de preços da Petrobrás e revelar os interesses que estão por trás do desmonte do parque de refino, da perda de mercado pela estatal e do consequente incentivo às importações de derivados.

Na próxima sexta-feira, 08, a FUP se reunirá com trabalhadores do setor elétrico para dar continuidade à luta conjunta das duas categorias contra o desmonte dos Sistemas Eletrobrás e Petrobrás. Os petroleiros já vêm construindo uma agenda integrada com os eletricitários, através de diversas ações sindicais e do engajamento na Frente Parlamentar de Defesa do Setor Elétrico Brasileiro e da campanha "O Petróleo é do Brasil", lançada recentemente pelas Frentes Parlamentares Mistas em Defesa da Petrobras e da Soberania Nacional.

Uma das atividades construídas em conjunto foi a Audiência Pública articulada através do senador Paulo Paim (PT/RS), que será realizada no dia 12 de junho no Senado, para discutir a política de preços da Petrobrás, como reflexo direto do desmonte da companhia e do projeto do governo Temer de privatização de todo o setor energético. Entre os convidados para o debate, estão o ex-coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, e o ex-diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

No início da manhã desta quarta-feira, 06, participantes do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense - Congrenf se uniram a diretoria do Sindipetro-NF para realizar um ato no Terminal Central de Macaé, com o objetivo de conscientizar a população sobre a política equivocada de preços praticada pela Petrobras.

Os participantes distribuíram material informativo, discursaram e conversaram com as pessoas, explicando um pouco mais sobre a política equivocada de preços dos combustíveis e gás de cozinha da Petrobrás, além de falar sobre a privatização do Pré Sal e refinarias.

O coordenador do NF, Tezeu Bezerra, destacou o motivo da ação, que foi realizada em meio ao Congrenf. "A mídia mostra o tempo inteiro muita mentira sobre a Petrobras e nós temos clareza de que a Petrobras tem que ser uma empresa para servir ao povo. Estamos construindo, de novo, uma grande greve, e queremos dialogar com o povo sobre a nossa luta. Explicar que privatizar faz mal ao Brasil", destacou o coordenador, lembrando ainda, que hoje, graças ao Michel Temer, a Petrobras está produzindo pouco gás, pouco combustível em nossas refinarias e por isso, estamos pagando preços altíssimos nesses produtos.

 

Confira em anexo o boletim informativo sobre a atual política da Petrobras e seus danos:

Mesa desta tarde durante o 14º Congresso dos Petroleiros e das Petroleiras do Norte Fluminense (Congrenf) discutiu "As Diversas formas de Precarização do Trabalho". Os expositores mostraram como as mudanças da chamada "Reforma Trabalhistas" trouxeram problemas graves para as condições de trabalho.

Participaram do debate a técnica do Dieese, Jéssica Naime, a professora da UFF-RO, Paula Sirelli, e o assessor jurídico do Sindipetro-NF, Marco Aurélio Parodi. A mesa foi moderada pelo diretor Eider Cotrim e pela diretora Jancileide Rocha Morgado, ambos do Sindipetro-NF.

Entre os danos causados aos trabalhadores, os expositores apontaram o aumento da "pejotização" (trabalhadores criando CNPJs para prestarem serviço a empresas) e da informalidade. Também foi destacada a elevação dos casos de assédio e instabilidade no trabalho.

Os debatedores levantaram ainda desafios para a organização sindical. Em um cenário de redução de salários e de empregos, os trabalhadores tendem a sentir mais pressão das empresas para que não se filiem a sindicatos combativos.

Outro aspecto levantado foi o de que a precariedade legal, com apenas o que restou de aparato para proteger os trabalhadores, tem criado dificuldades na defesa dos seus interesses na Justiça.

 

O segundo dia do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense iniciou com a mesa Democracia & Comunicação composta pelo Jornalista da CUT RJ, Rafael Caliari, e pelos diretores do Sindipetro-NF, Marcelo Nunes e Alexandre Vieira.

Na parte da tarde, a programação seguirá com uma nova mesa de debate, que tratará sobre a Precarização do Trabalho, que iniciará às 13h30. Para finalizar a programação desta terça-feira, 05, às 18h será realizada a exibição do filme Eu, Daniel Blake.

O Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense continua nesta quarta-feira, 06. A abertura da programação acontece às 9h com a mesa de debate sobre o Setor Petróleo. A partir das 13h30 o debate será sobre as Histórias das greves , Modelo de Greve e  Avaliação das formas de greve dos petroleiros. A programação será fechada com a Consolidação das Propostas e Votação Chapa Plenafup 2018, às 19h.

Em clima de luta contra o golpe, aconteceu na noite desta segunda-feira, 04, a abertura da 14ª edição do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense, na base do Sindipetro-NF de Macaé.
O tema desta edição é "Os impactos do golpe de 2016 - Lula Livre". O coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, fez questão de contextualizar o motivo do tema. "Para quem não sabe: Os petroleiros aprovaram em nível nacional com mais de 70% de assinaturas um manifesto contra a prisão do Lula, pelo Democracia e pela soberania do país. Afinal, se não fosse os concursos e a reconstrução feita pelo presidente Lula. Muitos de nós não estaríamos aqui hoje realizando essa discussão", explicou.
A composição da mesa de abertura mostrou a diversidade de representatividades que estão junto aos petroleiros na luta contra o golpe e pela defesa do Brasil. Também foi um momento para reforçar a presença das mulheres em grandes debates, já que foi notória a presença das mulheres tanto na mesa,quanto na plenária.
Estiveram compondo a mesa os representantes do Crea, André Barbosa; da União Nacional dos Estudantes, Júlia Aguiar; do MST, Marcelo Souza; do PSOL, Leonardo Esteves; do PT, Stephanie Zuma; do PCdoB, Ricardo Barbosa; da CTB, Fátima Maria; da CUT, Duda Queiroga; da FUP, Simão Zanardi; Da CNRQ, Chico Zé e do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.
Para encerrar a mesa, Tezeu falou ainda um pouco sobre a importância das greves para a queda do Parente. "Tentaram creditar exclusivamente aos caminhoneiros a queda do Pedro Parente. Mas acreditamos, que essa greve seria a jogada perfeita, que não teria chegado ao gol, se não fosse a greve dos petroleiros. Se não fosse o enfrentamento que nós fizemos", destacou Tezeu.
Em seguida, foi realizada a mesa de debate, com o tema "Conjuntura: O impactos do Golpe no Brasil", composta pelo petroleiro José Maria e pelo vereador de Macaé Marcel Silvano. Eles fizeram uma avaliação do atual cenário.
Marcel abriu sua fala falando do golpe que o Brasil sofreu em 2016 e que vem sofrendo todos os dias desde então. O vereador também falou sobre a criminalização daqueles que estão na luta. "A prisão do Lula é uma injustiça contra todos. Trazendo para nossa realidade, vemos o retrocesso dos avanços no interior. De 13 anos para cá, a Região conquistou um Instituto Federal para formar mão de obra, faculdade e universidade públicas, essas que quase fecharam as portas após o golpe. Agora, são 32 mil postos de trabalhos fechados. 15% da população desempregada. Pessoas que estavam se alimentando melhor voltando a cozinhar a lenha", listou o vereador, que lamentou ainda o aumento da violência na região, consequência dessa redução na qualidade de vida;E destacou ainda a violência contra companheiros de luta como Mariele.
O petroleiro José Maria também destacou os transtornos causados pelo golpe e frisou que essa é a hora do povo retomar o Brasil. "Esse ano vai ser decisivo para nossas vidas. Ou a gente retoma o Brasil ou vamos perder o pouco que temos. Eles já estão fazendo tudo isso, através do golpe, imagina se eles são legitimados pelo voto nas urnas", questionou Zé Maria.

 

 FUP - Desde segunda-feira, 04, o petroleiro Simão Zanardi Filho passou a ocupar a Coordenação Geral da FUP, em substituição a José Maria Rangel, que se licenciou do cargo para disputar as eleições de 2018 como pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT/RJ).

O anúncio foi feito por José Maria, na noite desta segunda, durante cerimônia de abertura do Congresso dos Petroleiros do Norte Fluminense, em Macaé.

Simão Zanardi é técnico de operação da Refinaria Duque de Caxias (Reduc) e está em seu quinto mandato na Direção Colegiada da FUP, onde ocupava a Secretaria de Administração e Finanças. Ele também é presidente do Sindipetro Duque de Caxias.

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