A Direção do Sindipetro-NF realiza hoje, 30, uma transmissão ao vivo às 19h30 em sua página no facebook para abordar o desmonte da Petrobrás e os impactos para os empregos no Sistema. O Coordenador do Setor Privado, Wilson Reis, apresentará dados sobre os danos da política de MiShell Temer para o Setor.

O Face to Face também pode ser acompanhado pela Rádio NF (www.radionf.org.br). As interações com os trabalhadores e trabalhadoras pela rede social têm ocorrido com grande frequência e contribuem para tirar dúvidas sobre  a conjuntura do Setor Petróleo e do País.

Para marcar os 20 anos do Coletivo da Juventude, o “Ocupa CUT: juventude fazendo história”acontece até esta quinta-feira, 30 de novembro, em São Paulo. Com a presença de jovens de mais de 22 estados e 18 ramos, a atividade contarcom formação política, na preparação para a greve nacional no dia 5/12, e atividade cultural com o ex-prefeito Fernando Haddad, as cantoras Ana Cañas, Preta Rara e Slam das minas de SP.

A juventude petroleira está presente, com representações do Norte Fluminense, Duque de Caxias, Minas Gerais e de vários outros estados, que enviaram jovens sindicalistas e militantes para o Encontro.

A secretária Nacional da Juventude da CUT, Edjane Rodrigues explicou a importância da juventude da CUT se organizar neste momento de retrocessos da política brasileira.“Nossos direitos trabalhistas já foram tirados, agora querem mexer na nossa aposentadoria. Se a Reforma da Previdência for aprovada, prevista para ser votada no próximo dia 6, nós nunca iremos saber o que será a aposentadoria. Vamos trabalhar até morrer?”, conta Edjane.

“A juventude precisa estar unida para continuar lutando em defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, do campo e da cidade deste país”, complementou Edjane sobre a importância deste encontro para a preparação da greve nacional no próximo dia 5.

Segundo Edjane , que também é agricultora familiar da base da CONTAG, “vivemos num período em que a juventude é a principal afetada com o governo golpista. Seja também no número de desempregados, que pode chegar a 13,1% entre os jovens, seja na retiradas de direitos que tangem o acesso ao ensino superior, com PROUNI, FIES e etc”.

O #OcupaCUT começou na terça-feira, 28, com uma ampla programação, que, além de mesas de discussão sobre conjuntura, desafios da juventude, comunicação, genocídio da juventude negra, conta com um ato show em defesa dos direitos da juventude com a presença de Ana Cañas, que convidou o ex-prefeito Haddad para tocar com você, Preta Rara e Slam das minas de SP.

Confira:

Abertura do Ocupa CUT: juventude fazendo história.
Mística de abertura. Apresentação da organização do Ocupa CUT, sua programação e do Festival e acordos coletivos. Falas de saudação. Apresentação cultural.

Mesa 1: Entender o Brasil e o mundo.
Ementa: analisar a conjuntura, com os elementos que apareceram em nível internacional e

Nacional | Apontar os elementos da crise internacional e nacional Caracterizar a crise brasileira no que tange as questões econômicas, políticas e sociais | Caracterizar a direita e a esquerda | Exemplificar nossos inimigos | Apontar as saídas para o momento | Apontar o papel da juventude nesse cenário.
Composição da mesa: Vagner Freitas (Presidente da CUT Nacional), Jana (AFL-CIO), Genoino (Ex-assessor da CNM) e Marianna Dias (Presidenta da UNE).


Papo-reto + Oficina.
Espaço para diálogo e oficina sobre temas relevantes para a conjuntura e a construção política do Coletivo de Juventude da CUT, tendo como eixo central o debate de democracia e resistência, trazendo nomes importantes que tem refletido obre as questões pontuadas. Momento de interação entre debatedores e público.
 

100 anos da greve geral.
Julio Turra (CUT Nacional).

Temas:
Diálogos com a juventude rural e urbana: MTST e Elisa Guaraná (Socióloga e Prof.(a) da UFRJ).
Coordenação: Jucimara (Fetraf SC).

Comunicação e internet: Roni (Secretario Nacional de Comunicação) e Raissa Galvão (NINJA)
Coordenação: Antonio Hebert (Secretario de Juventude CUT PI).

Juventude e o direito à educação e à cultura: Heleno (Presidente da CNTE) e Annyeli (Secretaria Adjunta de Cultura).
Coordenação: Sabrina (Secretaria de Juventude CUT MG).

Genocídio da Juventude Negra, violência e segurança pública: Rosana Fernandes (Secretaria Adjunta da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo) e Juliana Borges

Coordenação: Adryeli (Secretaria de Juventude CUT CE)

Mulheres, diversidade e juventude na luta por direitos: Débora (Secretaria de Mulheres do PT SP), Paloma Santos (CONTRACS) e Leonardo Nogueira (Levante Popular da Juventude).
Coordenação: a confirmar

Festival Ocupa CUT: juventude fazendo história.
Festival político-cultural com apresentação de artísticas e culturais que mostrem o que a juventude está produzindo.
Show: Ana Canãs convida Haddad, Preta Rara e Slam das minas.

Mesa 2: Desafios para a juventude.
Discutir, baseado na conjuntura atual, de grande retirada de direitos, com a Reforma Trabalhista e Reforma da Previdência, os desafios da juventude e, principalmente, os desafios da juventude trabalhadora, no que tange a sua organização, luta e formação.
Composição da mesa: Edjane (Secretaria Nacional de Juventude da CUT), Artur Henrique (Fundação Perseu Abramo) e Maria Carla Corrachano (Socióloga e Prof.(a) da UFSCAR).

Ato Contra os desmontes em SP
Na praça da Sé às 9h

Plenária Final – Construção da síntese.

Com informações da CUT

Os representantes da FUP no Grupo de Trabalho Paritário que discute alternativas para resolver o déficit do Plano Petros 1 notificaram à Petros nesta quarta-feira, 29, sobre a decisão judicial que suspende o equacionamento pelo máximo. A liminar foi obtida pelo Sindipetro Unificado do Estado de São Paulo, que, assim como a FUP e seus outros sindicatos, ingressou com Ação Civil Pública cobrando a suspensão do plano de equacionamento aprovado no dia 12 de setembro pelo Conselho Deliberativo da Petros, com votos contrários dos representantes dos trabalhadores. A decisão judicial foi protocolada na sede da Petros pelos conselheiros eleitos, Paulo César Martin e Norton Almeida, que cobraram o cumprimento imediato da liminar. 

Como a FUP vem alertando há décadas, o déficit do PP-1 é majoritariamente estrutural, fruto de uma série de problemas de gestão que não foram resolvidos ao longo de seus 47 anos de existência. A Petros e a Petrobrás desconsideraram essas questões, impondo um ônus excessivo aos petroleiros, ao aprovarem um plano de equacionamento antes mesmo de terem concluído o recadastramento dos participantes e assistidos do plano, cujo resultado pode alterar significativamente o valor de componentes do déficit, como, por exemplo, o da Família Real, cujo impacto é de R$ 5,2 bilhões.

Além disso, a origem e valores deste e demais fatores geradores do déficit do PP-1 deveriam ter sido identificados para que os participantes e assistidos fossem impactados o menos possível na parte da conta que lhes é de responsabilidade. O equacionamento também precisaria levar em consideração as submassas de repactuados e não repactuados.

Para Paulo Cesar Martin, diretor da FUP e conselheiro eleito da Petros, a liminar obtida pelo Sindipetro Unificado é uma importante conquista, pois impede que a Petros implemente a cobrança abusiva de contribuições adicionais aos participantes e assistidos do Plano Petros 1 pelo valor máximo do equacionamento do déficit.  Ele explica que a abrangência da decisão é nacional e vale para todos os participantes e assistidos.  “A Petros não tem como individualizar o equacionamento pelo valor mínimo somente para os representados pelo Sindipetro Unificado, já que o plano é solidário. Portanto, a abrangência dessa decisão é para todos os 76 mil participantes e assistidos do Plano Petros-1”, afirma.

O assessor jurídico da FUP, Marcello Gonçalves, destaca que a decisão da Justiça de São Paulo fortalece a tese que a Federação vem defendendo de que o déficit do PP-1 pode ser equacionado pelo valor mínimo. “A própria legislação nos garante isso, portanto, é imperativo que a Petros altere a sua proposta de equacionamento para não onerar sobremaneira os participantes e assistidos”, explica.

Os trabalhadores da Saybolt procuraram o Sindipetro-NF, na quarta, 29, para denunciar que por conta da redução de efetivo, os trabalhadores que ficaram estão sendo obrigados a fazer um número excessivo de horas extras, causando inclusive adoecimentos. Solicitaram que esse assunto fosse debatido durante as negociações do Acordo Coletivo.

O Coordenador do Departamento do Setor Privado, Wilson Reis, passou o informe que a proposta de ACT dos trabalhadores foi entregue e a empresa ainda não havia respondido. E o Jurídico esclareceu algumas dúvidas. 

Para Reis é muito importante essa aproximação constante com a categoria e a sindicalização, para mostrar à Saybolt que referendam a atuação do NF.

Imprensa do Unificado - O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu que o equacionamento do déficit do Plano Petros 1 deverá ser feito pelo menor valor permitido por lei. A sentença foi proferida pela juíza Fabiana Marini, nesta terça-feira (28), sendo favorável à ação civil pública ajuizada pelo Sindipetro Unificado-SP, em 9 de outubro, na 12ª Vara Cível de São Paulo.

O Sindicato obteve uma liminar, determinando que a Petros efetive o cálculo de reajuste da taxa de contribuição pelo piso, e não pelo teto, minimizando os impactos do equacionamento aos participantes e beneficiados do PP-1. “...a aplicação do desconto como previsto para o próximo mês trará significativo prejuízo aos participantes do plano de previdência”, afirmou a juíza, em sua decisão.

Na sentença, a juíza destaca que o Ministério Público já havia se manifestado a favor do Unificado e determina “que a RÉ se abstenha de promover o equacionamento do déficit técnico do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP) pelo seu valor total, eis que possível seu equacionamento apenas pelo valor excedente do limite técnico, nos termos da do art. 28 da Resolução MPS/CGPC 26, de 28/09/2008”.

Se a Petros não cumprir a ordem judicial, terá que pagar multa, estabelecida pela juíza. Vale ressaltar que apesar de ser uma decisão do TJ de São Paulo, a liminar vale para todo o país, alcançando todos os participantes do Plano. 

Menor prejuízo

A diretoria executiva da Petros aprovou no dia 12 de setembro o equacionamento do déficit do PP-1 pelo valor máximo. A decisão foi amplamente contestada pela FUP e seus sindicatos, por entenderem que a Petros poderia ter aplicado o valor mínimo, garantindo o menor prejuízo possível aos participantes e assistidos.

Diante desse impasse, o Sindipetro Unificado de SP entrou com a ação na Justiça e conseguiu suspender o aumento máximo pretendido pela Petros, estabelecendo o cálculo pelo piso. 

O Sindipetro-SP considera que o equacionamento com o valor mínimo, entre outras vantagens, permitirá aos participantes e assistidos um prazo maior para a reorganização das finanças e possibilitará mais tempo à Petros, para encontrar outras soluções aos problemas do PP1.

 

 

O Coordenador da FUP, José Maria Rangel, participa hoje, 29, às 16h de um bate papo sobre a destruição da cadeia de óleo e gás por MiShell Temer, no facebook do Brasil 247. O programa será retransmitido pelo Facebook do “O Cafezinho”.

A Shell foi beneficiada pelo lobby britânico que resultou em uma série de vantagens fiscais e concessões feitas pelo governo Temer. A empresa anglo holandesa responde a acusações criminais na Suprema Corte da Nigéria por desvio de recursos públicos e pagamento de propinas durante a compra de um dos maiores campos de petróleo do país, vendido por US$ 1,3 bilhão, dos quais apenas US$ 210 milhões chegaram aos cofres do governo. 

Conheça mais sobre o Lobby da Shell, clique aqui

Da Imprensa do Sindipetro-BA - Os trabalhadores da Perbrás começaram a terça-feira (28), de braços cruzados em protesto contra a direção da empresa que insiste em precarizar o ACT da categoria, com uma proposta muito aquém das reivindicações apresentadas.

Em conjunto com a diretoria do Sindipetro Bahia, os trabalhadores de Bálsamo, Araças, Miranga e Candeias, participaram da mobilização, das 7h às 10h, atrasando em três horas a entrada na empresa.

De acordo com o diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, “apesar da FUP e sindipetros já terem sinalizado para a direção da Perbrás que não haverá fechamento de acordo com perdas, a empresa, que tem cerca de 1.500 empregados, vem se mostrando irredutível e não avança nas negociações, por isso estamos intensificando as mobilizações até que haja entendimento entre as partes”. A categoria já decidiu que não aceitará o 1% de reajuste salarial oferecido, que está abaixo da inflação do período. A empresa também não quer reajustar o ticket alimentação.

Os trabalhadores reivindicam a reposição da inflação do período, mais ganho real de 3% e reajuste nos tickets alimentação e refeição no mesmo percentual do salário. Além de a empresa voltar a reconhecer o Sindipetro NF como representante dos trabalhadores lotados na Bacia de Campos, o que, segundo Radiovaldo, “é uma condição importante para o fechamento do ACT”.

Participaram da mobilização representantes dos Sindipetros da Bahia, Espirito Santo, Rio Grande do Norte e Norte Fluminense. Além da FUP.

 

Da Imprensa da FUP - No dia seguinte a FUP ter comunicado à Petrobrás o resultado das assembleias, que aprovaram massivamente o indicativo de greve por tempo indeterminado, caso a empresa insista em retirar direitos da categoria, o RH enviou documento comunicando a prorrogação do Acordo Coletivo de Trabalho até 31 de dezembro.

Mais do que nunca, é fundamental que os petroleiros participem ativamente das mobilizações do dia 30 de novembro, aumentando a pressão sobre os gestores da Petrobrás. A disposição de luta dos trabalhadores é que apontará o tamanho do Acordo Coletivo. Para preservar na íntegra as conquistas da categoria é preciso que os petroleiros deixem claro que, com retirada de direitos, não há acordo.

 

Rede Brasil Atual - A política de venda de ativos da Petrobras e a intenção da atual gestão da estatal, comandada por Pedro Parente, de vender ações da BR Distribuidora, não são novidade. Planos que premiavam os interesses do mercado e do capital privado já foram traçados antes, pelo governo Fernando Henrique Cardoso. “Esses planos existiam. Eles não conseguiram implementar. Mas o governo Fernando Henrique vendeu uma parte da Refap (Refinaria do Rio Grande do Sul), a BR Distribuidora vendeu ações no mercado, por exemplo. Claro que não conseguiram fazer na dimensão atual, mas os planos são os mesmos”, diz Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Para ele, até o momento, a indicação é de que a estatal que presidiu vai continuar controlando a BR Distribuidora, já que, pelo menos segundo o governo, num primeiro momento, a ideia é vender até 40% das ações da subsidiária, que tem aproximadamente um terço do mercado de distribuição de derivados do mercado (a segunda maior é a Raizen, associação entre a Shell e a Cosan, produtora de etanol, e a terceira é a Ipiranga).

Na opinião de Gabrielli, entre as medidas do governo Michel Temer, não são apenas questões que envolvem a Petrobras que devem ser tema de debate sobre sua possível reversão, caso o país volte a ser governado por um governo progressista. “De um ponto de vista mais geral, e aí não é só o problema da Petrobras, alguns temas do governo Temer vão precisar ser tratados, se tiver uma mudança de governo. Por exemplo, a PEC que limita os gastos públicos por 20 anos, a mudança de certos elementos da CLT, alguns elementos de privatização da Petrobras. Tudo isso tem que se pensar em como fazer um processo de reversão futura”, diz.

Porém, questões relacionadas a contratos, que regem exploração dos blocos do pré-sal de acordo com a Lei 13.365/2016, que revogou a obrigatoriedade da participação da Petrobras nessas áreas, dificilmente podem ser revertidas. “O Congresso Nacional aprovou o fim da operação única da Petrobras e abriu, portanto, a exploração de novas áreas a empresas internacionais. Eu acho que esses contratos dificilmente se revertem, mas a discussão sobre o futuro tem que ser feita”, afirma Gabrielli, que falou à RBA.

Como avalia o processo de venda de ativos da Petrobras pelo governo a toque de caixa, e a intenção de vender a BR Distribuidora em particular?

É muito semelhante ao que a Petrobras tentou fazer de 1997 a 2002. A BR Distribuidora, por exemplo, tinha ações na bolsa. A Petrobras fechou o capital (em 2000) da BR Distribuidora, transformou a BR em numa empresa 100% Petrobras e agora vai vender parte do capital da BR.

A meu ver tem dois tipos de problema. A BR Distribuidora é responsável pela distribuição, ou seja, pela relação entre as refinarias e os postos de gasolina. Faz o trabalho de distribuição e coordenação do suprimento de gasolina, diesel e derivados de petróleo. E faz isso de maneira bastante competente, porque faz no Brasil inteiro. Tem uma capilaridade extraordinária. Acho que a BR vai perder capacidade de pulverizar e entregar os derivados em todas as partes e portanto vai diminuir sua capacidade operacional.

A Petrobras resolveu fazer uma venda de ações, não vai vender a empresa, vai vender ações, e vai criar outro problema: no mercado de ações brasileiro você vai ter duas ações Petrobras. Uma ação Petrobras matriz, e outra uma ação Petrobras distribuidora. Isso vai fazer com que haja uma confusão no mercado de ações. Não sei se é positivo. Qual é vantagem que se tem disso? É levantamento de caixa, aumentar os recursos não tradicionais para financiar as atividades da Petrobras. Mas eu acho que vai ter uma limitação do funcionamento da BR. Portanto, acho ruim do ponto de vista de uma estratégia empresarial. Uma Petrobras integrada é melhor do que uma Petrobras desintegrada.

Pelo que se divulgou, eles pretendem vender até 40% das ações da BR Distribuidora num primeiro momento. A intenção, pelo que se conhece da atual gestão, não é justamente fragmentar a empresa para que ela tenha cada vez menos capacidade no mercado e depois vender?

Se ela vai ter 40% de capital privado, continuará sendo controlada pela Petrobras, que terá 60% do capital.

Mas a intenção, no fim, não é realmente se desfazer da empresa?

A venda das ações da BR vai diminuir a capacidade operacional da Petrobras atuar na área de distribuição, mas vai ter controle da Petrobras.

Só por enquanto...

Sim, por enquanto, mas aí eu não posso dizer que vai ser diferente, porque eles estão anunciando isso. A estratégia da Petrobras hoje é de foco na exploração e produção no pré-sal brasileiro e redução das atividades em todos os outros segmentos do negócio. Isso é o que fazia o (Henri Philippe) Reichstul, o que a Petrobras tentou fazer em 98, 99, 2000, 2001 e 2002.

A BR tem um papel social, no fornecimento de derivados nos rincões do país... Esse papel está em risco?

Isso vai ser um problema. Claro que quanto maior a participação de capital privado na BR, menos ela vai estar disposta a investir na entrega de derivados nos diversos rincões do país, como faz hoje; o custo é maior. Mas isso provavelmente vai criar ou uma diferenciação de preço nacional, a intensificação da diferenciação de preços na bomba, para incluir a diferença de custos, ou até, em alguns lugares, uma certa redefinição da logística de entrega de derivados. É um processo que a gente tem que observar.

Nem a ditadura militar, que tinha setores nacionalistas, nem mesmo o governo FHC conseguiu fazer o que está se fazendo hoje...

Os planos existiam. Eles não conseguiram implementar. Mas o governo Fernando Henrique vendeu uma parte da Refap (Refinaria do Rio Grande do Sul), a BR Distribuidora vendeu ações no mercado, por exemplo. Claro que não conseguiram fazer na dimensão atual, mas os planos são os mesmos. Não tem muita diferença dos planos de Fernando Henrique.

Se houver um governo progressista, na sua opinião, é possível reverter alguns negócios feitos pelo atual governo?

De um ponto de vista mais geral, e aí não é só o problema da Petrobras, alguns temas do governo Temer vão precisar ser tratados, se tiver uma mudança de governo. Por exemplo, a PEC que limita os gastos públicos por 20 anos, a mudança de certos elementos da CLT, alguns elementos de privatização da Petrobras. Tudo isso tem que se pensar em como fazer um processo de reversão futura. O quadro político vai mudar, e na medida em que o quadro político muda, é preciso encontrar novas alternativas para a sociedade reorientar suas prioridades.

O Congresso Nacional aprovou o fim da operação única da Petrobras e abriu, portanto, a exploração de novas áreas a empresas internacionais. Eu acho que esses contratos dificilmente se revertem, mas a discussão sobre o futuro tem que ser feita.

Petroleiros da Perbras realizaram hoje, 28, na Bahia, atos nas cidades de Bálsamo, Araças, Miranga e Candeias, pelo retorno da representação da categoria pelo Sindipetro-NF. O protesto que ocorreu no início da manhã tem como bandeira a reivindicação de que "Sem o NF não tem acordo".

O sindicato foi representado pelo coordenador do Departamento de Trabalhadores do Setor Petróleo Privado, Wilson Reis, e pelo diretor Eider Cotrim.
Cerca de 500 petroleiros atuam na Perbras no Norte Fluminense. A representação dos empregados da empresa foi retirada do Sindipetro-NF por outra entidade sindical, o Sinditob, que recentemente fechou acordo com 0% de reajuste.

Protesto no NF

No último dia 6 de novembro, a FUP e sindicatos petroleiros, como o Norte Fluminense, Bahia e Espírito Santo, realizaram um ato no Parque de Tubos, em Macaé, também contra a exclusão do NF das mesas de negociação com a Perbras.

Essa semana acontece no Rio de Janeiro no dia 30 a 75ª Reunião Comissão Nacional Permanente do Bezeno (CNPBz/RJ), que contará com a participação dos diretores do Sindipetro-NF, Cláudio Nunes e Wilson Reis (CNQ).

O diferencial na programação é que foram incluídos eventos alternativos propostos pelos membros da Bancada dos Trabalhadores da CEBz-RJ. Entre eles as palestras "Trabalho em Turnos para os Trabalhadores" no dia 29,no Sindipetro-RJ e "Tecnologia no Combate às Emissões Fugitivas de Benzeno" no dia 30, no Sesi Tijuca. Veja a programação completa abaixo: 

Programação da CNPBz - Atividades da 75ª Reunião Comissão Nacional Permanente do Bezeno

29/11 

Atividade Alternativa: Palestra sobre Trabalho em Turnos para os trabalhadores
Pesquisadora Lúcia Rotenberg (Fiocruz)
Local: SindiPetroRJ, as 15h.

30/11
Reunião das Bancadas
Local: Sesi/Tijuca - 9h as 12h.

Reunião Ordinária da CNPBz
Local: Sesi/Tijuca - 13h as 18h.

Atividade Alternativa: Palestra sobre Tecnologia no Combate às emissões fugitivas de benzeno - amostradores e válvulas herméticas.
Palestrante: Representante técnico da empresa AZ Armaturen (http://www.az-armaturen.com.br/)

Local: Sesi/Tijuca - 14h as 16h.

01/12
Reunião Ordinária da CNPBz
Local: Sesi/Tijuca - 9h as 12h.

Atividade Alternativa: "Conflito Hoje e pós contra reforma no campo jurídico no reconhecimento de risco e exposição ao Benzeno"
Palestrante: Danielle da Motta Azevedo, advogada Especialista em Direito do Trabalho, Processo do Trabalho, Direito Previdenciário: Regime Geral e Previdência Complementar
Local: Sesi/Tijuca - 9h as 12h.

Plenária de Governo e Trabalhadores
Local: Sesi/Tijuca - 13h as 17h.

 

O Sindipetro-NF recebeu denúncia de que nas primeiras horas de sexta, 24, ocorreu um grande vazamento de gás no separador da P-53. A informação mais uma vez veio da categoria e não da Petrobrás. 

Ao ser questionado, o Setor de SMS da UO-Rio informou que se tratava de um pequeno vazamento de gás combustível. Houve fechamento automático da válvula de shut down e isolamento do sistema de gás combustível. A empresa disse ainda que a investigação será conduzida pela equipe de bordo com suporte técnico da equipe de terra.

Para o NF a empresa está tratando o vazamento como se fosse algo pequeno, mas a categoria informa o contrário, já que o sindicato sabe que a planta de operação da unidade ficou parada até domingo, 26, no mínimo. Essa não foi a única vez que aconteceu vazamento A categoria alerta diversos problemas de vazamento de gás, inclusive para o fato que a plataforma não tem estrutura para receber poços do pré sal e atualmente tem quatro poços ligados a ela.

Há também o agravante do baixo efetivo, já que no turno da noite alguns postos ficam sem operador para atuar. "Eu tive a oportunidade de estar na P-53 numa reunião de Cipa, há pouco mais de um mês e pude verificar e denunciar in loco a questão do baixo efetivo. É uma pena ver que a a plataforma tratou com tanto descaso essa denúncia do sindicato. Agora vamos levar aos órgãos competentes, para tentar evitar uma nova tragédia que está anunciada na Bacia de Campos" - critica o diretor do NF, Tadeu Porto.

A diretoria do sindicato irá preparar uma denuncia à Agência Nacional de Petróleo, questionando se a Petrobrás realizou algum tipo de gestão de mudança para que a unidade recebesse poços do pré sal. Além disso, irá consultar o Spie da unidade obre o problema recorrente dos vazamentos.

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