[Da Imprensa da FUP] As delegações de petroleiros e petroleiras de vários estados do país que se encontram em Salvador para o XVII Congresso Nacional da FUP (Confup) participaram na manhã desta quinta-feira, 03, de um grande ato na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em Mataripe, que mobilizou por quase três horas cerca de dois mil trabalhadores próprios e terceirizados. Organizada pelo Sindipetro Bahia, a manifestação denunciou a privatização em curso no Sistema Petrobrás, cujos impactos vão além dos petroleiros e já afetam todo o povo brasileiro, com desemprego em massa e o desmonte da indústria nacional. O ato teve início às 06h30, com participação de dirigentes da FUP e de todos os sindicatos filiados, além da CUT, CTB e movimentos sociais, como o MAB, MPA, Levante da Juventude, Marcha Mundial das Mulheres, entre outros. 

Deyvid Bacellar, coordenador do Sindipetro anfitrião dos petroleiros neste XVII Confup, lembrou que foi no estado da Bahia que começou a extração de petróleo no Brasil e as atividades de refino da Petrobrás, bem como a primeira organização sindical petroleira do país. “Agora, eles querem desmontar todo o Sistema Petrobrás aqui na Bahia”, afirmou. Ele também lembrou que, desde 2015, a FUP e seus sindicatos vêm denunciando os planos de negócio e gestão da Petrobrás focados para a rentabilidade do acionista e a privatização da empresa. “Infelizmente, uma parcela da categoria não acreditou que isso seria possível, mas agora somos bombardeados com diversas vendas de ativos”, destacou Deyvid, afirmando que não há outra alternativa para a categoria a não ser reagir. “Não podemos mais nos permitir a ficar em cima do muro, com dúvidas. Só com uma grande greve nacional vamos barrar a privatização da Petrobrás e para isso precisamos ter o apoio da sociedade brasileira, denunciando o que estão fazendo com a nossa empresa”, declarou.

O petroleiro paranaense Roni Barbosa, secretário nacional de comunicação da CUT, fez sua fala, destacando que o desmonte da Petrobrás faz parte do golpe, assim como as reformas que retiram direitos dos trabalhadores. Ele ressaltou que as pesquisas encomendadas pela Central apontam que mais de 90% da população brasileira é contrária à permanência de Temer, rejeita a reforma trabalhista e é contra a entrega da previdência pública aos bancos.  “Mas as manifestações de rua não têm refletido essa insatisfação”, lamentou Roni, afirmando que os trabalhadores precisam reagir. “Nós precisamos infernizar a vida desses golpistas que querem  tirar nossos direitos. Vamos tirar o sossego deles”, conclamou o sindicalista.

A representante da Marcha Mundial das Mulheres, Júlia Garcia, lembrou a importância da campanha “O petróleo é nosso”, que garantiu a criação da Petrobrás e afirmou que estar presente ao ato dos petroleiros é uma questão de sobrevivência para “resgatar o projeto de desenvolvimento nacional”, o que só será possível com “a força mobilizadora de todos os trabalhadores e trabalhadoras”. Ela destacou a importância da plataforma operária e camponesa de energia como uma ferramenta fundamental de luta na construção de um projeto comum de desenvolvimento nacional que garanta a soberania dos recursos naturais.

O diretor da FUP e da CTB, Divanilton Pereira, ressaltou que o ataque dos golpistas não é só contra os ativos do Sistema Petrobrás, mas sim “a toda a cadeia produtiva do petróleo, pois é parte integrante do desmonte do projeto de desenvolvimento nacional que estava em curso no país”. Ele afirmou que o enfrentamento a esses ataques não pode ser feito somente corporativamente, mas envolvendo vários atores que foram atingidos pelo desmonte do setor de óleo e gás. “Nós precisamos dialogar com todos os setores, com as empresas nacionais, com a indústria naval, com a ciência e tecnologia, com as universidades, centros de pesquisa, intelectuais, para que abracem conjuntamente a nossa causa”, destacou o dirigente.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, denunciou as relações mais que suspeitas do presidente da Petrobrás, Pedro Parente, com o mercado financeiro e as empresas privadas que estão sendo diretamente beneficiadas pela privatização da empresa. Além de sócio fundador do grupo Prada - consultoria financeira gerida por sua esposa, que tem como missão maximizar os investimentos das famílias mais ricas do país – Parente tem relações estreitas com empresas importadoras de combustíveis. 

“Por que será que ele (Pedro Parente) foi colocado lá (na direção da Petrobrás) para acelerar a privatização da empresa? Por que será que o país tinha 50 empresas que importavam derivados e hoje temos mais de 200 e as nossas refinarias estão com a carga reduzida. E uma das empresas que tem mais bombado na importação de derivados é a Glencore, que está em processo de fusão com o grupo Bunge, que já foi presidida por Parente”, revelou.  “Ou a gente entende isso e define de que lado da disputa nós estamos ou todos nós vamos sucumbir”, destacou o coordenador da FUP, afirmando que a luta contra a privatização do Sistema Petrobrás tem que ser coletiva, de toda a classe trabalhadora, e que cabe aos petroleiros saírem na frente, com uma grande greve nacional.

O ato foi encerrado com uma marcha ao som do Hino Nacional, onde as delegações de petroleiros do XVII Confup  acompanharam os trabalhadores próprios e terceirizados até as catracas de entrada para a refinaria.

 

Delegações petroleiras de todo o País realizaram na manhã de hoje um grande ato no portão da Refinaria Randulpho Alves, em Salvador, cidade que recebe o XVII Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros). O evento terá abertura solene às 18h30, com participação de lideranças políticas de partidos progressistas e de movimentos sociais.

"A categoria petroleira mais uma vez abre o seu Confup com um ato de luta numa base da Petrobrás. Porque é importante passar para a categoria, tanto próprios quanto terceiros, o que está acontecendo nesse desmonte da companhia e do estado brasileiro. Fazemos isso para tirar os debates dos salões dos congressos e trazermos para a categoria", disse o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel.

Até às 9h30 todos os acessos à refinaria foram fechados. A categoria protestou contra o desmonte da Petrobrás e do estado brasileiro. Na última sexta, 28, a companhia anunciou a oferta de venda de 74 áreas de produção de petróleo em águas rasas, 14 delas na Bacia de Campos. De acordo com o Sindipetro-NF, apenas nesta região o prejuízo anual para a empresa ultrapassará US$ 1 bilhão se as concessões forem vendidas, com estimativa de perda de 10 mil empregos.

A delegação do NF teve uma presença maciça no ato. O coordenador geral do sindicato, Tezeu Bezerra, afirmou que estas atividades serão cada vez mais constantes para impulsionar a categoria petroleira rumo a uma forte reação contra a entrega do patrimônio dos brasileiros. Ontem, durante participação em audiência pública sobre a situação da companhia, na Assembleia Legislativa da Bahia, Bezerra afirmou que os petroleiros e petroleiras devem realizar uma grande greve neste ano.

"O petroleiro é referência em todo o lugar que ele está. Temos que usar isso para levar para a sociedade o que está acontecendo. Nós produzíamos 1,5 milhão de barris de petróleo por dia há 14 anos, hoje estamos em 3 milhões, e isso foi obra nossa, foi trabalho nosso. Em 2015 nós fizemos uma greve histórica, mas foi um ensaio. Paramos no início do movimento 500 mil barris, mas neste ano nós vamos ter que fazer uma bem maior", disse Bezerra.

O coordenador do Sindipetro-BA, Deyvid Bacelar, encerrou o ato também com um chamado à realização de uma grande greve, destacando que o movimento da categoria petroleira deve ser o início de uma greve geral no País. Ele também lembrou o simbolismo da realização do Confup na Bahia.

"É simbólico fazermos esse Confup aqui, onde, em 1938 foi perfurado o primeiro poço de petróleo do País, em Lobato, e onde ainda está em operação o primeiro poço comercial, em Candeias. Foi aqui que, em 1950, entrou em operação a primeira refinaria e, em 1954, foi fundado o primeiro sindicato petroleiro do Brasil", disse Bacelar.

No final do protesto, todas as delegações, ao som do hino nacional, realizaram uma marcha entre o local do ato e a entrada da empresa, para acompanhar o ingresso dos petroleiros e petroleiras no turno de trabalho.

 

[Igor Carvalho / Da CUT] A Câmara dos Deputados  proporcionou mais um espetáculo patético que entrará para a parte triste da história do Brasil. Após Michel Temer pulverizar R$ 2,34 bilhões em emendas parlamentares, entre junho e julho deste ano, 263 deputados votaram favoravelmente ao arquivamento do pedido de investigação de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal (STF), feito pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Outros 227 parlamentares pediram a investigação e 19 se abstiveram.

Com o pedido de investigação barrado na Câmara, Michel Temer só poderá ser julgado na Justiça Comum quando deixar a presidência da República, já que somente com a concordância dos deputados o STF pode julgar um presidente.

Com a galeria fechada para o povo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), iniciou a sessão pontualmente às 9h com a leitura do parecer do relator Paulo Abi Ackel (PSDB-MG), que se manifestou favorável ao arquivamento da denúncia.

Passava das 18h quando Rodrigo Maia começou a chamar os nomes dos deputados para que manifestassem seus votos. Os 171 votos necessários para a obstrução da denúncia foram alcançados após o 286º deputado ser chamado.

 

[Das Imprensas do NF e da FUP] Em fala contundente, nesta tarde, durante audiência pública que discutiu desafios e perspectivas da Petrobrás, na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, em Salvador, o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, afirmou que a categoria petroleira precisará fazer neste ano uma greve ainda mais forte do que a que fez em 2015, quando os trabalhadores pararam a produção contra a agenda de desmonte da companhia.

"O petroleiro é referência em todo o lugar que ele está. Temos que usar isso para levar para a sociedade o que está acontecendo. Nós produzíamos 1,5 milhão de barris de petróleo por dia há 14 anos, hoje estamos em 3 milhões, e isso foi obra nossa, foi trabalho nosso. Em 2015 nós fizemos uma greve histórica, mas foi um ensaio. Paramos no início do movimento 500 mil barris, mas neste ano nós vamos ter que fazer uma bem maior", disse Bezerra.

A plateia da audiência pública é formada em grande parte pelos integrantes da FUP e delegações do XVII Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros), que acontece de amanhã a domingo na capital bahiana.

O coordenador do Sindipetro BA, Deyvid Bacelar, abriu a audiência ressaltou a importância da resistência petroleira ao desmonte do Sistema Petrobrás.

Geranilson Requião, prefeito de Catu, um dos 12 municípios da Bahia afetados pelos desmonte do Sistema Petrobrás no estado, destacou os impactos econômicos e sociais da privatização da empresa. Só em termos de empregos, já foram fechados cerca de dois mil postos de trabalho de empresas que prestavam serviço para a Petrobrás nestes municípios.

O ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, destacou a urgência da sociedade brasileira se mobilizar para impedir a destruição da estatal.

O coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, afirmou que o desmonte da Petrobrás é uma ofensiva dos golpistas para desmontar o projeto de desenvolvimento nacional construído nos governos do PT.

Também são expositores na audiência o secretáro de Desenvolvimento Econômico do estado da Bahia, Jaques Wagner, a integrante da executiva nacional da CUT, Elisângela Araújo, a professora da UFBA (Universidade Federal da Bahia), Marise Carvalho, e o presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado da Bahia, Jonas Paulo.

 

[Atualizado às 19:29]

O Sindipetro-NF recebeu ontem a informação da morte de um trabalhador na Bacia de Campos. Francisco Barros da Silva Neto, cozinheiro da embarcação Skand Amazonas, que por volta das 21h começou a passar mal. O trabalhador foi transbordado (transferido) para a plataforma de PRA-1 onde recebeu cuidados do enfermeiro. No momento estava em processo de reanimação. Após o atendimento na enfermaria de PRA-1 por vídeo conferência com o médico em terra foi solicitado o apoio aeromédico, mas infelizmente na chegada do médico a bordo foi constatado o óbito.

A diretoria do sindicato reitera seus sentimentos à família do companheiro falecido. E manifesta sua insatisfação com as gerências de RH da Petrobras, que somente informaram o fato a instituição após questionamento de denúncia recebida da categoria.

"O NF solicita a todos os trabalhadores que continuem trazendo as denuncias ao sindicato, pois vocês são os nossos olhos e ouvidos!" - afirma o diretor Alexandre Vieira.

Temer está destruindo o Brasil

Agosto 01, 2017 16:32

O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, faz um balanço dos resultados produzidos pelo governo Temer: recessão profunda, desemprego recorde, retorno do país ao Mapa da Fome. Para Vagner, o governo Temer está "destruindo o Brasil" e iludiu aqueles que acreditaram na propaganda da mídia golpista, de que bastava tirar Dilma Rousseff da presidência para o Brasil voltar a crescer.

Leia a seguir a íntegra do artigo:

Quem acreditou no discurso mentiroso dos golpistas de que bastava tirar a Dilma para o Brasil voltar a crescer, gerar emprego e renda, deve estar confuso com as últimas notícias sobre recessão prolongada, desemprego recorde, a volta do país ao Mapa da Fome, como diz Matéria do jornal The Guardian.

O golpe não era só tirar Dilma, era tirar direitos trabalhistas, reduzir programas sociais, voltar ao Brasil de antes de 2002, quando tudo era feito para beneficiar empresários e milionários. A gente cansou de avisar que o golpe era contra a classe trabalhadora e contra o Brasil. Muitos não acreditaram.

Agora estão caindo na real. Desde que o usurpador Temer assumiu a presidência da República, apoiado pelo PSDB de Aécio, Alckmin e Doria, a população não recebeu uma única notícia boa.

A recessão continua fechando postos de trabalho – a última pesquisa do IBGE disse que o país já tem mais de 13,5 milhões de brasileiros desempregados e que os poucos empregos criados são sem carteira assinada, ou seja, sem direitos trabalhistas.

Temer congelou gastos com saúde e educação por 20 anos; reduziu ou acabou com programas sociais; aprovou o fim da CLT e se prepara para acabar com a aposentadoria.

Além do desemprego, a era Temer sufocou os programas sociais e está matando de fome a população mais pobre. Mais de 143 mil famílias retornaram ao Bolsa Família este ano e a fila de espera para receber o benefício tem mais de  525 mil famílias.

A incompetência de Temer também não ajuda muito. Pela primeira vez na história do país, uma empresa opta pela devolução de uma concessão poucos anos depois de vencer a disputa. É isso mesmo.

A concessão do aeroporto de Viracopos está sendo devolvida porque, segundo os empresários há um “descolamento “chocante” entre as projeções de demanda de passageiros e de cargas versus a movimentação efetiva, esvaziada pela crise macroeconômica”.

Se o povo não tem dinheiro nem para comer, como vai andar de avião? Isso só foi possível no governo Lula, que gerou emprego e contribuiu para a melhora da renda. Para voltar a andar de avião, enterrar as reformas de Temer que só beneficiam os patrões que financiaram o golpe e ter nossos empregos de volta, temos de eleger um governo democrático e popular, comprometido com o povo e não com os empresários. Temos de dar um basta a esta farsa!

Imprensa da FUP - Em meio à já acirrada luta para barrar o desmonte das refinarias, os petroleiros enfrentam mais uma grave investida do governo Temer contra o Sistema Petrobrás: a venda de 74 unidades de exploração e produção de petróleo em cinco estados do país. Só na Bacia de Campos, onde estão 14 das áreas anunciadas, a privataria eliminará cerca de 10 mil empregos, o que significará uma perda de receita para a empresa de US$ 1 bilhão anuais, segundo levantamento do Sindipetro-NF.

Não é de hoje que a FUP e seus sindicatos vêm alertando que a missão conferida a Pedro Parente pelos golpistas é privatizar por completo o Sistema Petrobrás e deixar o caminho livre para as multinacionais se apropriarem não só do pré-sal, como de toda a logística e infraestrutura do setor de óleo e gás, que a estatal construiu nessas seis décadas de existência. Esse sempre foi o plano dos grupos políticos e empresariais que apoiaram o impeachment da presidente Dilma e que são os mesmos que tentaram privatizar a empresa no governo Fernando Henrique Cardoso.

No final dos anos 90, após quebrar o monopólio da Petrobrás, o governo obrigou a estatal a entregar 25% das áreas exploratórias para a ANP leiloar. Pedro Parente, além de ministro de FHC, era seu homem de confiança no Conselho de Administração da empresa, onde também aprovou a privatização da Refap, de campos terrestres, das Fábricas de Fertilizantes e de outras refinarias, que só não foram vendidas em função da reação nacional dos petroleiros e da vitória de Lula na eleição presidencial de 2002.

Na época, a justificativa dos entreguistas para que os investidores estrangeiros se apropriassem da Petrobrás era de que a empresa não tinha capacidade de produzir petróleo sozinha. A desculpa agora é de que a petrolífera precisa saldar suas dívidas e, para tentar convencer a sociedade e até mesmo os trabalhadores de que a única alternativa é vender ativos, Parente utiliza as mesmas argumentações estapafúrdias do passado. Quem não se lembra, por exemplo, da falácia de que o pré-sal foi endeusado?

O povo brasileiro precisa se contrapor aos entreguistas, antes que seja tarde demais. Ou a classe trabalhadora intensifica as mobilizações em uma grande reação nacional contra a privatização da Petrobrás, ou estaremos fadados ao que Bertolt Brecht já alertava no início do século passado, em seu famoso poema Intertexto: “Como eu não me importei com ninguém, ninguém se importa comigo”.

Intertexto (Bertolt Brechet)

 

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro


Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

 

 

Essa terça-feira, 1 de agosto, foi mais um dia de resistência petroleira contra o anúncio de venda de 74 plataformas, sendo 14 na Bacia de Campos. Diretores do Sindipetro-NF amanheceram em todos os aeroportos da região realizando trancaços e esclarecendo a categoria sobre a real situação da empresa nesse momento.

Em todos os aeroportos os voos foram atrasados para que a direção pudesse dialogar com os trabalhadores e esclarecer dúvidas. No Farol de São Tomé o movimento segue na parte da tarde. 

"Os golpistas estão cumprindo o papel ao qual foram designados de entrega do patrimônio nacional, de nossas reservas de petróleo e de acabar com a sustentabilidade e soberania de nosso país" , afirmou o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Tezeu avaliou o movimento e disse que a categoria está entendendo o momento e sem dúvida dará resposta a esse governo de Mishell Temer e a gestão golpista de Parente a frente da Petrobrás. "Vamos juntos firmes, porque somos mais fortes!" - comentou.

Imprensa da FUP - Em comunicado feito ao mercado na noite de sexta-feira, 28, a Petrobrás anunciou a privatização de 30 áreas produtoras de petróleo, nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo. Em todos os campos colocados à venda, a estatal é operadora com 100% de participação.  Somente nas concessões de Pescada e Arabaiana, no Rio Grande do Norte, a empresa opera com 65% de participação, pois tem parceria com a Ouro Preto Óleo e Gás. 

É o maior ataque às áreas de produção de petróleo em águas rasas, desde a era privatizante de FHC nos anos 90. Na Bacia de Campos, por exemplo, estão na lista de venda três grandes polos produtores: Pargo (Carapeba, Vermelho e Pargo), Enchova (Bicudo, Bonito, Marimbá, Piraúna, Enchova e Enchova Oeste) e Pampo (Badejo, Linguado, Trilha e Pampo). Outro campo de destaque que será colocado à venda é Merluza, na Bacia de Santos. 

Para barrar o avanço do desmonte comandado por Pedro Parente, a diretoria do Sindipetro-NF fará uma reunião extraordinária na segunda-feira, 31, para discutir formas de resistência. "O ataque, que vinha acontecendo nos campos terrestres, em refinarias e subsidiárias, chega agora às áreas de maior produção, visibilidade e interesse das multinacionais do setor petróleo. Uma ofensiva somente possível em razão da conjuntura de impunidade conferida à Direita brasileira pela Operação Lava Jato e pela cumplicidade do poder judiciário e da grande imprensa", afirma a entidade, em nota divulgada neste sábado, 29.

Os petroleiros estarão reunidos entre os dias 03 e 06 de agosto, em Salvador, durante o XVII Congresso Nacional da FUP, para debater e apontar um amplo calendário de lutas e estratégias de resistência para resgatar o Sistema Petrobrás das mãos dos golpistas, que estão privatizando a empresa a toque de caixa. 

FUP, com informações do Sindipetro-NF e da Petrobrás

Diante dos últimos fatos divulgados pela empresa na sexta passada, quando informou que 14 plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos serão privatizadas, a Diretoria do Sindipetro-NF decidiu realizar hoje, às 20h, uma transmissão ao vivo para esclarecer dúvidas da categoria em relação ao nosso futuro. 

Para a diretoria do NF é importante a categoria saber que a venda proposta pela empresa é com "porteira fechada", ou seja, inclui equipamentos, oleodutos e provavelmente, trabalhadores, como fez com as refinarias.

A transmissão será realizada em nossa página no facebook, clique aqui.

[Sônia Corrêa / Do Portal CTB] Acaba esta semana o recesso parlamentar do Congresso Nacional e o retorno das atividades acontece no dia 02 de agosto, quando está prevista a votação da denúncia de corrupção passiva, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer, no plenário da Câmara dos Deputados.

Durante as duas semanas do recesso, no entanto, as articulações não pararam. Conforme veiculado amplamente, o Palácio do Planalto foi transformado num balcão de negócios, com milhões em liberação de verbas de emendas parlamentares, para livrar Temer a qualquer custo.

Há rumores de que a sessão da Câmara será transmitida, ao vivo, inclusive pela Globo que poderá alterar sua programação. Com isso, os deputados da base do governo temem que o voto em favor de Michel Temer possa comprometer as eleições futuras.

Com a ameaça de o PSDB desembarcar do barco governista, no último sábado, Temer convidou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que também foi delatado pelo dono da JBS, Joesley Batista, para um jantar no Palácio do Jaburu, para assegurar os votos do PSDB. Aécio está afastado da presidência do partido e é a favor de se manter no governo. Já Tasso Jereissati (PSDB/CE), que está na presidência do partido interinamente, quer deixar o governo.

Temer calcula que ganhará a votação na Câmara

Um dos principais articuladores governista, e também investigado pela Lava Jato, o ministro Eliseu Padilha disse que o governo está preparado para seguir em frente sem o PSDB, embora queira que o partido, que também têm denunciados, permaneça na base.

Padilha, que também é tido como um dos grandes “contabilistas” do governo, garante que têm votos suficientes na Câmara para impedir o prosseguimento das investigações contra Temer. Pelos cálculos do governo, aproximadamente 250 deputados deverão votar pelo arquivamento do processo.

Se houver quórum, esse número é suficiente para impedir que Michel Temer seja investigado por corrupção passiva, conforme a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mobilizações pelo Brasil

A Frente Brasil Popular (FBP) está convocando atos nas capitais na próxima quarta-feira (2), dia da votação da denúncia na Câmara. A orientação é que as entidades que compõem a FBP coloquem telões em locais públicos de grande concentração para que a população possa acompanhar a votação. Em Brasília, carros de som estão convocando a população a se concentrar no gramado, em frente ao Congresso, a partir das 17h.

Além disso, é necessário que haja uma grande pressão sobre os deputados, em suas bases eleitorais e por correio eletrônico até o último momento, para assegurar que a investigação contra Michel Temer prossiga no Supremo Tribunal Federal (STF).

Diretores do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) promovem nesta manhã um trancaço nos acessos à base de Imbetiba, em Macaé, em protesto contra o anúncio feito pela Petrobrás, na noite da última sexta-feira, de venda de 74 plataformas em todo o País, sendo 14 delas na Bacia de Campos.

De acordo com a entidade, a privatização destas unidades vai retirar da empresa uma receita de US$ 1 bilhão por ano, além de eliminar cerca de 10 mil empregos. "Estamos aqui em Imbetiba fechando todos os acessos para que a categoria petroleira perceba a gravidade deste anúncio. Precisamos enfrentar esses entreguistas e construirmos uma nova greve geral", afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

O também diretor do sindicato, Rafael Crespo, lembra que a gestão da companhia vendeu dutos e refinarias, e agora "quer entregar a última fatia, a plataformas de produção". Ele alerta que "a luta agora não é por um percentual de aumento, por um benefício, mas pelos nossos empregos".

Para o diretor Antônio Carlos Pereira, mais conhecido como Bahia, "chegou o momento de unir a todos para o embate". Segundo ele, "se nós continuarmos passivos, eles vão vender tudo o que existe de bom nesse País, vão sobrar apenas as migalhas, vamos nos tornar um País de pobres e miseráveis".

O trancaço em Imbetiba começou às 6h e tem previsão de durar até às 9h. Além de Bezerra, Crespo e Pereira, participam os diretores Alexandre Vieira, Benes Júnior, Alessandro Trindade, Sérgio Borges e Valdick Oliveira.

Ainda hoje a diretoria do Sindipetro-NF se reúne em caráter extraordinário para discutir outras formas de luta contra o desmonte da Petrobrás. O assunto também vai ser tratado por representantes de todas as bases do País durante o Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros), que acontece desta quinta-feira, 3, até o domingo, 6, em Salvador.

 

Pagina 6 de 703

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700