Imprensa da FUP - O ato já estava anunciado na rádio, na internet, e nos grupos de celular. Os petroleiros da ativa, aposentados e pensionistas estavam todos convocados. Em caminhada, os jalecos laranja marcharam da Lapa, passando pelo Edifício-Sede da Petrobrás, em sentido da rua do ouvidor. Com medo, as portas da Fundação Petros amanheceram fechadas, nesta quinta-feira (02), com tapumes e seguranças a paisana.

“Este é um ato de repúdio a atual diretoria da Petros. Estão dificultando o trabalho do grupo de trabalho que discute alternativas ao equacionamento do Plano Petros 1. Dificultam o acesso às informações que somente a direção da Fundação detém. Além disso, este ato repudia as demissões de empregados que estão na Fundação há mais de 25 anos e sendo substituídos por outros do mercado financeiro, amigos do rei”, disse Paulo César Martin, diretor da FUP e membro do grupo de trabalho da Petros.

De acordo com ele, os membros da FUP no grupo têm uma alternativa ao equacionamento que está em curso, porém a Petros está sabotando a atuação do GT para apresentação desta alternativa. “Na nossa visão, o equacionamento não foi feito da forma correta, está onerando demasiadamente os participantes e assistidos”.

A proposta dos representantes da FUP no Grupo de Trabalho para alternativa ao equacionamento do déficit do Plano Petros 1, será apresentada amanhã (03) na VII PLENAFUP, durante a reunião da Comissão de Previdência e Saúde.

“A Petrobrás está se lixando para o PP-1”

Resumiu o coordenador licenciado da FUP, José Maria Rangel. De acordo com ele, a empresa junto com a Fundação Petros têm o interesse de que o déficit do Plano Petros 1 cresça, obrigando os participantes a migrarem para o PP-3, de Contribuição Definida criado unilateralmente sem acordo com a Federação. Além de, no futuro, acabar com o PP-2, retirando seu patrocínio.

Rangel também alertou sobre o erro dos trabalhadores que estão aderindo ao Plano de Cargos e Remuneração lançado em julho pela Petrobrás. “Muitos estão aderindo a essa desgraça de Plano em uma atitude irresponsável e individual e esquecem que está em jogo o futuro da companhia. Esse é um laboratório da Petrobras para outras ações que virão. Quem garante que não farão isto com a jornada de trabalho ou com o plano de saúde? Não podemos cair neste engodo da Petrobrás”. 

Alertou também que este é um jogo político em decorrência do golpe em curso no Braisl e que os Petroleiros tem compromisso com a defesa da Petrobrás e do país. “A nossa responsabilidade é entender que nós petroleiros e petroleiras não vivemos em uma ilha. Somos iguais a todos os trabalhadores. Devemos participar com firmeza da defesa da democracia, em defesa da Petrobrás, pelo direito do Presidente Lula de ser candidato. Porque só assim vamos resgatar a nossa dignidade e voltar a andar de cabeça erguida”.

Como as portas da Fundação Petros estava fechada aos trabalhadores na manhã da quinta-feira, os petroleiros marcaram um novo ato para o dia 03, às 7h, no mesmo local. “Nós temos que voltar aqui amanhã. E o presidente da Petros, que não é dono, ele tem que nos receber”, afirmou José Maria Rangel.

Com a participação de petroleiros de todo o país, teve início nesta quarta-feira (01/08), no Rio de Janeiro a VII Plenária Nacional da FUP, com o desafio de construir um amplo calendário de lutas contra a privatização do Sistema Petrobrás e do Pré-Sal e pela retomada do projeto popular democrático que foi desmontado pelo golpe. A VII Plenafup, que tem como tema “Petroleir@s pelo Brasil: Reagir, lutar, vencer”, prossegue até domingo (05), com a presença de cerca de 250 trabalhadores e convidados.

A abertura do evento foi realizada na quadra da escola de samba Paraíso do Tuiuti, que no carnaval deste ano fez um desfile repleto de críticas aos golpistas. A agremiação levou para a Passarela do Samba uma alegoria gigante de Michel Temer caracterizado como vampiro, “manifestantes fantoches” fantasiados de paneleiros com camisetas da CBF, patos da Fiesp controlados pelas mãos gigantes da mídia, entre outros destaques.

A cerimônia contou com a participação de representantes das centrais sindicais – CUT e CTB, das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e de diversos movimentos sociais que têm marchado ao lado dos petroleiros nas lutas em defesa da soberania nacional e pela retomada de democracia, como MST, MAB, MPA, Levante Popular da Juventude, UBES, além da CNQ, do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. Também participaram da abertura da Plenafup o coordenador licenciado da FUP e pré-candidato a deputado federal pelo PT/RJ, José Maria Rangel, e a colombiana Sonia Milena López Tuta, presidente da Fundação Joel Sierra e integrante do Congreso de Los Pueblos Capitulo Centro Oriente.

“Luta de classe é luta política”, afirma o presidente da CUT

Todos os convidados enfatizaram em suas falas que a tarefa primordial da classe trabalhadora organizada e dos movimentos sociais e populares é a eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja candidatura será lançada no próximo dia 15 em Brasília. “A luta hoje é ideológica e política. É nós contra eles (os golpistas). Ou nós os derrotamos ou eles nós derrotam. Luta de classe é luta política, é luta ideológica contra a direita”, ressaltou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Ele ressaltou que o imenso apoio popular à candidatura de Lula é a prova de que os trabalhadores estão vencendo o debate ideológico.  “Eles (os golpistas) achavam que com Lula preso, nós estaríamos derrotados. O Lula sozinho ganha a eleição no primeiro turno. Por isso, eles ficam tentando incutir na cabeça dos trabalhadores que sindicato não é para discutir política, nem disputar eleição, que sindicato é só para discutir emprego, salário e condição de trabalho. Eles sabem que, se a gente não fizer política, eles fazem e mandam na gente. Temos que disputar todos os espaços de representação dos trabalhadores”, afirmou o presidente da CUT.

“O golpe foi dado no Parlamento, com apoio financeiro e da mídia, porque mais de 400 dos 513 deputados federais são bancados pelos empresários. Eleger Lula é essencial, mas para nós derrotarmos os golpistas, precisamos aumentar a quantidade de trabalhadores representados no Congresso Nacional”, ressaltou Vagner, informando que um dos projetos da CUT é a democratização do Congresso Nacional.

 “Estamos diante de dois projetos: civilização ou barbárie”, afirma José Maria Rangel

Em sua saudação aos petroleiros e demais convidados da VII Plenafup, José Maria Rangel, relembrou a trajetória de lutas da categoria petroleira, ressaltando que FUP sempre teve a coragem de defender Lula em todos os seus fóruns. “Nós nunca tivemos vergonha de dizer qual é o nosso lado, pois sempre soubemos que estávamos vivendo o tempo todo uma luta de classes”, ressaltou.

José Maria destacou que o povo brasileiro está diante de dois projetos políticos radicalmente opostos nas eleições deste ano. “Ou será a civilização ou será a barbárie. Porque o que está aí, sem referendo do voto popular, retirando direitos da classe trabalhadora, aumentando a miséria e a fome, entregando o nosso patrimônio público, imagine o que esses caras podem fazer se eles forem legitimados pelo voto, nessas eleições? Eles vão acabar de entregar o nosso país”, afirmou José Maria, lembrando que os petroleiros são decisivos nesta disputa.

“A Petrobrás está no centro do golpe e nós petroleiros jamais nos furtamos de enfrentar os golpistas. Por isso nossa categoria é respeitada em todo o país. Fomos os primeiros a entender o que estava em jogo, a denunciar e a enfrentar o golpe”, ressaltou o coordenador licenciado da FUP, destacando que a VII Plenafup será fundamental para reafirmar o compromisso de luta da categoria.

 “A história da nossa camisa é a história da nossa resistência”, afirma Simão Zanardi

 O coordenador em exercício da FUP, Simão Zanardi Filho, iniciou sua fala, com uma saudação ao ex-presidente Lula, reafirmando a solidariedade dos petroleiros e o apoio da categoria à sua candidatura por entender que ele é um preso político do golpe que foi dado no país. Ele destacou a importância do jaleco laranja dos petroleiros ter se tornado símbolo de resistência nas jornadas de lutas da classe trabalhadora em defesa da soberania, da democracia, contra o golpe e contra a prisão política de Lula.

“Nos orgulhamos de sermos uma grande brigada laranja nessas lutas. Essa camisa tem muita história para contar e a história dessa camisa é hoje a história da resistência dos petroleiros contra o golpe. Nós demos um passo importante ao reafirmar que Lula é nosso candidato, daremos um passo mais importante que é reeleger Lula e depois disso teremos uma missão que é fazer Lula governar porque as forças da direita não querem Lula candidato”, ressaltou Simão.

Ele lembrou que a categoria irá discutir na VII Plenafup estratégias de luta contra a privatização e contra o golpe, que passam por deliberações que serão fundamentais para o futuro não só dos petroleiros, como da classe trabalhadora como um todo. “As mobilizações dos dias 10 (Dia do Basta) e 15 de agosto (Ocupa Brasília para lançamento da candidatura de Lula) serão as primeiras das grandes lutas que os petroleiros travarão nesse segundo semestre”, afirmou Simão

O Sindipetro-NF recebeu informações do SMS da Petrobras que um trabalhador caiu no mar por volta das 15h30 do dia 31, na plataforma de Garoupa (PGP-1). Seu resgate foi rápido e o montador de andaime da Imetame foi encaminhado lúcido para a enfermaria da unidade. 

No mesmo dia, o trabalhador foi desembarcado para avaliação médica. A causa do acidente será investigada e o Sindipetro-NF irá cobrar sua participação na Comissão.

Na terça 31, por volta das 17h30  um incêndio atingiu a U-207 na Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB) e segundo trabalhadores as chamas foram tão altas que podiam ser vistas a 500m de distância do local. Meia hora antes , uma série de quedas de energia elétrica fez com que o sistema de ar comprimido caísse e, em seguida, todas as plantas da unidade.

Não houve vítimas. O combate ao incêndio  no galpão de compressores da Unidade de Recuperação de Líquidos foi realizado pela Brigada própria de Cabiúnas e pelos Bombeiros, que até às 22h de terça faziam a manutenção do controle das chamas.

Segundo informações dos trabalhadores, por causa da queda do ar comprimido, alguns anéis do sistema tiveram seus canhões acionados simultaneamente, o que baixou a pressão da água e, com isso as bombas não conseguiram manter em funcionamento. 

Na quarta, 1, aconteceu uma reunião de CIPA ordinária e hoje, 2, acontece uma reunião extraordinária específica para tratar do incêndio. O NF solicitará a participação na Comissão de Investigação do acidente, caso seja implantada.

Também foram denunciados pelos trabalhadores vários desvios que agravaram a situação, provocado por sucateamento de válvulas, operação de válvulas pneumáticas com falhas e com abertura fechadas. Na avaliação do sindicato esses fatos estão relacionados aos sucateamento que o governo golpista tem imposto à Petrobrás e subsidiárias com o intuito de privatizar a empresa e entregá-la fatiada ao mercado internacional.

O Sindipetro-NF solicita aos trabalhadores que tenham mais informações do ocorrido que repassem ao NF através do e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Por conta do incêndio a Unidade ficou parada até a noite de ontem.

Unidade de Cabiúnas

Um dos maiores terminais de processamento de gás natural do país, Cabiúnas recebe gás das plataformas de produção das bacias de Campos e Santos, trata e distribui por meio de gasodutos para indústrias, usinas térmicas e distribuidoras de gás.

A Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas é o maior polo processador de gás natural do Brasil, ponto de entrada no continente do gás da Bacia de Campos. Também recebe parte do gás do pré-sal da Bacia de Santos, escoado pelo Gasoduto Rota 2 Cabiúnas, com seus sete sistemas de tratamento e processamento, que recebem cerca de 25 milhões de metros cúbicos de gás por dia. Cerca de 37% do gás do pré-sal passa por Cabiúnas,

A direção da FUP e seus sindicatos filiados - Em uma das mais difíceis conjunturas política e econômica da história do país, os petroleiros reúnem-se entre os dias 01 e 05 de agosto, no Rio de Janeiro, para deliberar sobre questões fundamentais para o futuro da categoria. Com o tema “Petroleir@s pelo Brasil: Reagir, Lutar, Vencer”, a VII Plenária Nacional da FUP (Plenafup) será realizada na região da Lapa, no Centro histórico da capital de um dos estados mais afetados pela entrega dos campos de petróleo e pelas privatizações no Sistema Petrobrás. O setor naval fluminense, que chegou a empregar cerca de 30 mil trabalhadores em 2014, hoje gera menos de oito mil postos de trabalho.

Em tempo recorde, os golpistas conseguiram desmontar o projeto nacional de soberania e de desenvolvimento, que tinha a Petrobrás e o Pré-Sal como principais alicerces. Não faz muitos anos, a petrolífera brasileira despontava entre as maiores empresas de energia do planeta e o Pré-Sal era tido como o passaporte que garantiria o futuro do país. Hoje, a estatal está sendo esfacelada e privatizada a toque de caixa, enquanto a maior descoberta de petróleo da atualidade é entregue de bandeja às multinacionais.

Frear o desmonte da Petrobrás e a retirada de direitos

Com uma greve por tempo indeterminado aprovada nacionalmente, os petroleiros discutirão na VII Plenafup alternativas de resistência ao desmonte promovido pelos golpistas. A reconquista do Estado Democrático permeia a defesa dos direitos da classe trabalhadora e da soberania nacional. Os petroleiros, assim como outros trabalhadores de empresas estatais, enfrentam as privatizações e uma avalanche de ataques a direitos, que colocam em risco a manutenção dos empregos, a Petros, a AMS e o próprio Acordo Coletivo, através de ações unilaterais da gestão da Petrobrás, como o PCR e o O&M.

Solenidade de abertura será na quadra da Tuiuti

A quadra da escola de samba Paraíso do Tuiuti será palco da solenidade de abertura da VII Plenafup, na noite da próxima quarta-feira, 01/08. Os petroleiros não poderiam ter um local mais inspirador para iniciar os debates políticos que darão o tom desta plenária. A escola de samba do bairro operário de São Cristóvão, na Zona Central do Rio, surpreendeu o país no carnaval deste ano com um enredo repleto de críticas ao golpe.

Com o enredo “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”, a agremiação questionou os 130 anos da Lei Áurea e denunciou a atual escravidão criada pelas reformas trabalhista e da Previdência. Uma alegoria gigante de Michel Temer caracterizado como "vampiro" desfilou pelo Sambódromo, ao lado de “manifestantes fantoches” fantasiados de paneleiros com camisetas da CBF e de patos da Fiesp controlados pelas mãos gigantes da mídia.

O samba-enredo, considerado um dos melhores do ano, caiu no gosto popular com refrãos emocionantes, como “Não sou escravo de nenhum senhor/Meu paraíso é meu bastião/Meu Tuiuti, o quilombo da favela/ É sentinela na libertação” e “Meu Deus, meu Deus/Se eu chorar, não leve a mal/Pela luz do candeeiro/Liberte o cativeiro social”.

A escola conquistou o segundo lugar e promete para o carnaval de 2019 mais críticas ácidas, com o enredo “O Salvador da Pátria”, que contará a história do bode Iôiô, eleito vereador em Fortaleza, nas eleições de 1922, em um protesto feito pela população. “Vendeu-se o Brasil num palanque da praça/E ao homem serviu ferro, lodo e mordaça…/Vendeu-se o Brasil do sertão até o mangue/E o homem servil verteu lágrimas de sangue/Do nada um Bode vindo lá do interior/Destino pobre, nordestino sonhador/Vazou da fome, retirante ao Deus dará/Soprou as chamas do dragão do mar”, diz o samba divulgado recentemente pela Tuiuti e que dá pistas do que está por vir.

 Fonte: Imprensa FUP 

Rede Brasil Atual - A taxa média de desemprego no país ficou em 12,4% no trimestre encerrado em junho, abaixo de março (13,1%) e de igual período de 2017 (13%), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE. Mas, a exemplo de levantamentos anteriores, o emprego formal não cresce, e o que traz alguma redução à taxa é, principalmente, o trabalho informal e por conta própria, além dos empregadores, já que o emprego com carteira assinada não avança.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira (31), o número de desempregados foi estimado em 12,966 milhões. São menos 723 mil em três meses (-5,3%) e menos 520 mil em um ano (-3,9%). O total de ocupados, 91,237 milhões, cresceu 0,7% (657 mil) e 1,1% (1,001 milhão), respectivamente.

Mas o total de empregados com carteira no setor privado (32,834 milhões) ficou estável no trimestre e caiu 1,5% em 12 meses: menos 497 mil vagas formais. Já o total de empregados sem carteira (10,989 milhões) aumentou 2,6% (276 mil) e 3,5% (367 mil).

O de autônomos (23,064 milhões) ficou estável na comparação com março e subiu 2,5% em relação a junho do ano passado, com acréscimo de 555 mil (2,5%), com destaque para os que têm CNPJ (7,5%). Já no setor público, o emprego sem carteira aumentou mais do que o formal. A pesquisa mostra ainda crescimento do número de empregadores em 12 meses (mais 176 mil, 4,2%), principalmente sem CNPJ (10,5%). Esse grupo soma 4,367 milhões.

Entre os setores, a maioria ficou estável do primeiro para o segundo trimestre. Dois tiveram crescimento na ocupação: indústria e administração pública, que inclui saúde, seguridade e educação. Em relação a junho de 2017, a situação se repete, com pequenas variações na maior parte dos casos e altas em administração pública e algumas áreas de serviços, como cultura, esporte e reparação de equipamentos de informática.

Estimado em R$ 2.198, o rendimento médio ficou estável nas duas bases de comparação, com queda no trimestre para o trabalhador doméstico. O mesmo aconteceu com a massa de rendimentos, que somou R$ 195,7 bilhões.

 

Imprensa da FUP - Em defesa do Fundo de Pensão, Plano Petros 1, a Federação Única dos Petroleiros está convocando um grande ato em frente a Fundação Petros, no Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira (02/08), às 7h. O ato faz parte da agenda da VII Plenária Nacional da FUP, que acontece na cidade entre os dias 1 e 5 de agosto.

A FUP integra o Grupo de Trabalho que discute alternativas para o Plano de Equacionamento do Déficit (PED).

Para o diretor da Federação e representante da FUP no GT, Paulo César Martin, é de extrema importância o trabalho conjunto do grupo. De acordo com ele, “as pessoas estão com imensas dificuldades para fazer esses descontos e está desorganizando as finanças de milhares de participantes e assistidos do plano Petros. É preciso estudar uma alternativa que não afete tanto a vida dos petroleiros”.

Os participantes do VII PlenaFUP sairão do hotel Vila Galé, na Rua do Riachuelo, em caminhada para a sede da Fundação Petros às 6:30h da manhã.

A direção da FUP convida todos os petroleiros, da ativa e aposentados e pensionistas para participarem deste grande ato em defesa do Fundo de Pensão PP-1, e ir vestindo o tradicional jaleco laranja.

A Diretoria Colegiada do Sindipetro-NF se reúne durante todo o dia de hoje, na sede da entidade em Macaé. Em razão da reunião, não poderão ser realizados os contatos dos diretores e diretoras com a categoria nos aeroportos e bases administrativas da região.

O sindicato tem atuado nas últimas semanas com agenda intensa de atividades contra o PCR da Petrobrás, contra os efeitos do Golpe de 2016 sobre os direitos trabalhistas e sociais, contra a entrega da Petrobrás, entre outras pautas da luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

Imprensa da FUP - Um mês após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenar a Petrobras nas Ações Trabalhistas de RMNR em que os sindicatos denunciam os gestores da empresa por violar adicionais de origem legal e Constitucional, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, suspendeu a decisão.  O julgamento no TST, realizado no dia 21 de junho, foi uma importante vitória para os petroleiros, pois tornou sem efeito os argumentos da Petrobras para justificar as distorções remuneratórias que criou ao não reconhecer devidamente os riscos a que estão expostos os trabalhadores de áreas operacionais.

Leia também: RMNR: Toffoli contra o Pleno do TST

A decisão do TST padronizou a interpretação legal em torno desta questão, após uma longa e árdua batalha judicial travada pelos petroleiros há pelo menos dez anos. Agora, alegando uma inconstitucionalidade inexistente, a Petrobras recorreu ao STF para tentar reverter no tapetão a decisão proferida pelos ministros do TST. A liminar expedida por Dias Toffoli, que nem se deu ao trabalho de ouvir os petroleiros ou sequer consultar o próprio TST, é provisória. Mas o relator da ação é o ex- ministro de Temer, Alexandre de Moraes, o que já coloca sob suspeita o tom do julgamento que o STF pode dar ao recurso da Petrobras.

“O que está em jogo neste julgamento no STF é o direito dos trabalhadores de ter uma remuneração diferenciada por estarem expostos a meio ambientes nocivos. Um petroleiro que trabalha numa plataforma, por exemplo, em ambiente confinado, exposto a riscos Quimicos, Físicos e Biológicos, operando equipamentos de alto risco, não pode ganhar igual a um trabalhador que está num prédio administrativo”, afirma o coordenador da FUP, Simão Zanardi Filho.

“Se os petroleiros perderem esta causa, perde toda a classe trabalhadora e ganham os patrões. O TST já pacificou no pleno que os adicionais legais, como os de Periculosidade, Noturno, Confinamento, entre outros, não podem ser comprimidos na remuneração mínima criada pela Petrobras”, declara Zanardi, explicando que “a indenização aos trabalhadores é resultado desta supressão dos adicionais por mais de uma década”. 

“A empresa tem que respeitar a diferença entre os meio ambientes de trabalho, pois a nocividade do ambiente expõe o trabalhador ao risco”, afirma o coordenador da FUP.

 

 

Rede Brasil Atual - Aprisionados em "modelos econométricos" cada vez mais distantes da realidade social, economistas liberais continuam aferrados à ideia de cortar gastos como unica alternativa possível para garantir o equilíbrio das contas públicas, sem levar em consideração o impacto dessas políticas de austeridade no dia a dia das pessoas. Em entrevista à Rádio Brasil Atual nesta segunda-feira (30), o economista Luiz Gonzaga Belluzzo critica o que chama de "viralatice fiscal" que não só não conserta como aprofunda os efeitos da crise, principalmente sobre os mais pobres, submetidos a empregos precários e obrigados a recorrerem a bicos para complementar a renda. 

"A economia – isso deveria ser banal – deve servir à vida das pessoas. É claro que há restrições, mas cada vez menos. A economia das novas tecnologias, se funcionassem direito, seria uma forma de superar a escassez. Só que essa possibilidade de garantir a oferta de bens para todos é bloqueada por relações sociais que fazem com que uns se apropriem dessa abundância toda, em detrimento de outros", diz Belluzzo, que na entrevista detalhou aspectos do artigo A desumanização da economia, publicado na revista CartaCapital.

"Estou falando em desumanização porque, na verdade, os modelos econômicos dizem que o Estado não pode gastar, o que é uma mentira deslavada. Nessa hora, deve-se arrumar um jeito de gastar, visando ao aumento do emprego, dos salários e da renda das empresas. O que estamos assistindo é uma ortodoxia um tanto burra, porque é desnecessária. A economia está com capacidade ociosa, as empresas querendo aumentar o seu faturamento e não podem", explica o economista.

"O caso do Meirelles (ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do MDB à Presidência), por exemplo, é patético. Eles todos são patéticos. Ficam dizendo que a economia vai crescer, enquanto fazem tudo errado. Isso é a desumanização da economia. Eles não pensam nas pessoas que estão sofrendo", critica Belluzzo.   

Em vez de insistir em cortar gastos que impactam na redução da renda e no aumento do desemprego para o conjunto da população, o economista defende a criação de um pacote de investimentos, principalmente em obras públicas, que tem "capacidade multiplicadora". Políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família e as aposentadorias, também têm o efeito de aumentar o consumo, criando empregos e reduzindo as desigualdade, afirma o economista. 

Belluzzo usa a construção de uma barragem para ilustrar como o investimento em obras públicas pode contribuir para destravar a economia, além de melhorar a vida das pessoas. Essa mudança de orientação na política econômica traria como resultado o aumento do emprego formal, e colabora inclusive para o equilíbrio fiscal, já que com a economia aquecida, aumenta também o pagamento de impostos. 

"Numa obra como essa, contratam-se trabalhadores, que vão gastar a renda que recebem. Ao mesmo tempo, fazem-se encomendas de equipamentos etc., o que também faz com que as empresas fornecedoras contratem mais trabalhadores. Isso é o chamado efeito multiplicador. Aumenta-se assim a capacidade de consumo como um todo, o que atrai investimentos. As empresas fornecedoras de máquinas, equipamentos e serviços vão alargando o espaço de circulação da renda."

Imprensa do Sindipetro Bahia - Pedro Batista Barbosa Filho, o querido "Peu da CUT", não está mais entre nós. Peu nos deixou de forma abrupta, um infarto fulminante o levou, na manhã desta segunda-feira, 30 de julho. O enterro do companheiro será nesta terça- feira (31), às 10h30, no Cemitério do Campo Santo (Federação).

Diretor do Sindipetro Bahia e militante atuante, Peu sempre esteve presente nas principais lutas da categoria petroleira e também naquelas em defesa de um Brasil mais justo, igualitário e democrático.

Aposentado da FAFEN, entrou para a diretoria da entidade na primeira gestão do Sindicato dos Químicos e Petroleiros. Foi também diretor da CUT Bahia durante muito tempo, onde realizou um excelente trabalho relacionado às questões raciais, denunciando o racismo e propondo políticas afirmativas.

Presidente da Nona Zonal do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, Peu era bastante conhecido pelo trabalho que realizava nessa área e estava sempre ao lado da juventude, nas atividades promovidas pela Frente Brasil Popular.

Um homem forte, que gostava de praticar esportes, reunir a família e os amigos para festejar a vida. No dia 18 de abril fez 70 anos e externou, para os mais chegados, planos para um futuro, que, infelizmente, foi interrompido.

A diretoria do Sindipetro Bahia não tem palavras para externar o quanto sente essa grande perda - um companheiro tão valoroso. À família de Peu desejamos serenidade para atravessar esse momento de dor.

Para tod@s nós, além da saudade, fica o belo legado de luta que Peu nos deixa e a certeza de que ele estará, sempre, presente em nossas mentes e corações.

NOTA DO NF - A diretoria do Sindipetro-NF lamenta a perda do companheiro, que mesmo aposentado sempre foi muito atuante nas lutas da categoria petroleira, atualmente em relação ao equacionamento da Petros agora. 

Se solidariza à família do companheiro, nesse momento de perda imensurável!

Peu da CUT, PRESENTE! 

 

O movimento sindical do Norte Fluminense promove hoje, na sede do Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes, às 17h, a plenária de construção do Dia do Basta na região. O Sindipetro-NF participará da plenária, representado pelo diretor Sérgio Borges.

O Dia do Basta, que será realizado em todo o País no próximo dia 10, está sendo chamado por centrais sindicais e movimentos sociais em defesa do emprego, da aposentadoria e dos direitos dos trabalhadores.

A sede do Sindicato dos Bancários de Campos fica na rua Marechal Floriano, 129, no Centro de Campos dos Goytacazes.

Entre as centrais sindicais, convocam o ato a CUT, a CTB, a CGTB, a CSB, a CSP Conlutas, a Força Sindical, a Intersindical, a NCST Nova Central e a UGT.

 

 

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