Em reunião com a gerência da atividade de inspeção de equipamentos da Petrobrás, na última sexta, 3, o Sindipetro-NF solicitou o aumento do número de diretores sindicais nas auditorias externas do Spie (Sistema Próprio de Inspeção de Equipamentos). A entidade foi representada pelo diretor Raimundo Teles.

O NF também cobrou uma definição sobre como a UO-Rio vai disponibilizar, para consulta do sindicato, documentos previstos na NR-13. Foram abordados ainda na reunião temas como os impactos do PIDV (Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário), a participação no POB fixo da plataforma, as movimentações de profissionais entre plataformas (rodízio), a carga de treinamentos, o controle de frequência e o papel da inspeção.

Ficou acordado na reunião que haverá a participação de um representante sindical nas vídeos-conferências que a gerências realizam com os técnicos embarcados. O critério adotado será o mesmo que define a participação sindical nas reuniões de Cipa: três por ano, nos meses de fevereiro, julho e novembro.

"A reunião foi muito positiva, consolidando a intenção de se buscar soluções para impasses através do diálogo", afirma Teles.

 

Da Imprensa da FUP - A FUP realizou nesta sexta-feira, 03, sua primeira reunião com a Petrobrás para discutir a proposta da empresa de redução de jornada com redução de salário para os trabalhadores do regime administrativo vinculados ao horário flexível. A Federação deixou claro que o objetivo desse debate específico na Comissão de Regimes de Trabalho é garantir regras transparentes e consensuadas com as entidades sindicais, de forma a preservar os direitos dos trabalhadores e garantir que a mudança na jornada seja de fato opcional e não se transforme em mais uma ferramenta de assédio e pressão por parte dos gestores.

Os sindicalistas também expressaram sua preocupação com a possibilidade da empresa utilizar esse precedente no futuro para alterar outros regimes de trabalho ou privilegiar quem não se enquadre dentro das regras acordadas. Por isso, as direções sindicais ressaltaram a importância de se discutir com cautela a proposta da Petrobrás para que as mudanças sejam estabelecidas de comum acordo, garantindo, assim, estabilidade e segurança aos trabalhadores.

Neste sentido, a FUP propôs que as reuniões sobre esse tema sejam realizadas todas as quintas-feiras e reafirmou que ao final de cada rodada de negociação, os pontos que forem avançando na discussão, sejam fechados de forma consensuada. A Petrobrás concordou e iniciou o debate apresentando o escopo de sua proposta, esclarecendo as dúvidas e preocupações das direções sindicais.

A próxima reunião ocorrerá no dia 09. A FUP propôs que as rodadas sejam realizadas de forma intercalada nas sedes da empresa e da Federação. Os representantes da Petrobrás irão avaliar essa cobrança.

Horas extras gerenciáveis

A FUP cobrou que a Petrobrás apresente o mais rápido possível um estudo detalhado sobre as horas extras gerenciáveis, uma caixa preta que precisa ser aberta, já que, só em 2015, a empresa gastou mais de R$ 1 bilhão com horas extraordinárias que são controladas e geridas exclusivamente pelas gerências. As direções sindicais também deixaram claro que o debate com a empresa sobre horas extras terá como base o quantitativo e não os percentuais de acréscimo. A Petrobrás informou que discutirá essa questão com a FUP mais à frente.

 

O SidipetroNF orienta, aos trabalhadores e trabalhadoras da Perbrás, o que as atas das assembleias realizadas nos últimos dias não sejam enviadas pra gerência da empresa. Essas atas pertencem ao Sindicato e aos trabalhadores e não devem, de forma alguma, serem disponibilizadas para a gestão. 

Leonardo Ferreira, Coordenador do Setor Privado do NF, comentou que chegou a receber uma ligação da gerência mas que negou com veemêcia o envio das respectivas atas. 

"Hoje a tarde recebi a ligação de uma gerente da Perbrás de Macaé pedindo que o sindicato enviasse as atas e listas de votação, pois, alega ela, que os outros sindicatos enviam essa lista. Fui taxativo ao dizer que o NF não fornece lista de votação pra gerentes, nunca forneceu e nem vai fornecer."

Leonardo reiterou, ainda, que a Perbrás deve voltar a mesa e que nenhum tipo de assédio será tolerado. "A proposta da Perbrás esta rejeitada e agora a empresa deve voltar pra mesa de negociações com uma nova proposta que contemple os anseios da categoria. E qualquer indício de assédio por parte dos gestores, por conta da rejeição da proposta, iremos denunciar a empresa aos órgãos competentes. Já fizemos isso quando ela reteve carteiras de trabalho no passado e caso seja necessário não hesitaremos em fazer novamente".

A proposta da Perbrás foi rejeitada por ampla maioria nas assembleias que se encerraram nessa sexta feira.

O Sindipetro-NF realiza na próxima segunda, 6 de fevereiro, às 19 horas, na sede do sindicato em Macaé uma reunião com os trabalhadores  do administrativo com horário flexível na Petrobrás. 

A intenção do sindicato é definir propostas com o grupo, que serão levadas para a Comissão de Regime de Trabalho, que debaterá a redução de jornada do administrativo com redução de salário.

“É importante que os interessados compareçam para que sejam definidas propostas de interesse do grupo” - diz o diretor Rafael Crespo.

O Sindipetro-NF fica na Rua Ten. Rui Lopes Ribeiro,257 - Centro de Macaé

 

Na semana que completa um ano da morte do companheiro Luiz A. Cabral, vítima de acidente fatal na Reduc, a FUP e os representantes dos sindicatos filiados se reuniram com a Comissão de SMS da Petrobrás nesta quinta-feira, 02/02, no Rio de Janeiro. Os representantes da empresa deixaram claro a predominância da lógica punitiva na condução da garantia da segurança, enquanto a Federação cobrou medidas de solução para questões preocupantes que obstruem a segurança dos trabalhadores, como a ausência de restrições de acesso aos tanques, questões sobre as permissões de trabalho, tratamento de conduta de SMS, insegurança nas faixas de dutos da Transpetro e a questão do relatório de acidente fatal na Araucária Nitrogenados.

A FUP se mostra estritamente contrária à punição desenfreada, sendo essa estratégia uma quebra da lógica para a prevenção de acidentes, já que o risco da penalidade gera ocultação e subnotificações de acidentes. No entanto, a Petrobrás defende a lógica da punição, inclusive com a construção do slogan “apurar, para punir”, sem diálogo com os trabalhadores. O próprio gerente da Petrobrás chegou a dizer que a FUP deveria utilizar seu direito de recusa, escancarando a lógica perversa da empresa de lidar com as situações cotidianas que envolvem a segurança dos trabalhadores.

Durante a reunião, a FUP levou a questão da insegurança sobre a permanência de atividades realizadas por trabalhadores nos tanques. Segundo o diretor do Sindipetro Caxias, Simão Zanardi, o teto não é um posto de trabalho, e, assim, a rotina deve ser substituída para que o trabalhador não tenha que subir no teto. Para isso, é necessária a criação de um sistema de medição local, que não obrigue o trabalhador a subir no tanque para executar funções, com o retorno das réguas de medição lateral, tomadas de amostragem no tanque para evitar a exposição do trabalhador e a instalação de bombas de dosadoras para aplicação dos produtos químicos. Até essas medidas serem colocadas em prática, é preciso que o trabalho nos tanques seja realizado em dupla, como uma forma de suporte durante a jornada.

Sobre as Permissões de Trabalho, a FUP denunciou a concessão de autorizações prévias, que geram problemas nas listas de verificação e no conhecimento de situações críticas. A pré-emissão também causa acidentes e gera insegurança no ambiente de trabalho. Além disso, a federação questionou o alto número de PTs liberadas, que tornam impossível o acompanhamento em todos os postos de trabalho, e a grande pressão nos trabalhadores, que se veem obrigados a correr pela redução do tempo perdido. Para o diretor da FUP e do Sindiquímica Paraná, Gerson Castelano, a PT deve ser tratada como questão de segurança, não como questão de produtividade, como conduz a empresa.

Ao apresentar a insegurança nas faixas de duto da Transpetro, a FUP fez questão de relatar os incidentes de furto, que geram ainda mais problemas aos trabalhadores, que estão expostos na faixa, e à própria sociedade, que está sujeita a um grande acidente em duto, que pode pactuar em morte.

Quando o tratamento de conduta de SMS foi debatido, os representantes da Petrobrás apresentaram medidas que estão supostamente sendo realizadas pela empresa, para garantir o bem-estar dos trabalhadores. Porém, ao ouvirem a proposta da FUP de admissão de representantes sindicais para participação nos grupos de ações, os representantes da empresa se esquivaram e afirmaram que seriam necessárias reuniões internas. Da mesma maneira, eles evitaram formalizar em documento as atividades exercidas pela comissão de SMS da Petrobrás.

Durante a reunião, a empresa apresentou o relatório do acidente em Araucária, ocorrido em 17/10/2016. Já a federação levou suas cadernetas, que serão entregues aos trabalhadores e servirão para o relato de acidentes durante a jornada de trabalho.

Nós, da FUP, acreditamos que o trabalhador deve ser ouvido sempre. A questão de segurança deve ser tratada de forma pedagógica, para ser aprendida e apreendida na rotina de cada companheiro. Quando ocorre um acidente, os culpados somos todos nós. E assim, no coletivo, vamos dialogar, trocar informações e lutar pela segurança e bem-estar de todos os trabalhadores. 

 

FUP

Para não deixar dúvidas: a CUT não senta à mesa com o ilegítimo Michel Temer para negociar as reformas da Previdência e trabalhista porque não nasceu para discutir retirada de direitos.  


A afirmação do presidente nacional da Central, Vagner Freitas, em entrevista ao jornalista Luiz Carvalho durante reunião da Direção Executiva Nacional, em São Paulo, reforça a ideia de que a organização não cairá na armadilha de referendar ataques à classe trabalhadora. Para ele, Temer tem uma missão a cumprir, agradar os financiadores do golpe que quererem trocar o Estado para todos pelo privado para poucos.

Em entrevista ao Portal, Freitas diz ainda que a CUT apoiará a greve de professores marcada para o 15 de março e proporá às demais centrais que este seja um Dia Nacional de Paralisação contra o roubo de direitos e o ataque às aposentadorias.

Confira a entrevista.

A CUT já deixou claro que é contra a reforma da Previdência. Mas, se for chamada, aceita negociar com Michel Temer?
Vagner Freitas– Eu não consigo imaginar qual o adendo que faríamos para que essa proposta não fosse prejudicial ao trabalhador. O Temer não está fazendo reforma, está acabando com a aposentadoria. Vamos negociar o que? Que não coloque a necessidade de 49 anos de contribuição, mas 45? Que os rurais não trabalhem 15, mas 14 anos? Tudo isso é paliativo, o que está por trás da reforma é o interesse dos setores privados em controlar um mercado altamente rentável. Não existe possibilidade de a CUT discutir isso, o que pode fazer é apresentar um substitutivo no Congresso para a sociedade com o que entende que precisa melhorar.

O Temer é um golpista, interventor, não foi eleito e, portanto, não tem compromisso com as consequências dos atos que toma. Não importa quanto tempo ficará no cargo, ele precisa cumprir uma tarefa e essa tarefa é nociva demais aos trabalhadores. Isso não significa que só vamos negociar com quem temos afinidade, mas o governo em exercício é um golpe, ainda vivemos sob um Estado de exceção. Temos que retomar a democracia, sair o Temer e termos eleições diretas para deixarmos a crise econômica que é gerada por crise política.

O Temer rasgou a Constituição, o Estado de direito, quer rasgar a CLT e eu não posso dar guarita para isso. O ilegítimo não é a CUT negociar com o Temer, o ilegítimo é o Temer.

[QUOTE]

E o que precisa melhorar?
Vagner Freitas – Precisa combater a sonegação, cobrar das empresas que não pagam e, principalmente, enxergar a questão de maneira macro. Não tem como sustentar a Seguridade Social sem reaquecer o mercado de trabalho. Ou você tem propostas de geração de emprego ou não renova o sistema. Precisamos de políticas que combatam o desemprego, a rotatividade, que incentivem a formalização da juventude. A discussão sobre a reforma da Previdência não se encerra nela mesma.

Mas não consigo imaginar que essas mudanças possam ser feitas a partir da proposta do Temer, porque o conceito dele é algo muito distante do que defendemos.

As centrais sindicais não podem entrar no canto da sereia que ele deseja, de discutirem e acabarem homologando a retirada de direitos dos trabalhadores. Como este governo não tem nenhum compromisso com a classe trabalhadora, porque não foi construído por ela, mas contra ela, e como quem financiou o golpe colocou como preço justamente levar a Previdência, eu não posso me enfiar nisso.

Os rentistas não deram um golpe para que o Banco do Brasil e a Caixa, portanto, o Estado, continuassem a ter 50% do mercado. E agora precisam concluir o golpe, precisam transformar Previdência em PGBL(Plano Gerador de Benefícios Livres – Previdência privada)  ou similares.

Por exemplo, a PEC 55 (que limita gastos com serviços públicos como saúde e educação por 20 anos) vira letra morta se não aprovarem a reforma previdenciária.

A reforma da Previdência sabota o país, porque deixa de gerar riqueza no município, muitas das pequenas cidades dependem dos valores que os aposentados recebem. Tem de perguntar aos vereadores, prefeitos, lideranças das associações comerciais que não terão para quem vender seus produtos se concordam com isso.

Se as empresas estavam quebrando antes, está pior ainda, porque não podem contar sequer com o BNDES ((Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que está sendo desestruturado para que os empresários tenham de recorrer ao Bradesco e outros bancos privados.

Há expectativa sobre como a CUT responderá em 2017 ao golpe. Já há uma agenda de lutas definida?
Vagner Freitas – Ao longo de 2016 nós alertamos aos trabalhadores que iam perder os direitos, a aposentadoria e agora o governo ilegítimo de Michel Temer propõe exatamente isso. Ou o trabalhador participa em dia 15 de março do Dia Nacional de Paralisação e do início da greve dos professores, se manifesta, vai às ruas ou pagará o preço.

A agenda começa no dia 15, mas teremos um ano de muita mobilização. A reforma trabalhista também bate na porta, uma proposta que aumenta jornada de trabalho semanal, quer o contrato temporário, o contrato intermitente, em que o trabalhador aguardará ser chamado sem receber por esse tempo de espera.

E ainda estão querendo adotar a negociação do contrato de trabalho enquanto estiver vigente por meio da criação de uma comissão de trabalhadores. Comissão, inclusive, que não necessariamente será ligada a sindicato e pode ter indicados pela direção da empresa para discutir redução do horário de almoço e outras questões.

Temos que mostrar à sociedade que ela foi enganada, que a ideia de que tirar a Dilma e o PT melhorava a economia era uma mentira, e que a vida das pessoas piorou com o aumento do desemprego e da crise econômica aumentou. Com Temer, a perspectiva é nenhuma.

Como explicar para quem não está por dentro da discussão o que é ‘pagar a conta do golpe’?
Vagner Freitas – A lucratividade da classe dominante sempre esteve nas costas dos trabalhadores. Mas como o capitalismo está em crise e diminuiu os ganhos, tem de tomar de alguém. E esse alguém somos nós.

Para mudar o conceito de Estado participativo é que houve o golpe. O que Lula e Dilma fizeram é um enfrentamento a esses caras, dar o mesmo valor ao paraibano e ao paulista, fortalecer banco público, propor um bloco econômico com Rússia, China e África do Sul e um banco que não seja o Banco Mundial. Uma moeda que não seja o dólar, um bloco com países da América do Sul. Isso vai mexer com os lucros da nata do mercado financeiro, aí acontece o golpe.

A proposta que veio do governo Lula, de Hugo Chávez (ex-presidente da Venezuela), Evo Morales (ex-presidente da Bolívia), uma parte da Europa é de colocar mais agente na disputa do mercado mundial.

Aqui o conceito de país indutor do desenvolvimento fortaleceu a Petrobrás, que descobriu o pré-sal, fonte mais importante de riqueza mineral do mundo que está se esvaindo e que significa autonomia. Só conseguiu porque foi qualificada e teve investimento para isso. Além disso, o presidente Lula ainda mudou as regras para regime de partilha e de participação da empresa com ao menos 30% de participação nas áreas exploradas. Fora determinar que parte dos lucros seria investido em saúde e educação.

O governo ilegítimo e seus apoiadores tentam vender uma ideia de mudança de lógica, de que o público se mostrou incompetente e corrupto e de que o privado é o caminho para a recuperação do país. Há problemas com essa ideia?
Vagner Freitas – O erro está no individualismo sobre o coletivo. Olha o Eike Batista preso, qual o cargo público dele e do Marcelo Odebrecht? Eles querem incutir a ideia na cabeça das pessoas de que os empresários é que têm capacidade de gerir porque não querem que a classe trabalhadora dispute a riqueza com eles.

Querem dizer ‘fique aí, não faça política e venha trabalhar para a minha empresa porque essa é competente, vai te qualificar, não tem vícios das estatais, aqui tem eficácia’. Isso é o que tem sempre por trás das propostas que tentam inserir na cabeça das pessoas e pega, porque a velha e tradicional mídia bate em cima desse conceito o tempo todo. Essa é uma disputa cultural, tem de fazer um debate sobre isso na sociedade.

Eu fui forjado num ambiente em que o enfrentamento era ao patrão, agora é contra a velha mídia, que deixou de ser instrumento paralelo na luta de classes para ser central e determinante. Como diz Nassif (jornalista e economista Luís Nassif), até 2005, até o Mensalão, o jornalismo era tendencioso, pegava informação e dava a conotação que interessava. Hoje, a mídia inventa, forja o fato, não noticia. E ficam batendo na mentira até que se torne verdade.

Fonte: CUT

O Sindipetro-NF participa hoje de reunião com a gerência da atividade de Inspeção de Equipamentos, da UO-Rio, da Petrobrás, às 14h, no Edibh, no Rio. A entidade será representada pelo diretor Raimundo Teles.

O sindicalista vai apresentar como pontos para a pauta temas como a inserção no POB, os rodízios frequentes, o PIDV, as auditorias de Spie, o acesso a documentos, a carga de treinamentos, o controle de frequência, o controle de qualidade de serviços realizado por contratada, e a questão do profissional habilitado de manutenção.

 

Do Nascente - No Terminal de Cabiúnas a gestão está utilizando paliativos para manter dutos resfriados ao invés de consertar equipamentos próprios de ventilação. Sindipetro-NF encaminhará denúncias aos órgãos competentes

Para manter a exportação de gás da Bacia operando a gerência do Terminal de Cabiúnas está utilizando o sistema de incêndio para jogar água nas linhas dos Air Cooler e mantê-los refrigerados.

O sistema de incêndio tem outra finalidade que é combater possíveis chamas.

“Criaram uma rotina de abertura dos canhões de incêndio (o sistema de incêndio usa água salobra sem tratamento) nas linhas, para forçar a refrigeração. O que nos assustou foi o uso do sistema de incêndio para realizar uma tarefa que não é sua função, isto é, não está ocorrendo uma emergência de incêndio” - explica o diretor do Sindipetro-NF, Claudio Nunes.

Isso está acontecendo porque na área operacional da Estação de Compressão 2 (Ecomp 2) o sistema de refrigeração localizado na saída do gás está ineficiente. Problemas técnicos deixaram inoperantes no mínimo um ventilador de cada sistema de quatro (cada turbina tem um sistema de 4 ventiladores e no lugar existem seis turbinas) .

Na visão do sindicato, a gerência deveria realizar manutenção dos Air Cooler - responsáveis pelo resfriamento - que estão com problemas, inclusive de reposição de peças, segundo denúncias dos trabalhadores.
Outro pontos negativos dessa solução adotada pela empresa são que o uso abusivo de água salobra irá acelerar o processo de corrosão das linhas e, os trabalhadores estão tendo contato desnecessário com água não tratada. Também está havendo uma entrada excessiva de água salobra no sistema de coleta de água da chuva, que desemboca direto no rio que corta a UTGCAB, provocando a mudança de PH e o perfil da água, afetando o ecossistema.

“ Estes riscos que foram criados pelos gerentes operacional e de SMS, desrespeitam a legislação, inclusive a própria licença operacional emitida por órgãos ambientais federais e estaduais, além das normas regula-mentadoras (NR-10, NR-13, NR-12)” - denúncia Cláudio Nunes.

O Sindipetro-NF está acompanhando a situação que já se arrasta há uma semana e encaminhará denúncia ao INEA (Instituto Estadual do Ambiente) sobre a contaminação do Rio e ao Ministério Público sobre a atitude irresponsável da gestão.

 

Luciana Waclawovsky - Em reunião realizada na sede da CONTAG na manhã desta quinta-feira (02), a CUT declarou apoio integral às propostas de mobilização contra a PEC 287/16, que trata da reforma da previdência, sugerida pela atual gestão do governo sem voto. A CUT também vai apoiar a proposta de retirada imediata do texto dos trabalhadores da agricultura familiar e assalariados rurais. A prioridade da CUT e da CONTAG deve ser a construção de um substitutivo global com as propostas dos trabalhadores a partir da visão de viabilidade e sustentabilidade do sistema de Previdência e Seguridade Social.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, reafirmou a posição da Central de que não existe negociação com um governo que chegou ao poder destituindo uma presidenta legitimamente eleita pela maioria da população brasileira. “Não estamos vivendo um momento normal da vida política e econômica do país, vivemos hoje em um regime de exceção. Nossa prioridade é "fora Temer", eleições diretas já e nenhum direito a menos. Vamos mobilizar e lutar para derrotar as reformas da previdência e trabalhista, não temos o que negociar com esse governo”, afirmou Freitas. Para ele, não podemos emendar uma proposta que não pretende reformar a previdência, “mas acabar com a aposentadoria pública e entregar como ativo financeiro para os bancos privados, em pagamento pelo golpe”.

Freitas defendeu o diálogo com todos os setores da sociedade e a criação de comitês de mobilização nos municípios e estados para promover ações de rua e debates contra o modelo que está sendo proposto pelo presidente usurpador Michel Temer (PMDB). Segundo o dirigente, a crise acontece nas cidades, onde a economia local gerada pelos proventos da Previdência Social será exterminada. “Precisamos municipalizar ao máximo nossa campanha contra a Reforma da Previdência para pressionar os deputados nas suas bases eleitorais e também para mostrar à sociedade que este governo não tem nenhum compromisso com a população e que o objetivo maior dessa reforma é acabar com as políticas públicas sociais, principalmente com a aposentadoria das pessoas”.

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (CONTAG), Alberto Broch, destacou que o ramo dos rurais é o que mais sofrerá com a implementação da agenda do golpe. “O governo de plantão veio com toda a velocidade para retirar os direitos dos trabalhadores e, com a proposta de trabalhar ininterruptamente por mais de 50 anos, nossa categoria será a mais sacrificada”. O dirigente apresentou, ainda, uma ação de diálogo direto com entidades nacionais como CNBB, Confederação Nacional dos Municípios, Câmaras de Vereadores, sindicatos e associações para iniciar um processo de sensibilização junto à população. “Sem agricultura familiar não existe alimento na mesa das pessoas”, concluiu.

As propostas de mobilização apresentadas pela CONTAG dialogam com todas as propostas que foram debatidas pela Executiva Nacional da CUT no dia 01/02 em São Paulo. Neste sentido, o presidente da Central, Vagner Freitas, propôs que a CONTAG participe do Fórum das Centrais Sindicais, observando a especificidade dos trabslhadores rurais na previdência, além da integração da categoria no Dia Nacional de Paralisação em 15 de março, juntamente com a Greve Nacional do Setor da Educação.

Participaram da reunião a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro, o secretário de finanças da CONTAG, Aristides Veras e representantes da Confederação Nacional dos Assalariados Rurais.

 

Vanessa Ramos / Da CUT-SP

Se há uma mulher brasileira contemporânea que simboliza a resistência, a garra e a luta, sem dúvida é dona Marisa Letícia. E ela sempre estará presente na memória do movimento sindical e da história de nosso país.

Foi isso o que mulheres e homens cutistas disseram a ela, em uma homenagem realizada em agosto do ano passado, na cidade de Santo André, durante as comemorações dos 10 anos da criação da Lei Maria da Penha.

Numa conjuntura de golpe e de fascismo, em que desejar a morte parecia comum a alguns, num período em que toda uma família sofria ataques brutais, e ainda sofre, por todos os canais de uma gente que não quer a democracia, dona Marisa jamais esmoreceu.

Por esse legado, mais do que o luto, esta quinta-feira (2) representa um dia para lembrar a figura de uma guerreira, diz a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT São Paulo, Ana Lúcia Firmino. “Ela iniciou sua trajetória muito jovem, o que demonstra o tamanho de sua resistência. E se manteve como impulsionadora da luta, um exemplo para o movimento sindical, para as trabalhadoras e para o movimento de mulheres.”.

Secretária nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, também destacou seu legado. “Que mulher é essa? Que buscou forças não se sabe de onde desde os tempos da ditadura militar e esteve lado a lado de um dos maiores líderes políticos da história do Brasil na defesa de um país de justiça e solidariedade. Ela não morreu, vive em cada um de nós, brasileiros e brasileiras que, mesmo vivendo tamanha sordidez do golpe, podem sonhar com um futuro melhor.”.

Histórica militante de esquerda nos anos de 1970, Eleonora Menicucci, ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres no governo eleito de Dilma Rousseff, explica o que Marisa representa.

“Marisa Letícia foi uma grande mulher, destemida, corajosa, solidária e guerreira. Desde as greves de São Bernardo do Campo, ela sempre ajudava, nunca aparecendo em primeiro plano. Mas, sem o trabalho dela, a greve não teria existido e os companheiros não teriam resistido. Ela foi, é e sempre será um exemplo de dignidade, retidão e companheirismo para todas as mulheres brasileiras”, afirma Menicucci, que resistiu à ditadura brasileira e tem vasta bagagem na luta pela democracia, pelos direitos humanos e os direitos das mulheres no Brasil.

“Ela soube na grandeza de seu silêncio exercer o papel de companheira e mulher do primeiro presidente operário desse país. Agora, Marisa é uma estrela que nos guiará”, ressalta.

Para a professora Universitária e militante do Movimento Feminista, Silmara Conchão, hoje é dia de demonstrar o reconhecimento ao que D. Marisa representou. “Brilha lá no céu mais uma estrela. Que possamos cultivar o que a Marisa nos deixou de exemplo. Foi uma guerreira, corajosa, ao lado de Lula, foi a grande parceira de um líder. Falemos, então, sobre amor, companheirismo e parceria.”.

Secretária de Comunicação da CUT São Paulo, Adriana Magalhães, acredita que a solidariedade e a empatia devam ser mais fortes do que o ódio e o fascismo nesse momento de luto. “Dona Marisa foi coração valente, companheira, amiga, mãe, avó e também ao lado de Lula uma lutadora por esse país , pelos injustiçados e humildes”, lembra.

No dia em que Dona Marisa recebeu a homenagem da CUT, há pouquíssimos meses, ela preferiu não falar. Chegou serena, vigorosa ao lado de Lula. E, com os olhos marejados, recebeu todo o carinho merecido, com placas de homenagem, flores e aplausos, ao som de “Maria, Maria”.

Mas, agora, para além das concepções políticas, é tempo de falar de humanidade, de exemplo. Porque, no fundo, ninguém quer viver o clima que se instalou no país, de golpe, de ódio, de retrocesso. Queremos, sim, democracia. Mas é hora de falar sobre o amor revolucionário e a fé de uma mulher incansável na luta nesses últimos 40 anos. Que construiu um lar e esteve ao lado de seu companheiro, de seus filhos. Que ajudou a construir greves dos metalúrgicos no ABC, enfrentamentos, que viajou ao lado de Lula por todo o país, o mundo, e o apoiou na construção de um Brasil mais justo e igual.

Ela fez história como poucas. E sempre será lembrada como símbolo de resistência e de amor!

 

Marisa Letícia Lula da Silva foi uma militante guerreira que teve papel destacado tanto na atuação partidária quando na construção do movimento sindical brasileiro dos anos 70 e 80, ao lado do metalúrgico e, muitos anos depois, Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em momentos críticos, contribuiu na resistência à perseguição da Ditadura Militar aos sindicalistas, organizando as mulheres de dirigentes sindicais presos contra as arbitrariedades do regime.

Junto ao marido, enfrentava recentemente a violenta campanha difamatória, baseada em acusações que não se sustentaram e motivada por uma ação seletiva de parcela do Poder Judiciário.

Neste dia em que a sua morte é oficializada pela família, o Sindipetro-NF manifesta as suas condolências aos parentes, amigos e a todos que estão consternados pela perda da valorosa companheira.

Marisa Letícia, presente!

 

[Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula]

Companheiros e Companheiras


O Sindipetro-NF, em sua história, sempre pautou suas lutas pela defesa dos direitos dos trabalhadores. O combate é contínuo e possui diversas frentes de batalha, nas quais vários instrumentos são utilizados, tais como denúncias aos órgãos de fiscalização, participação empresas de negociação, paralisações, greves, ações jurídicas, entre outras mobilizações.


Um exemplo da utilização destes instrumentos são as ações coletivas propostas pelo Sindipetro-NF, em substituição a seus filiados, pleiteando o pagamento correto do cálculo da complementação da RMNR, a qual, para os filiados empregados da Transpetro, já se encontra na fase de execução.
No que tange especificamente à execução da RMNR-Transpetro, o aprendizado adquirido em outras ações serviu como fundamento para o Sindipetro-NF e, em conjunto com sua assessoria jurídica, trouxe a maturidade para optar por executar todos os beneficiários dentro do processo originário, num claro intuito de preservar o direito dos trabalhadores.


Infelizmente, uma ação do porte da RMNR atrai um tipo de atenção que, por muitas vezes, é maléfica, pois, além dos trabalhadores envolvidos, um grande mercado está interessado no resultado dessas e, conforme já noticiado, as execuções da RMNR-Transpetro serão executadas individualmente.


Entendemos que foi um retrocesso, que abre espaço para que a empresa interfira com mais sucesso nas ações de execução, além de facilitar que a gestão da empresa realize qualquer pressão para a desistência do processo, fato que é rotineiro no sistema Petrobrás.


Aliás, uma das táticas do Sistema Petrobrás para “virar o jogo” na RMNR foram os Dissídios Coletivos de Natureza Jurídica propostos para sanar “dúvida” interpretativa na cláusula da RMNR. Tal manobra foi constantemente abordada, seja em setoriais e/ou nos informes do Sindipetro-NF.


A sessão no Tribunal Superior do Trabalho que julgará esses Dissídios Coletivos tem como provável data para julgamento o dia 20 de fevereiro de 2017, dia no qual ocorrerá a próxima sessão do pleno.


A decisão que será proferida influenciará o trâmite de todas as ações sobre a matéria: desde aquelas que estão ainda para ser julgadas (exemplo: a ação coletiva da RMNR dos filiados ao Sindipetro-NF que são empregados Petrobrás, que está aguardando decisão do Pleno do TST), passando pelas que estão transitadas em julgado (exemplo: a RMNR-Transpetro, que está em fase de execução) e, por fim, podendo atingir até mesmo ações individuais de quem já recebeu o passivo e já recebe mensalmente nos contracheques, com a possibilidade de devolução de valores.


Ante esse quadro, a assessoria jurídica do NF encaminhou à Diretoria do sindicato a orientação para que as execuções sejam feitas após o dia previsto para a sessão, possivelmente já com as decisões dos Dissídios Coletivos, no intuito de eliminar ao máximo os riscos de supressão dos direitos e até mesmo devoluções de valores.


Destacamos que todo o processo foi conduzido com a transparência e a maturidade necessárias à defesa dos direitos dos trabalhadores, sem deixar de olhar a conjuntura e utilizando todos os recursos necessários.


O Sindipetro-NF não pode deixar de registrar que os problemas da RMNR, Benefício Farmácia, Dobradinha e outras cláusulas são ataques da gestão ao nosso ACT que foi conquistado com muito suor e sangue.
A luta jurídica é sempre uma opção de caminho, porém nunca foi e nunca será considerado como principal meio de luta.


Por fim, o Sindipetro-NF orienta que os trabalhadores mantenham as execuções junto ao seu sindicato, e fiquem atentos às setoriais, seminários, fóruns e congressos, onde são construídas as lutas, principalmente a de maior interesse dos trabalhadores da Transpetro lotados em Cabiúnas, que é a incorporação à Petrobrás

 

 “Tudo o que era sólido se desmancha no ar, tudo o que era sagrado é profanado, e as pessoas são finalmente forçadas a encarar com serenidade sua posição social e suas relações recíprocas.”
Karl Marx

 

 

Macaé, 2 de fevereiro de 2017

Diretoria Colegiada do Sindipetro-NF

 

 

 

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