Imagine um trabalhador isolado numa plataforma no dia de Natal sem poder se comunicar com a família...Foi isso que aconteceu com os trabalhadores de PCH-2. Estão sem comunicação desde o dia 24 de dezembro e até hoje não foi resolvido. A diretoria do Sindipetro-NF questionou o SMS da Petrobras a respeito, para saber quando a situação será regularizada e a empresa informou que hoje estaria resolvido. A origem do problema, segundo a empresa foi em PCH-1, que interliga os dados com PCH-2.

O diretor Sergio Borges, chegou criticar a coincidência da falha de comunicação acontecer logo num período que a FUP e os Sindicatos estão convocando a categoria para paralisações. 

Para a direção sindical o problema também  é de falta de efetivo e tem ligação com a retirada dos técnicos de comunicação a bordo das unidades. Atualmente só embarcam por demanda. Na visão da entidade essa retirada é um erro da gestão da Petrobrás, porque além de deixar o trabalhador totalmente isolado, pode ocorrer um problema entre a sala de controle remoto e a plataforma, que pode vir a causar um grave acidente.

A diretoria do Sindipetro-NF realizará hoje, 27, uma nova transmissão ao vivo às 20h para fazer uma avaliação e definir os próximos passos do movimento. É importante que a categoria se conecte através do facebook do sindicato ou pela rádio NF (www.radionf.org.br), pois esse é o momento para esclarecer dúvidas.

Da Imprensa da FUP - Após um Natal de luta e mobilização dos petroleiros, o coordenador geral da FUP, Zé Maria, parabenizou a categoria e indicou a suspensão do movimento para avaliação estratégica, no Conselho Deliberativo, marcado para quarta-feira, dia 4 de janeiro. De acordo com a FUP, a paralisação durante as festas de fim de ano foi inédita e servirá muito para a grande greve que virá por aí.

O Sindipetro do Amazonas aprovou o indicativo da FUP e já suspendeu a paralisação na Reman, deixando claro que há possibilidade de retorno após avaliação do quadro nacional. No Rio Grande do Norte, no Polo Industrial de Guamaré, também houve a suspensão do movimento que iniciou na sexta-feira, dia 23. Segundo o sindicato, a categoria segue coesa, apostando na unidade e na luta em defesa da Petrobrás.

No Paraná, a greve na TEPAR e REPAR encerrou às 7h30 da manhã desta segunda-feira. Na SIX continuam os atrasos e restrições de permissões de trabalho até segunda ordem. Já nos Terminais de Santa Catarina há possibilidade de deflagrar uma greve a qualquer momento. Em Duque de Caxias, foi suspenso o movimento e corte de rendição. E no Norte Fluminense, seguindo o indicativo da FUP, as manifestações foram suspensas.

Já em São Paulo, há um estado de greve. A suspensão da paralisação na Recap e na Replan foi por tempo indeterminado, podendo voltar a qualquer momento. Também haverá paralisações em outras bases, ainda não divulgadas pelos sindicatos. Os petroquímicos do Paraná também permanecem em estado de greve, e aguardam a data do Conselho Deliberativo, em que já confirmaram presença.

Após cumprirem o que foi indicado nas assembleias, a paralisação a partir da sexta-feira, 23, com corte de rendição, setoriais, informes e atrasos, o Sindipetro da Bahia suspendeu o movimento para avaliar as estratégias. Segundo o sindicato, em 2017, será inevitável a Greve Nacional da Categoria Petroleira, para enfrentar a retirada de direitos e o desmonte e privatização do Sistema Petrobrás.

 

 

As sedes de Macaé e Campos não abrirão nesta segunda-feira, 26, devido a um recesso dos funcionários. A diretoria se encontra de plantão para atendimento à categoria através dos celulares. Amanhã o funcionamento é normal. 

Natal foi de luta e resistência

Dezembro 26, 2016 10:21

 Imprensa da FUP - Paralisações se ampliaram em todos os sindicatos filiados à FUP. Os trabalhadores lutam contra a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017 e contra o desmonte da estatal. No sábado, dia 24 de dezembro, véspera do Natal, o movimento continuou firme, seguindo as deliberações das assembleias.

                Em São Paulo, o clima foi de tensão, com a gerência pressionando e assediando os trabalhadores, com ameaça de abandono de emprego. Diante da intransigência da empresa e da falta de condições dos trabalhadores de continuarem a jornada, o Sindicato registrou um boletim de ocorrência. Além disso, na Replan, os trabalhadores do turno encontravam-se há mais de 40 horas em cárcere privado, exaustos e sem condições de continuar a operação na refinaria. Sem sucesso, o Sindicato tentou negociar com a gerência da empresa a saída desses trabalhadores. A direção do Sindicato protocolou um pedido de troca dos trabalhadores por uma equipe de contingência da empresa e, simultaneamente, entrou com um pedido de habeas corpus, em tramitação na Justiça do Trabalho, para garantir a saída do pessoal. A resposta da Replan foi uma carta padronizada e esdrúxula, estabelecendo que o Sindicato se responsabilizasse pela indicação dos nomes dos petroleiros contingentes, que ficariam sob a supervisão da empresa. 0 Sindicato não aceitou a condição absurda imposta pela empresa.

                No Rio Grande do Norte, a adesão ao movimento no Polo Industrial de Guamaré (RPCC, Tranpetro e UTPF) e no Mar foi de 95% dos embarcados. Os trabalhadores estavam com o controle destas unidades. Em Guamaré, a categoria estava paralisada desde às 13h da sexta-feira, 23 de dezembro, e permaneceu até a segunda-feira, 26 de dezembro. Os petroleiros também formaram uma equipe de emergência para avaliar e executar,  ou não, atividades que visam a garantia da integridade física dos trabalhadores e das instalações. Nesta unidade, todos os trabalhos ficaram parados e qualquer atividade só era realizada após avaliação e liberação desta equipe de emergência, formada e orientada pelo sindicato. Já nas plataformas marítimas, os trabalhadores cruzaram os braços desde às 18h de sexta, até às 18h deste sábado, dia 24. 

                Em Caxias, a rendição foi cortada na tarde deste sábado, iniciando uma ciranda de 48 horas. Na Reduc, a contingência foi retirada, para que não fosse beneficiada com hora extra, enquanto os trabalhadores que aderiram ao movimento são descontados por falta. O turno foi dobrado, com paralisação no local de trabalho, e as emissões de trabalho não foram emitidas, a não ser em casos de risco iminente.

A paralisação também ocorreu no Paraná. Segundo o Sindiquímica-PR, a produção da unidade da FAFEN-PR parou nas primeiras horas do dia 24. O movimento atingiu a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), ambas em Araucária; a Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul; e o Terminal Transpetro de Paranaguá (Tepar).

No Amazonas, a REMAN também encontrava-se em greve desde sexta, assim como as plataformas e unidades no estado do Ceará.

                No Norte Fluminense há eminência de greve. A entidade reforça o chamado para que todos permaneçam atentos aos informes sindicais por meio dos seus canais oficiais. O sindicato segue monitorando os passos da Petrobrás, com informações da categoria sobre o embarque dos pelegos das equipes de contingência, para decidir o momento exato do início da paralisação. Já na Bahia, as ações começaram na sexta, com militantes e petroleiros paralisando a área conhecida como Menino Jesus (Candeias - BR 324) e Alagoinhas, cortando a rendição das turmas de turno de revezamento e parando atividades com o pessoal do regime administrativo de diversas unidades.

                Durante o período de festas de fim de ano, a batalha continua. Os petroleiros e militantes estão juntos contra o desmonte da Petrobrás, na luta pelos direitos trabalhistas e contra a proposta da empresa para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017. O Natal de 2016 será uma data de resistência e união de toda categoria.

Foto: Trabalhadores da Reduc em apoio à Fafen.

 

Petroleiros e petroleiras,

Primeiro queremos parabenizar todos e todas que participaram ativamente das mobilizações convocadas pela nossa Federação.

Neste momento em que os nossos direitos estão sendo atacados e a classe trabalhadora tem sofrido com o golpe que foi instalado em nosso país, uma categoria se mobilizar em pleno Natal é algo inédito dentro do cenário do mundo do trabalho de nosso país.

A Federação Única dos Petroleiros está orgulhosa de todos vocês. Queremos dizer que estamos suspendendo o movimento na manhã desta segunda-feira, para fazermos uma avaliação das nossas estratégias, e tenho certeza que esse movimento que passou vai servir muito para a grande greve que está vindo por aí, não só pela garantia dos nossos direitos, como pela preservação da nossa empresa contra esses entreguistas de plantão.

 

FUP

 

 

A greve está suspensa e não começará hoje, 26. Porém não está cancelada e pode começar a qualquer momento.

Na transmissão de hoje a diretoria informou que temos que manter a possibilidade de iniciar a greve a qualquer momento e nos manter mobilizados.

Na terça, 27, a diretoria do Sindipetro-NF estará reunida para definir os próximos passos.

 

 

 

Depois dos resultados das assembleias dos sindicatos filiados à FUP indicarem paralisações a partir desta sexta-feira, 23 de dezembro, o dia já começou com protestos por todo Brasil. O movimento protesta contra a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017 e contra o desmonte da estatal.

 

 

Na Bahia, a categoria paralisou a área conhecida como Menino Jesus (Candeias - BR 324) e Alagoinhas, cortando a rendição das turmas de turno de revezamento e parando atividades com o pessoal do regime administrativo de diversas unidades, como RLAM, UO-BA, TRANSPETRO, PBIO e TERMELÉTRICAS. Os diretores do Sindipetro Bahia falaram sobre a conjuntura nacional e a intransigência da gestão golpista da Petrobrás em não mais querer negociar com as entidades sindicais, com a tentativa de judicializar no TST a negociação coletiva. No Ceará, as mobilizações começaram nesta sexta-feira, por volta das 6h.

 

 

Em São Paulo, a Refinaria de Paulínea, a Replan, cortou a rendição à meia-noite. Desta forma, os empregados que deveriam pegar serviço à meia-noite para render os demais, não entraram nas unidades da Petrobrás. Na Refinaria de Capuava, a Recap, também houve corte de rendição, às 7h. No Edisp ocorreu um atraso de duas horas, além de corte de rendição com o turno e com os trabalhadores do setor administrativo. Também houve corte de rendição no estado do Amazonas, onde a greve começou nesta sexta-feira.

 

 

 

No Norte Fluminense, as manifestações também já começaram, e os diretores intensificaram contato com a categoria, em aeroportos de Campos, Macaé, dentre outros. Também nesta sexta-feira, haverá uma reunião em Campos para decidir os novos direcionamentos da categoria. Já em Duque de Caxias, as paralisações começaram antes, na quinta-feira, 22 de dezembro, com a setorial do turno. Os petroleiros e militantes realizaram um atraso com os trabalhadores do administrativo e as paralisações nas refinarias. Os representantes do sindicato orientaram a todos os trabalhadores a não fazerem troca, e a usarem o crachá sempre em local visível. Todas as permissões de trabalho estão suspensas. As paralisações também já estão ocorrendo no Rio Grande do Norte. Todas as atividades rotineiras do Pólo Industrial de Guamaré estão vedadas, assim como os serviços programados. Foi formada uma equipe de contingência apenas para eventualidade de segurança das pessoas e instalações. Já os trabalhadores das plataformas marítimas estão suspendendo suas atividades por 24 horas, a partir das 18h desta sexta-feira. Todos os trabalhos estão suspensos por tempo indeterminado, e na próxima segunda-feira, dia 26, haverá uma reunião de avaliação.

No Paraná, os trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas, em Araucária, decidiram deflagrar greve à zero hora desta sexta-feira, 23 de dezembro. Assim, à meia-noite houve o corte da rendição do turno ininterrupto de revezamento. No entanto, a gestão da refinaria conduziu o cárcere privado de trabalhadores, que deveriam ter deixado o local de trabalho no horário da manifestação, mas foram obrigados a permanecer nas instalações industriais por ordem da chefia. O Sindipetro PR/SC denunciou a irresponsabilidade do gestor, o risco que a ação representa para os trabalhadores e protocolou pedido de mediação com urgência no Ministério Público do Trabalho do Paraná (MPT-PR). Já na FAFEN-PR, como não há o problema de contingência e a fábrica já ficou parada por mais de 100 dias, os trabalhadores optaram por atrasos e atos surpresas que ocorrerão durante as festas de final de ano. Também houve corte de permissão de trabalho (PT). O Sindiquímica PR relata que os gerentes e supervisores já se encontram em polvorosa.

A FUP e seus sindicatos mantêm a greve por tempo indeterminado e continuarão na luta pelos direitos trabalhistas, contra o desmonte da Petrobrás e contra a proposta da empresa para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017.

 

FU

Caindo a máscara do efetivo

Dezembro 24, 2016 15:17

Há mais de 40 horas em cárcere privado na Replan, os trabalhadores do turno encontram-se exaustos e sem condições de continuar a operação da refinaria. O grupo iniciou o expediente às 15 horas da quinta-feira (22). Desde a manhã de ontem, o Sindicato tenta negociar com a gerência da empresa a saída desses trabalhadores, sem sucesso.

A direção do Sindicato protocolou um pedido de troca dos trabalhadores por uma equipe de contingência da empresa e, simultaneamente, entrou com um pedido de habeas corpus, que está em tramitação na Justiça do Trabalho, para garantir a saída do pessoal. A resposta da Replan foi uma carta padronizada e esdrúxula, estabelecendo que o Sindicato se responsabilizasse pela indicação dos nomes dos petroleiros contingentes, que ficariam sob a supervisão da empresa. O Sindicato não aceitou a condição absurda imposta pela empresa.

Cansados, os petroleiros se recusam a continuar no trabalho e solicitaram ao Sindicato que fizesse a intermediação da saída deles de forma segura. Chegaram a propor a liberação parcial do grupo até, no máximo ao meio-dia. Os companheiros afirmam que já existem membros da equipe de contingência dentro da refinaria, só não sabem se em número suficiente para assumir a operação.

A gerência pressiona e assedia os trabalhadores, com a ameaça de abandono de emprego. Do ponto de vista dos advogados do Unificado, entretanto, os trabalhadores têm direito à recusa, pois existe um risco iminente à segurança de quem está trabalhando há tantas horas seguidas e alertam que a responsabilidade pela contingência e situação é da Petrobrás.

Diante da intransigência da empresa e da falta de condições dos trabalhadores de continuarem a jornada, o Sindicato registrou nesta manhã (24) um boletim de ocorrência, relatando a situação dos trabalhadores e a tentativa de acordo, sem êxito, com a refinaria.

O Sindicato, junto com o seu departamento jurídico, está tomando todas as medidas possíveis e necessárias para retirar o trabalhadores de dentro da Replan e não cederá às pressões e assédio da empresa, que tenta acabar, de uma forma sutil, com o movimento de paralisação da categoria.

Fonte: Sindipetro Unificado dos Petroleiros de São Paulo

A diretoria do Sindipetro-NF fará uma transmissão ao vivo pelo página oficial facebook, site e pela rádioNF (www.radionf.org.br). Durante a transmissão os diretores repassarão à categoria as definições sobre a greve que pode ser deflagrada a qualquer momento.A participação da categoria é fundamental para que não fiquem dúvidas em relação ao movimento.

Os trabalhadores de P-50 denunciaram ao Sindipetro-NF que a sala de controle remoto está desligada e estão impedidos de entrar. Para a direção sindical, essa atitude arbitrária põe em risco a unidade que em caso de qualquer situação grave precisa quem assume são as equipes a bordo.

Uma das orientações do sindicato para a greve é desligar a sala de controle remoto e a plataforma parar a produção por lá, assumindo controle da unidade.

Os petroleiros do Norte Fluminense podem entrar em greve a qualquer momento, por isso é importante à categoria ficar alerta e acompanhando as transmissões ao vivo e encaminhamentos repassados pelos veículos de comunicação do NF.

 

Pagina 9 de 638

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700