Petroleiros, que estão embarcados na PNA-2, enviaram uma denúncia ao Sindipetro-NF, informando sobre os problemas que estão enfrentando com relação ao ar-condicionado e alimentação.

De acordo com a denúncia, o ar-condicionado das acomodações do casario apresenta problemas, e por isso, na última noite, os trabalhadores tiveram que dormir com as portas do camarote abertas. Segundo os trabalhadores não há condições de reparo com material de bordo. A previsão para sanar o problema será na próxima segunda-feira, em virtude de uma agenda para auditoria da ANP. Estranhamente solicitaram a postergação para resolver o problema.

Os trabalhadores também informaram que há racionamento por falta de alimentos, só estão servindo um prato principal e os pontos de lanche estão mal abastecidos. O NF pede explicações ao SMS da Petrobras por tal ocorrência.

Não nos calarão

Maio 31, 2018 07:41

[FUP] Os petroleiros novamente deixam sua marca na defesa da soberania. A luta contra a privatização da Petrobrás ganhou a sociedade. A categoria colocou em debate os interesses que pautam a política de preços dos combustíveis, deixando claro o projeto da gestão Pedro Parente de sacrificar o povo brasileiro e a soberania do país para cumprir os ditames do mercado financeiro e das grandes corporações internacionais.

Antes do protesto legítimo dos caminhoneiros contra os preços abusivos do diesel, a FUP e seus sindicatos já haviam aprovado uma greve nacional para deter a escalada descontrolada de aumentos do gás de cozinha e dos derivados, cobrando a retomada da produção a plena carga das refinarias e o fim das importações de derivados.

Diante da situação caótica em que se encontra o país, desgovernado e refém das imposições do mercado que manda e desmanda na Petrobrás, uma empresa que é estratégica para a nação, os petroleiros não poderiam se omitir. E, como em outros momentos da história, se levantaram e enfrentaram os desmandos do Tribunal Superior do Trabalho, que mesmo ciente de que a greve de advertência da categoria não causaria riscos de desabastecimento, tomou a decisão arbitrária e política de decretar a ilegalidade do movimento, assumindo o golpe e agindo como um tribunal do capital.

Os petroleiros não recuaram e seguiram em frente, ganhando a solidariedade dos movimentos sociais e de várias outras categorias, dentro e fora do país. A população veio junto e apoiou a greve, pois sofre os efeitos do desmonte da Petrobrás, que vão muito além da disparada dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis. A privatização conduzida por Pedro Parente, os desinvestimentos, a transferência para a Ásia das encomendas de plataformas e navios desmontaram a indústria nacional, aumentaram o desemprego em massa e fizeram o PIB despencar.

O TST joga o jogo do capital e não deixaria barato a greve dos petroleiros. As multas diárias de R$ 500 mil saltaram para R$ 2 milhões, acrescidas da criminalização do movimento. O tribunal cobrou da Polícia Federal investigação das entidades sindicais e dos trabalhadores, em caso de desobediência. Essa multa abusiva e extorsiva jamais seria aplicada contra os empresários que submetem o país a locautes para se beneficiarem política e economicamente. Jamais seria imposta aos empresários que entregam patrimônios públicos, aos que destroem empregos e violam direitos dos trabalhadores.

A decisão do TST é claramente para criminalizar e inviabilizar os movimentos sociais e sindicais. Diante disso, a FUP orienta os sindicatos a suspenderem a greve. Um recuo momentâneo e necessário para a construção da greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria. Essa grave violação dos direitos sindicais será amplamente denunciada.

Estamos diante de mais um desdobramento do golpe que fragiliza cada vez mais as instituições e o Estado Democrático de Direito. O enfrentamento é de classe e precisa da união de toda a sociedade.

A pauta pela mudança da política de preços da Petrobrás é de todos os brasileiros, pois diz respeito à luta histórica contra a exploração do país, que desde os tempos de colônia vem tendo seus bens minerais espoliados pelas nações imperialistas. É assim que ocorre ainda hoje com o nosso petróleo. E por isso, a população está pagando preços absurdos pelo gás de cozinha e pelos combustíveis.

Os petroleiros saem da greve de cabeça erguida, pois cumpriram um capítulo importante dessa luta, ao desmascarar os interesses privados e internacionais que pautam a gestão da Petrobrás. O representante da Shell que o mercado colocou no Conselho de Administração da empresa já caiu. O próximo será Pedro Parente.

Sigamos em frente, pois a defesa da Petrobrás é a defesa do Brasil.

A direção do SindipetroNF comunica aos grevistas das Plataformas e do Terminal de Cabiúnas que a greve por tempo determinado está mantida e segue forte em todo Norte Fluminense. Com 25 plataformas e o terminal no movimento, as orientações permanecem as mesmas.

Com o grande clamor nacional pelo nosso movimento, que fez a #grevedospetroleiros figurar entre os assuntos mais discutidos do país durante todo o dia de hoje, o Brasil foi pautado por uma das greve mais fortes dos últimos tempos.

A queda do conselheiro da Shell, as assinaturas para a abertura da “CPI do Parente” e o sentimento geral do país que o preço da gasolina e do gás de cozinha devem baixar são, indubtavelmente, frutos da nossa greve de advertência que muito valoriza a luta da categoria petroleira por um novo Brasil.

Contudo, movimentos fortes atraem respostas duras, por isso, não é coincidência que o sindicato dos petroleiros receberam um revés tão grande como a multa estratosférica de 2 milhões de reais por dia e virou alvo da polícia federal. Vale ressaltar, que esse é o mesmo judiciário que fez uma greve por tempo determinado para receber um auxílio moradia de quatro salários mínimos, mesmo tendo imóvel no mesmo local onde o contribuinte paga o aluguel dos magistrados.

O jurídico do SindipetroNF e da FUP irão, nesse sentido, avaliar a nova intimação do TST para, amanhã, comunicar a categoria qual o entendimento jurídico acerca da mais esse ataque a classe trabalhadora. O sindicato avaliará, também, o quadro nacional para se posicionar diante da nova conjuntura.

Juntos somos mais fortes!

Da Imprensa da CUT - Um dos integrantes do grupo defensor da privatização da Petrobrás, José Alberto de Paula Torres Lima, renunciou nesta quarta (30) ao cargo no Conselho de Administração da empresa, quando foi iniciada a greve nacional dos petroleiros em defesa de uma nova política de preços dos combustíveis e gás de cozinha. O conselheiro é ligado há mais de 27 anos à Shell, petrolífera internacional, e foi eleito, após indicação, no dia 26 de abril.

À imprensa, José Alberto alegou questões pessoais para sua saída. Entretanto, ela ocorre em meio a uma das maiores crises da Petrobras, graças à política adotada pelo governo golpista de Michel Temer (MDB), que colocou na presidência da empresa o tucano Pedro Parente.

Desde 2016, a estatal brasileira tem sofrido desvalorização no mercado internacional, além de praticar uma política de preços que permite reajustes diários nos valores do diesel, da gasolina e do gás de cozinha, em paridade com ajustes internacionais. O aumento do diesel, inclusive, foi o que motivou a greve dos caminhoneiros.

Petroleira e dirigente da CUT-SP e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Cibele Vieira classifica a renúncia do conselheiro como vitória do movimento grevista iniciado nas primeiras horas da manhã desta quarta em todo o País.

“Uma das primeiras coisas que o Pedro Parente fez quando assumiu a Petrobras foi trazer Nelson Silva como parte da estratégia da empresa, que também é ligado à Shell. Em abril, Nelson trouxe o José Alberto para o conselho de administração", explica.

"É como se o McDonald’s colocasse alguém do Burger King no alto escalão da empresa. Com certeza, era uma pessoa que estava para defender apenas o interesse das petrolíferas estrangeiras e privadas dentro da Petrobras.”

A paralisação da categoria tem como eixo principal de reivindicações a mudança da política de preços da estatal. A pauta inclui ainda a manutenção dos empregos, a retomada da produção interna de combustíveis, o fim do desmonte e da privatização do Sistema Petrobrás e a demissão do atual presidente, Pedro Parente.

 

Marize Muniz / Da Imprensa da CUT - 60% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobras, aponta pesquisa CUT-Vox Populi, realizada entre os dias 19 a 23 de maio e divulgada nesta segunda-feira (28).

A pesquisa, que registrou ampla rejeição a privatização da maior empresa pública do país, foi feita nos três primeiros dias da paralisação dos caminhoneiros que bloquearam centenas de estradas no país para protestar contra os aumentos absurdos do óleo diesel.

Apesar de provocar transtornos na locomoção e desabastecimento em postos de gasolina, supermercados, farmácias, fábricas e hospitais, a mobilização dos caminhoneiros vem sendo aprovada pela população que também sofre com os reajustes quase diários nos preços da gasolina e do gás de cozinha.

O mesmo apoio está sendo dado aos petroleiros que iniciaram nesta quarta-feira (30) uma greve de advertência de 72 horas justamente contra a política de preços que o presidente da Petrobras, Pedro Parente, implantou em junho do ano passado de reajustar os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha de acordo com a variação internacional do barril de petróleo e da flutuação cambial.

Os brasileiros que apoiam a greve dos petroleiros contra essa política já entenderam onde está o problema. A pesquisa CUT-Vox constatou que, entre as razões para discordar do pacote de privatizações do golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), os entrevistados citaram preços mais caros, demissões de trabalhadores e redução de salários.

E mais: para a maioria dos entrevistados, a privatização não é um bom negócio nem traz benefícios para o Brasil, só beneficia empresários, investidores e os ricos.

Em nota, a Associação dos Engenheiros da Petrobrás explica porque o país está importando mais e vendendo mais caro no mercado nacional e afirma que a mudança na política de preços, que tem causado prejuízos para os brasileiros, é o caminho para melhorar o desempenho da companhia.

Avaliação da privatização feita no Brasil nos últimos 30 anos

Sobre as empresas que eram públicas e foram privatizadas no Brasil nos últimos 30 anos, a avaliação dos entrevistados pela pesquisa CUT-Vox Populi também é negativa.

Para 44% dos brasileiros, nas mãos da iniciativa privada, as empresas privatizadas nas últimas décadas não ficaram rentáveis nem fortes; os preços estão mais caros (42%), o número de empregados diminuiu (38%), os salários foram rebaixados (31%) e a qualidade dos produtos piorou (24%).

Para 33% dos entrevistados, a privatização não trouxe benefícios para o Brasil. Outros 50% disseram que não é um bom negócio para o país nem para os brasileiros.

A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada com brasileiros de mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos.

Foram ouvidas 2.000, em entrevistas feitas em 121 municípios. Estratificação por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda. A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

 

 

Tatiana Melim / Da Imprensa da CUT - A greve nacional de 72 horas dos petroleiros, iniciada nas primeiras horas desta quarta-feira (30), teve forte adesão da categoria nas refinarias e terminais em todo o País e parou, também, a plataforma da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Os ônibus chegaram vazios nas refinarias, os portões ficaram fechados desde a madrugada e o apoio da população à greve, que chegou a ir durante a madrugada na frente de algumas unidades, como a da Repar, em Araucária, no Paraná, foi considerada histórica por diversos petroleiros.

“À meia noite membros da comunidade foram para a porta da Repar para apoiar a greve. Isso nunca tinha ocorrido antes”, disse o petroleiro e secretário de Comunicação da CUT, Roni Barbosa, que estava no local.

“Eles sabem que a greve é pelo Brasil e pelo povo brasileiro. Os aumentos dos combustíveis e a privatização da Petrobras só beneficiam o capital, jamais o trabalho”, analisou Roni.

E decisões como a tomada nesta terça-feira (29) pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), que se antecipou à paralisação e classificou a greve como "abusiva” por ser política, só contribuem para a população olhar o movimento dos petroleiros de maneira diferente.

Como a Federação Única dos Petroleiros (FUP) já havia divulgado várias vezes, a greve é uma advertência à atual administração que implantou uma política equivocada de preços desde que o golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) assumiu o governo, após o golpe de Estado em 2016, e indicou Pedro Parente para gerir a Petrobras.

A categoria não se intimidou e manteve a greve pela redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; pela manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis; pelo fim das importações da gasolina e outros derivados de petróleo; contra as privatizações e desmonte do Sistema Petrobras; e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa.

Numa afronta ao legítimo movimento nacional que se formou contra a política de preços da Petrobras, inclusive com forte apoio de várias categorias profissionais, a estatal anunciou novo aumento do preço da gasolina nas refinarias nesta quarta, primeiro dia da greve.

A partir de amanhã (31), o preço subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro nas refinarias. Em maio, o preço do combustível acumulou alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, ao responder às declarações de Parente, que acusou os petroleiros de realizarem uma greve política, enfatizou que desde o início da mobilização da categoria nas unidades da companhia, em abril deste ano, eles já tinham avisado que a greve não teria pautas trabalhistas, mas a defesa da Petrobras, do Brasil e dos brasileiros, que estão com os orçamentos tão comprometidos que trocaram o gás de cozinha por lenha, por exemplo.

“O fato de Pedro Parente estar destruindo a Petrobras é uma decisão política. Tudo em nossa vida gira em torno da política”, rebateu Rangel.

“Nós sabemos o que está em jogo neste país. Nós não vamos impedir os petroleiros de entrarem para trabalhar porque eles não vão trabalhar, pois sabem o que está acontecendo dentro da Petrobrás. Eles sabem que está em curso um processo de entrega do patrimônio público.”

E Rangel estava certo: os trabalhadores e trabalhadoras, conscientizados do atual momento pelo qual passa a estatal, não entraram para trabalhar nas refinarias, terminais e plataformas.

Confira como foi a paralisação nesta quarta-feira (30):

Em São Paulo, as Refinarias de Paulínia (Replan) e Capuava (Recap) amanheceram paradas. Na Replan, no interior de São Paulo, a paralisação começou com a adesão de 100% dos trabalhadores do turno da noite e os ônibus que chegaram pela manhã estavam todos praticamente vazios.

Na Recap, em Mauá, região metropolitana de São Paulo, os petroleiros iniciaram o dia com os braços cruzados, dialogando sobre a pauta de reivindicações da categoria, que, entre outros pontos, pede a demissão imediata de Parente do comando da estatal.

Em Araucária, na região Metropolitana de Curitiba, à zero hora desta quarta-feira, horário marcado para iniciar a greve nacional dos petroleiros, cerca de 40 pessoas da comunidade local estiveram presentes em frente à Refinaria Getúlio Vargas (Repar) para se solidarizar à luta em defesa da Petrobras.

No Paraná, a Araucária Nitrogenados (Fafen-PR) e a unidade de xisto do Paraná (SIX) também tiveram as atividades interrompidas pela #GreveDosPetroleiros. No terminal de Paranaguá, os trabalhadores e trabalhadoras aderiram.

Apesar da tentativa do governo de impedir a greve e calar os trabalhadores, os petroleiros de Minas Gerais mantiveram a paralisação na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, contra a privatização da Petrobrás e a política de preços responsável pela alta nos combustíveis e gás de cozinha.

No Rio de Janeiro, na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), uma das mais complexas do Sistema Petrobras, os trabalhadores e trabalhadoras cruzaram os braços nesta quarta-feira, primeiro dia de greve. Segundo informações da FUP, na Bacia de Campos, petroleiros de diversas plataformas também aderiram à greve de advertência de 72 horas.

Na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), no Rio Grande do Sul, os trabalhadores e trabalhadoras também amanheceram paralisados. #ForaParente e #DefesaDaPetrobras deram o tom da mobilização.

Em Pernambuco, os petroleiros pararam a Refinaria Abreu e Lima e os trabalhadores do setor administrativo e do turno da manhã aderiram à paralisação. Cruzaram os braços e se uniram em defesa da Petrobras.

Em Salvador, na Bahia, petroleiros paralisaram o prédio administrativo (Ediba) da Petrobras neste dia que ficará marcado como o Dia Nacional de Luta Pela Redução do Preço do Gás e do Combustível.

Em Aracaju, também teve adesão à #GreveDosPetroleiros e um ato em frente à Petrobras reuniu trabalhadores da categoria e militantes dos movimentos sociais em apoio à paralisação.

Em Fortaleza, no Ceará, a Refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Rubnor) amanheceu com as atividades paralisadas. Os movimentos sociais estiveram presente em frente à refinaria para apoiar os petroleiros em greve.

Em Auto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte, petroleiros paralisaram a base da Petrobras pela redução do preço dos combustíveis e do gás de cozinha, combustível. #ForaPedroParente também estava na pauta. Em Mossoró, assim como os petroleiros do Ativo Industrial de Guamaré e da Estação Coletora do Canto do Amaro, também teve adesão à greve.

No Espírito Santo, os trabalhadores e trabalhadoras das bases administrativas e operacionais de terminais e unidades de tratamento e processamento de gás natural (UPGNs e UTGCs) também aderiram à paralisação.

Em Santa Catarina, os trabalhadores do Edifício Administrativo da Transpetro de Joinville (Ediville) e dos terminais de Biguaçu (Teguaçu), São Francisco do Sul (Tefran) e de Itajaí (Tejaí) paralisaram as atividades e se deslocaram até o Terminal de Guaramirim (Temirim) para a realização de um ato conjunto na manhã desta quarta.

Em Manaus, os trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Isaac Sabbá (Reman) também cruzaram os braços nesta manhã no primeiro dia da greve dos petroleiros.

Na Transpetro, a greve atinge os terminais do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, do Espírito Santo, do Amazonas, do Ceará, de Pernambuco, de Campos Elíseos (Duque de Caxias) e de Cabiúnas (Macaé).

 

Começa daqui em instantes a transmissão ao vivo como as participações do Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, o Coordenador da FUP, José Maria Rangel e o economista do INEEP, Rodrigo Leão, para esclarecer as dúvidas sobre a crise de combustíveis e a greve nacional dos petroleiros e petroleiras.

O vídeo pode ser assistido e compartilhado em https://youtu.be/0c9GfKXHjG8 .

O tema da transmissão é "Informação também é energia: Petroleiros esclarecem a sociedade sobre a crise dos combustíveis" e será repercutido por uma rede nacional de blogs: Kiko Nogueira (DCM), Renato Rovai (Forum), Fernando Brito (Tijolaço), Paulo Henrique Amorim (Conversa Afiada), Cynara Menezes (Socialista Morena), Leonardo Attuch (Brasil 247), Luis Nassif (GGN) e Maria do Rosário (O Cafezinho).

 

Professores do Instituto de Economia da UFRJ divulgaram nota, com 21 assinaturas dos docentes, que onde criticam a atual política de preços da Petrobrás e os subsídios para o diesel importado. Confira abaixo a íntegra do documento: 

Subsídios para o Diesel Importado?

Recentemente, o conselho de administração da Petrobras, negligenciando os efeitos danosos da volatilidade no preço do petróleo para a atividade econômica, decidiu manter os preços dos combustíveis alinhados com os preços dos derivados no mercado internacional, independentemente dos custos de produção da companhia. Com essa política, a empresa passou a repassar os riscos econômicos da volatilidade dos preços para os consumidores com o objetivo de aumentar os dividendos de seus acionistas. A crise provocada pela reação dos caminhoneiros a essa política é fruto desse grave equívoco.

Para superar essa crise, é indispensável rever essa política. No entanto, o governo decidiu preservá-la, propondo um subsídio para o diesel com reajustes mensais no seu preço. O governo estima que essas medidas custarão R$ 13 bilhões aos cofres públicos até o final do ano, dos quais mais de R$ 3 bilhões serão gastos para subsidiar o diesel importado O ministro Guardia justificou essa medida econômica heterodoxa como necessária para preservar a competitividade do diesel importado.

O Brasil importou 25,4 milhões de barris de gasolina e 82,2 milhões de barris de diesel no ano passado, porém exportou 328,2 milhões de barris de petróleo bruto. Na prática, esse petróleo foi refinado no exterior para atender o mercado doméstico, deixando nossas refinarias ociosas (31,9%) em março de 2018. Nesse processo, os brasileiros pagaram os custos da ociosidade das refinarias da Petrobras e aproximadamente US$ 730 milhões anuais pelo refino de seu óleo no exterior. Não é racional que o Brasil subsidie diesel importado para absorver a capacidade ociosa de concorrentes comerciais.

A Petrobras foi criada para garantir o suprimento doméstico de combustíveis com preços racionais. Não é razoável que o presidente da Petrobras declare que o petróleo produzido no Brasil é rentável a US$ 35 dólares/barril e proponha oferta-lo aos brasileiros a US$ 70/barril.

Professores do Instituto de Economia da UFRJ:

Adilson de Oliveira
Ary Barradas
Carlos Frederico Leão Rocha
David Kupfer
Denise Lobato Gentil
Eduardo Costa Pinto
Fernando Carlos
Isabela Nogueira
João Saboia
João Sicsu
José Eduardo Cassiolato
José Luís Fiori
Karla Inez Leitão Lundgren
Lena Lavinas
Lucia Kubrusly
Luiz Carlos Prado
Luiz Martins
Marcelo Gerson Pessoa de Matos
René Carvalho
Ronaldo Bicalho
Victor Prochnik

 

Petroleiros e petroleiras do Terminal de Cabiúnas, em Macaé, estão participando da Greve de 72 horas da categoria, com o cumprimento das orientações indicadas pelo sindicato para a base.

O turno está realizando a operação conforme orientação do sindicato. A entidade denuncia, no entanto, que a gestão da empresa busca esvaziar o movimento por meio da liberação dos trabalhadores da escala.

Diretores e diretoras do sindicato realizam contatos com a categoria nas entradas dos turnos, dentro dos ônibus. Assim como acontece em relação às plataformas e demais bases, a avaliação sobre o movimento é feita a cada 24 horas.

 

Da Imprensa da FUP - Em meio ao caos que sua política de preços de derivados causou ao país, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, volta a afrontar a sociedade e aumenta de novo a gasolina. A partir desta quinta-feira (31), o preço nas refinarias subirá 0,74% e passará a ser de R$ 1,9671 por litro. Só neste mês de maio, o preço do combustível nas refinarias já acumula alta de 9,42%.

Para os petroleiros, que estão em greve nacional desde o início desta quarta-feira, 30, esse aumento é mais uma decisão abusiva da gestão da Petrobrás que, recorreu ao Tribunal Superior do Trabalho para tentar inviabilizar a luta legítima da categoria para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis.

Desde que Parente impôs uma política de preços alinhada ao mercado internacional, a Petrobrás já reajustou mais de 200 vezes os preços dos derivados nas refinarias.

Como a FUP e seus sindicatos vêm alertando, a disparada dos preços da gasolina, do gás de cozinha e do diesel não pode ser tratada como uma questão apenas de tributação. É, acima de tudo, um problema de gestão da Petrobrás, que vem sendo administrada para atender exclusivamente aos interesses do mercado.
"Com o aval do governo Temer, o presidente da empresa, Pedro Parente, adotou em outubro de 2016 uma política de preços internacionais para os derivados produzidos pela estatal, sem estabelecer qualquer mecanismo de proteção para o consumidor. A FUP denunciou na época que quem pagaria a conta seria o povo brasileiro e que o País estaria refém das crises internacionais de petróleo. Não adianta, portanto, reduzir os impostos, que o governo já havia aumentado em 100% no ano passado, se não houver uma mudança estrutural na gestão da Petrobrás. Os combustíveis continuarão subindo de forma descontrolada, enquanto o principal foco do problema não for atacado", destaca a FUP em Carta Aberta à População, divulgada na última sexta-feira (25).

"O alinhamento internacional dos preços de derivados faz parte do desmonte da Petrobrás. O objetivo é privatizar as refinarias, os dutos e terminais, assim como já ocorreu com os campos do Pré-Sal, gasodutos, subsidiárias, entre dezenas de outros ativos estratégicos da estatal. Para facilitar a entrega, Pedro Parente, subutilizou o parque de refino e passou a estimular a importação de derivados por empresas privadas. Em 2013, a Petrobrás tinha capacidade de atender 90% da demanda interna de combustíveis. Em 2017, esse percentual caiu para 76%. Algumas refinarias já operam com metade da capacidade de produção, como é o caso da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, uma das quatro unidades que Parente colocou à venda", ressalta o documento.

"Beneficiadas por essa política, as importadoras de combustíveis fazem a festa. Os derivados importados já representam 24% do mercado nacional. Ou seja, a cada 10 litros de gasolina vendidos no Brasil, 2,5 litros são importados. Enquanto isso, a Petrobrás está sendo reduzida a uma mera exportadora de petróleo, quando poderia abastecer integralmente o País com diesel, gasolina e gás de cozinha a preços bem abaixo do mercado internacional", reitera a FUP em seu comunicado à população.

 

 

O Sindipetro-NF atualizou nesta tarde o quadro de adesão à Greve de 72 horas nas bases do Norte Fluminense. A parcial das 14h mostra que 25 plataformas estão no movimento, além de Cabiúnas e bases administrativas de Macaé — no Parque de Tubos houve, hoje manifestação.

Entre as 25 plataformas mobilizadas, 15 foram entregues em operação ao contingente mínimo da Petrobrás, outras sete fora entregues paradas (quatro em razão de manutenção e três em razão de a equipe de contingência não ter como operar). As demais três tiveram adesão por meio do não embarque dos grupos que estavam programados para hoje.

As plataformas que estão no movimento são as seguintes: PCE1, PPM1, PNA-2, PCH-1, PVM1, P-07, P-08, P-12, P-15, P-19, P-20, P-25, P-26, P-32, P-33, P-35, P-37, P-40, P-47, P-48, P-50, P-51, P-61, P-63 e P-65. 

A Greve de 72 horas tem um caráter de advertência. A categoria petroleira já aprovou, para breve, a realização de uma Greve por tempo indeterminado. Petroleiros e petroleiras exigem a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis; a manutenção dos empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação da gasolina e outros derivados de petróleo; o fim da privatização e do desmonte do Sistema Petrobrás; e a demissão do Pedro Parente da Presidência da Petrobrás.

 

Da Rede Brasil Atual - O coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel, afirmou que a greve de 72 horas da categoria, iniciada nesta quarta-feira (30), não afetará o abastecimento de combustível no país. Ele fez um paralelo com a crise de desabastecimento diante da greve dos caminhoneiros, cujos efeitos tendem a se normalizar nos próximos dias.

"Não é verdadeiro que a greve pode causar desabastecimento porque, durante a paralisação dos caminhoneiros, a Petrobras continuou produzindo e os tanques estão abarrotados. Conduzimos o processo de tal forma para que não falte combustível para suprir as necessidades da população", disse à Rádio Brasil Atual.

A FUP convocou a greve nacional contra a política de preço dos combustíveis e do gás de cozinha, contra a privatização da Petrobras e pela saída imediata do presidente da estatal Pedro Parente. As primeiras ações começaram pela manhã em diversas refinarias, terminais e plataformas da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

 

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