Não obstante à forte adesão das bases de Terra e da UTGCab, as plataformas confirmam a força da Greve Geral e, na reta final, aumentam a participação no movimento, fazendo com que 26 unidades façam parte desse dia histórico para o país (número bem superior à médias de mobilizações de um dia chamadas pelos SindipetroNF).

Veja também: orientações para plataformas, bases de terra e Cabiuínas.

Diversas categorias em todo o país aderiram ao movimento, que visa barrar os retrocessos nas leis trabalhistas e previdênciarias do Brasil, além de dar o recado para o governo ilegítimo de Michel Temer que a classe trabalhadora não aceitará retrocesso algum.

Confira o quadro atualizado de plataformas: 

1 - Apr. Estado Assemb. Permanente     02 - Aprov. Doc. FUP s/condição segurança     03 - Real. De greve 24 horas 28-04
Plataforma Favor Contra Abstenção     Plataforma Favor Contra Abstenção     Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 84 0 13     Cabiunas 78 0 18     Cabiunas 77 3 21
Edinc 56 0 4     Edinc 46 0 14     Edinc 55 4 1
Imbetiba 80 3 3     Imbet
iba
62 0 24     Imbetiba 84 1 1
PT 43 0 0     PT 40 0 3     PT 42 0 1
PCE-1 21 1 0     PCE-1 22 0 0     PCE-1 19 2 1
PGP-1           PGP-1           PGP-1      
PRA-1           PRA-1           PRA-1      
PPM-1           PPM-1           PPM-1      
PPG-1           PPG-1           PPG-1      
PNA-1           PNA-1           PNA-1      
PNA-2 21 0 0     PNA-2 21 0 0     PNA-2 21 0 0
PCH-1 16 0 1     PCH-1 17 0 0     PCH-1 16 1 0
PCH-2 14 0 0     PCH-2 14 0 0     PCH-2 14 0 0
PCP 1/3 8 0 0     PCP 1/3 8 0 0     PCP 1/3 8 0 0
PCP 2           PCP 2           PCP 2      
PVM-1           PVM-1           PVM-1      
PVM-2           PVM-2           PVM-2      
PVM-3           PVM-3           PVM-3      
P-07           P-07           P-07      
P-08 27 0 0     P-08 27 0 0     P-08 24 2 1
P-09           P-09           P-09      
P-12 7 0 0     P-12 7 0 0     P-12 7 0 0
P-15 13 0 0     P-15 10 0 3     P-15 12 0 1
P-18           P-18           P-18      
P-19 26 0 0     P-19 12 1 13     P-19 14 12 0
P-20 21 0 0     P-20 20 0 1     P-20 21 0 2
P-25 23 1 0     P-25 24 0 0     P-25 3 18 3
P-26           P-26           P-26      
P-31           P-31           P-31      
P-32 25 0 0     P-32 0 0 0     P-32 25 0 0
P-33           P-33           P-33      
P-35 21 0 0     P-35 21 0 0     P-35 18 1 2
P-37 20 0 1     P-37 20 0 1     P-37 20 0 1
P-38 8 0 0     P-38 8 0 0     P-38 8 0 0
P-40 22 0 0     P-40 22 0 0     P-40 22 0 0
P-43           P-43           P-43      
P-47 9 3 1     P-47 12 0 1     P-47 1 10 2
P-48 29 0 2     P-48 27 0 4     P-48 28 0 3
P-50 29 0 0     P-50 28 0 1     P-50 28 1 0
P-51 12 2 0     P-51 14 0 0     P-51 8 3 3
P-52           P-52           P-52      
P-53           P-53           P-53      
P-54 17 1 5     P-54 17 1 5     P-54 17 1 5
P-55 28 0 0     P-55 16 1 11     P-55 24 1 3
P-56 23 0 0     P-56 23 0 0     P-56 21 1 1
P-61 17 0 0     P-61 17 0 0     P-61 16 1 0
P-62 31 0 0     P-62 31 0 0     P-62 28 3 0
P-63 28 0 0     P-63 14 0 14     P-63 17 1 10
P-65 6 1 0     P-65 6 0 1     P-65 6 1 0
Total 785 12 30     Total 684 3 114     Total 704 67 62

O sindicato orienta os trabalhadores que estão previstos para largar às 23h desta quinta, 27, no UTGCab, caso não sejam rendidos nos seus postos de trabalho, para permanecerem guarnecendo seus postos de trabalho até a rendição, realizando somente as atividades que impactam a segurança e as condições de vivência da unidade. Nesse tipo de greve aprovada nas assembleias não haverá corte ou redução da produção. Também não haverá trabalho para retomar a produção ou religar equipamentos que por ventura tenham desligado e não sejam necessários à segurança dos trabalhadores e à vivência da unidade nas 24 horas da greve.

O sindicato alerta para que os trabalhadores não aceitem provocações dos prepostos da Petrobras e respondam a qualquer solicitação diferente do que está sendo orientado que quem negocia com a empresa é o sindicato.

Os diretores do sindicato estão em Plantão nas sedes da entidade e disponíveis nos celulares para esclarecer dúvidas.

Sede Macaé - 27659550

Aos companheiros e companheiras da Bacia de Campos

 

Ainda tem alguém aí que não vai fazer a greve? É você?

 

O Ministério Público do trabalho, Juízes do Trabalho, a CNBB e outros movimentos religiosos, centenas de categorias de trabalhadores — algumas delas altamente estratégicas, como rodoviários, metroviários, correios e bancários — e até algumas instituições de ensino particulares estão aderindo ao movimento contra o corte de direitos trabalhistas e previdenciários, que tem como um grande grito este o de amanhã, dia de greve geral no País.

Diante de toda essa crescente adesão, você, justo você, trabalhador ou trabalhadora da categoria petroleira, uma das que aprovou a adesão, não vai ficar de fora, não é mesmo?

E por que justo você?

Porque você faz parte de uma categoria que tem a sua história confundida com a história das lutas populares no Brasil.

Porque a Petrobrás só existe — e, portanto, o seu emprego — em razão de inúmeras lutas, que vão desde a campanha "O petróleo é nosso" até à Greve de 2015, um brado contra a privatização da companhia, passando pela histórica greve de 1995, pelo mesmo motivo.

Porque você faz parte de uma das mais organizadas categorias do Brasil, e se você, que tem essa força, não se mobilizar, estará contribuindo para reduzir a potência da voz de milhões de outros trabalhadores, que eventualmente nem empregos têm, muito menos sindicatos fortes para representá-los.

Porque você aprendeu, na luta e no dia a dia, que ninguém é uma ilha. Que todo o trabalho, em qualquer setor, é resultado de uma ação coletiva, e que, portanto, é coletivamente que o trabalhador deve se compreender como agente político.

E porque você, ainda que não tenha se atentado, e ainda que não queira pensar coletivamente a questão, será diretamente prejudicado pelo conjunto de ataques urdidos contra os direitos trabalhistas e previdenciários (Pode acreditar, vai sim. Vide a abertura para a terceirização da atividade fim, por exemplo).

No futuro, tenha direito de cravar nas suas redes sociais: "#28A, eu fiz".

Não fique de fora.

O Brasil vai parar.

 

Macaé, 27 de Abril de 2017

Diretoria do Sindipetro-NF

 

A comissão eleitoral da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) offshore da Bacia de Campos, que envolve a UO-BC e a UO-RIO, decidiu prorrogar o prazo para inscrições de candidatos a cipista do calendário 2017/2018. Em reunião ontem, quando foi tomada a decisão, os representantes da Petrobrás alegaram que 20 plataformas não atingiram o quórum mínimo de cinco candidatos.

Para o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Sérgio Borges, a dificuldade em atingir o quórum para as comissões tem relação direta com a volta de velhas práticas da alta administração da companhia, que desestimulam a participação dos empregados.

"São perseguições, punições, transferências arbitrárias e assédios a cipistas atuantes. Isso tem se tornado frequente em todas as instalações da Petrobrás", afirma o sindicalista.

Para ele, o “Sistema de Consequências”, onde a gestão minuciosamente procura erros em processos, "é utilizado para punir trabalhadores de chão de fábrica, e não para adquirir conhecimento que melhore as condições de segurança das unidades". 

Borges adverte ainda que "esse mesmo sistema não é aplicado quando a falha é do gestor, como quando há falta de EPIs, a implementação do operador mantenedor, ou o adiamento de manutenções e inspeções de equipamentos críticos que são constantemente denunciados pelo sindicato".

O PIDV (Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário), aliado à redução de efetivo, é outro ponto que preocupa toda diretoria do sindicato. Para a entidade, o enxugamento de quadro também afeta diretamente as Cipas, pois, além de diminuir a quantidade de pessoas a bordo, se desfaz de empregados extremamente experientes em atuar na segurança das instalações. 

“Os gestores da Petrobrás devem rever imediatamente suas posições com relação ao enxugamento de efetivo, ou serão responsáveis por uma nova tragédia na história da empresa”, advertiu Borges.

Novo prazo

O novo prazo para inscrições de candidaturas às Cipas offshore vai até o dia 11 de maio. A direção do Sindipetro-NF indica que os trabalhadores participem do processo eleitoral, candidatando-se ou votando em candidatos que representem de fato os trabalhadores.

O sindicato lembra que a Cipa é um dos principais instrumentos de prevenção de acidentes, e que, nela, os empregados têm oportunidade paritária de lutar por uma política de SMS que verdadeiramente coloque em primeiro lugar a saúde e a segurança dos trabalhadores.

 

Nestes momentos que antecedem a um movimento grevista, os trabalhadores precisam ficar atentos aos assédios das gerências e não aceitarem coações. Todos os casos devem ser denunciados ao sindicato.

Nesta tarde, por exemplo, a entidade recebeu relatos de que um gerente de plataforma está tentando forçar os operadores de lastro a trabalharem na greve.

O NF reafirma que casos como este são inadmissíveis e que os trabalhadores estão amplamente amparados legalmente e politicamente para realizarem o movimento. Intimidações como estas não podem ser aceitas e os casos serão denunciados.

As orientações divulgadas pelo sindicato prevêem formas de enfrentar o assédio e o comportamento antissindical das gerências. Confira aqui.

 

 

O Sindipetro-NF recebeu, hoje, mais atas assembleias de plataformas que manifestam adesão ao movimento de greve que começa à 0h desta sexta, 28, e terá duração de 24 horas. Desta vez, as adesões vieram da P-19 e da P-54.

Com elas, chega a 19 o número de plataformas que realizaram assembleias que, somadas aos votos das assembleias nas bases de terra, garantem ampla aprovação ao movimento: 579 favoráveis, 59 contrários e 55 abstenções.

O sindicato estimula que mais unidades façam assembleias de adesão ao movimento que já está aprovado e será realizado.

É muito importante demonstrar a força da categoria petroleira neste chamado nacional contra os cortes de direitos trabalhistas e previdenciários.

Confira o quadro de assembleias neste momento:

 

1 - Apr.  Estado Assemb. Permanente
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 84 0 13
Edinc 56 0 4
Imbetiba 80 3 3
PT 43 0 0
PCE-1  21 1 0
PGP-1       
PRA-1       
PPM-1      
PPG-1       
PNA-1       
PNA-2       
PCH-1  16 0 1
PCH-2  14 0 0
PCP 1/3       
PCP 2       
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07       
P-08  27 0 0
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18       
P-19  26 0 0
P-20  21 0 0
P-25  23 1 0
P-26       
P-31       
P-32  25 0 0
P-33       
P-35  21 0 0
P-37  20 0 1
P-38       
P-40  22 0 0
P-43       
P-47  9 3 1
P-48  29 0 2
P-50  29 0 0
P-51      
P-52       
P-53       
P-54  17 1 5
P-55      
P-56 23 0 0
P-61      
P-62      
P-63 28 0 0
P-65  6 1 0
Total 647 10 30
       
       
       
02 - Aprov. Doc. FUP s/condição segurança
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 78 0 18
Edinc 46 0 14
Imbetiba 62 0 24
PT 40 0 3
PCE-1  22 0 0
PGP-1       
PRA-1       
PPM-1      
PPG-1       
PNA-1       
PNA-2       
PCH-1  17 0 0
PCH-2  14 0 0
PCP 1/3       
PCP 2       
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07       
P-08  27 0 0
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18       
P-19  12 1 13
P-20  20 0 1
P-25  24 0 0
P-26       
P-31       
P-32  0 0 0
P-33       
P-35  21 0 0
P-37  20 0 1
P-38       
P-40  22 0 0
P-43       
P-47  12 0 1
P-48  27 0 4
P-50  28 0 1
P-51      
P-52       
P-53       
P-54  17 1 5
P-55      
P-56 23 0 0
P-61      
P-62      
P-63 14 0 14
P-65  6 0 1
Total 559 2 100
       
       
03 - Real. De greve 24 horas 28-04
Plataforma Favor Contra Abstenção
Cabiunas 77 3 21
Edinc 55 4 1
Imbetiba 84 1 1
PT 42 0 1
PCE-1  19 2 1
PGP-1       
PRA-1       
PPM-1      
PPG-1       
PNA-1       
PNA-2       
PCH-1  16 1 0
PCH-2  14 0 0
PCP 1/3       
PCP 2       
PVM-1      
PVM-2       
PVM-3       
P-07       
P-08  24 2 1
P-09       
P-12  7 0 0
P-15       
P-18       
P-19  14 12 0
P-20  21 0 2
P-25  3 18 3
P-26       
P-31       
P-32  25 0 0
P-33       
P-35  18 1 2
P-37  20 0 1
P-38       
P-40  22 0 0
P-43       
P-47  1 10 2
P-48  28 0 3
P-50  28 1 0
P-51      
P-52       
P-53       
P-54  17 1 5
P-55      
P-56 21 1 1
P-61      
P-62      
P-63 17 1 10
P-65  6 1 0
Total 579 59 55

O Sindipetro-NF recebeu de petroleiros da plataforma P-32, na Bacia de Campos, relatos sobre condições precárias de hotelaria. Houve redução recente no número de trabalhadores nesta área, de 21 para 17, e os impactos são percebidos na deterioração da qualidade do serviço de alimentação e limpeza. A plataforma conta com um efetivo médio de 150 petroleiros e petroleiras. 

Entre os problemas apontados pelos trabalhadores estão falhas nas limpezas de salas e camarotes, assim como na lavagem das roupas. De acordo com os trabalhadores, os casos se agravam nas paradas de produção.

O sindicato está em contato com os trabalhadores da unidade para levantar mais informações sobre a situação e cobra da Petrobrás a resolução dos problemas.

 

A questão agora é de medir forças. É o povo contra o Congresso e o Governo. A percepção dos golpistas de que esta sexta-feira, 28, será um dia histórico, fez a Câmara acelerar a votação do pacote anti-trabalhador. São várias frentes de ataque, na aposentadoria e nos direitos trabalhistas, que o governo ilegítimo e a bancada patronal quer aproveitar, nesta terrível janela de oportunidade conservadora, para levar adiante.

São tempos difíceis que exigem muita formação política, trabalho de base, ação de formiguinha tanto física quanto virtual, para fazer frente a um bloqueio midiático que tenta, de todo modo, esconder que o País está se insurgindo contra a violenta política de retirada de direitos.

O lado animador da história é a adesão, para o movimento desta sexta, até mesmo de instituições que não têm cotidianamente um perfil militante, como as escolas particulares. Algumas delas, na região, anunciaram que não funcionarão amanhã, em apoio ao protesto nacional. Este exemplo está se multiplicando e crescem manifestações espontâneas de estímulo ao não trabalho e até mesmo ao não consumo neste dia.

É uma guerra de comunicação que precisamos vencer. E uma greve é um grande gesto de comunicação.

Por isso, a participação dos petroleiros em mais este momento histórico orgulha a Classe Trabalhadora e mostra que a categoria não falha quando é chamada nos momentos críticos. Os que chegaram a apostar que pudesse haver alguma forma de indiferença dos petroleiros em relação aos ataques ao conjunto dos trabalhadores, perderam feio.

Nesta sexta, é hora de parar o País. E de nossa parte cruzaremos os braços nas áreas operacionais, com a entrega da produção a prepostos da Petrobrás ou, simplesmente, com a parada de produção nas unidades aonde a empresa não assumir. Em Cabiúnas não haverá corte de rendição e, nas bases administrativas de Macaé, o indicativo é de não trabalho, com participação da categoria no ato público da Praça Veríssimo de Melo, às 10h.

Que não ousem duvidar da capacidade de luta da Classe Trabalhadora. Precisamos mostrar que quem manda no País é o povo.

 

A Junta Eleitoral que coordena o processo eleitoral da Diretoria e do Conselho Fiscal do Sindipetro-NF, para o mandato 2017-2020 se reúne hoje, 27, às 14h na sede de Macaé. Hoje, também acontece o primeiro treinamento dos mesários, às 16h, . 

Tanto a reunião quanto o treinamento acontecerão na sede do Sindipetro-NF em Macaé. 

Câmara

Deputados da base de Temer bateram o tempo todo na tecla de estarem “votando a modernização das leis trabalhistas" (J.BATISTA/CÂMARA DOS DEPUTADOS)

RBA – Depois de mais de 10 horas de sessão, por 296 votos a 177, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL) 6.787, a "reforma" trabalhista, de acordo com o substitutivo do relator, Rogério Marinho (PSDB-RN). A votação foi concluída por volta das 23h desta quarta-feira (26). Em seguida, iniciaram-se votações dos destaques ao texto.

Antes, o plenário rejeitou dois requerimentos da oposição pedindo o adiamento da votação do projeto. O substitutivo virtualmente demole a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Se passar no Senado e for sancionado, o acordo coletivo prevalecerá sobre a legislação em vários itens. Na prática, o sindicato não será mais necessário ao trabalhador na rescisão trabalhista e a contribuição sindical obrigatória é extinta. A Justiça do Trabalho fica enfraquecida.

Apesar dos protestos e das tentativas de obstruir os trabalhos, a oposição viu todas as suas investidas serem "tratoradas" pela maioria do governo. O número de votos obtidos na vitória, porém, não seria suficiente para a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição, caso da reforma da Previdência, que precisa de 308 votos.

Pouco antes da votação, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a sessão que aprovou a antirreforma "vai colocar lenha e fogo na greve geral do dia 28". A parlamentar lembrou que nomes importantes da MPB, como Gal Costa e Elymar Santos, cancelaram os seus shows "em respeito" à greve. Citou ainda o apoio da Igreja Católica e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e da Ordem dos Advogados do Brasil.

Durante os debates, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) protestou contra a votação açodada de "matéria que altera a vida de milhões de brasileiros, uma legislação que ao longo das últimas décadas tem regulado as relações de trabalho". "Queremos que o povo que vai às ruas dia 28 saiba como votou cada um", pediu o líder do PT, Carlos Zarattini (SP), na sequência.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) citou conversações com entidades e senadores e afirmou que "essa matéria vai ficar engavetada no Senado Federal". Segundo ele, "isso já está pactuado". Alessandro Molon (Rede-RJ) citou o presidente Michel Temer e o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), que "coagiram" e ameaçaram trabalhadores que queiram se manifestar na greve de sexta-feira.

A votação acabou sendo nominalm depois de suspense e de inúmeros ataques da oposição, que acusou os governistas de estarem com medo de ter seu nome vinculado à destruição de direitos. Por fim, o líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), anunciou um acordo entre líderes da base governista e da oposição para que a votação do texto-base fosse feita nominalmente.

 

O Ministério Público do Trabalho, através do procurador-geral, Ronaldo Curado Fleury, divulgou uma nota pública que reafirma que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil. Na mesma nota o MPT afirma que com base na Constituição de 1988 compete aos trabalhadores decidir sobre exercer o direito de greve e sobre o que o movimento defende. 

O Ministério Público considera legítima a resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite no Congresso Nacional, "sem consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores”. E reafirma a posição contrária à Reforma Trabalhista que impõe medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores violando gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Confira a íntegra da Nota


NOTA PÚBLICA


O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, considerando a Greve Geral anunciada para o dia 28.04.2017, vem a público:

I – DESTACAR que a Greve é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal, bem como por Tratados Internacionais de Direitos Humanos ratificados pelo Brasil, “competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender” ( art. 9º da CF/88);

II – ENFATIZAR a legitimidade dos interesses que se pretende defender por meio da anunciada Greve Geral como movimento justo e adequado de resistência dos trabalhadores às reformas trabalhista e previdenciária, em trâmite açodado no Congresso Nacional, diante da ausência de consulta efetiva aos representantes dos trabalhadores (Convenção OIT n. 144);

III – REAFIRMAR a posição institucional do Ministério Público do Trabalho - MPT contra as medidas de retirada e enfraquecimento de direitos fundamentais dos trabalhadores contidas no Projeto de Lei que trata da denominada “Reforma Trabalhista”, que violam gravemente a Constituição Federal de 1988 e Convenções Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho;

IV – RESSALTAR o compromisso institucional do MPT com a defesa dos Direitos Sociais e com a construção de uma sociedade livre, justa, solidária e menos desigual.


RONALDO CURADO FLEURY
Procurador-Geral do Trabalho

 

Os trabalhadores de P-32 denunciaram ao sindicato que o ar condicionado dos camarotes não estão funcionando, descumprindo o anexo 2 da NR-30 sobre habitabilidade. Enquanto isso, o ar condicionado dos camarotes dos geplats, coordenadores e supervisores continua funcionando. 

No dia 7 de fevereiro desse ano, o ar condicionado de todos os camarotes já havia apresentado defeito. Esse problema consta da ata de Cipa realizada no dia 4 de abril, como se tivesse sido resolvido com a instalação de um equipamento chamado rooftop, mas segundo relato dos trabalhadores a situação continua crítica.  

A diretoria do Sindipetro-NF irá cobrar da gestão uma solução rápida para que os trabalhadores não sofram com a alta temperatura, que impede inclusive que a pessoa durma com tranquilidade. 

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