Imprensa da CUT - O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou um aplicativo com os principais cálculos que um dirigente necessita em uma rodada de negociação. A ferramenta pode ser acessada por meio de qualquer modelo de celular.

Com apenas um toque, pode-se ter acesso à calculadora de perda salarial, benefícios e abono, por exemplo. Além disso, a entidade oferece gráficos com reajustes, cláusulas em destaque, pisos regionais e reajustes de pisos.

“Além do uso em negociações coletivas, queremos que, a partir do aplicativo, o dirigente faça demandas a uma unidade de atendimento remoto do Dieese. Pretendemos, assim, reorganizar a forma de fazer o atendimento sindical nas negociações coletivas, permanentemente e em tempo real”, explicou o Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz.

Por meio do aplicativo, que inicialmente é aberto e gratuito - depois será cobrado um valor sobre os serviços oferecidos -, o Dieese pretende iniciar uma nova era, entrando de vez no universo virtual. Além disso, diz Clemente, a tecnologia ajuda a resistir a essa situação nova de falta de recursos.

“Isso já fazia parte do projeto do Departamento e estamos acelerando o desenvolvimento da ferramenta com o máximo de opções para os usuários terem mais autonomia para acessar virtualmente uma série de informações”, diz Clemente.

Segundo ele, o Dieese está criando uma equipe que ficará responsável somente pelo atendimento remoto.

“São postos novos de trabalho para atender esse tipo de demanda, desde a construção do aplicativo até os serviços que serão oferecidos no futuro, para que, na ponta, o dirigente ganhe com rapidez e agilidade e, para isso, estamos batalhando para ter uma unidade que faça atendimento das 8h às 20h”, complementou o diretor técnico do Dieese.

Imprensa da CUT - Por pressão de trabalhadores e trabalhadoras, que ocuparam mais uma vez o Congresso Nacional, nesta terça-feira (7), o Senado deve engavetar a votação de projetos polêmicos, que não têm consenso absoluto na Casa, pelo menos até as eleições de outubro. A decisão foi tomada em reunião dos líderes partidários com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE).

A luta da classe trabalhadora é contra a aprovação de projetos considerados prioritários pelo governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), como o que permite à Petrobras abrir mão de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo da Cessão Onerosa do Pré-Sal e o que autoriza a venda de distribuidoras da Eletrobras em seis estados do Norte e Nordeste.

A força tarefa organizada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) em Brasília está sendo feita em conjunto com os eletricitários. Eles têm percorrido os gabinetes para alertar os parlamentares sobre os prejuízos que a aprovação dos Projetos de Lei Complementar – PLC’s 77 e 78/2018 – podem causar ao povo brasileiro e ao país.

O diretor da FUP, Deyvid Bacelar, ressaltou que vários senadores entenderam os argumentos dos trabalhadores e reconheceram os prejuízos que a União, os estados e os municípios terão se esses projetos forem aprovados.

“Os líderes dos partidos com os quais conversamos e conseguimos convencer ajudaram a pressionar o presidente do Senado para que esses projetos não fossem colocados encaminhados para votação em regime de urgência”, explicou.

A ação contra a provação dos PLC’s conta, também, com o reforço dos trabalhadores e trabalhadoras que integram o Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social, que reúne mais de 30 entidades, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB).

Na pressão 
Contra a venda do Pré-Sal e das distribuidoras da Eletrobras, petroleiros e eletricitários, com o apoio da CUT, lançaram uma campanha para pressionar os senadores a votarem contra os projetos de lei que permitem a entrega do patrimônio do povo brasileiro.

Basta acessar o site Na Pressão e mandar e-mail, telefonar ou postar recados nas redes sociais dizendo que é contra a entrega a “preço de banana” do patrimônio dos brasileiros e brasileiras.
É possível enviar mensagem a cada senador de forma individual ou encaminhar, de uma só vez, e-mail para todos os parlamentares indecisos ou a favor do governo do ilegítimo Temer pelo link "Ativar Ultra Pressão".

Ao acessar o site, o usuário encontrará duas colunas: a azul corresponde aos senadores favoráveis aos projetos e a coluna verde são os parlamentares que querem manter a energia e o petróleo com o controle do povo brasileiro.

Ao clicar na foto individual do parlamentar, é possível acessar informações completas do deputado, como partido, estado e até mesmo contato para envio de mensagens por meio do whatsapp.

> Acesse o site e comece a pressão aos senadores.

Aposentados e pensionistas do Norte Fluminense estiveram hoje, 8,  na frente do Tribunal de Justiça, no Rio de Janeiro, para acompanhar a audiência sobre o agravo da Petros sobre a ação do Sindipetro-NF contra o equacionamento do plano Petros, quando Petrobrás tentará cassar as liminares obtidas pelo sindicato em favor de associados de vários municípios.

Segundo o diretor  Antônio Alves da Silva (Tonhão) o agravo da Petros foi retirado da pauta e, para o NF essa retirada deve ser considerada como uma vitória da categoria.

Agravo do NF

Também existe no Tribunal, um agravo do Sindipetro-NF nessa mesma ação, que pede a extensão das liminares para abranger toda a categoria, mas que ainda não entrou em pauta. Nas últimas semanas o jurídico do NF esteve no Tribunal conversando com juízes e desembargadores para tentar explicar o posicionamento do sindicato em relação ao equacionamento e a esse agravo.

"Acredito que o Tribunal tenha definido pelo adiamento para colocar os dois agravos em pauta juntos. Isso é bom, porque terão mais tempo para analisar nosso pedido" - comenta Tonhão.

 

Imprensa da FUP - A FUP e seus sindicatos estão novamente em Brasília para mais uma força tarefa no Congresso Nacional, na tentativa de impedir que seja aprovado no Senado o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar 078/2018, que autoriza a Petrobrás a abrir mão de 70% dos cinco bilhões de barris de petróleo da Cessão Onerosa do Pré-Sal. O texto, de autoria do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), foi aprovado a toque de caixa pela Câmara dos Deputados Federais, no dia 20 de junho, sem qualquer debate nas comissões.

Na ocasião, os petroleiros realizaram uma brigada em Brasília e conseguiram retirar do texto os benefícios que os deputados pretendiam dar as multinacionais, que queriam ter acesso direto aos excedentes da Cessão Onerosa. A pressão impediu que esse excedentes, cujas reservas podem chegar a 15 bilhões de barris de petróleo, fossem entregues como concessão ou através de venda direta, como queria o governo.  Se os excedentes da Cessão Onerosa forem leiloados terá que ser como determina o Regime de Partilha.

A luta agora é para que o projeto não seja levado a votação este ano no Senado. Para isso, a FUP e seus sindicatos estão desde a manhã desta terça-feira (07), percorrendo os gabinetes dos senadores, alertando para os prejuízos que o PLC 78/18 representa para a Petrobrás e os estados brasileiros. O objetivo é arrancar um compromisso dos senadores de que envolvam a sociedade neste debate e que o projeto percorra todo trâmite regimentar, passando pelas devidas comissões para que seja avaliado e amplamente discutido.

A força tarefa da FUP está sendo feita em conjunto com os eletricitários, que lutam para que o projeto que facilita a venda de distribuidoras da Eletrobrás, o PLC 77/2018, que também está sofrendo pressão do governo Temer e das multinacionais para ser colocado em regime de urgência. A brigada petroleira e os eletricitários também contam com o reforço dos trabalhadores que integram o Fórum Nacional pela Redução da Desigualdade Social, que reúne mais de 30 entidades, entre elas a Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), com quem a FUP vem articulando lutas conjuntas em defesa da soberania nacional.

O diretor da FUP, Deyvid Bacelar, ressaltou que vários senadores se sensibilizaram para a importância do tema e reconheceram os prejuízos que a União, os estados e os municípios terão se os PLCs 78 e 77 forem aprovados. “Os líderes dos partidos com os quais conversamos e convencemos vão pressionar o Eunício de Oliveira (presidente do Senado) para ele não coloque o regime de urgência desses projetos em votação no plenário até o final do ano”, explicou.  Os petroleiros aguardam o posicionamento dos parlamentares e seguirão organizados, na luta em defesa da soberania nacional.  

 

Imprensa da FUP - Em documento protocolado segunda-feira, 6, na Petrobrás, a FUP reitera que todos os trabalhadores do Sistema devem ser contemplados com a Participação nos Resultados referente ao exercício de 2017, conforme acordado com a empresa em 2015.  No documento, encaminhado ao diretor do Refino, Jorge Celestino Ramos, a FUP reafirma que é questão de justiça o pagamento para os trabalhadores da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR), que estão sendo arbitrariamente excluídos da quitação da PR.

O ofício protocolado faz um retrospecto de todo o processo de negociação do regramento da PLR e das diversas ações sindicais que resultaram na equalização de direitos e práticas normativas da Fafen-PR. Vários documentos e informes da Petrobrás e da Araucária Nitrogenados foram anexados, como o Termo de Quitação da PR 2014, que remete ao que foi pactuado com os trabalhadores no Acordo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobrás.

 

 

 

A FUP também anexou o informe que a Araucária Nitrogenados enviou aos trabalhadores em março de 2016, admitindo que, mesmo com o lucro registrado pela Fafen em 2015, não haveria distribuição da PLR, em função da empresa acompanhar as diretrizes de PLR da holding, que havia registrado prejuízos naquele ano.  A FUP, portanto, exige que a justiça seja feita e os trabalhadores da Fafen-PR recebam a PR, como os demais petroleiros do Sistema.

 

 

 

Uma questão de justiça

A insistência da Petrobrás em excluir os petroleiros da Fafen-PR do pagamento da Participação nos Resultados é, portanto, um ataque deliberado aos direitos da categoria. Além de uma questão de justiça, o que está em xeque é a luta da categoria contra o desmonte e a privatização, num momento em que todo o Sistema Petrobrás está sob ataque. Se permitirmos que os gestores deixem de fora os companheiros da Araucária Nitrogenados, amanhã farão o mesmo com os trabalhadores de outras unidades da empresa. A cronologia abaixo deixa claro que esse é o objetivo dos gestores.

1982 - Entra em operação a Ultrafertil SA, subsidiária do Sistema Petrobrás 

1993 - Privatização da Ultrafertil SA, durante o governo Itamar Franco. Empresa passou pela Cargill, Bunge e Vale. Demissões e precarização. Muda o nome para Araucária Nitrogenados.

2013 - Retorno da unidade ao Sistema Petrobrás, como FAFEN-PR. Empresa passa a ser subsidiária 100% Petrobrás.

2013 a 2015 - Diversas ações sindicais para incorporação da FAFEN-PR. Mudanças em procedimentos técnicos e administrativos. Busca da equalização de direitos no ACT e demais normas e procedimentos trabalhistas.

2014 – Após ampla negociação com a Petrobrás, a FUP e seus sindicatos pactuam o Acordo de Metodologia para Definição e Pagamento da PLR no Sistema Petrobras.

Junho de 2015 - Em junho, a Araucária Nitrogenados e o Sindiquimica-PR assinam termo de quitação da Participação nos Resultados (PR) de 2014, conforme pactuado no Acordo de Metodologia para Pagamento da PLR, após negociação com a FUP e seus sindicatos.

Dezembro de 2015 - No final de dezembro, a diretoria da Araucária Nitrogenados reúne todos trabalhadores em auditório para informar o excelente lucro e resultado da empresa.

Março de 2016 - Araucária Nitrogenados envia e-mail aos trabalhadores em 22/03, informando que não quitaria a PLR, apesar do lucro registrado em 2015, alegando que acompanha as diretrizes praticadas pela holding. Como o Sistema Petrobrás não auferiu lucro, nem atingiu as metas, os gestores da Fafen-PR informaram que seguiriam a holding e não pagaram a PLR.

Abril de 2016 – A Câmara dos Deputados Federais abre processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.

Maio de 2016 – Pedro Parente assume a presidência da Petrobrás no dia 30 de maio.

Agosto de 2016 – O Senado Federal aprova o impeachment da presidenta Dilma, que é afastada definitivamente do cargo.

2017 – No dia 11 de setembro, a Petrobrás comunica início do processo competitivo para venda da Araucária Nitrogenados e da unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), cuja planta, em Três Lagoas (MS).

Março de 2018 – Petrobrás anuncia saída do setor de fertilizantes e hibernação das fábricas (FAFEN) de Sergipe e Bahia.

Março de 2018 – Após divulgação do Balanço de 2017, Petrobrás comunica ao mercado no dia 15/03 que irá pagar a Participação nos Resultados aos trabalhadores.

03/05/2018 – Em reunião com a Petrobrás, FUP cobra pagamento da PR para todos os trabalhadores do Sistema, nos mesmos moldes de 2015.

09/05/2018 – Petrobrás comunica ao mercado que está em processo de negociação exclusiva com a empresa russa Acron para venda da Fafen-PR e da UFN-III.

18/05/2018 - Petrobrás e Araucária Nitrogenados se negam a pagar para os trabalhadores da Fafen-PR a Participação nos Resultados. Uma das alegações é que a empresa não faz parte do Sistema Petrobrás.

21/05/2018 – Em reunião com a Petrobrás, FUP torna a cobrar pagamento da PR para todo o Sistema Petrobrás, nos mesmos moldes de 2015, e reafirma que não aceitará que nenhum trabalhador fique de fora do pagamento.

04/07/2018 – Durante a reunião da Comissão de Acompanhamento do Acordo Coletivo, a FUP torna a cobrar o pagamento da PR para os trabalhadores da Fafen-PR.

19/07/2018 – Conselho Deliberativo da FUP reafirma nenhum petroleiro a menos na PR.

01/08/2018 - Direção da FUP ocupa a reunião extraordinária da Comissão de AMS e exige que a Petrobrás resolva o impasse do pagamento da PR.

04/08/2018 – VII Plenafup delibera por nenhum petroleiro a menos na PR.

06/08/2018 – FUP envia ofício ao diretor de Refino, Jorge Celestino, cobrando justiça para os trabalhadores da Fafen-PR.

O Sindipetro-NF ajuizou no dia 3 de agosto uma ação contra a entrega de campos de petróleo e plataformas na Bacia de Campos. Essa ação tem a ver com o anuncio feito pela Companhia em julho de 2017, que envolve 14 plataformas colocadas à venda pela gestão da Petrobrás. Elas fazem parte de um conjunto de 74 áreas de exploração e produção anunciadas para venda em todo o País.

De acordo com um levantamento feito pelo Dieese em 2017, a produção total destas unidades da Bacia de Campos é de aproximadamente 53 mil barris diários de petróleo. Além da produção, as unidades são estratégicas pela localização, algumas delas interligando as demais por fibra ótica.

"O último programa político aprovado pela população, em 2014, reafirmava o papel da Petrobrás como indutora do desenvolvimento nacional. Destruindo este programa, e o Brasil, o Golpe não só exporta empregos, pesquisa e desenvolvimento (como simboliza o FPSO gigante inteiramente importado, P-67), como agora quer entregar campos e plataformas com décadas de produção viável pela frente, e nas quais os investimentos necessários já estão amortizados há muitos anos" - comenta o jurídico na ação.

A ação denuncia esta violação da ordem econômica, protegida pela Constituição, e propõe a suspensão da venda das unidades.

"As vendas são mais um passo do golpe, diretamente ligado à privataria tucana que voltou agora ao poder no País. Os passos que os golpistas queriam dar são exatamente esses. Quando assumiram logo mudaram a lei do pré-sal para retirar da Petrobrás a condição de operadora única, com participação mínima de 30%, depois aprovaram o projeto da terceirização, inclusive podendo terceirizar a atividade fim" - explica o Coordenador do NF, Tezeu Bezerra.

O Senado pode votar hoje, 7,  o projeto de lei complementar (PLC) 78/2018, que entrega o pré sal de graça às empresas estrangeiras. Esse projeto permite à Petrobrás transferir à terceiros áreas contratadas no regime de cessão onerosa e determina o fim das licitações públicas nas contratações de bens e serviços para explorar e produzir os principais campos da província petrolífera do pré-sal.

A FUP e seus sindicatos enviaram uma força tarefa para Brasília para conversar com Senadores e Deputados  em defesa da Petrobrás e do patrimônio do povo brasileiro. O Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, está integrando esse grupo.

Projeto original

O projeto é autoria do deputado federal José Carlos Aleluia e foi aprovado sem debates no dia 4 de julho, tendo a Copa do Mundo como pano de fundo. Se passar no Senado, a Petrobras poderá vender 70% dos cinco bilhões de barris, que ela tem direito a explorar na cessão onerosa. "Atualmente a empresa tem utilizado “parcerias” passando o controle e operação de alguns campos para outras empresas" - explicou o Coordenador do Sindipetro-BA, Deyvid Baclear.

 

 

O SindipetroNF recebeu a denúncia de que, ontem, ocorreu vazamento de óleo para o mar na Plataforma P-31, no campo de Albacora, na Bacia de Campos.

 Segundo o sindicato apurou, o vazamento é devido a um trinca no tanque de carga no costado do navio.

O NF também averiguou que esse é o segundo tanque de carga que esta com problema, e que por pouco não houve outro vazamento no passado. Esse mesmo tanque, agora, segundo a categoria, está com problemas de falta de controle na entrada de água do mar o que é grave por atrapalhar o trabalho do lastro.

 O outro lado

O NF entrou em contato com o SMS da Petrobrás e ainda não teve resposta do ocorrido.

 

Imprensa Sindipetro-MGTrês trabalhadores da Petrobrás ficaram feridos em um acidente na tarde desta segunda-feira (6) na Regap, em Betim (MG). Um deles foi encaminhado em estado grave para o Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte.

Um operador e dois técnicos de manutenção acompanhavam o teste de uma válvula do sistema de ácido sulfúrico 98% quando houve o rompimento da conexão de um Indicador Local de Pressão (PI), emitindo um jato de ácido que os atingiu.

O operador sofreu queimaduras no rosto e teve o olho esquerdo atingido pelo ácido sulfúrico. Ele está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Mater Dei e ainda não há informações sobre seu estado de saúde.

Já os outros dois trabalhadores sofreram queimaduras leves. Um deles foi atendido e liberado ainda na refinaria. Outro foi encaminhado para o Mater Dei e, após atendimento, foi liberado com atestado médico até quarta-feira (8). O caso está sendo acompanhado pelo Sindipetro/MG.

Esse é o segundo acidente registrado com empregados da Regap esse ano. O primeiro aconteceu em março deste ano com um operador que sofreu uma escoriação no tornozelo ao descer de um dos ônibus da empresa que presta serviço de transporte para a Petrobrás em Betim.

O acidente foi provocado porque a tampa do assoalho quebrou quando o trabalhador desembarcava do veículo, o que fez com seu pé esquerdo afundasse em direção à caixa de marchas do ônibus.

Não foi necessário atendimento médico, mas foi expedida uma Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para que o caso fosse apurado.

> Leia também: 

Mergulhador morre em acidente em plataforma da Petrobrás

Marinha determina parada de produção em P-63

Outro acidente

Também na manhã desta segunda-feira, uma Kombi da empreiteira Manserv pegou fogo dentro da Regap. O incêndio ocorreu no motor do veículo e foi rapidamente controlado com uso de canhão de água e extintores. Ninguém ficou ferido.

Desmonte

A política de cortes de investimentos e privatização de ativos potencializaram os riscos de acidentes, principalmente em função da redução de efetivos, da falta de manutenção das unidades e da consequente precarização das condições de trabalho.

No ano passado, foram registrados seis acidentes nas unidades da Petrobrás em Minas. Em um deles, registrado na Termelétrica Aureliano Chaves, um um técnico de manutenção sofreu uma lesão no rosto durante atividade em esmeril da oficina da unidade.

Os demais acidentes ocorreram na Regap e envolveram vazamentos de amônia, petróleo em alta temperatura e diesel, em alguns casos até provocando incêndios, mas sem vítimas.

Em pesquisa feita pela FUP e sindicatos com os trabalhadores de refinarias, 94% dos 1.180 petroleiros que participaram da consulta informaram que não se sentem seguros nas unidades. Apenas 170 trabalhadores disseram ter tido algum tipo de treinamento sobre os procedimentos de Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis, como prevê a NR-20.

O cenário de insegurança é o mesmo nas plataformas, terminais e campos de produção terrestre, onde vários ativos estão sendo privatizados. O resultado desse desmonte é o aumento das ocorrências de emergência, acidentes frequentes e 14 trabalhadores mortos neste dois anos da gestão temerária dos golpistas.

 

A CUT e demais centrais sindicais estão convocando a população para o Dia Nacional do Basta, em 10 de agosto.  O objetivo dessa data é dizer basta de desemprego, de retirada de direitos, de privatizações, de aumentos abusivos nos preços dos combustíveis e de sofrimento para o povo brasileiro.

Em Macaé, a Frente Macaense de Luta convoca a população para participar de um ato às 17h na Praça Veríssimo de Melo. Já em Campos, a atividade é convocada pela CUT e demais centrais sindicais, e começa às 16h no Calçadão. Estão programadas oficinas, roda de capoeira e aula pública para o ato em Campos dos Goytacazes.

"Temos que mostrar para o restante do país, que nós não aceitaremos os ataques aos trabalhadores e ao povo mais pobre. Precisamos de um país mais justo e igualitário, por isso convocamos a todos e todas a estar nas ruas dia 10, nos atos que estão sendo convocados. Vamos dar um Basta!" - convoca o Coordenador do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Imprensa da CUT - A Universidade Global do Trabalho (Global Labor University - GLU), formada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), Fundação Friedrich Ebert,  sindicatos e universidades, vai realizar esta semana, em São Paulo, a 13ª Conferência da GLU, que vai discutir o tema: “O Futuro do Trabalho: Democracia, Desenvolvimento e o Papel do Trabalho”. 

A Conferência será oficialmente aberta nesta terça-feira (7), às 14h, na sede da CUT, na Rua Caetano Pinto, 575, em São Paulo. Após a abertura, será realizada a primeira mesa de debates, com o tema “Mudanças Estruturais e Futuro do Trabalho.  Às 18h, será realizado um Ato Internacional em Defesa da Democracia e do Lula, que contará com a participação de mais de 100 convidados internacionais, entre eles sindicalistas, ativistas e acadêmicos de todos os continentes, além dos  convidados nacionais. Na quarta (8) e na quinta (9), as outras mesas da Conferência, serão realizadas em Campinas. 

A Global Labor University (GLU) organiza cursos de curta duração e à distância e cursos de mestrado em cinco países diferentes sobre sindicatos, desenvolvimento sustentável, justiça social, normas internacionais do trabalho, empresas multinacionais, políticas econômicas e instituições globais. Além disso, promove cooperação em pesquisas sobre questões trabalhistas globais.  

Na 13ª Conferência, representantes do Brasil e do exterior vão debater o crescimento das forças políticas conservadoras, o desemprego e a precarização do trabalho no mundo; além das mudanças no mundo do trabalho provocadas pelas transformações tecnológicas e pela reestruturação global do processo do trabalho, que representam enormes desafios para acadêmicos, sindicalistas e organizações sociais preocupadas com o futuro do trabalho, democracia e redução nas assimetrias do desenvolvimento.

O secretário de Relações Internacionais da CUT, Antonio Lisboa, explica que a nova abordagem dos cursos da GLU aumentam a capacidade intelectual e estratégica dos representantes dos trabalhadores e trabalhadoras e estabelecem relações mais fortes entre  os sindicatos, a OIT e a comunidade científica.  

“Os cursos fortalecem a capacidade e a competência sindical para defender a Justiça social e o trabalho decente no local de trabalho, nacional e internacionalmente”, diz o dirigente.

Por isso, continua Lisboa, os programas da GLU são uma oportunidade única para sindicalistas e outros ativistas de direitos trabalhistas estudarem em um ambiente internacional e fornecerem oportunidades de qualificação ainda maior para sua equipe ou até para novos especialistas que recrutarem no mercado. 

“A rede global da GLU fornece uma estrutura inovadora para pesquisa e desenvolvimento de políticas em um ambiente verdadeiramente multicultural, multirregional e multidisciplinar”, diz Lisboa. 

O secretário lembra que o primeiro curso foi lançado na Alemanha em 2004 -  programa de mestrado - que agora também é oferecido na África do Sul, Brasil, Índia e, desde 2014, nos Estados Unidos. Em 2018, a GLU completa 10 anos no Brasil e a CUT é a única central sindical da América Latina que participa na coordenação da GLU em parceira com a UNICAMP e FES Brasil.

A mesa de abertura contará do primeiro dia da Conferência na terça (7)  com a participação de Christoph Scherrer, do ICDD; Rafael Peels, da OIT - ACTRAV; Vagner Freitas, Presidente Nacional da CUT; Katharina Hofmann, da FES; Anselmo Luis dos Santos, do CESIT/IE/UNICAMP; e Michelle Williams, representando a GLU.

Na sequência, será formada a mesa que vai debater as mudanças estruturais e o futuro do trabalho. Participam das discussões Victor Baez, CSA; Victor Figueroa, ITF; Marcio Pochmann, UNICAMP; Soledad Salvador, CIEDUR. A mesa será coordenada por Antonio Lisboa, Secretário de Relações Internacionais da CUT Brasil.

Do Ato Internacional em defesa da democracia e do Lula participarão Adolfo Perez Esquivel, Ativista argentino de direitos humanos e Prêmio Nobel da Paz (ele enviou um vídeo porque não conseguiu conciliar as agendas); Victor Baez, CSA; Gleisi Hoffmann, presidenta do PT (a confirmar); Vagner Freitas, Presidente da CUTl; Luiz Gonzaga Belluzzo, UNICAMP; Han Sang-gyun, ex Presidente da KCTU (central sindical sul coreana); Shawna Bader-Blau, Centro de Solidariedade da AFL CIO (central sindical dos EUA) e coordena Rosane Bertotti, Secretária de Formação da CUT Brasil.

Imprensa da FUP - Com participação de cerca de 200 petroleiras e petroleiros, terminou neste domingo (05), no Rio de Janeiro, a VII Plenária Nacional da FUP, que deliberou sobre questões fundamentais para a categoria. Além de definir um amplo calendário de lutas contra a privatização do Sistema Petrobras e a entrega do Pré-Sal, a Plenafup apontou uma série de encaminhamentos para preservar direitos dos trabalhadores e impedir o desmonte de conquistas históricas, como a Petros, AMS e o Acordo Coletivo.

Trabalhador vota em trabalhador

A VII Plenafup também deliberou que uma das lutas centrais dos petroleiros deve ser a eleição de Lula e de um congresso representativo dos trabalhadores. A plenária aprovou por unanimidade o apoio às candidaturas de petroleiros para ampliar a defesa do Sistema Petrobras e do Pré-Sal como alicerces da retomada do projeto popular e democrático de soberania e desenvolvimento nacional.

Planos de luta

A direção da FUP permanece no Rio de Janeiro, onde reúne-se nesta segunda-feira (06) para operacionalizar as resoluções da plenária e definir ações para implementar o calendário de lutas aprovado.

Pagina 4 de 808

Sede MacaéMacaé

Rua Tenente Rui Lopes Ribeiro, 257 Centro - CEP 27910-330 Telefone: (22) 2765-9550

Sede CamposCampos

Av. 28 de Março, 485 Centro - CEP 28.020-740 Telefone: (22) 2737-4700